Conceitos fundamentais Classificac¸˜ao de variedades Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Conjectura de Poincar ´e
Geometria para entender o Universo
Marcelo VianaConceitos fundamentais Classificac¸˜ao de variedades Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Outline
1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
Conceitos fundamentais
Classificac¸˜ao de variedades Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Variedades Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
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1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸ ˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
Conceitos fundamentais
Classificac¸˜ao de variedades Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Variedades
Definic¸ ˜ao
Umavariedade ´e um espac¸o que pode ser descrito localmente atrav ´es de coordenadas. O n ´umero de coordenadas que s ˜ao
necess ´arias ´e chamadodimens ˜aoda variedade.
Conceitos fundamentais
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Variedades
Definic¸ ˜ao
Umavariedade ´e um espac¸o que pode ser descrito localmente atrav ´es de coordenadas. O n ´umero de coordenadas que s ˜ao
necess ´arias ´e chamadodimens ˜aoda variedade.
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Variedades abertas
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Variedades fechadas
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Porqu ˆe variedades s ˜ao importantes ?
Em geral, o conjunto dos estados poss´ıveis de um sistema experimental ´e uma variedade. Por exemplo:
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Porqu ˆe variedades s ˜ao importantes ?
Em geral, o conjunto dos estados poss´ıveis de um sistema experimental ´e uma variedade. Por exemplo:
θ
ω
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Porqu ˆe variedades s ˜ao importantes ?
Em geral, o conjunto dos estados poss´ıveis de um sistema experimental ´e uma variedade. Por exemplo:
θ
ω
Cada estado do p ˆendulo simples corresponde a um par(θ, ω).
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Variedades
Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Porqu ˆe variedades s ˜ao importantes ?
O Universo ´e uma variedade, de dimens ˜ao 4 (espac¸o-tempo
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Variedades Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Problema da classificac¸ ˜ao
Problema
Podemos listar todas as variedades de qualquer dimens ˜ao d ?
Em dimens ˜ao 1 ´e f ´acil: a ´unica curva aberta ´e a reta e a ´unica curva fechada ´e o c´ırculo. Como assim, “ ´unica” ?
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Variedades Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Problema da classificac¸ ˜ao
Problema
Podemos listar todas as variedades de qualquer dimens ˜ao d ?
Em dimens ˜ao 1 ´e f ´acil: a ´unica curva aberta ´e a reta e a ´unica
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Problema da classificac¸˜ao
Problema da classificac¸ ˜ao
Problema
Podemos listar todas as variedades de qualquer dimens ˜ao d ?
Em dimens ˜ao 1 ´e f ´acil: a ´unica curva aberta ´e a reta e a ´unica
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Variedades Motivac¸ ˜oes
Problema da classificac¸˜ao
Equival ˆencia de variedades
Definic¸ ˜ao
Duas variedades s ˜aoequivalentesse h ´a uma correspond ˆencia
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Problema da classificac¸˜ao
Equival ˆencia de variedades
Definic¸ ˜ao
Duas variedades s ˜aoequivalentesse h ´a uma correspond ˆencia
cont´ınua um-a-um entre os pontos de uma e da outra.
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Problema da classificac¸˜ao
Equival ˆencia de variedades
Definic¸ ˜ao
Duas variedades s ˜aoequivalentesse h ´a uma correspond ˆencia
cont´ınua um-a-um entre os pontos de uma e da outra.
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Classificac¸˜ao de variedades
Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Classificac¸˜ao das superf´ıcies Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
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1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
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Classificac¸˜ao de variedades
Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Classificac¸˜ao das superf´ıcies
Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Teorema de classificac¸ ˜ao das superf´ıcies
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Classificac¸˜ao de variedades
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Classificac¸˜ao das superf´ıcies
Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Teorema de classificac¸ ˜ao das superf´ıcies
H ´a duas sequ ˆencias fundamentais de superf´ıcies fechadas:
Superf´ıcies orient ´aveis
S2 T2
B2
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Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Teorema de classificac¸ ˜ao das superf´ıcies
H ´a duas sequ ˆencias fundamentais de superf´ıcies fechadas:
Superf´ıcies n ˜ao orient ´aveis
P2 K2
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Classificac¸˜ao das superf´ıcies
Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Teorema de classificac¸ ˜ao das superf´ıcies
Teorema
Toda a superf´ıcie fechada ´e equivalente a uma destas. Duas destas superf´ıcies nunca s ˜ao equivalentes.
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Classificac¸˜ao das superf´ıcies
Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Dimens ˜
oes superiores
Problema
Para d >2, tamb ´em podemos listar (a menos de equival ˆencia)
todas as variedades de dimens ˜ao d ?
Em dimens ˜ao 4 ou maior a resposta ´e negativa: o conjunto de todas as variedades ´e demasiado “complexo” para que possa ser listado de modo expl´ıcito.
A prova deste fato usa id ´eias da teoria da complexidade que remontam ao famoso Teorema da Indecidibilidade de G ¨odel.
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Dimens ˜oes superiores
Variedades simplesmente conexas
Dimens ˜
oes superiores
Problema
Para d >2, tamb ´em podemos listar (a menos de equival ˆencia)
todas as variedades de dimens ˜ao d ?
Em dimens ˜ao 4 ou maior a resposta ´e negativa: o conjunto de todas as variedades ´e demasiado “complexo” para que possa ser listado de modo expl´ıcito.
A prova deste fato usa id ´eias da teoria da complexidade que remontam ao famoso Teorema da Indecidibilidade de G ¨odel.
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Definic¸ ˜ao
Uma variedade ´e simplesmente conexase todo lac¸o nela pode
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Porqu ˆe esta noc¸ ˜ao ´e importante ?
Toda a variedade pode ser constru´ıda, como um “quociente”, a partir de uma variedade simplesmente conexa.
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A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
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1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸ ˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
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A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Conjectura de Poincar ´e
Conjectura
Toda variedade fechada simplesmente conexa de dimens ˜ao 3 ´e equivalente `a esfera 3-dimensional.
Proposta por Henri Poincar ´e no in´ıcio do s ´eculo XX (1900-04). Demonstrada cem anos depois por Grigori Perelman, seguindo um roteiro iniciado por Richard Hamilton.
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Dimens ˜oes superiores
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Henri Poincar ´e
29 de abril de 1854 - 17 de julho de 1912 ´
Ultimo dos grandes matem ´aticos universalistas. Os seus trabalhos abarcam a maioria das ´areas da Matem ´atica e da F´ısica Te ´orica (geometria, ´algebra, an ´alise, eletromagnetismo, topologia, equac¸ ˜oes diferenciais, mec ˆanica celeste, teoria dos n ´umeros).
Foi um dos art´ıfices da Teoria da Relatividade e o fundador da ´area de Sistemas Din ˆamicos.
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Dimens ˜oes superiores
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Grigori Perelman
13 de junho de 1966 (S ˜ao Petersburgo, R ´ussia) Especialista de fama internacional com diversos trabalhos not ´aveis na ´area de Geometria, tais como a prova da Conjectura da Alma.
A partir de nov/2002, publicou na internet uma s ´erie de artigos contendo a prova da Conjectura de Poincar ´e e da Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao. Em 2006 a Uni ˜ao Matem ´atica Internacional (IMU) concedeu-lhe a Medalha Fields. No entanto, Perelman recusou, se demitiu do Instituto Steklov, e se afastou do meio acad ˆemico.
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Conjectura de Poincar ´e
Dimens ˜oes superiores
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Conjectura de Poincar ´e
A conjectura de Poincar ´e faz sentido em qualquer dimens ˜ao:
se uma variedadepareceser a esfera ent ˜ao ela ´ea esfera ?
Conjectura
Para qualquer d >2, toda variedade fechada que tem o tipo de
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A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Steven Smale
15 de julho de 1930 (Flint (Michigan), USA) Deu not ´aveis contribuic¸ ˜oes fundamentais `a topologia, sistemas din ˆamicos, economia matem ´atica e teoria da computac¸ ˜ao.
Causou controv ´ersia no seu pa´ıs ao afirmar: ”os meus melhores trabalhos foram feitos nas praias do Rio de Janeiro”.
Em 1960 provou a Conjectura de Poincar ´e em dimens ˜ao maior ou igual a 5. Por este trabalho, recebeu a Medalha Fields em 1966.
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Conjectura de Poincar ´e
Dimens ˜oes superiores
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
Michael Freedman
21 de abril de 1951, Los Angeles, USA
Adquiriu renome internacional por seus trabalhos em topologia, particularmente sobre variedades de dimens ˜ao quatro. Atualmente trabalha em computac¸ ˜ao qu ˆantica nos Laborat ´orios Microsoft. Em 1982 provou a Conjectura de Poincar ´e em dimens ˜ao quatro. Por este trabalho, recebeu a Medalha Fields em 1986.
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A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
At ´e hoje, j ´a foram concedidas 44 Medalhas Fields. Tr ˆes foram para trabalhos sobre a Conjectura de Poincar ´e. Algumas mais (por exemplo, Thurston e Yau) foram para t ´opicos correlatos.
A Conjectura de Poincar ´e tamb ´em ´e um dos 7 Problemas do Mil ˆenio, distinguidos pelo Instituto Clay de Matem ´aticas com pr ˆemio de 1 milh ˜ao de d ´olares.
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A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
A Conjectura de Poincar ´e e a Medalha Fields
At ´e hoje, j ´a foram concedidas 44 Medalhas Fields. Tr ˆes foram para trabalhos sobre a Conjectura de Poincar ´e. Algumas mais (por exemplo, Thurston e Yau) foram para t ´opicos correlatos.
A Conjectura de Poincar ´e tamb ´em ´e um dos 7 Problemas do Mil ˆenio, distinguidos pelo Instituto Clay de Matem ´aticas com pr ˆemio de 1 milh ˜ao de d ´olares.
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
As geometrias elementares
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1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸ ˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
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As geometrias elementares
Geometrizac¸ ˜ao das superf´ıcies
Poincar ´e e K ¨obe aprofundaram a classificac¸ ˜ao das superf´ıcies: toda a superf´ıcie de g ˆenero g >1 ´e uma colagem de “calc¸as”.
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
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As geometrias elementares
Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao de Thurston
Conjectura
Toda a variedade de dimens ˜ao 3 ´e uma colagem de variedades de 8 tipos geom ´etricos b ´asicos.
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
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As geometrias elementares
Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao de Thurston
As “pec¸as” s ˜ao quocientes de 8 variedades simplesmente conexas localmente homog ˆeneas:1 S3(curvatura constante positiva)
2 R3(curvatura constante nula)
3 H3(curvatura constante negativa)
4 S2× R
5 H2× R
6 SL(f 2, R)
7 variedade Nil (geometria do grupo de Heisenberg)
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
As geometrias elementares
William Thurston
30 de outubro de 1946 (Washington DC, USA) Fez profundas contribuic¸ ˜oes `a teoria dos n ´os, geometria, teoria das folheac¸ ˜oes e topologia das variedades, revelando a import ˆancia da
geometria hiperb ´olica no estudo das variedades de dimens ˜ao 3.
Formulou a Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao e provou que ela ´e v ´alida no caso das variedades de Haken (Teorema “Monstro”). Por este e outros trabalhos, recebeu a Medalha Fields em 1982.
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Conjectura da Geometrizac¸˜ao
Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
As geometrias elementares
Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao de Thurston
A Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao implica a Conjectura de Poincar ´e e aponta para a classificac¸ ˜ao de todas as variedades de dimens ˜ao 3.
As duas conjecturas foram provadas por Perelman em 2003, seguindo um programa iniciado por Hamilton.
Conceitos fundamentais Classificac¸˜ao de variedades Conjectura de Poincar ´e Conjectura da Geometrizac¸˜ao
Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia Fluxo de Ricci Singularidades
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1 Conceitos fundamentais
2 Classificac¸ ˜ao de variedades
3 Conjectura de Poincar ´e
4 Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci Singularidades
Estrat ´egia da demonstrac¸ ˜ao
No in´ıcio dos anos 80, Hamilton prop ˆos a seguinte estrat ´egia: Comec¸ando com uma variedade de dimens ˜ao 3 com uma m ´etrica qualquer, deform ´a-la para aumentar a curvatura onde ela ´e pequena e diminuir a curvatura onde ela ´e grande. A
deformac¸ ˜ao deveria convergir para uma geometria “uniforme”.
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci Singularidades
Estrat ´egia da demonstrac¸ ˜ao
Se a variedade inicial ´e simplesmente conexa ent ˜ao a deformac¸ ˜ao deveria convergir para a esferaS3. Isto
provaria a Conjectura de Poincar ´e.
Em geral, a deformac¸ ˜ao deveria convergir para as 8 geometrias de Thurston. Isto provaria a Conjectura da Geometrizac¸ ˜ao.
Em dimens ˜ao 2 esta estrat ´egia funciona: a deformac¸ ˜ao converge para uma superf´ıcie com curvatura constante.
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Fluxo de Ricci
A formulac¸ ˜ao exata desta estrat ´egia ´e dada pelo fluxo de Ricci:
∂
∂tgi,j = −2Ri,j
onde gi,j ´e a m ´etrica, Ri,j ´e o tensor da curvatura de Ricci, e t ´e
o par ˆametro (“tempo”) de deformac¸ ˜ao.
O fluxo de Ricci ´e uma vers ˜ao n ˜ao linear da Equac¸ ˜ao do Calor: ele provoca “difus ˜ao” da curvatura na variedade. O tensor de Ricci ´e fundamental na Relatividade Geral: equac¸ ˜ao de campo de Einstein: 8πTi,j=Ri,j−
R
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Fluxo de Ricci
A formulac¸ ˜ao exata desta estrat ´egia ´e dada pelo fluxo de Ricci:
∂
∂tgi,j = −2Ri,j
onde gi,j ´e a m ´etrica, Ri,j ´e o tensor da curvatura de Ricci, e t ´e
o par ˆametro (“tempo”) de deformac¸ ˜ao.
O fluxo de Ricci ´e uma vers ˜ao n ˜ao linear da Equac¸ ˜ao do Calor: ele provoca “difus ˜ao” da curvatura na variedade.
O tensor de Ricci ´e fundamental na Relatividade Geral: equac¸ ˜ao de campo de Einstein: 8πTi,j=Ri,j−
R
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Fluxo de Ricci
A formulac¸ ˜ao exata desta estrat ´egia ´e dada pelo fluxo de Ricci:
∂
∂tgi,j = −2Ri,j
onde gi,j ´e a m ´etrica, Ri,j ´e o tensor da curvatura de Ricci, e t ´e
o par ˆametro (“tempo”) de deformac¸ ˜ao.
O fluxo de Ricci ´e uma vers ˜ao n ˜ao linear da Equac¸ ˜ao do Calor: ele provoca “difus ˜ao” da curvatura na variedade. O tensor de Ricci ´e fundamental na Relatividade Geral: equac¸ ˜ao de campo de Einstein: 8πTi,j=Ri,j−
R
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Fluxo de Ricci normalizado
O fluxo de Riccin ˜aopreserva o volume da variedade:
Por isso, precisamos utilizar o fluxo de Ricci normalizado: ∂
∂tgi,j = −2Ri,j+ λgi,j ondeλ´e chamada constante cosmol ´ogica.
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Fluxo de Ricci normalizado
O fluxo de Riccin ˜aopreserva o volume da variedade:
Por isso, precisamos utilizar o fluxo de Ricci normalizado:
∂
∂tgi,j = −2Ri,j+ λgi,j
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia
Fluxo de Ricci
Singularidades
Richard Hamilton
Nascido em 1943.
Formulou o programa do fluxo de Ricci e provou que esta estrat ´egia realmente funciona quando a variedade inicial tem curvatura de Ricci positiva:
Teorema
Toda variedade fechada simplesmente conexa de dimens ˜ao 3 que admite m ´etrica com curvatura de Ricci positiva ´e equivalente `a esferaS3.
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia Fluxo de Ricci
Singularidades
Singularidades
No caso geral, quando a curvatura de Ricci n ˜ao ´e positiva, o fluxo de Ricci pode desenvolver singularidades:
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Id ´eias da demonstrac¸ ˜ao
Estrat ´egia Fluxo de Ricci
Singularidades
Singularidades
No caso geral, quando a curvatura de Ricci n ˜ao ´e positiva, o fluxo de Ricci pode desenvolver singularidades:
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Estrat ´egia Fluxo de Ricci
Singularidades
Singularidades
No caso geral, quando a curvatura de Ricci n ˜ao ´e positiva, o fluxo de Ricci pode desenvolver singularidades:
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Estrat ´egia Fluxo de Ricci
Singularidades
Singularidades
No caso geral, quando a curvatura de Ricci n ˜ao ´e positiva, o fluxo de Ricci pode desenvolver singularidades:
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Estrat ´egia Fluxo de Ricci
Singularidades
Prova das Conjecturas de Poincar ´e e Thurston
Grigori Perelman explicou como o fluxo pode ser modificado (fluxo de Ricci com cirurgia) de modo a manter este fen ˆomeno sob controle, evitando os piores tipos de singularidades. Para isso, introduziu diversas t ´ecnicas originais revolucion ´arias.