Poder judiciário e questões políticas

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O Poder Judiciário e as políticas públicas previdenciárias

O Poder Judiciário e as políticas públicas previdenciárias

do falecimento) ou a contar o requerimento administrativo (quando formulado extemporaneamente aos trinta dias). Está em discussão o relevante direito social à previdência social, constitucionalmente concebido, ex vi do art. 7º, caput, da CF/88, entendendo-se por direito social à previdência social também o direito à percepção dos benefícios, de conformidade com os ditames legais e constitucionais, de forma capaz a garantir a satisfação de todas as necessidades de subsistência que se associam a esses valores. Os direitos individuais homogêneos "se caracterizam por serem um feixe de direitos subjetivos individuais, marcado pela nota de divisibilidade, de que é titular uma comunidade de pessoas indeterminadas mas determináveis, cuja origem está em questões comuns de fato ou de direito" (Gidi). No caso concreto, têm-se direitos individuais homogêneos, na medida em que, embora atribuídos a cada segurado/beneficiário, segundo a sua situação particularizada, estão agregados − as particularidades que individualizam são juridicamente irrelevantes, manifestando-se a divisibilidade apenas no momento da execução do provimento judicial coletivo − por uma origem comum (resultando na homogeneidade), qual seja a percepção de benefício previdenciário e a definição do momento a partir do qual será devida a pensão por morte.
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PODER JUDICIÁRIO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE DIREITOS SOCIAIS JUDICIALIZAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE

PODER JUDICIÁRIO E POLÍTICAS PÚBLICAS DE DIREITOS SOCIAIS JUDICIALIZAÇÃO DO DIREITO À SAÚDE

Também se observa uma lacuna de estudos voltados para a problematização e quantificação de dados sobre causas de pedir diversificadas em seara de saúde pública e privada, confrontadas com o tratamento da matéria pela Política Pública de Saúde, em seus três níveis de governo, ou seja, do volume de demandas propostas com uma pluralidade de causas de pedir, não dispomos de levantamento científico de expressão nacional que quantifique paralelamente, por exemplo, num procedimento envolvendo acesso a medicamentos ou tratamentos, se tais remédios e tratamentos constam em diretrizes terapêuticas estaduais e em protocolos clínicos, resultando numa judicialização repetitiva em questões já modeladas nas políticas públicas de saúde e deixando o Poder Judiciário desprovido de informações preciosas para melhor apurar elementos de natureza técnica nas demandas sob seu exame, como o conhecimento, por exemplo, se tais medicações e tratamentos alternativos de alto custo são padronizados pela política pública de saúde.
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A GARANTIA E EFETIVIDADE DO DIREITO À SAÚDE  Juvêncio Borges Silva, Maysa Caliman Vicente

A GARANTIA E EFETIVIDADE DO DIREITO À SAÚDE Juvêncio Borges Silva, Maysa Caliman Vicente

Os direitos e garantias fundamentais representam a segurança da preservação do Estado Democrático de Direito. A Constituição Federal de 1988 ao estabelecer uma gama de direitos fundamentais, acabou por promover a redemocratização do Brasil, e ampliou o acesso à justiça e ao Poder Judiciário. O Poder Judiciário, a partir da Constituição Federal de 1988, é convocado para decidir acerca de diversas questões que ainda não se encontram bem definidas no âmbito social e dar concretude aos princípios, direitos e valores presentes na lei maior. Em seu artigo 5°, a Constituição Federal prevê as garantias individuais essenciais ao ser humano, como o direito à liberdade, à vida, à igualdade, etc. Nesse contexto, ganha destaque o direito à vida, eis que serve de base para a concretização de todo os demais direitos. Em seu artigo 6° estão previstos os chamados direitos sociais, visando concretizar a efetivação da justiça social. Incluído no rol dos direitos sociais, o direito à saúde demanda uma atuação positiva do Estado para sua efetivação. Da leitura do artigo 196 da Constituição Federal, verifica-se que a universalização do direito à saúde há que ser garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos ... .Nesse contexto o direito à saúde transformou-se em direito social subjetivo em sentido pleno (artigo 208, §1º da Constituição Federal), passível de ser tutelado judicialmente, importando a intervenção do Poder Judiciário no sentido de determinar à Administração Pública o fornecimento gratuito de medicamentos, além da prestação de assistência médica e hospitalar. Entretanto, a efetividade do direito à saúde vai de encontro à limitação de recursos financeiros do Estado face às infindáveis demandas da sociedade, haja vista que a formulação e implementação de políticas públicas pressupõem a realização de escolhas pelo poder público que, invariavelmente, afetarão de maneira distinta os diversos segmentos da sociedade. O presente artigo tem como principal objetivo trazer análises e reflexões de ordem doutrinária e jurisprudencial acerca da presença da judicialização da política no Brasil e o controle judicial de políticas públicas, destacando ao final a atuação do Supremo Tribunal Federal no sentido de dar efetividade à garantia do direito fundamental à saúde.
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A INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO NA ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL  Glalber da Costa Cypreste Queiroz

A INTERVENÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO NA ELABORAÇÃO E EXECUÇÃO DAS POLÍTICAS PÚBLICAS NO BRASIL Glalber da Costa Cypreste Queiroz

Ademais, o princípio da separação dos poderes se apresenta em um mesmo patamar aos demais princípios constitucionais, não se sobrepondo as ações que visam à consecução dos fins sociais do estado, tal como o controle realizado pelo Poder Judiciário nas questões que tocam as políticas públicas ineficazes ou ineficientes. Desta feita, possui um caráter instrumental, constituindo uma ferramenta a obstar possíveis arbítrios do Estado, atuando de maneira independente - no sentido de autonomia em suas decisões e previsão orçamentária própria, por exemplo - os poderes constitucionalmente estabelecidos devem guardar uma relação de harmonia, de modo que uma vez que um deles se afastasse daquele exercício de sua função que encontrasse reflexo nos fins estatais, haveria uma desarmonia entre os poderes, sendo legitima a intervenção do poder judiciário para que tal harmonia fosse reestabelecida.
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Poder judiciário: árbitro dos conflitos constitucionais entre estados e união.

Poder judiciário: árbitro dos conflitos constitucionais entre estados e união.

Diante dessas essas questões, e analisando o julgamen- to das Adins dos governos estaduais e federal pelo STF, devemos nos perguntar até que ponto não estaria o Poder Judiciário brasileiro favorecendo certa centralização do sistema federativo brasileiro, tal como parece ocorrer na divisão de funções entre esferas de governo no que tange à elaboração de diretrizes de políticas sociais, conforme já aventado por Almeida (2005), como também na divisão de poderes legislativos mais abrangentes, sobre questões outras como, por exemplo, regulação econômica do setor público e política tributária, tornando os estados perdedo- res reiterados no jogo do cabo de guerra federativo. Essa parece ser uma tendência no federalismo norte-america- no, conforme apontamos, que talvez esteja se mostrando procedente também para o caso brasileiro. Enfim, esse é um tema atual e relevante, que merece ser aprofunda- do pelos estudos sobre o Judiciário e sobre o federalismo na ciência política brasileira, objetivando uma visão mais abrangente acerca do funcionamento do sistema federati- vo no Brasil, bem como sobre a chamada judicialização da política, avançando e indo além das questões já tratadas pela literatura. Os dados apresentados pretenderam ape- nas dar o pontapé inicial para essa compreensão, buscan- do aguçar a curiosidade dos pesquisadores envolvidos com estes dois temas.
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Judicialização da política e controle judicial de políticas públicas.

Judicialização da política e controle judicial de políticas públicas.

14 “In a later case, Marshall noted that the courts have jurisdiction ‘when any questions respecting them (the constitution, laws, and treaties of the United States) shall assume such a form that the judicial power is capable of acting on it. That power is capable of acting only when the subject is submitted to it by a party who asserts his rights in the form prescribed by law. It them becomes a case, and the constitution declares that the judicial power shall extend to all cases arising under the constitution, laws, and treaties of the United States” [“Em um caso posterior, Marshall notou que as cortes têm jurisdição quando quaisquer questões respeitando-os (a constituição, as leis, e dos tratados dos Estados Unidos) devem assumir tal forma que o poder judicial é capaz de agir. Essa força é capaz de agir somente quando o assunto é submetido ao judiciário por um partido que afirma seus direitos na forma prescrita pela lei. Então se torna um caso, e a constituição declara que o poder judiciário deve ser estendido a todos os casos submetidos à constituição, às leis e aos tratados dos Estados Unidos”] (Wolfe, 1994, p. 103).
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ATIVISMO JUDICIAL E SUAS CONTROVÉRSIAS

ATIVISMO JUDICIAL E SUAS CONTROVÉRSIAS

Judicialização significa que algumas questões de larga repercussão política ou social estão sendo decididas por órgãos do Poder Judiciário, e não pelas instâncias políticas tradicionais: o Congresso Nacional e o Poder Executivo – em cujo âmbito se encontram o Presidente da República, seus ministérios e a administração pública em geral. Como intuitivo, a judicialização envolve uma transferência de poder para juízes e tribunais, com alterações significativas na linguagem, na argumentação e no modo de participação da sociedade. (BARROSO,2009).
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O poder judiciário, o controle externo e a teoria dos poderes independentes

O poder judiciário, o controle externo e a teoria dos poderes independentes

Em face dessas considerações, como podemos situar o Legislativo, o Executivo, e muito especialmente o Judiciário? Todos os três estão ligados à estrutura da União. À soberania nacional conferida ao Estado, os três, enquanto órgãos da estrutura da União realizam parcela da soberania, no campo de sua especialização funcional. Há assim a possibilidade da soberania se fracionar, quando colocada em ação. Isso porque nos estados contemporâneos a ação nacional, o encaminhamento de políticas públicas, as decisões fundamentais para a coletividade nacional são implementadas através das diversas e das múltiplas organizações civis e públicas, entes e órgãos do Estado. Por isso, é possível que no seu exercício a soberania se fracione sem, contudo, perder sua unidade fundamental naquelas questões de interesse geral.
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A ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO NAS POLÍTICAS DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO RURAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: TRÊS CASOS

A ATUAÇÃO DO PODER JUDICIÁRIO NAS POLÍTICAS DE ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO RURAL NO BRASIL CONTEMPORÂNEO: TRÊS CASOS

Para os institucionalistas históricos, a adoção da revisão judicial, por exemplo, não seria apenas uma forma de garantir “segurança política” e “preservação econômica” dos governos que se encontram sob ameaça futura de suas oposições, assim como sugerem autores estratégicos (Ginsburg, 2003; Hirschl, 2004; Finkel, 2008). Os institucionalistas históricos vão mostrar, por exemplo, que o processo de adoção da revisão judicial pode emergir não necessariamente da iniciativa momentânea das instituições majoritárias ou dos interesses relacionados à política eleitoral, mas do próprio Poder Judiciário, através de um processo longo de transformação das ideias dos juízes acerca de sua própria função num regime de rule of law, saindo de uma ideia positivista de autolimitação para uma ideia liberal de atuação pelos direitos (Woods, 2003, 2009). Outros argumentam que a revisão judicial pode ser adotada por questões de identificação ideológica (e não de mera instrumentalização estratégica) dos partidos com os pressupostos e os impactos dessas medidas (Erdos, 2009). Outros, ainda, vão procurar mostrar que não existe apenas uma questão de defesa contra a oposição, mas uma ideia de “missão” de governos que não se encontram sob ameaça, mas que procuram traçar diretrizes específicas de desenvolvimento (Shambayati e Kirdis, 2009). Outros, por fim, olham para o desfecho dos processos de adoção da revisão judicial para ver o que os juízes fizeram com esse poder, mostrando a influência das ideias positivistas sobre a percepção dos juízes acerca de seu próprio papel, fazendo-os agir e decidir de forma contrária às suas preferências políticas particulares (Hilbink, 2007, 2008a) 22 .
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FUNÇÃO POLÍTICA DO PODER JUDICIÁRIO

FUNÇÃO POLÍTICA DO PODER JUDICIÁRIO

Interessante frisar que o povo, embora adverso às abstrações, é perfei- tamente arguto para estabelecer opções em torno das questões institucionais bá- sicas. Ao judiciário, dentro da lei, cabe o papel de analisar as vontades, e neces- sidades populares, mostrando os caminhos legais de se alcançar o cumprimento dos direitos garantidos constitucionalmente. E isto é, sem dúvida, fazer política. Nos dizeres de Massuda, a judicialização política pode ser contextuali- zada, tanto na dilatação da área de atuação das cortes judiciais, com a transferên- cia de decisões políticas aos tribunais; quanto na difusão dos métodos judiciais de decisão para fora das cortes de direitos. Igualmente, segundo a autora, a judi- cialização pode ser verificada em processos políticos nos quais a jurisprudência constitucional se torna “paradigma do processo decisório, uma vez que a ameaça de futuros vetos ou censuras judiciais, embasada nos preceitos constitucionais, direciona ou altera os resultados legislativos” (MASSUDA, 2006).
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O poder judiciário no presidencialismo de coalizão: introdução para uma análise institucional do poder judiciário no Brasil

O poder judiciário no presidencialismo de coalizão: introdução para uma análise institucional do poder judiciário no Brasil

Da perspectiva do presente trabalho, acredita-se que o pressuposto segundo o qual os presidentes não querem indicar ministros contrários às suas posições, o que poderia acarretar na inclusão de um ator com poder de veto a mais, para suas políticas públicas, é bastante factível. Entretanto, avançar nesse pressuposto e dizer que o presidente objetiva ampliar sua influência, indicando ministros que atuariam de forma a manter seus projetos, mesmo contrariamente a outros governos é bastante questionável. Isso porque o presidente não possui o controle da atuação do ministro que será indicado, que já exercerá seu poder durante o próprio mandato do presidente que o indicou. E é possível, também, que o Presidente não tenha, no caso brasileiro, condições para saber, de antemão, os posicionamentos do ministro que ele indicará.
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Accountability e independência judiciais: uma análise da competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Accountability e independência judiciais: uma análise da competência do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

22 Sobre os costumes constitucionais acerca da independência judicial, deve-se pontuar (i) a impossibilidade de impeachment dos magistrados por problemas de accountability judicial comportamental e por decisões que contrariam a interpretação constitucional feita pelos agentes eleitos do legislativo; (ii) a tendência de manutenção no número de magistrados nos tribunais; (iii) a vedação de proibição de apreciação judicial de casos específicos por legislação; (iv) a preocupação com a eficiência judicial e concessão de autonomia administrativa e financeira ao poder Judiciário e (v) o estabelecimento da sabatina do Senado como mecanismo legitimo para influenciar o processo de independência judicial decisional (GEYH, 2003, p. 169-170). 23 A independência institucional e o exercício da accountability judicial comportamental pelo próprio poder Judiciário americano foram expandidas, em 1966, pela criação do Federal Judicial Center (FJC), que possuía três objetivos principais: (i) realizar e conduzir pesquisas sobre o exercício da jurisdição nos tribunais federais; (ii) oferecer educação legal e (iii) estudar como a computação e o processamento de dados pode melhorar a prestação judicial. Também foi estabelecido o Judicial Councils Reform and Judicial Conduct and Disability Act, em 1980, constituindo uma estrutura administrativa judicial que possibilitava exercer o poder disciplinar sobre os juízes (GEYH, 2003, p. 210-211).
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Da Independência do Poder Judiciário

Da Independência do Poder Judiciário

Mas, o descu m p rim e n to desses deveres não afeta a d |SC‘ p lin a de um a o rg a n iza çã o a d m in is tra tiv a ou de um serviço P b lico qualquer. A tin g e a p ró p ria ordem so cia l, po r causar P juízo d ire to à c o le tivid a d e . Por essa razão, o p o d e r d is c ip '1 _ é in su ficie n te para s u p rim ir as in fra çõ e s fu n c io n a is dos m a9 0 trados, tendo em vista, ainda, que o ju iz, co m o q u a lq u e r ou m em bro do poder p ú b lico , quando in c o rre na p rá tic a de cer infrações legais, é preferível ser afastado, d e fin itiva m e n te , órgão que representa, através de p rocesso c o n te n cio so . Os P cedim entos irre g u la re s dos m agistrados, ao invés de se'■ co n sid e ra d o s fa lta s d is c ip lin a re s , devem ser c a p itu la d o s c crim es fu n c io n a is com uns, ou de re sp o n sa b ilid a d e , conto a g ravidade do ilícito .
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Arbitragem e poder judiciário

Arbitragem e poder judiciário

Todavia, até o presente momento, não havia sido feita nenhuma pesquisa científica que buscasse identificar, com o devido rigor metodológico, o posicionamento do Poder Judiciário brasileiro em relação à aplicação e vigência dos dispositivos da lei 9.307/96. Inúmeros levantamentos preliminares das decisões judiciais já foram realizados, mas nenhum deles pareceu dar conta, integralmente, de um mapeamento empírico com a mesma extensão sobre a qual esta pesquisa se debruçou. Sem conjugar aspectos quantitativos e qualitativos e sem distinguir os critérios temporal, geográfico, material e
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Políticas públicas no estado democrático de direito: uma análise da legitimidade dos conselhos gestores e da judicialização das políticas públicas

Políticas públicas no estado democrático de direito: uma análise da legitimidade dos conselhos gestores e da judicialização das políticas públicas

A democratização do Brasil e a consequente abertura dos processos deci- sórios para a participação da sociedade civil em seara das políticas públicas apresenta-se como uma das principais conquistas e, paradoxalmente, é um de- safio da sociedade política a partir da Constituição federal de 1988. Esse pa- radoxo consiste-se no fato de que os instrumentos existentes, que incentivam a participação dos cidadãos nos processos de formulação e implementação de políticas públicas, coexistem com um modelo de Estado pautado em propostas neoliberais, preocupados com a imposição de limites à atuação estatal de forma a assegurar a autonomia privada do cidadão em relação ao Estado.
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O LEQUE DE COGNOSCIBILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO SOBRE QUESTÕES DE CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS EFETIVOS

O LEQUE DE COGNOSCIBILIDADE DO PODER JUDICIÁRIO SOBRE QUESTÕES DE CONCURSO PÚBLICO PARA PROVIMENTO DE CARGOS EFETIVOS

habilitação para participação em fase posterior do certame, pressupõe a demonstração de que o Impetrante estaria habilitado à etapa seguinte caso essa anulação fosse estendida à totalidade dos candidatos, mercê dos princípios constitucionais da isonomia, da impessoalidade e da eficiência. 2. O Poder Judiciário é incompetente para, substituindo-se à banca examinadora de concurso público, reexaminar o conteúdo das questões formuladas e os critérios de correção das provas, consoante pacificado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Precedentes (v.g., MS 30433 AgR/DF, Rel. Min. GILMAR MENDES; AI 827001 AgR/RJ, Rel. Min. JOAQUIM BARBOSA; MS 27260/DF, Rel. Min. CARLOS BRITTO, Red. para o acórdão Min. CÁRMEN LÚCIA), ressalvadas as hipóteses em que restar configurado, tal como in casu, o erro grosseiro no gabarito apresentado, porquanto caracterizada a ilegalidade do ato praticado pela Administração Pública. 3. Sucede que o Impetrante comprovou que, na hipótese de anulação das questões impugnadas para todos os candidatos, alcançaria classificação, nos termos do edital, habilitando- o a prestar a fase seguinte do concurso, mediante a apresentação de prova documental obtida junto à Comissão Organizadora no exercício do direito de requerer certidões previsto no art. 5º, XXXIV, “b”, da Constituição Federal, prova que foi juntada em razão de certidão fornecida pela instituição realizadora do concurso público. 4. Segurança concedida, em parte, tornando-se definitivos os efeitos das liminares deferidas. (MS 30859 Relator(a): Min. LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 28/08/2012).
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Do princípio da moralidade à improbidade administrativa : o ressarcimento do erário e a impunidade

Do princípio da moralidade à improbidade administrativa : o ressarcimento do erário e a impunidade

celebrados que feriram princípios norteadores do atuar administrativo: legalidade, moralidade, impessoalidade e proteção ao patrimônio público. 4. Contratos firmados, sem licitação, para a elaboração de estudos, planejamento, projetos e especificações visando a empreendimentos habitacionais. Sociedade de economia mista como órgão contratante e pessoa jurídica particular como contratada. Ausência de características específicas de notória especialização e de prestação de serviço singular. 5. Adequação de Ação Civil Pública para resguardar o patrimônio público, sem afastamento da ação popular. Objetivos diferentes. 6. É imprescritível a Ação Civil Pública visando a recomposição do patrimônio público (art. 37, § 5º, CF/88). (...) 8. O fato de o Tribunal de Contas ter apreciado os contratos administrativos não impede o exame dos mesmos em sede de Ação Civil Pública pelo Poder Judiciário. 9. Contratações celebradas e respectivos aditivos que não se enquadram no conceito de notória especialização, nem no do serviço a ser prestado ter caráter singular. Contorno da exigência de licitação inadmissível. Ofensa aos princípios norteadores da atuação da Administração Pública. 10. Atos administrativos declarados nulos por serem lesivos ao patrimônio público. Ressarcimento devido pelos causadores do dano. 11. Recurso do Ministério Público provido, com o reconhecimento de sua legitimidade. 12. Recursos das partes demandadas conhecidos parcialmente e, na parte conhecida, improvidos” 77
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O impacto do federalismo fiscal no processo de controle jurisdicional de políticas...

O impacto do federalismo fiscal no processo de controle jurisdicional de políticas...

O direito à integridade do meio ambiente – típico direito de terceira geração – constitui prerrogativa jurídica de titularidade coletiva, refletindo, dentro do processo de afirmação dos direitos humanos, a expressão significativa de um poder atribuído, não ao indivíduo identificado em sua singularidade, mas, num sentido verdadeiramente mais abrangente, à própria coletividade social. Enquanto os direitos de primeira geração (direitos civis e políticos) – que compreendem as liberdades clássicas, negativas ou formais – realçam o princípio da liberdade e os direitos de segunda geração (direitos econômicos, sociais e culturais) – que se identificam com as liberdades positivas, reais ou concretas – acentuam o princípio da igualdade, os direitos de terceira geração, que materializam poderes de titularidade coletiva atribuídos genericamente a todas as formações sociais consagram o princípio da solidariedade e constituem um momento importante no processo de desenvolvimento, expansão e reconhecimento dos direitos humanos, caracterizados, enquanto valores fundamentais indisponíveis, pela nota de uma essencial inexauribilidade. (MS 22164, Relator(a): Min. CELSO DE MELLO, Tribunal Pleno, julgado em 30/10/1995, DJ 17-11-1995 PP-39206 EMENT VOL-01809-05 PP-01155)
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Poder Judiciário: perspectivas de reforma.

Poder Judiciário: perspectivas de reforma.

Esses temas estão longe do consenso. Assim, por exemplo, como mostramos, se é considerável o apoio à criação de um conselho para exercer a fiscalização do Judiciário, são apreciáveis as divergências quanto à composição desse órgão. Segundo o relatório da deputada Zulaiê Cobra Ribeiro, aprovado na Câmara dos Deputados e em discussão no Senado, o conselho seria composto por 15 membros: 9 juízes, 2 representantes da OAB, 2 membros do Ministério Público e 2 cidadãos, um indicado pela Câmara e outro pelo Senado. O governo e o PT prefeririam um conselho em que os juízes fossem minoria, mas, face às resistências, sobretudo por parte da magistratura, têm apoiado a proposta que tramita no Congresso. Os magistrados, por seu lado, como vimos no item anterior, estão divididos. Pondere-se, contudo, que já é possível registrar mudanças e mais do que isto, é muito provável que o placar contrário ao controle externo verificado no Supremo se altere a partir de maio de 2004, com a aposentadoria compulsória do até então presidente da corte, Maurício Corrêa, que sempre se manifestou radicalmente contrário ao controle externo. O substituto do ministro será indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Além disso, no STF, o principal aliado do governo para a criação de um órgão de controle externo é Nelson Jobim, o novo presidente do tribunal. A mesma tendência deverá se verificar no STJ.
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Poder judiciário e gestão eficiente

Poder judiciário e gestão eficiente

Min. Gilmar Mendes - Acredito que avançamos bem nas metas, os índices são muito satisfatórios e também estamos aprendendo a analisar as eventuais respostas negati- vas. Se não conseguimos cumprir a meta 02 ou se um determinado Tribunal fi cou muito aquém da média no cumprimento da meta 02, qual é a razão? O que precisamos fazer? Faltam juízes? Falta estrutura? Falta perícia? É fundamental que haja um referencial em relação a isto. Creio que o não cumprimento das metas, em alguns casos, também tenha esse efeito positivo, de permitir um diagnóstico mais preciso sobre a situação, os problemas existentes em uma determinada unidade judicial. Mas eu acredito que as metas contribuíram decisivamente para que em dois anos tivéssemos um outro quadro no Judiciário Nacional e, sobretudo, nós temos medidores, critérios de aferição, sabe- mos em que estágio estamos. Por outro lado, com relação às metas também estamos prestando contas, declarando como os recursos da sociedade estão sendo investidos no âmbito do Judiciário. Acredito que todos esses elementos propiciam uma análise bastante positiva do cumprimento das metas nacionais de nivelamento de 2009 e já permitem que nós trabalhemos no cumprimento das metas de 2010, com a obrigação que fi cou estabelecida pelos próprios Tribunais de que as metas que não foram cumpri- das terão que ser cumpridas como metas adicionais.
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