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A virtude soberana e o poder judiciário no Brasil contemporâneo.

A virtude soberana e o poder judiciário no Brasil contemporâneo.

Por conseguinte, os juízes passam a encarnar posição privilegiada na definição do que é a igualdade no Brasil, quando ela invade as questões jurídicas – o que, dada a centralidade do princípio na nossa nova ordem constitucional, é corriqueiro. É a eles que caberá, quando da interpretação que perpassa necessariamente a atividade jurisdicional, fazer a escolha entre uma orientação universalista ou particularista, responsáveis por for- mar os dois eixos classificatórios da justiça brasileira, naquilo que Rober- to Kant de Lima (apud OLIVEIRA, 2002, p. 13) chama de “o paradoxo legal brasileiro” que equaciona, de um lado, princípios constitucionais li- berais igualitários e, de outro, um sistema judicial hierárquico associado, por exemplo, a práticas policiais discricionárias. E isso, principalmente, quando se leva em conta as transformações contemporâneas por que tem passado o Poder Judiciário, que, conforme se verá adiante, expandem o escopo e o impacto de suas decisões.
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O controle dos atos administrativos pelo Poder Judiciário

O controle dos atos administrativos pelo Poder Judiciário

1. Na atualidade, a Administração pública está submetida ao império da lei, inclusive quanto à conveniência e oportunidade do ato administrativo. 2. Comprovado tecnicamente ser imprescindível, para o meio ambiente, a realização de obras de recuperação do solo, tem o Ministério Públi- co legitimidade para exigi-la. 3. O Poder Judiciário não mais se limita a examinar os aspectos extrínsecos da administração, pois pode analisar, ainda, as razões de conveniência e oportunidade, uma vez que essas razões devem observar critérios de moralidade e razoabilidade. 4. Outorga de tutela específica para que a Administração destine do orçamento verba própria para cumpri-la. 5. Recurso especial provido. (RESP 429570/ GO; RECURSO ESPECIAL 2002/0046110-8. DJ DATA: 22/03/2004. Min. ELIANA CALMON. 11/11/2003. T2 - SEGUNDA TURMA). ADMINISTRATIVO E PROCESSO CIVIL – AÇÃO CIVIL PÚBLICA – ATO ADMINISTRATIVO DISCRICIONÁRIO: NOVA VISÃO. 1. Na atualidade, o império da lei e o seu controle, a cargo do Judiciário, autoriza que se examinem, inclusive, as razões de conveniência e oportunidade do administrador. 2. Legitimidade do Ministério Público para exigir do Município a execução de política específica, a qual se tornou obrigatória por meio de resolução do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente. 3. Tutela específica para que seja incluída verba no próximo orçamento, a fim de atender a propostas políticas certas e determinadas. 4. Recurso especial provido (RESP 493811/SP; RECURSO ESPECIAL 2002/0169619-5. DJ DATA:15/03/2004. Min. ELIANA CALMON. 11/11/2003. T2 - SEGUNDA TUR- MA).
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Judiciário, política e desenvolvimento: uma análise dos litígios e das estruturas do poder judiciário brasileiro

Judiciário, política e desenvolvimento: uma análise dos litígios e das estruturas do poder judiciário brasileiro

O presente trabalho tem por objetivo a interpretação atual sobre posição ocupada pelo poder judiciário brasileiro na estrutura político-institucional do Estado, a partir da análise das estruturas do poder, e do conteúdo social, político e econômico dos litígios que lhe são submetidos. Esta análise leva em conta dados levantados pelo Conselho Nacional de Justiça, acerca dos litígios e a leitura interpretativa de tais dados pelo viés da política e do cenário de protagonismo político atribuído ao judiciário na atualidade. Procura também identificar a evolução das estruturas constitucionais formais do poder judiciário e sua funcionalidade- disfuncionalidade histórica frente ao padrão de desenvolvimento capitalista periférico, e às condições de realização da democracia no País. Sob a ideia de que o judiciário não só é poder político como exerce participação no processo político nacional, e que o tem feito na atualidade, o trabalho procura situar a relação judiciário-política a partir dos pontos de tensão estabelecidos com os demais poderes do Estado, e também na atualidade de temas como o julgamento penal de agentes políticos e a atuação do judiciário perpassada pela mídia. Polêmicas são suscitadas com a intenção de que sirvam a um exercício dialético de interpretação da realidade, uma realidade que para ser melhor apreendida precisa ser observada sem a lente simplista do senso comum jurídico. As polêmicas, dados, informações e bibliografia analisadas, conformadas à ideia de uma interpretação crítica da realidade, convergem para a necessidade de estabelecer modelos interpretativos mais completos e mais complexos acerca do funcionamento do judiciário e da posição de seus tribunais e juízes na estrutura da sociabilidade brasileira.
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A gestão do poder judiciário uma análise do sistema de mensuração de desempenho do judiciário brasileiro

A gestão do poder judiciário uma análise do sistema de mensuração de desempenho do judiciário brasileiro

Quanto ao primeiro grupo de alegações 13 contra a EC nº 45/2004 e o CNJ, o principal alvo foi a figura do “controle externo” promovido sobre a administração do Poder Judiciário. Para Tavares (2005) e Cesca (2006), significativa parte das alegações referia-se a violações de princípios constitucionais que, segundo os autores, agruparam-se em torno do tema da separação dos poderes. Acerca dos argumentos que invocam esta violação, Cesca (idem) destaca que os mesmos se fizeram com relação à composição do CNJ, tida como problemática principalmente por abrir espaço, dentre os seus 15 membros 14 , à participação de pessoas externas aos quadros funcionais do Judiciário, a saber: dois advogados e dois cidadãos – estes que, segundo o art. 103-B, incluso na CF 1988 pela EC nº 45/2004 (BRASIL, 2004), devem deter “notável saber jurídico e reputação ilibada” e serem “indicados um pela Câmara dos Deputados e outro pelo Senado Federal”. Cesca, porém, elenca conteúdos e valores presentes na própria Constituição Federal que anulariam o teor de inconstitucionalidade invocado nas citadas argumentações:
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Arbitragem e poder judiciário: uma radiografia dos casos de arbitragem que chegam ao judiciário brasileiro

Arbitragem e poder judiciário: uma radiografia dos casos de arbitragem que chegam ao judiciário brasileiro

A minha leitura deste problema passa pelo exame da trajetória da arbitragem no Brasil nesta sua fase mais recente. A arbitragem que conhecemos pelo advento da Lei 9.307 passou por três fases: a implantação a partir de 1996; a disseminação, a partir do pronun- ciamento favorável do Supremo Tribunal Federal em 2002; e, agora, uma fase de controle. É difícil esperar que o Estado, absorvido com os problemas do sistema público de justiça, assuma este controle. Entre as poucas opções de controle que discutimos neste painel, aquelas baseadas na maior participação estatal me pareceram trans- formar a arbitragem no próprio processo judicial. Se um órgão estatal, ainda que não se trate do Poder Judiciário, for incumbido de acompanhar o funcionamento da arbitragem privada, estamos diante de mecanismo muito similar ao controle que hoje é feito pelo Poder Judiciário por meio de processos judiciais. E esta opção tam- bém tem um custo, que é estatal e, indiretamente, social. A saída, em meu ver, passa por um mecanismo de auto-regulação cujos con- tornos não saberia definir. A própria arbitragem é instada a descobrir mecanismos para manter a imagem de isenção no exercício daque- le poder de julgar. Algumas idéias aqui esboçadas sinalizam no mesmo sentido, como a da certificação das câmaras arbitrais.
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O PODER JUDICIÁRIO COMO EFETIVADOR DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

O PODER JUDICIÁRIO COMO EFETIVADOR DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS

O Poder Judiciário, desse modo, quando pro- vocado pelo interessado, tem legitimidade para con- cretizar direitos fundamentais. Esse Poder foi criado pela Constituição, derivando dela sua autoridade e compondo, com o Executivo e o Legislativo, o Poder Político Nacional. Os órgãos de cúpula do Judiciário são formados pela vontade do Executivo e Legislati- vo (os ministros dos Tribunais Superiores, por exem- plo, são nomeados pelo presidente da República, de- pois de aprovada a escolha pelo Senado Federal, nos termos dos artigos 101 e 104 da Carta Magna), sendo a eles conferido considerável grau de representativi- dade. Aos magistrados, é assegurado um conjunto de prerrogativas capazes de proporcionar independên- cia no julgamento. Desse modo, o Judiciário está sempre obrigado a motivar suas decisões racional e logicamente, diferentemente das deliberações pu- ramente políticas. A decisão judicial será revista por órgãos superiores, assegurando a correção de even-
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Do poder Judiciário

Do poder Judiciário

O decreto de 30 de novembro de 1889, que formulou as regras e trata­ mentos judiciais, extinguiu os títulos de «Senhor» e «Majestade», usados nos tribunais, porque o poder judiciário devia invocar tão só a sua própria auto­ ridade, sem dependência de poder estranho», e o de 20 de fevereiro de 1890' estabeleceu que os cargos de presidentes do Supremo Tribunal e das Relações fôssem preenchidos por eleição — determinação que vigorou até o advento do regime de 10 de novembro de 1937. Sempre entendi que a côrte judiciária,, principalmente nos países em que lhe é cometida a altíssima missão de defen­ sora da Constituição, deve conduzir-se com a máxima impavidez, para que sejam totalmente cumpridos e com a maior presteza os seus julgados, a fim de que não sejam parificados ao dardo do velho Priamo — «telum imbelle sinc ictu» — como se depara na Eneida (livro 11 -544), pois, em se acorcundando aos paredros, fica completamente desvisilizada.
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INDEPENDÊNCIA, PODER JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO

INDEPENDÊNCIA, PODER JUDICIÁRIO E MINISTÉRIO PÚBLICO

Se a independência do Poder Judiciário é limitada em diferentes graus por instrumen- tos institucionais formais e informais, além das escolhas feitas no passado, há um mecanismo que, se não restringe a independência, limita que um ator pouco accountable tenha total autonomia para se posicionar sobre qualquer assunto, a qualquer momento. Refiro-me à ne- cessidade de que um ator externo provoque um juiz para arbitrar sobre uma questão, já que o Poder Judiciário, com raras exceções, como os juízes de instrução na França, geralmente só age quando acionado por um terceiro. Esse mecanismo permite que o Poder Executivo e, em parte, também o Legislativo, controle uma porção substancial dos atores encarregados de romper a inércia do Judiciário (promotores e advogados do governo, por exemplo), assim como exerça um controle sobre a ação penal e de parcela expressiva das matérias sujeitas à
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Poder judiciário, ativismo judicial e democracia

Poder judiciário, ativismo judicial e democracia

Pois bem, se a função jurisdicional assume um papel sólido durante o início da República no Brasil, e evolui rumo ao seu fortalecimento durante o transcorrer do século XX, parece claro, e aqui reside o segundo momento de evolução do Poder Judiciário destacado nos primeiros parágrafos deste capítulo, que é com o advento da Constituição de 1988, dada sua característica analítica, fruto de um amplo debate no qual foram inseridos em seu conteúdo inúmeras pautas representativas de múltiplos interesses, 101 da presença de uma normatividade impregnada de cláusulas de conteúdo principiológico e axiomático abertos, aliado ao mencionado aprimoramento dos mecanismos do sistema judicial de controle de constitucionalidade, cuja sofisticação e amplitude atingem grau máximo pós-Constituição de 1988, que se dá o avanço do Poder Judiciário ao campo de questões políticas e legislativas, outrora legadas pura e tão somente ao exercício dos demais “Poderes”.
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Planejamento estratégico em comarca do Poder Judiciário

Planejamento estratégico em comarca do Poder Judiciário

A prática da gestão estratégica não faz parte da rotina e da cultura das pessoas na imensa maioria das Comarcas do Poder Judiciário Brasileiro. A gestão das unidades de trabalho, em regra, desenvolve-se sem a participação efetiva dos magistrados, não obstante sejam os responsáveis pela coordenação dos serviços oferecidos à sociedade. A conhecida sobrecarga de processos sob a responsabilidade dos juízes, que os impulsionam por atos denominados despachos, decisões interlocutórias e sentenças, associado à presidência de múltiplas audiências e freqüentes atendimentos de partes e procuradores, mais os regimes de plantões e representatividade do Poder Judiciário, limitam as possibilidades do também necessário comprometimento efetivo com a coordenação dos trabalhos administrativos da equipe judiciária – a gestão das pessoas e dos processos de trabalho. As deficiências na gestão, realizada sem planejamento, ou firmadas em planos individuais elaborados sem um método técnico e sem a participação das pessoas da organização, terminam se constituindo num dos motivos da morosidade no andamento dos processos. Esses problemas foram apontados na pesquisa Justiça em Números, realizada pelo CNJ em 2009 1 e na primeira pesquisa sobre as condições de trabalho da Magistratura Brasileira, divulgada pela Associação dos Magistrados Brasileiros em 2009, que revelou que 99% dos juízes entrevistados não se envolvem com o gerenciamento da verba destinada à sua unidade 2 . É na gestão, no processamento das demandas judiciais que se apresentam os sintomas mais visíveis da morosidade e da denominada “crise do Judiciário”, “que diz respeito a uma estrutura pesada, sem agilidade, incapaz de fornecer soluções em tempo razoável, previsíveis e a custos acessíveis para todos”, como afirma a professora e pesquisadora,
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Uma moderna gestão de pessoas no Poder Judiciário

Uma moderna gestão de pessoas no Poder Judiciário

O Conselho Nacional de Justiça, que foi criado em 31 de dezembro de 2004 e instalado em 14 de junho de 2005, tem entre suas principais competências a definição do planejamento estratégico, dos planos de metas e dos programas de avaliação institucional do Poder Judiciário. Dentre as metas para o ano de 2009 estão: “desenvolver e/ou alinhar planejamento estratégico plurianual (mínimo de 05 anos) aos objetivos estratégicos do Poder Judiciário, com aprovação no Tribunal Pleno ou Órgão Especial; capacitar o administrador de cada unidade judiciária em gestão de pessoas e de processos de trabalho, para imediata implantação de métodos de gerenciamento de rotinas” 42 . Visando atingir essas metas, o Conselho já editou a Resolução nº 70, que dispõe sobre o planejamento e a gestão estratégica no âmbito do Poder Judiciário, prevendo que o próprio Conselho e os tribunais elaborem seus respectivos planejamentos estratégicos, alinhados ao Plano Estratégico Nacional, com abrangência mínima de cinco anos, até 31 de dezembro de 2009, devendo os tribunais garantirem a efetiva participação de serventuários e magistrados. 43
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CONTROLE DE MÉRITO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO

CONTROLE DE MÉRITO DOS ATOS ADMINISTRATIVOS PELO PODER JUDICIÁRIO

Dessa forma, tendo em vista que existem restrições a liberdades do agente público, não existe, nesses casos, uma apreciação subjetiva por parte da Administração, pois os atos vinculados não possuem mérito, que é o juízo de oportunidade entrelaçado com a realização do ato, fazendo-se notória a possibilidade de correção judicial nos casos em que o Poder Público vai de confronto ao que foi regulamentado em lei. Isso porque o controle dos atos vinculados evidencia-se por autorizar a fiscalização e contenção da legalidade e legitimidade do ato à Administração Pública e ao Poder Judiciário, averiguando a conformidade deste com a norma que o rege. Em razão disso, o próprio texto legal estabelece a observância a este para execução da finalidade pública (MEIRELLES, 2014, p. 801).
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O poder judiciário, o controle externo e a teoria dos poderes independentes

O poder judiciário, o controle externo e a teoria dos poderes independentes

dizer que os dispositivos da Carta Maior são contraditórios. Cabe-nos, enquanto juristas, buscar o sentido e o real alcance da norma. A Constituição não entra em contradição consigo mesma. De onde a necessidade de sempre nos orientarmos pela sua unidade fundamental, pela harmonização de seus preceitos. Sendo assim, não há o que se falar sobre independência do poder judiciário. No máximo, poderíamos dizer independência dos órgãos, já que enquanto órgãos são independentes entre si; ou poderíamos dizer, separação de funções, vez que cada órgão cumpre uma função típica específica, constitucionalmente prevista. Onde se lê poderes independentes interprete-se órgão independente ou separação de funções. Dessa forma, o texto se harmoniza. Interpretar no teor exclusivamente gramatical do Artigo 2 º seria conferir
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Tribunal do Júri: a participação do povo no Poder Judiciário

Tribunal do Júri: a participação do povo no Poder Judiciário

Edson Silva refere-se a duas espécies de participação popular no processo penal, a direta, ou por fiscalização (notícia crime, representação da vítima, ofe- recimento da queixa, declarações testemunhais, assistência à acusação, com- posição de um conselho de comunidade na fase de execução, além do próprio Tribunal do Júri), e aquela por meio dos mecanismos de controle, e é sob esse aspecto que o Júri apresenta-se quando o povo participa do julgamento em si, o que, em toda sua história, sempre buscou ampla participação do povo na admi- nistração da justiça. Na realidade, inexiste justiça mais precisa do que aquela na qual o próprio cidadão examina a conduta praticada por outros membros do corpo social, emitindo um juízo de valor sobre ela. Ao participar do processo pe- nal do júri, mais especificamente, do julgamento, o cidadão exerce a democracia em sua plenitude. Em poucas palavras, é o tribunal popular a instituição mais democrática do Poder Judiciário. 43
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O papel das ouvidorias na comunicação pública do Poder Judiciário

O papel das ouvidorias na comunicação pública do Poder Judiciário

Em seguida, foi aberto o processo CUMPRDEC – Acompanhamento de cumprimento de decisão 4704-66.2012.2 –, para cobrar dos tribunais brasileiros as providências exigidas; ficando, por delegação do Presidente do Conselho Nacional de Justiça, a relatoria do processo a cargo do Conselheiro Wellington Cabral Saraiva, então ouvidor do Conselho. Com base nos dados de atendimento ao usuário da ouvidoria, o conselheiro-ouvidor verificou a crescente procura da sociedade pelas informações sobre as remunerações dos servidores e membros do Poder Judiciário, e diligenciou no sentido de obter mais transparência na divulgação dos referidos dados pelas cortes de justiça, como registrado em relatório trimestral de atividades da ouvidoria do CNJ (2012, p. 22), relativo aos meses de julho, agosto e setembro de 2012: “Para contribuir no atingimento dos objetivos da resolução, a ouvidoria tem realizado levantamento de informações atualizadas, por meio do processo de acompanhamento de cumprimento de decisão”.
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DITADURA MILITAR, ATOS INSTITUCIONAIS E PODER JUDICIÁRIO

DITADURA MILITAR, ATOS INSTITUCIONAIS E PODER JUDICIÁRIO

A supremacia do Executivo pode ser entendida como reflexo da perda de força política do Legislativo, cujo voto foi silenciado. Por sua vez, por meio de contenções legais, ficou afastada do Poder Judiciário sua competência e possi- bilidades de atuação quando do cerceamento de direitos e garantias fundamen- tais. Assim, as violações ocorridas em decorrência de omissões/ações do Execu- tivo eram apreciadas de forma errática, algumas vezes inclusive sem qualquer apreciação, dado o esvaziamento das prerrogativas e competências do Judici- ário, que muitas vezes não pode fazer valer suas atribuições constitucionais.
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Reforma do poder judiciário, desenvolvimento econômico e democracia

Reforma do poder judiciário, desenvolvimento econômico e democracia

Mas só isso não é o bastante para resolver o problem a, porque o problem a reside em grande part e na estrutura arcaica do Poder Judiciário, incom pat ível com a evolução da sociedade e dos direit os e t am bém da com plexidade do fenôm eno j urídico m aterial trazido a exam e do Poder Judiciário. A part ir de 1988, com a vigência da nova Const it uição ( o legislador constituinte buscou a abertura do Poder Judiciário) , o Judiciário ficou m ais exposto por alguns disposit ivos. Tornou- se m ais acessível aos que enfrentam problem as de ordem j urídica e precisam de um a solução estatal que se im ponha. Tentou- se abrir as port as do Poder Judiciário, para que deixasse de ser com parado ao Hot el Ritz, de Paris, cuj as portas estão abert as, m as é indispensável que as pessoas t enham condições para ingressar at ravés delas. Essa abert ura t rouxe os Juizados Especiais, a am pliação da legitim idade para proposit ura de ação de inconst it ucionalidade e gratuidade da Just iça. Enfim , várias m edidas determ inaram um aum ent o da dem anda. E funcionaram , porque o Poder Judiciário foi m ais requisit ado. Mas o Poder Judiciário não se preparou para esse crescim ent o do interesse da população, perm anecendo com a m esm a estrutura de 10 a 15 anos atrás. I sso levou à sit uação atual, agravada ainda pelo aum ent o da dem anda produzida pelos planos econôm icos.
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O processo de aprendizagem organizacional: perspectivas do poder judiciário

O processo de aprendizagem organizacional: perspectivas do poder judiciário

A aprendizagem organizacional tem se apresentado como tema relevante nos estudos organizacionais. Este estudo teve por objetivo identificar, a partir da percepção de gestores responsáveis pela gestão de pessoas ou do conhecimento, de que maneira as organizações judiciárias implementam práticas que possam facilitar o processo de Aprendizagem Organizacional. A base teórica foi desenvolvida a partir das teorias sobre a aprendizagem organizacional, conhecimento e competências. A pesquisa caracteriza-se como qualitativa e descritiva e os dados foram coletados por meio de pesquisa bibliográfica e de campo. Para a pesquisa de campo, optou-se pela realização de entrevistas semiestruturadas com gestores de quatro diferentes Tribunais, estaduais e regionais federais. A análise dos dados demonstra que as organizações judiciárias vêm implementando ações vinculadas ao aprendizado organizacional, mas, ainda, há um grande desafio em potencializá-las na busca de um crescimento coletivo. Revela, ainda, a importância da coordenação dessas ações e do contexto que facilite o aprendizado, além de indicar que alguns fatores podem inibir esse processo. Nota-se o entusiasmo dos gestores e o esforço na implementação de tecnologias e práticas e a constatação, por parte dos mesmos, de que o Poder Judiciário teve um avanço nos últimos anos.
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O controle de políticas públicas de saúde pelo poder judiciário

O controle de políticas públicas de saúde pelo poder judiciário

CONSTITUCIONAL E ADMINISTRATIVO. MANDADO DE SEGURANÇA. SOLIDARIEDADE ENTRE OS ENTES FEDERATIVOS. DIREITO À SAÚDE. FORNECIMENTO DE MEDICAMENTOS. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE. PRINCÍPIO DA SEPARAÇAO DOS PODERES. PRINCÍPIO DA RESERVA DO POSSÍVEL. MÍNIMO EXISTENCIAL. PROIBIÇAO DO RETROCESSO SOCIAL. 1. A omissão da autoridade coatora em fornecer o tratamento médico vindicado pela impetrante processual afigura-se como um abuso do Poder Executivo, suficiente a autorizar a atuação do Poder Judiciário, uma vez que o direito à saúde, consagrado no art. 196, da Constituição Federal, é direito fundamental que integra o mínimo existencial, não podendo, sua concretização, ficar discricionária ao administrador. 2. A cláusula da reserva do possível não pode ser invocada pelo Poder Público, com o propósito de frustrar e de inviabilizar a implantação de políticas públicas definidas na própria Constituição, pois encontra insuperável limitação na garantia constitucional do mínimo existencial. 3. O princípio da proibição do retrocesso impede o retrocesso em matéria de direitos a prestações positivas do Estado (como o direito à saúde) traduz, no processo de efetivação desses direitos fundamentais individuais ou coletivos, obstáculo a que os níveis de concretização de tais prerrogativas, uma vez atingidos, venham a ser ulteriormente reduzidos ou suprimidos pelo Estado. 4. Segurança Concedida. (TJ-PI - MS: 201100010018683 PI , Relator: Des. José Ribamar Oliveira, Data de Julgamento: 24/05/2012, Tribunal Pleno) (grifos nossos)
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O poder judiciário e a implementação da política antitruste no Brasil

O poder judiciário e a implementação da política antitruste no Brasil

Percebe-se, dessa forma, que existem duas posições quanto à associação da ideia dos conceitos jurídicos indeterminados com a noção de discricionariedade: (a) a que entende que a presença daqueles na lei não confere qualquer discricionariedade ao agente público, porque, diante deles, será preciso realizar um trabalho de interpretação que leve a uma única solução válida possível, conforme defendem as escolas administrativas alemã e espanhola e já algumas vozes no Brasil; e (b) a que postula que os conceitos jurídicos indeterminados até podem conferir discricionariedade ao agente público, mas desde que se trate de conceito de valor, que implique a possibilidade de apreciação do interesse público, em cada caso concreto, mediante uma avaliação subjetiva pelo agente público. Se representar conceito de experiência ou conceito técnico, determináveis mediante interpretação, que não admitem soluções alternativas, a discricionariedade ficará afastada e o ato administrativo poderá ser objeto de revisão judicial, na medida em que é o Poder Judiciário que dá última palavra em matéria de interpretação de normas jurídicas. A doutrina brasileira tem-se aproximado mais dessa segunda corrente, “embora com a preocupação de colocar a discricionariedade dentro de determinados limites, apelando para princípios como o do interesse público e o da proporcionalidade ou razoabilidade”. 296
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