Heitor Villa-Lobos

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A Suíte popular brasileira de Heitor Villa-Lobos como expressão do ambiente do choro em seu nascimento

A Suíte popular brasileira de Heitor Villa-Lobos como expressão do ambiente do choro em seu nascimento

Como expõe Sérgio Buarque de Holanda “é frequente, entre os brasileiros que se presumem intelectuais, a facilidade com que se alimentam, ao mesmo tempo, de doutrinas dos mais variados matizes e com que sustentam, simultaneamente as convicções mais díspares”. 22 Heitor Villa-Lobos é uma dessas figuras que, musicalmente falando, alimentava-se de diversos matizes e tinha um projeto musical bastante audacioso. Tal projeto caminhou em conjunto e paralelamente com o nacionalismo proposto tão seguramente por Mário de Andrade, além disso, o Maestro soube se autopromover nos mais diversos meios sociais, e de fato tinha talento para essa promoção. Mostrou singularidade entre os chorões do Rio de Janeiro em sua juventude, destacou-se entre os artistas quando viajou à Paris, sobressaiu-se ao se envolver com a política e a educação na Era Vargas.
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Aspectos de notação musical e performance de obras para violão de Heitor Villa-Lobos

Aspectos de notação musical e performance de obras para violão de Heitor Villa-Lobos

Abstract: This paper aims to discuss some aspects of the relationship between musical notation and the performance of works for solo guitar by Heitor Villa-Lobos [1887-1959] in light of the concepts of tacit and explicit knowledge. Some brief musical excerpts were chosen in order to elucidate questions such as: what does the score reveal and what remains hidden in it? Or even: can the performance explicit tacit contents of the musical text? How does it happen? The search for plausible answers afforded the formulation of a notation system dismembered into six staves, where the six strings of the guitar are represented, respectively, in order to clarify the real duration of each sound produced within the performance. This resource is inspired in the discussion proposed by Charles Seeger about the prescriptive and descriptive functions of musical notation, as it follows.
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Prelúdio nº 3 de Heitor Villa-Lobos: considerações sobre um processo interpretativo.

Prelúdio nº 3 de Heitor Villa-Lobos: considerações sobre um processo interpretativo.

Embora o processo analítico aqui tenha lidado apenas com aspectos estético- estilísticos relacionados à obra para violão solo de Heitor Villa-Lobos, acredita-se que se apresentam de forma importante dentro do processo reflexivo. Sendo o Prelúdio nº 3 uma peça que dialoga com linguagens estéticas até certo ponto distintas em cada Seção, os parâmetros trabalhados na parte de contextualização (características harmônicas e ornamentação) trazem uma perspectiva importante em termos de compreensão. As características harmônicas destacadas trouxeram informações importantes, principalmente para a concepção adotada na articulação da Seção A. As informações referentes aos portamentos indicados na partitura também apontam para um importante elemento da linguagem estética villalobiana, o qual deve ser no mínimo considerado no processo interpretativo-reflexivo.
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O ritmo da mistura e o compasso da história: o modernismo musical nas Bachianas brasileiras de Heitor Villa-Lobos

O ritmo da mistura e o compasso da história: o modernismo musical nas Bachianas brasileiras de Heitor Villa-Lobos

Data de seus oito anos a adoração por Bach. A explicação é dupla e não implica necessariamente em qualquer genialidade: o garoto estava farto daquela música banal que o assaltava por todos os lados e queria agarrar-se a algo diferente. Duas coisas pareciam-lhe incomuns: Bach e a música caipira. Uma força irresistível impeliu-o para Bach. Sua idade impedia-o de compreendê-lo imediatamente, mas isso, no momento pouco se lhe dava – aquela música era diferente. Responsável por esta nova predileção foi a tia Zizinha, boa pianista, grande entusiasta do Cravo bem Temperado. E o pequeno Heitor extasiava-se diante dos prelúdios e fugas que a tia lhe tocava. Como vemos, desde criança Heitor Villa-Lobos recusava-se instintivamente a aceitar a rotina: tinha uma moldura, preferentemente polifônica. O acorde perfeito para Villa-Lobos tinha, e ainda tem, o efeito dos acordes dissonantes para uma pessoa normal. Dissemos um pouco acima que Bach e a música caipira pareciam-lhe incomuns. Na verdade, o menino pressentiu até uma certa relação entre estes gêneros de música tão pouco afins, pelo menos aparentemente . 54
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Intertextualidade no Lento (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa-Lobos

Intertextualidade no Lento (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa-Lobos

Este texto consiste na análise dos aspectos intertextuais presentes no Len- to (Assai) da Sinfonia n. 8 de Heitor Villa- -Lobos (1887-1959), composta em 1950. É observado de que forma essas relações intertextuais incidem, apresentando as in- fluências musicais exercidas no composi- tor, compreendendo o contexto em que o mesmo estava inserido, observando com quais compositores Villa-Lobos dialogava e de que forma isso ocorria. O fenômeno intertextual na música é abordado através da análise tradicional conexa com concei- tos intertextuais, apresentados em catego- rias. Estas categorias englobam elementos gestuais, motívicos e estilizações. Os ele- mentos relacionados às estilizações, em especial da música popular brasileira, serão discutidos através das tópicas musicais.
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O ESTADO FORA DO COMPASSO: A REALIDADE URBANA DO RIO DE JANEIRO DO INICIO DO SÉCULO XX NA OBRA DE HEITOR VILLA- LOBOS

O ESTADO FORA DO COMPASSO: A REALIDADE URBANA DO RIO DE JANEIRO DO INICIO DO SÉCULO XX NA OBRA DE HEITOR VILLA- LOBOS

Ao longo da história, Heitor Villa-Lobos teve seu nome constantemente associado ao governo ditatorial de Getúlio Vargas o que acabou por marcá-lo como o músico do Estado Novo. Neste momento, a idéia de se forjar uma identidade brasileira tendo como objetivo final a estruturação de uma nação estava ligada a uma pretensa superação da condição de atraso e subdesenvolvimento pela qual o país passava durante as três primeiras décadas do século XX. Condicionar a existência do compositor como mero instrumento do Governo é esfumaçar a sua existência social, espacial – real, as quais se fossem privilegiadas poderiam apresentar outra leitura que não apenas a do músico do Estado, levando a percepção dos lugares aos quais ele vivia. Com tal postura, seriamos levados a situá-lo em dois momentos de sua vida: um primeiro como “mediador simbólico” do Governo e um segundo sob pura influência de elementos da cultura popular citadina dos locais aos quais freqüentava no Rio de Janeiro. A realidade urbana sob este novo ângulo ganha uma nova percepção e significância, passa de um mero instrumento de definição de uma pretensa identidade nacional para elemento protagonico do entendimento da formação urbana de tal cidade a partir do universo da música erudita.
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DESCONSTRUINDO O  URSOZINHO DE ALGODÃO  DE HEITOR VILLA-LOBOS

DESCONSTRUINDO O URSOZINHO DE ALGODÃO DE HEITOR VILLA-LOBOS

Abstract: The article situates the Próle do bebé n° 2 in the production of Villa-Lobos and in the broad context of the vanguard of the decade of 1920, pointing also to the problems of dating some of the composer’s works. Thereafter the author presents a detailed analysis of the piece “O ursozinho de algodão”, the eighth piece of the Próle 2. This article is a revised and enlarged version of a section from the author’s master thesis.

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Trio (1921) para oboé, clarineta e fagote, de Heitor Villa-Lobos: Uma abordagem interpretativa

Trio (1921) para oboé, clarineta e fagote, de Heitor Villa-Lobos: Uma abordagem interpretativa

Claude Debussy (GUÉRIOS, 2003). Camille Saint-Saens, que estivera no Brasil em 1899 (KIEFFER, 1981), também já exercera grande influência nos músicos cariocas. Ainda segundo Paulo Renato Guérios, “[Villa-Lobos] foi um dos primeiros brasileiros a utilizar as técnicas de um compositor que quebrou as regras estabelecidas da arte musical erudita, o francês Claude Debussy” (GUÉRIOS, 2003). Se Richard Wagner ampliou os limites do sistema tonal, “Debussy abriu caminho para novas linguagens musicais, ao incorporar elementos fora da estética dominante ítalo-franco-alemã e ao trabalhar fora das regras do sistema tonal” (GUÉRIOS, 2003). Ao quebrar a regra de encadeamento de acordes de dominante e tônica, ele criou uma impressão de inconclusão e suspensão em suas obras, usando modos antigos ou orientais, acordes dissonantes ou escalas pouco usuais, como a de tons inteiros. Todas essas características podem ser observadas em várias obras do jovem compositor brasileiro.
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Canção do Poeta do Século XVIII, de Heitor Villa-Lobos: identidade transitiva no repertório villalobiano para canto e violão

Canção do Poeta do Século XVIII, de Heitor Villa-Lobos: identidade transitiva no repertório villalobiano para canto e violão

Todavia, as avaliações negativas, especialmente as de João Tererê e Zito Batis- ta Filho, parecem ter ido além de uma grave (e trágica) incapacidade momentânea da cantora, relacionando-se mais com a forçosa tentativa de conferir um ar demasiado “erudito” às canções, retirando delas, assim, a “espontaneidade” e a leveza típica dos gê- neros que as inspiraram, além de dificultar o entendimento das letras com uma escolha prosódica mais arraigada às línguas europeias. Não parece à toa que as críticas, por isso, tenham também se estendido às suas performances ao vivo. Assim, a questão estética/ estilística em torno das obras para voz e violão de Villa-Lobos é posta em pauta: qual seria a abordagem adequada para que tais peças não se divorciassem da “atmosfera das canções ligadas à alma popular”?
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Um compositor brasileiro na Broadway: a contribuição de Heitor Villa-Lobos ao teatro musical americano

Um compositor brasileiro na Broadway: a contribuição de Heitor Villa-Lobos ao teatro musical americano

A fresh quality about the music, the musical arrangements, the group numbers and the individual singers sets the work apart. The production is dressed up in lavish costumes and expensive colorful sets to make it all the more intriguing. The book however, is for the most part unwieldly and heavy, while the music superior though it is, isn't enough in the Broadway style to win over the customers. The music, the first musical revue attempt of the Brazilian composer Villa-Lobos, is rich, strong and savage. The rhythms are varied and original, while whoever is responsible for the arrangements did a magnificent job. But lush though the score is, only a few of the numbers could find their way near a jukebox or band-stand. "Food for thought, "My Bus and I", John Raitt's standout; "Bonsoir, Paris", a melancholy ballad also allotted by Miss Petina, and "The Singing Tree", come closest to popular appeal. "Piece de Resistance", which Miss Petina also does, is a terrific number …a macabre bit of singing-acting as she poisons her lover, while gay dancing couples waltz about ---but it's made the evening's high spot as much by Miss Petina's performance as by the music itself. Miss Petina largely steals the show as a Paris demi-mondaine with a mania for cooking, who is transplanted to the Colombian jungle.
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Os sons de uma nação imaginada: as identidades musicais de Heitor Villa-Lobos

Os sons de uma nação imaginada: as identidades musicais de Heitor Villa-Lobos

latino-americana ao longo de praticamente todo o século XX e, dessa forma, conserva uma documentação preciosa para a pesquisa musical, bem como para o estudo da musicologia na América Latina. Além dos registros audiovisuais, das partituras e dos programas de concerto e periódicos, tal como o Música Viva, estão concentradas no Arquivo as cartas enviadas e recebidas pelo musicólogo alemão, nas quais encontramos interlocutores importantes do cenário musical e musicológico para o estudo do nacionalismo musical brasileiro dos anos 1930 e 1940, como Villa- Lobos, Hans Joachim Koellreutter, Cláudio Santoro, Mário de Andrade, Andrade Muricy, Camargo Guarnieri. A série 2, correspondência, abarca de forma cronológica praticamente toda a vida de Curt Lange, desde 1929, até a vinda do arquivo para a UFMG, em 1995. A subsérie 2.1 diz respeito à correspondência enviada. Curt Lange arquivou a correspondência por ele enviada em cópias em papel carbono, organizadas e sequencialmente numeradas. Esta subsérie é constituída por aproximadamente 58.000 cartas em 186 dossiês. A subsérie 2.2 diz respeito à correspondência recebida. Guardada em dossiês primeiramente organizados por país e, dentro de cada subdivisão, em outros dossiês alfabeticamente dispostos, geralmente organizados pelo nome dos remetentes, mas também por cidades e eventualmente por assunto. A subsérie é constituída por 2.565 dossiês, contendo aproximadamente 40.100 cartas. As pastas contêm, além das cartas, folhetos, folders, panfletos, telegramas, cartões, mapas, cartazes, artigos de jornal, separatas, boletins, até mesmo partituras (COTTA, 2005).
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A obra pedagógica de Heitor Villa-Lobos - uma leitura atual de sua contribuição...

A obra pedagógica de Heitor Villa-Lobos - uma leitura atual de sua contribuição...

This paper discusses the musical pedagogical work of H.Villa-Lobos contained in the five volumes edited for use in Canto Orfeônico ("Guia Prático, Solfejos" - volumes 1 e 2 and "Canto Orfeônico" - volumes 1 and 2) of the musical pedagogy point of view; it is not focused, in first plan, the ideological questions of Canto Orfeônico, nor intends to recommend the implementation of educational policy in the current days. The main purpose is to present an analysis of the selected, arranged, composed material and edited by Villa-Lobos for Canto Orfeônico, for a possible use in the process of musical education, given the importance of the composer and this segment of his work..From this pedagogical analysis, suggestions are presented related to the didactic methodology of music education related to the prioritization of activity. Considering the main objective of this work, which is to suggest a didactic organization for the use of the songs and solfeges contained in the five analyzed volumes, the adopted criterias are established, as well as the instruments used for both . The precedents of the movement of the Canto Orfeônico who had influenced Villa-Lobos in the preparation of his pedagogical work and also the characters are registered. The texts that served as the basis for this work were the five-volume edition of Vitale and four volumes of the Practical Guide by ABM - Brazilian Academy of Music (FUNARTE-ABM, the last semester of 2009). The first chapter refers to setting up the educational work of Villa-Lobos and the second chapter presents the analysis of the parts contained in five volumes in question.
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AS REPRESENTAÇÕES DA NACIONALIDADE MUSICAL NAS BACHIANAS BRASILEIRAS DE HEITOR VILLA-LOBOS

AS REPRESENTAÇÕES DA NACIONALIDADE MUSICAL NAS BACHIANAS BRASILEIRAS DE HEITOR VILLA-LOBOS

Villa-Lobos começa a escrever as Bachianas Brasileiras, logo depois do retorno de sua segunda viagem a Paris (1927-1930), quando se aproxima do então interventor em São Paulo, o coronel João Alberto Lins de Barros, a quem o compositor fora apresentado num concerto realizado em São Paulo, em 1930. Todas as suas atividades, a partir daquele momento, estariam associadas diretamente à política nacionalista do governo Vargas. Nesse mesmo período, Villa-Lobos inicia sua série de viagens pelo interior do Brasil, patrocinado por João Alberto. Estas incursões intituladas Excursão Artística levavam a música pelo interior do país, passando por cidades como Piracicaba, Jaú, Pirajuy e Batatais. De acordo com Guérios, a Excursão Artística percorreu 54 cidades entre janeiro e abril de 1931, sendo formada, em diferentes momentos, por Villa-Lobos (tocando violoncelo), Lucília, Souza Lima, Guiomar Novaes, Antonieta Rudge Muler, a cantora Nair Duarte Nunes e o violinista belga Murice Raskin. Os concertos, formados por esses “ilustres bandeirantes das artes musicais”, como trazia a informação de um jornal de Botucatu, contava no repertório com obras do próprio Villa-Lobos, além de peças do repertório “clássico-romântico”: Chopin, Tchaikowsky, Mozart, dentre outros (2003:172).
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O Quarteto de Cordas no 8 (1944) de Villa-Lobos: neoclassicismo e invenção

O Quarteto de Cordas no 8 (1944) de Villa-Lobos: neoclassicismo e invenção

6 “[It] was played at the first concert on November 16 – Heitor Villa-Lobos’ Eighth String Quartet (in C), written at Rio in 1944 and dedicated to the Iacovino Quartet. This is a major work of the contemporary chamber music literature and it is hard to understand why it has had to wait five years for its first performance in this country. With respect to form the work is conservative, constructed tersely along classical lines. It comprises an opening movement in clear sonata form, a second movement in a song form with a middle section, a motoric scherzo in which the first part is repeated after a folkloric trio, and a more complicated sonata movement with rondo elements as concluding portion. Notwithstanding these classical forms, the charge of “formalism” would be erroneous; the material is developed with skill and imagination, and with complete freedom and logic” (TISCHLER, 1950, p. 92). A tradução é sempre do autor deste trabalho, salvo quando indicado de modo diferente nas referências bibliográficas.
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Open Quarteto para contrabaixos 1995 de Ernst Mahle: análise

Open Quarteto para contrabaixos 1995 de Ernst Mahle: análise

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) é outro compositor conhecido pelo uso do folclore como fonte de inspiração. Entre as suas obras estão as “Bachianas Brasileiras”, que representam uma mistura de seus estudos do estilo de Bach com a música folclórica. Criou inúmeras obras voltadas para o estudo do canto, no intuito de desenvolver culturalmente o cidadão brasileiro e consequentemente suas potencialidades musicais. O trabalho de educação musical mais importante de Villa-Lobos foi o canto orfeônico, onde atuou como compositor, regente e organizador de grandes massas corais. A influência de Villa-Lobos para Mahle vem justamente dessa preocupação em educar o cidadão através da música, para torná-lo um ser mais consciente. Mahle, em pelo menos um movimento de suas composições, explora o caráter nacionalista, seja no conceito rítmico, melódico e/ou harmônico. (ARZOLLA, 1996, p. 32)
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Villa-Lobos Vindicated (at last) - a Pan American prescription

Villa-Lobos Vindicated (at last) - a Pan American prescription

Did Heitor Villa-Lobos, once arrived in Europe, truly say that Europeans would be studying him in time? This seems now open to debate. He certainly did say, however, that he had come to Paris not to study Europeans. At this juncture in the 21st century, we must ask why more young art composers of the Western Hemisphere have not been moved to follow his dictum. Does Europe continue to attract them for reasons of revi- talization? Or rather, reasons of legitimization? If the former, much time and expense may be spared them.

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PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE SÃO PAULO

The research proposed here is justified by the emblematic interest in a philosophical approach essentially semiotic on aspects of musical creation of our greatest composer Heitor Villa-Lobos (1887-1959) and the excellence in constructing the trajectory of Brazilian musical identities, namely: a) the identity of the composer in his unique compositional technique; b) the identity representing the deep intimacy with Brazilian nature, its native people and their miscegenation; c) the identity regarding methodology and application of our folklore in Brazilian music education. The first chapter briefly discusses the life and work of the composer, with historical and biographical studies, including the thoughts of the composer and emphasizing key-works and its elements of identity. In the second chapter, we discuss pivotal concepts in the philosophy of Charles Sanders Peirce (1839-1914), the theory of representation subsuming his important phenomenology and the possibility of creativity through the action of the musical sign in constant semiosis. We will emphasize the functionality and application of peircean semiotics, its triad: sign-object-interpretant and the primacy of the latter within its semiosis, iconicity, symbolism and polysemy as essential characteristics of the artwork. In the third chapter, we will analyse and intensify the study of semiotics and phenomenological categories applied to the simphonic poem Uirapuru. The entire research priority regards the interdiciplinarity of music, philosophy and semiotics in order to dialogue end clarify the theme of Brazilian identity in music.
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REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Villa-Lobos e o canto coletivo na Era Vargas (1930-1945).

REPOSITORIO INSTITUCIONAL DA UFOP: Villa-Lobos e o canto coletivo na Era Vargas (1930-1945).

Tanto a obra musical quanto a militância pedagógica do compositor Heitor Villa-Lobos ajudaram a construir uma imagem de nação que era, em muitos aspectos, identifi cada com os ideais dos governos que ocuparam o poder entre 1930 e 1945, período designado pela historiografi a brasileira como Era Vargas. Estes ideais foram postos em prática em políticas implementadas sobretudo durante o Estado Novo, período abertamente ditatorial que vai de 1937 até a depo- sição de Vargas em 1945 e que está historicamente vinculado ao processo político iniciado pela revolução de 1930. Já desde sua posse, o Governo Provisório de 1930 procurou dotar-se de instrumentos de poder capazes de garantir sua sustentação. Centralizando as forças políticas, então pulverizadas nas oligarquias regionais, o aparelho do Estado foi sendo reorganizado a fi m de, progressivamente, consoli- dar o controle do Executivo Federal sobre o processo decisório. As intervenções “modernizadoras”, apoiadas na idéia de “reconstrução nacional”, não se deram apenas nos planos econômico e militar. A criação do Ministério do Trabalho, já em 1930, garantiu a tutela do Estado sobre a organização sindical, defi nindo o trabalho como fator primordial na política desse “Estado centralizado e forte”. Controle sobre o trabalho, centralização do poder e unidade nacional consti- tuem elementos fundamentais para a compreensão do aparato ide- ológico construído durante a Era Vargas. Oriundo da mesma matriz ideológica, embora estabelecendo diferenças locais, o Estado var- guista adotou procedimentos do fascismo europeu, tais como o uso sistemático da propaganda como veículo de seus preceitos. A difusão do ideário varguista se deu através de canais de diversas naturezas. Numa época em que os símbolos nacionais ainda não se encontra- vam claramente defi nidos, as festas cívicas - como representação de ordem, civismo, unidade nacional e participação coletiva na totali-
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Marcas e memórias do educador musical José Vieira Brandão no Instituto de Educação do Rio de Janeiro

Marcas e memórias do educador musical José Vieira Brandão no Instituto de Educação do Rio de Janeiro

Entendo serem significativas estas reflexões sobre José Vieira Brandão no Instituto de Educação do Rio de Janeiro pelo fato de realçar a própria trajetória do artista como educador musical. Este docente brasileiro teve projeção internacional e atuou como docente e gestor em algumas das mais importantes instituições de música do Brasil. Um artista que tocou nos principais palcos musicais conhecidos do seu tempo, que foi júri de renomados concursos de piano. Hoje, geralmente, é conhecido apenas por um pequeno grupo em seu país, formado por professores de música e músicos profissionais que trabalham com repertório pianístico de concerto, que utilizam suas gravações como referência interpretativa das obras de Heitor Villa- Lobos e por aqueles que ainda vivos, no século passado, acompanhavam o cenário musical do Brasil.
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