Doença oncológica

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Representações dos Barnabés em torno da experiência escolar durante e após a vivência da doença oncológica: um estudo exploratório

Representações dos Barnabés em torno da experiência escolar durante e após a vivência da doença oncológica: um estudo exploratório

57 normalização da sua vida, face a uma experiência tão difícil e negativa como a doença oncológica sendo que a manutenção das relações destas crianças e adolescentes com os seus pares com dando um especial contributo ao seu ajustamento psicossocial (Larouche e Chin-Peuckert (2006; cit. por Fan & Eiser, 2009). Na mesma linha, Tadmor e colaboradores (2012) referem que o suporte social dos pares para além de ser o mais importante fator preditor de ajustamento psicossocial de crianças e adolescentes com cancro, a capacidade de manter estas relações durante o curso da doença é um elemento fulcral no que concerne ao ajustamento, a longo prazo, entre aqueles que sobrevivem. A relevância de tal continuidade aparece transversalmente no discurso dos participantes deste estudo, dando estes especial ênfase à manutenção do contacto com os amigos e colegas, tal como são os dois testemunhos seguintes dão conta: “recebi cartas de colegas que na altura nem sabia que sentiam a minha falta e isso foi algo que me surpreendeu na altura. Recebi cartas, desenhos, [dizendo] ‘volta’, ‘queremos estar contigo’, ‘queremos brincar’, foi mais à base disso”. Neste processos (e quando não possível de outra forma) as redes sociais aparecem atualmente como um recurso particularmente importante no assegurar da manutenção dos vínculos e do suporte emocional:“Eu falo com os meus colegas pelo facebook, eles enviam-me mensagens, perguntam como é que eu estou, são uns colegas ativos e estão sempre a perguntar” .
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Entrelaçados: de uma história de vida à reconstrução de novas realidades dos cuidadores de crianças com doença oncológica através da mediação

Entrelaçados: de uma história de vida à reconstrução de novas realidades dos cuidadores de crianças com doença oncológica através da mediação

pousado em cima da mesa da televisão, dizendo: “Que giro mãe! Quero ter um assim!” e a mãe respondeu rindo-se: “A mãe não sabe fazer disso pequenino, se ainda fosse costurar ou cozinhar …”. Apercebi-me que poderia ser uma ótima oportunidade para ficar ainda mais tempo na conversa com aquela mãe, se conseguisse lhe proporcionar uma nova aprendizagem, então ofereci-me para lhe ensinar a fazer origamis. A mãe aceitou de bom agrado, ficando mesmo muito contente com essa oportunidade. Fui então procurar folhas coloridas para origamis, e através do meu telemóvel coloquei algumas figuras para vermos. A primeira figura escolhida pela mãe para fazer foi a igual à que o seu filho T. tinha gostado, que era a cabeça de um cãozinho. Achei que esta mãe se estava a dedicar de uma forma muito bonita, a aprender algo que lhe poderia ser útil para mais tarde fazer para qualquer um dos seus filhos, e comecei a sentir que a vontade dela falar era alguma, uma vez que também me perguntou quem eu era e o que estava a fazer na casa. Respondi-lhe: “Peço mesmo desculpa! Esqueci-me de me apresentar ... Eu sou a Daniela, sou aluna da Universidade do Minho e estou a fazer o meu estágio aqui na Casa da Associação. O meu Mestrado é na área da Mediação Sociofamiliar, mas o meu plano de intervenção está direcionado para os cuidadores, uma vez que quero analisar de perto de que maneira a doença oncológica das crianças/jovens tem impacto nas suas vidas”. A mãe sorriu e disse muito rapidamente: “ Acho que percebi mais ou menos o que me disse..., mas o que lhe posso dizer é que uma doença destas tem um impacto grande demais nas nossas vidas ”. Perguntei o porquê de ela dizer isso, a resposta foi simples: “ Porque muda as nossas rotinas. A doença interrompe-nos a vida ”. Ao mesmo tempo que íamos conversando, a mãe do T. aprendia-a a fazer origamis, sendo que passado algum tempo já conseguia fazer sem ajuda e mostrava-se muito entusiasmada.
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A doença oncológica no adulto jovem - Aspetos psicossociais

A doença oncológica no adulto jovem - Aspetos psicossociais

O pai ou a mãe, com doença oncológica menos incapacitante, tenta evitar o impacto desta nos filhos. A gravidade da doença e o tratamento ao qual o adulto jovem é submetido vai influenciar a atitude para com os filhos. O período de tratamento com quimioterapia, para além de ser um momento de grande exigência a nível físico e emocional para o doente, pode criar alterações profundas a nível do funcionamento da família. As ausências para realização dos tratamentos, os efeitos secundários da terapêutica, o aumento dos encargos financeiros e a rotura das rotinas familiares podem ser causa de grande stresse para toda a família. Os diferentes tipos de doença e tratamentos, assim como a variabilidade nos recursos sociais, psicológicos e de suporte da família condicionam o impacto da doença parental nos filhos. (Watson, 2006) (Semple CJ, 2013) A má adaptação da figura parental à doença oncológica e a sua baixa auto-estima têm impacto negativo no desenvolvimento dos descendentes. Sublinha- se assim o impacto das estratégias de coping desajustadas como fator de risco para o desenvolvimento das crianças. (Lewis, 2004) (Semple CJ, 2013)
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Processo de transição para o 1º ciclo de crianças com doença oncológica: um estudo de caso

Processo de transição para o 1º ciclo de crianças com doença oncológica: um estudo de caso

Tendo em conta os objetivos e questões de investigação em que assenta a presente proposta de trabalho, e o facto do presente estudo representar uma primeira abordagem a uma temática ainda pouco explorada - os sentimentos, vivências, significados, valores crenças e/ou atitudes dos professores/educadores relativamente ao processo de transição para o 1º ciclo do ensino básico de uma criança com doença oncológica no 1º ciclo - assumiu-se o recurso a metodologias qualitativas como a escolha mais adequada. Este tipo de metodologias permite uma descrição e compreensão mais aprofundadas de fenómenos que “não podem ser medidos, mas merecem ser conhecidos” e interpretados (Rodrigues, 2006), e serve estudos cujo objetivo é, acima de tudo, conseguir um entendimento mais profundo e, se necessário, subjetivo dos fenómenos, sem se preocupar com a generalização dos resultados (Turato, 2005). Para além do mais, este tipo de metodologias permite enquadrar e interpretar os dados “…em contextos holísticos de situações, acontecimentos de vida ou experiências vividas particularmente significativas para as pessoas implicadas” (Fidalgo, 2003; p.178). A metodologia de caráter qualitativo permite uma compreensão da realidade sem a desenquadrar ou fragmentar e permite aos participantes responder a partir dos seus pontos de vista, através de respostas significativas e culturalmente relevantes (Almeida & Freire, 2008; cit por Machado, 2014). No presente estudo, o ponto de vista a explorar é o de alguns profissionais que acompanham a entrada de crianças com doença oncológica no 1º ciclo, procurando-se conhecer - através da sua perspetiva- as barreiras, facilitadores, necessidades, preocupações e mudanças associados a este processo de transição.
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O cotidiano do familiaracompanhante junto da criança com doença oncológica durante a hospitalização

O cotidiano do familiaracompanhante junto da criança com doença oncológica durante a hospitalização

O estudo tem como objetivos descrever as necessidades biopsicossociais dos familiares/acompanhantes e analisar o cotidiano dos familiares/ acompanhantes junto à criança com doença oncológica. Pesquisa qualitativa com sete familiares/acompanhantes dessas crianças, sendo utilizado um formulário para caracterização dos familiares e a entrevista não-diretiva em grupo. A doença oncológica altera significativamente o cotidiano do familiar/acompanhante da criança no tocante as necessidades biopsicossociais. A família estreita os laços familiares em momentos difíceis, como os de risco à integridade da criança, e também estabelece rede de apoio que transpõe o muro institucional e se expande para a comunidade. Considerando os relatos, torna-se relevante o desenvol- vimento de novos estudos direcionados para a família como foco de atenção.
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Impacto da doença oncológica nos irmãos saudáveis El impacto de la enfermedad oncológica en los hermanos sanos

Impacto da doença oncológica nos irmãos saudáveis El impacto de la enfermedad oncológica en los hermanos sanos

Objetivo: O objetivo foi identifi car as variáveis que infl uenciam o impacto da doença oncológica nos irmãos saudáveis. Método: Estudo de natureza quantitativa, descritivo e, correlacional, com 83 famílias de crianças com doença oncológica. Recorreu-se à utilização de “Questionário de avaliação do impacto da doença oncológica da criança na família”, “Escala Satisfação do Suporte Social”, “Escala de Graffar” e “Escala de Apgar”. Resultados: Os resultados evidenciam uma associação entre o suporte social (X²=5,031; gl=1; p=0,025), os gastos econômicos (t=-2,009; gl=81; p=0,048), o impacto da doença na estrutura familiar (t=- 3,210; gl=81; p=0,002) e o impacto da doença nos irmãos saudáveis. Conclusão: O suporte social assume um papel importante nessas famílias, nomeadamente no impacto da doença nos irmãos saudáveis. Os enfermeiros devem identifi car os sistemas de apoio que as famílias têm disponíveis, bem como o seu funcionamento familiar e as implicações nos irmãos saudáveis.
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Adesão terapêutica na doença oncológica crónica: o caso da leucemia mieloide crónica

Adesão terapêutica na doença oncológica crónica: o caso da leucemia mieloide crónica

Relativamente às variáveis relacionadas com a doença, podemos distinguir aquelas que dizem respeito às caraterísticas da doença, em si, e as que se prendem com a terapêutica. Nas caraterísticas da doença, são de salientar o tipo de doença quanto ao seu curso (crónico ou agudo) e o seu foro (cardiológico, respiratório, endocrinológico, oncológico, ente outros). De facto, no que se refere à doença oncológica, é necessário ter em conta o próprio estigma da doença e os processos de fuga de alguns doentes a ele associados. Vendo a mesma questão de outro ponto de vista, a formulação da terapêutica, isto é, a via de administração oral da quimioterapia, substituindo a intra- venosa, tem benefícios inequívocos, em termos de conforto e deslocação, para o doente. Contudo, se, para alguns, a terapêutica oral pode representar empowering do doente que, no seu domicílio, tem papel ativo na gestão do tratamento oncológico, para outros, esta responsabilização pode ser uma experiência assustadora e angustiante. A própria via oral de administração pode, ainda, ser motivo de desvalorização da doença na perspetiva do doente (que geralmente atribui maior eficácia e seriedade aos fármacos administrados de forma intravenosa), podendo isto constituir um fator de falta de adesão à terapêutica.
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Vivências dos pais no curso da doença oncológica de um filho

Vivências dos pais no curso da doença oncológica de um filho

sofrendo uma “desordem” (Gomes et. al., 2004), que afeta a adaptação e o equilíbrio interno e externo de todo o sistema, e que toca em vários domínios da sua existência. Entre os mais afetados destacam-se: as relações estabelecidas (atuais e futuras, dentro e fora do sistema familiar); a área emocional, financeira; social e intrapessoal, bem como, em vários casos, as esferas profissional e escolar (Araújo, 2011; Correia, Teixeira & Marques; 2005; Damião & Angelo 2001; Gomes et al., 2004; Marques, 2017; Melo, Barros, Campello, Rocha & Santos, 2012; Oliveira, 2017). Na área emocional, o aparecimento de um cancro é particularmente impactante, mais ainda quando este surge na infância ou na adolescência entre um dos elementos mais jovens da família (Machado, 2014; Monteiro, 2018; Oliveira, 2017; Pimenta, 2013). A associação do cancro à morte e, quando em idade pediátrica, ao sofrimento precoce, acarreta, como descreve Machado (2014, p. 10), “sentimentos… de “anti-natura” que exacerbam ainda mais o impacto emocional e social da doença, quando comparado com o cancro entre adultos”. Dado ainda hoje a doença oncológica estar fortemente conotada com a morte; com um acentuado sofrimento físico e psicológico e/ou mutilação; de ter um forte estigma associado (Rowland & Holland, 1990); e, ser geradora de reações de medo e/ou repugnância pela sociedade (Pereira & Lopes, 2002), o “peso” da doença quando os protagonistas são crianças ou adolescentes é, pois, ainda maior.
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A influência das competências de comunicação não-verbal dos enfermeiros na experiência subjetiva de sofrimento de pessoas com doença oncológica

A influência das competências de comunicação não-verbal dos enfermeiros na experiência subjetiva de sofrimento de pessoas com doença oncológica

Consideraram-se como variáveis independentes causais (X), as Competências de Comunicação Não-verbal (EACNV-Comunicação Não-Verbal Global e as suas subescalas, Expressividade/Autenticidade, Proximidade/Clareza e Atenção/Contacto) e como variáveis de resultado (Y), a Experiência Subjetiva de Sofrimento (IESSD-Sofrimento Global e as suas subescalas, o Sofrimento Psicológico, o Sofrimento Físico, o Sofrimento Existencial, o Sofrimento Sociorrelacional e as Experiências Positivas do Sofrimento). Como variáveis moderadoras (M) foram consideradas as Competências de Comunicação Empática (EACEE-Comunicação Empática Global, e as dimensões Abertura/Flexibilidade, Escuta/Interesse e Influência). Apresentam-se, de seguida, os testes de mediação que apresentaram efeitos indiretos estatisticamente significativos. Antes porém, a respeito do teste de mediação, salienta-se que, mesmo nos casos em que se obteve uma relação não significativa entre a variável independente (X) e a variável dependente (Y), é possível obter um modelo de mediação significativo, sobretudo, quando a correlação entre a variável independente (X) e a potencial mediadora (M), e a relação entre a variável mediadora (M) e a variável dependente (Y) são fortes (Jose, 2013). Assim, tendo em conta os resultados de H1 , H2 e H3 , testou-se o efeito mediador (M) das competências de comunicação empática, dimensão Escuta/Interesse (EACEE), na relação entre as competências de Comunicação Não- -Verbal Global dos enfermeiros (EACNV) (X) e a Experiência Subjetiva de Sofrimento Global das pessoas com doença oncológica ( IESSD) (Y).
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PACIENTES COM DOENÇA ONCOLÓGICA AVANÇADA E O CUIDADO DE SI A PARTIR DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

PACIENTES COM DOENÇA ONCOLÓGICA AVANÇADA E O CUIDADO DE SI A PARTIR DAS RELAÇÕES INTERPESSOAIS

Objetivo: identificar como o cuidado de si de pacientes com doença oncológica avançada é feito a partir das relações inter- pessoais com familiares, amigos e profissionais da saúde. Método: pesquisa qualitativa, do tipo estudo de caso, tendo como referencial do estudo as teorias pós-críticas, especificamente a vertente pós-estruturalista do campo dos estudos foucaultia- nos. Participaram do estudo sete pacientes vinculados a um Serviço de Atenção Domiciliar. As informações foram produzidas de março a junho de 2018 com o uso de atividades terapêuticas e observação participante, e foram transcritas e analisadas a partir da aproximação das falas com o código “cuidado de si”. Resultados: a partir do cuidado de si estabelecido com os familiares, observamos que os pacientes são instigados a voltar o olhar para si e a se reconhecerem a partir do apoio que re- cebem. Os amigos oferecem espaços de fala e reconhecimento de si, além de auxiliar no cuidado aos pacientes. A equipe de saúde, por sua vez, direciona o cuidado de si dos pacientes a partir de práticas prescritivas. Conclusões: foi possível identifi- car, nas falas, o quanto o cuidado de si pode ser incitado pelas relações interpessoais, reforçando o quanto a prática consiste no duplo retorno, estando presente no cotidiano dos pacientes.
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DOENÇA ONCOLÓGICA: CONHECIMENTO E PRÁTICAS DE CUIDADO DE HOMENS EM TRATAMENTO

DOENÇA ONCOLÓGICA: CONHECIMENTO E PRÁTICAS DE CUIDADO DE HOMENS EM TRATAMENTO

Objetivo: Identificar o conhecimento prévio sobre a doença oncológica e práticas de cuidado anterior ao diagnóstico do câncer de homens em tratamento no Centro de Alta Complexidade para o Tratamento do Câncer. Método: Estudo transversal descritivo realizado com 292 homens em tratamento oncológico ambulatorial, atendidos no período de abril a dezembro de 2011. A coleta de dados foi realizada por meio de uma entrevista estruturada elaborada pelos pesquisadores, abordando questões referentes aos aspectos sociodemográficos, estilo de vida, tipo de câncer e práticas de cuidado. Resultados: A idade média foi de 62,06 anos. Características sociodemográficas: Ensino Fundamental incompleto 73,6%; casados 79,8%; raça branca 86,6% e com renda familiar de 1 a 2 salários mínimos (63,7%). Em relação ao conhecimento sobre fatores de risco de doenças oncológicas, 77,1% dos entrevistados as desconhecem; 35,3% compreendiam o que era doença oncológica; 64% não tinham conhecimento sobre o que é a doença. Quanto às práticas de cuidado 51,7% compareciam com regularidade a consultas de profissionais médicos e enfermeiros; 69,2% preocupavam-se com sua saúde em geral, com cuidados quanto aos hábitos alimentares e prática de atividade física. Conclusão: Faz-se necessário o desenvolvimento de ações de educação em saúde, estabelecendo um vínculo entre profissionais e usuários.
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Inclusão da criança com doença oncológica: perceção de pais e professores

Inclusão da criança com doença oncológica: perceção de pais e professores

A orientação metodológica adotada relaciona-se com uma abordagem qualitativa. Este estudo tem como participantes, 2 professores titulares de turma do 1º ciclo, 2 professores da educação especial e 2 encarregados de educação a quem foi feita uma entrevista para se recolherem os dados. Relativamente aos principais resultados pode concluir-se que os professores apesar de terem pouca formação no que toca à doença oncológica, referem estar familiarizados com os conceitos de inclusão escolar e por esse motivo sentem menos dificuldades para lidarem com alunos com estas características. Também, afirmaram que alunos com estas especificidades são sempre um desafio para todos os professores. Referem como problemas os afastamentos temporários, a que estes alunos estão sujeitos sejam eles breves ou prolongados e consideram a falta de cooperação com os professores escola /hospital e a importância desta cooperação.
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A comunicação da doença oncológica : uma análise crítica das suas representações no discurso de três médicos da especialidade

A comunicação da doença oncológica : uma análise crítica das suas representações no discurso de três médicos da especialidade

Do mesmo modo, fizemos o levantamento das metáforas e expressões metafóricas utilizadas. Embora existisse uma pergunta do guião que questionava, precisamente, se, aquando da transmissão do diagnóstico de uma doença oncológica, o entrevistado utilizava, no seu discurso, analogias, comparações ou metáforas 19 , apenas numa das entrevistas que constituem o nosso corpus a resposta foi objetivamente afirmativa: (MO1) “costumo dizer que isto é uma escalada, por exemplo, que é uma escada eh que é íngreme”. Assim, e apesar do nosso especial interesse na averiguação de metáforas na referência ao cancro, fizemos, igualmente, o recenseamento de todas as metáforas e expressões metafóricas formuladas no discurso dos entrevistados. Tal como referimos no Capítulo 1, consideramos o pensamento e, consequentemente, a linguagem, fundamentalmente metafóricos (cf. Lakoff e Johnson, 2003; Semino, 2008; Kövecses, 2010), o que significa que, muitas vezes, a utilização de metáforas ou expressões metafóricas está presente no nosso discurso sem que disso tenhamos perceção. Deste modo, interessou-nos averiguar até que ponto este aspeto está também presente no corpus, ou seja, se o discurso metafórico faz parte da representação das realidades dos entrevistados.
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Impacto da doença oncológica nos irmãos saudáveis

Impacto da doença oncológica nos irmãos saudáveis

Associadas a qualquer estudo estão subjacentes questões éticas que o investigador deve respeitar. O estudo foi aprovado pelo Conselho de Administração da Instituição onde decorreu, assim como pela Comissão de Ética desta instituição. Posteriormente, em primeiro lugar, foram contatadas as famílias das crianças com doença oncológica, de até 18 anos e que se encontrassem realizando tratamentos. Após cada contato, foram explicitados os aspetos formais do estudo e, havendo concordância das famílias em participarem, foi-lhes solicitado que assinassem o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, assegurando confidencialidade, privacidade e anonimato. Um dos instrumentos utilizados foi a Escala de Satisfação do Suporte Social (ESSS), que já se encontrava validada e traduzida para a língua e cultura portuguesa, sendo, apenas, solicitada autorização “ao autor” para a sua utilização.
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A dor irruptiva na doença oncológica avançada.

A dor irruptiva na doença oncológica avançada.

JUSTIFICATIVA E OBJETIVOS: A doença oncológi- ca, atendendo à sua natureza, percurso e tratamento assu- me-se numa dimensão especial pelo enorme impacto no indivíduo nos níveis físico, psicológico, espiritual, social, na família e comunidade. O sintoma mais temido pelos pacientes e familiares é indubitavelmente a dor. Apesar de nos últimos anos os avanços na área do tratamento da dor terem sido enormes ainda existem lacunas para um trata- mento global, como é o caso da dor irruptiva. O objetivo deste estudo foi sistematizar conceitos e deinições de dor associados à doença oncológica, entender o mecanismo do aparecimento da dor irruptiva e conhecer as melhores formas para o seu alívio.
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O Enfermeiro e a Doença Oncológica: intervenção e importância do apoio psicológico emocional

O Enfermeiro e a Doença Oncológica: intervenção e importância do apoio psicológico emocional

Silva (2005) menciona que a doença oncológica é geralmente entendida como um processo irreversível e cheio de significados para o paciente e para os profissionais de saúde que o acompanham, significados estes que se desenvolvem a partir de vivências socioculturais, mitos, medos e incertezas formadas desde o momento em que se dá a possibilidade, mesmo que remota, do seu diagnóstico. Uma vez que é uma patologia que se reveste de incógnitas, leva a previsões futuras as quais se constituem de uma infinidade de sofrimentos, visitas frequentes a hospitais, desamparo que irão produzir aos seus familiares mais próximos, paralisação das suas actividades profissionais assim como a dos seus familiares, e de todas as emoções associadas ao diagnóstico de uma doença oncológica, como a angústia, o desespero e o extremo negativismo, predominando sempre o medo e o descontrolo emocional desencadeados pelo facto de o paciente ter um intenso impacto e sensação de morte iminente (Silva, 2005). Assim, e de acordo com D’Asumpção (1998) a morte, apesar de ser inevitável, não é uma questão fácil de ser discutida, uma vez que é muitas vezes é simbolizada pelo medo e pela não- aceitação.
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Medo e auto-conceito infantil: estudo comparativo entre crianças portadoras de doença oncológica e crianças sem doença

Medo e auto-conceito infantil: estudo comparativo entre crianças portadoras de doença oncológica e crianças sem doença

No âmbito da realização da sua Dissertação de Mestrado, Inês Sequeira, licenciada em Psicologia pela Universidade da Beira Interior, vem por este meio solicitar a V. Exa qu[r]

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Acidente vascular cerebral em pacientes com doença oncológica - estudo retrospetivo no CHCB

Acidente vascular cerebral em pacientes com doença oncológica - estudo retrospetivo no CHCB

Introdução: A doença cerebrovascular é a segunda complicação neurológica mais comum que ocorre nos doentes com cancro, e o próprio Acidente Vascular Cerebral (AVC) pode ser a primeira manifestação de uma neoplasia oculta. Clinicamente, estes eventos vasculares cerebrais não diferem entre os pacientes oncológicos e a população em geral. Por outro lado, é difícil estabelecer-se, com clareza, se a relação entre estas duas patologias é causal, ou meramente casual. Existem estudos que indicam uma prevalência superior de AVC em pacientes com cancro. O envelhecimento da população e o avanço nas terapias antitumorais, com a melhoria na sobrevida destes doentes, faz prever um aumento de casos com ambos os distúrbios, o que torna imperativa a melhoria da sua compreensão.
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Coping social e adaptação à doença oncológica em doentes açorianos deslocados

Coping social e adaptação à doença oncológica em doentes açorianos deslocados

deslocados estão satisfeitos com o apoio prestado pelos elementos mais próximos da sua rede social, assim como utilizam estratégias mais adaptativas com uma doença desta natureza e referem melhores perceções de bem-estar. Desta forma, é possível concluir que quanto mais satisfeitos estão com o tipo de apoio prestado, menor é a perceção de depressão e ansiedade dos doentes oncológicos e melhor é a perceção de bem-estar positivo. Estes resultados apresentam semelhanças com outros encontrados em estudos anteriores, nomeadamente, os que procuraram explorar o efeito protetor do suporte social na resistência psicológica face ao stress gerado por esta doença, inferindo também que o apoio que recebem dos outros é visto como um bom preditor para a utilização de estratégias mais adaptativas, como, por exemplo, o espírito de luta (e.g., Cobb, 1976; Coelho & Ribeiro, 2000; Akechi et al. 1998).
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Manejo da dor no paciente com doença oncológica: orientações ao médico residente

Manejo da dor no paciente com doença oncológica: orientações ao médico residente

A dor pode ser pouco relatada pelos pacientes, pois pode haver diferenças culturais, de adequação de linguagem ou medo de dependência de opioides. Essas barreiras podem ser vencidas através da educação dos pacientes com relação à dor quando forem informados do seu diagnóstico. O seguimento e manejo da dor devem ser feitos em centros de cuidados paliativos e dor oncológica.

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