Top PDF Gestão democrática na escola pública: um olhar sobre a participação popular

Gestão democrática na escola pública: um olhar sobre a participação popular

Gestão democrática na escola pública: um olhar sobre a participação popular

A presente monografia tem como objetivo discorrer sobre o papel da gestão de políticas públicas voltadas para a educação. Trata-se de uma abordagem histórica e analítica fundamentada nos pressupostos teóricos de autores cuja linha de pensamento se relaciona em especial com a educação como fator de inserção social, e construtor de novos modelos de uma prática assertiva de envolvimento mútuo em gestão escolar democrática. A partir desses conceitos buscamos apreender e ao mesmo tempo estimular à análise crítica no sentido de se realizarem esforços por parte de coletivos de pesquisadores afim de atuar na mudança dessa realidade da educação brasileira. Outro aspecto que pretendemos destacar é a questão da construção de formas de participação de todos os segmentos da escola na gestão educacional. Para tal buscaremos exemplos de ações institucionalizadas que impliquem em participação, a exemplo do PPP (Projeto Político Pedagógico), pois estas podem contribuir para o avanço da cultura da participação, que resulta no desenvolvimento de melhorias no campo educacional. Enfatizamos no entanto que tais ações rumo a uma consolidação de um avanço no âmbito da gestão escolar não é um processo espontâneo e fácil, antes porém, está diretamente relacionado ao permanente esforço humano de participação e coletividade rumo a construção de uma educação de qualidade.
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Open Gestão democrática da escola pública e participação popular: uma análise sobre o sistema municipal de ensino do município de João PessoaPB

Open Gestão democrática da escola pública e participação popular: uma análise sobre o sistema municipal de ensino do município de João PessoaPB

Aqui cabe uma ressalva: Parece óbvio que a figura do líder, seja a do gestor, porém, pode acontecer da liderança não ser necessariamente do gestor, e sendo do gestor ou de outros profissionais da escola, estas lideranças podem ser de quaisquer uns dos referidos estilos, no entanto, numa gestão deliberadamente democrática, é papel de quem tem mais clareza do significado desse modo de gestão, procurar envolver o maior número de pessoas na reflexão sobre essa temática, incluindo o próprio gestor, caso esse não seja um líder participativo. Outro aspecto importante no tocante a essa problemática, é que, a própria natureza contraditória entre um modelo de gestão e um estilo de liderança antagônica, pode ser gerador de conflitos, que exijam tomadas de decisões e busca de alternativas que possibilitem refletir sobre a questão.
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Tecendo a democracia na escola: outro olhar sobre a participação popular na prática pedagógica

Tecendo a democracia na escola: outro olhar sobre a participação popular na prática pedagógica

A análise empreendida evidencia que o pro- cesso de participação popular na escola pública tem produzido modificações importantes no sentido de criar relações de poder mais democrática, [r]

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O GRÊMIO ESTUDANTIL E OS DESAFIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA

O GRÊMIO ESTUDANTIL E OS DESAFIOS DA GESTÃO DEMOCRÁTICA NA ESCOLA PÚBLICA

Entre os coordenadores, há diferentes visões sobre o papel do Grêmio, refletindo o discurso da SEE e de entidades “amigas” da Educação que apostam no “protagonismo juvenil” como forma de se produzir futuras lideranças no mundo do trabalho. Formar alunos com “pensamento crítico” a partir de sua vivência no Grêmio mostra-se assim inócua, uma vez que esse espaço é monitorado pela Direção. Conceitos como democracia e participação parecem distantes da realidade da escola como instrumentos de transformação. Um dos coordenadores menciona as ações “dentro da escola”, pois esse é a seu ver o limite da atuação dos estudantes. O outro coordenador compreende ações fora da escola como atividades pedagógicas para amplia o conhecimento e a cultura dos estudantes, mas não se refere a meios de desenvolver o espírito de participação e envolvimento da comunidade em causas comuns para tornar a escola um espaço democrático de discussões e eventos que desenvolvem a criticidade ou que discutam os problemas da escola.
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Gestão escolar: dimensões da gestão democrática na escola pública

Gestão escolar: dimensões da gestão democrática na escola pública

O presente trabalho teve como objetivo, discutir a gestão escolar sob a perspectiva das dimensões de organização da gestão democrática na escola pública, por meio do Projeto Político Pedagógico e de implementação, por meio dos Conselhos escolares. Tomou-se como objeto de estudo a E.E.E.F. Francisco Costa, Duas Estradas-PB, através da qual se analisou como a gestão democrática tem contribuído com a prática pedagógica da escola, como também, relatou-se as atividades desenvolvidas pela equipe de gestores e sua relevância no processo pedagógico da escola. Utilizou-se no estudo, o método qualitativo tendo como principal instrumento para coleta de dados, o questionário aplicado a uma amostra de dez docentes. Os resultados da pesquisa foram apresentados em quadros contendo a percepção dos entrevistados sobre a gestão da E.E.E.F. Francisco Costa, sentimentos em relação à gestão participativa e democrática, de maneira que o Projeto Político Pedagógico é colocado em prática durante o ano, participação do Conselho Escolar na escola e a as relações deste com a Gestão e, práticas da Gestão na E.E.E.F. Francisco Costa no que se refere à melhoria do ensino e de aprendizagem. Com relação aos resultados, a pesquisa realizada proporcionou a todos os docentes a oportunidade de refletir sobre a importância da participação de todos envolvidos no processo educativo, como também analisar o trabalho feito pela gestão escolar numa perspectiva democrática e participativa, percebendo de que forma essa participação poderá ser otimizada.
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Escola democrática: a participação dos alunos na gestão financeira da escola

Escola democrática: a participação dos alunos na gestão financeira da escola

Assim, partiu-se da percepção de que o PDDE traz para o âmbito escolar a possibilidade de deliberação e ação sobre recursos financeiros, e que havia a necessidade de saber como isto tem se configurado na prática. Percebeu-se a necessidade de investigar no espaço da escola pública “se” e “como” os programas de envio de recursos têm oportunizado espaços de participação e fortalecido a efetivação da democracia dentro da escola, a fim de que os alunos sejam capazes de exercerem sua cidadania de modo ativo, crítico e emancipado. Não se pode deixar de destacar que a opção por pesquisar a participação de alunos do Ensino Fundamental se deveu à necessidade de se rever a ideia corrente de que as crianças 2 – faixa etária atendida por essa modalidade – são objetos e não sujeitos ativos. Que eles não possuem competência para tomarem parte de decisões e de opinar sobre assuntos em que estão relacionados.
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GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM OLHAR SOBRE A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GARANHUNS – PE

GESTÃO DEMOCRÁTICA: UM OLHAR SOBRE A GESTÃO ESCOLAR DE UMA ESCOLA DO MUNICÍPIO DE GARANHUNS – PE

Resumo: Este artigo é resultado de uma pesquisa realizada no âmbito da disciplina de Estágio Curricular III em gestão escolar, do curso de licenciatura em Pedagogia da UAG/UFRPE. O objetivo da pesquisa é analisar a gestão de uma escola do município de Garanhuns-PE considerando a infraestrutura, o projeto político pedagógico, a gestão escolar democrática e a proposta curricular. Para alcançar esse objetivo, definimos os seguintes objetivos específicos: 1) identificar problemas e apontar soluções em relação à infraestrutura da escola; 2) conhecer o projeto político pedagógico da escola, apontando problemas e soluções; 3) analisar a prática da direção e da coordenação pedagógica; 4) conhecer o que as professoras pensam sobre o currículo da escola. A pesquisa é de natureza qualitativa e contou com os seguintes procedimentos metodológicos: observação, entrevista e análise documental. O campo da pesquisa é uma escola da rede de ensino de Garanhuns – PE. Para a obtenção dos dados tivemos os seguintes sujeitos da pesquisa: a direção da escola, a coordenação pedagógica e uma professora. Os resultados obtidos apontam para a importância de uma gestão democrática nas escolas, bem como para a valorização da participação da comunidade nos processos educacionais. Assim, a forma de organização do estágio curricular III, com foco na Gestão Escolar, fortaleceu a nossa formação inicial como professores/pesquisadores, proporcionando a compreensão da organização e gestão de uma escola a partir da relação entre a teoria estudada na universidade e a prática de uma escola de educação infantil do município de Garanhuns - PE.
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Gestão democrática na escola pública: retrato da atuação do Conselho Escolar em uma escola pública estadual

Gestão democrática na escola pública: retrato da atuação do Conselho Escolar em uma escola pública estadual

Partindo para as considerações dos participantes do Conselho Escolar sobre seu papel e importância para a qualidade educacional, a gestora da instituição 1 , considera que o mesmo tem como função “gerir a escola em conjunto com a direção, participando ativamente de todas as atividades e/ou ações realizadas pela escola, sejam elas de natureza pedagógica, administrativa, financeira...”, opinião condizente com os pesquisadores e teóricos que consideram os colegiados como espaços de efetiva participação democrática.
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Um olhar sobre a gestão escolar democrática na perspectiva humanista

Um olhar sobre a gestão escolar democrática na perspectiva humanista

32 O que nós temos hoje é um sistema hierárquico que pretensamente coloca todo o poder nas mãos do diretor. Não é possível falar das estratégias para se transformar o sistema de autoridade no interior da escola, em direção a uma efetiva participação de seus diversos setores, sem levar em conta a dupla contradição que vive o diretor da escola hoje. Esse diretor, por um lado, é considerado a autoridade máxima no interior da escola, e isso, pretensamente, lhe daria um grande poder e autonomia; mas, por outro lado, ele acaba se constituindo, de fato, em virtude de sua condição de responsável último pelo cumprimento da Lei e da Ordem na escola, em mero preposto do Estado. Esta é a primeira contradição. A segunda advém do fato de que, por um lado, ele deve deter uma competência técnica e um conhecimento dos princípios e métodos necessários a uma moderna e adequada administração dos recursos da escola, mas, por outro lado, sua falta de autonomia em relação aos escalões superiores e a precariedade das condições concretas em que se desenvolvem as atividades no interior da escola tornam uma quimera a utilização dos belos métodos e técnicas adquiridas [...].
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Gestão democrática e participativa: os desafios em consolidar a participação popular em Poá SP

Gestão democrática e participativa: os desafios em consolidar a participação popular em Poá SP

No estudo feito por Veríssimo (2017) sobre as audiências públicas verificou-se que duas das principais dificuldades encontradas pela população em participar das audiências são: Aspecto Organizacional: Esse diz respeito a divulgação do local, data e horário da audiência pública, sendo na maioria das vezes em dia útil e horário comercial (entre segunda e sexta-feira, das 8 às 17 horas) coincide com o horário de trabalho de grande parte da população, e esta não consegue dispensa do seu empregador para participar dessa ação. Linguagem Técnica: O excesso do uso de jargões, caracterizado pela utilização de um ou mais termos específicos e restrito a profissionais de uma determinada área ou círculo profissional, nas audiências públicas afasta o cidadão “comum” da discussão no processo de decisão da coisa pública, já que o mesmo por vezes não possui entendimento especializado, necessário para compreender o assunto proposto. (VERÍSSIMO, 2017, p. 52, grifo do autor).
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GESTÃO ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA: interfaces entre gerencialismo e gestão democrática

GESTÃO ESCOLAR NA ESCOLA PÚBLICA: interfaces entre gerencialismo e gestão democrática

A presente dissertação trata da “Gestão Escolar na Escola Pública: interfaces entre gerencialismo e gestão democrática”, na perspectiva de apreender a concepção de gestão escolar que norteia as práticas gestoras em uma escola da rede pública estadual em São Luís-Maranhão. A metodologia orienta-se no materialismo histórico-dialético e utiliza pesquisa bibliográfica, documental e de campo, subsidiada por levantamento dos dados empíricos através da realização de entrevistas semiestruturadas aplicadas a uma amostra constituída por 35 sujeitos, cujas informações possibilitaram ampliar o conhecimento sobre a realidade social vivenciada pela escola pública e suas relações com o contexto social e educacional, materializado pelo reconhecimento dos discursos contraditórios dos sujeitos na efetivação das políticas de gestão escolar. Dentre os autores que referenciaram o presente estudo, destacam-se: Marx (1979), Gramsci (1999), Piotte (1975), Kosik (1976), Gruppi (1978), Oliveira (2010), Cabral Neto (2007), (2009), (2011), Libâneo (2012), Ferreira (2006), Savianni (2001), (2007), Dourado (2001), (2006), Frigoto (1999), (2003), entre outros. O texto dissertativo está estruturado em capítulos, sendo o primeiro reservado à demarcação inicial do objeto, aos objetivos e às questões norteadoras, ao percurso metodológico e à organização do texto. No segundo, analisam-se as transformações decorrentes do progresso técnico científico e seus impactos na configuração das políticas educacionais e na gestão da educação. No terceiro, reflete-se sobre as concepções de administração e gestão escolar no âmbito do sistema educacional brasileiro. No quarto capítulo, abordam-se as políticas de gestão da educação no estado do Maranhão e realiza-se a caracterização das práticas gestoras em uma escola da rede pública estadual. A realidade observada revelou que as políticas educacionais de gestão escolar representam mais possibilidades de manutenção de controle do sistema educacional, dos resultados, da flexibilização, das metas e dos indicadores, do que a efetivação da autonomia, participação, do interesse coletivo e da democratização oriundos de uma perspectiva democrática. Concluiu-se que a realidade pesquisada caminha mais alinhada ao controle das concepções gerencialistas do que das orientações democrático-participativas.
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Liderança e mudança - um olhar sobre a administração e gestão da escola pública

Liderança e mudança - um olhar sobre a administração e gestão da escola pública

Com a publicação do Decreto-Lei nº75/2008, de 22 de abril, foram criadas condições formais para uma alteração profunda na forma de gestão e administração das escolas portuguesas. Neste contexto surge o Diretor, com amplos poderes, eleito por um Conselho Geral, formado por pessoal docente e não docente, representantes da comunidade local, do município, dos pais e dos alunos. Esta constituição é um sinal de abertura da escola ao exterior e a sua integração nas comunidades locais. O novo regime de direção das escolas atualmente em vigor aponta para uma concentração de poderes num órgão unipessoal, contrariando uma cultura de colegialidade e participação democrática dos docentes.
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Reflexões sobre o provimento do diretor e a gestão democrática de uma escola pública : entre o eleito e o indicado

Reflexões sobre o provimento do diretor e a gestão democrática de uma escola pública : entre o eleito e o indicado

função de magistério era indicada pelos vereadores, um verdadeiro compadrio do poder público municipal, da Prefeitura com a Câmara. Nunca premiando a qualidade, sempre premiando o eleitoralismo barato, sempre se pensando na próxima eleição. E a ‘Frente Popular Muda Praia’ se colocou como arauto das mudanças, e a gente já pregava nos palanques que nós iríamos acabar com os famigerados QVI's ‘que vereador indicou o professor para dar aula para nossos filhos’, isso assumido em praça pública, ou seja, quem votou em mim, votou sabendo que nós iríamos moralizar a educação, fazer concurso público, premiar o mérito e, enfim, nós fomos eleitos. E uma vez na Prefeitura, nós escolhemos a nossa equipe. Escolhi o Professor ‘SECRET – eleição’ para a pasta da Educação. Na ocasião, o professor ‘SECRET – eleição’ era o presidente da ADUFES (Associação dos Docentes da UFES) que tinha um prédio belíssimo na UFES. E o professor ‘SECRET – eleição’ deixou àquele palácio lá na UFES pra vir se instalar aqui precariamente, ali nas instalações do antigo Clube Olímpico, onde funcionava a Secretaria de Educação do Município à época. Aí começamos a fazer o nosso trabalho, trouxemos o CREAD (Centro Regional de Ensino a Distância) em parceria com a UFES, a bancada federal na época nos auxiliou a trazer, sediar aqui no Município Praia. Formamos os professores, investimos na capacitação. Nós tínhamos em torno de 250 professores efetivos da rede que não tinham ensino superior e nós priorizamos esses professores a se formar em Pedagogia pela UFES e assim fizemos. Formamos nossos quadros, partimos para os concursos públicos, especialmente a partir de 2003, após a reforma da previdência ‘pilotada’ pelo então presidente Lula, e aí nomeamos os novos servidores, novos professores pela via do concurso público de provas e títulos. Fizemos cinco concursos ao longo da nossa administração, sempre, investindo na capacitação, na formação, na reciclagem do quadro de magistério. (PREF – eleição). 11
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Gestão democrática e a participação da família

Gestão democrática e a participação da família

A escola pública tem passado por algumas mudanças nos últimos anos, em especial em aspectos que dizem respeito à compreensão do papel social da escola, da importância da participação da família no processo educacional de seus filhos, do poder de transformação aferido a educação e da compreensão do processo de democratização da gestão das escolas públicas. Por esta razão, a nossa pesquisa teve por objetivo evidenciar a importância da gestão democrática das escolas públicas, da participação dos pais e da comunidade escolar neste processo de democratização, vislumbrando as experiências adquiridas através do Componente Curricular Estágio Supervisionado em Gestão Escolar, que nos deu a oportunidade de vivenciar o dia a dia de uma gestão escolar e intervir apresentando um projeto que buscou refletir sobre a gestão democrática. A partir dessa temática e das experiências do Estágio supervisionado, sentimos a necessidade de buscar aprofundar as nossas pesquisas neste campo de estudando, procurando a partir de uma pesquisa bibliográfica e da experiência do Estágio Supervisionado, evidenciar a importância da participação da família e da comunidade escolar neste processo de gestão democrática. Buscamos fundamentar o nosso trabalho em BRASIL (2011), LÜCK (2009), SANTOS (2016) e outros textos acadêmicos científicos que se fizeram relevantes para a construção do nosso trabalho. Nos propomos em nossa pesquisa, apresentar algumas concepções de gestão democrática, evidenciar a importância da participação de todos os que compõem a comunidade escolar e sugestões de como desenvolver uma gestão escolar democrática, apresentando as concepções que foram desenvolvidas a partir do Estágio Supervisionado e apresentadas aos professores da escola campo em que o estágio aconteceu, resultando na busca de aprofundamos os nossos conhecimentos no assunto e na produção desta pesquisa.
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Escolas municipais: a busca de respostas aos desafios contemporâneos na/da escola pública, popular e democrática

Escolas municipais: a busca de respostas aos desafios contemporâneos na/da escola pública, popular e democrática

[...] para Giroux, o sentido dos professores compreendidos como intelectuais reflete todo um programa de compreensão e análise do que, para ele, devem ser os professores. Por um lado, permite entender o trabalho do professor como tarefa intelectual, em oposição às concepções puramente técnicas ou instrumentais (GIROUX, 1990b, p. 176). Por outro propõe a função dos professores como ocupados em uma prática intelectual crítica relacionada com os problemas e experiências da vida diária (GIROUX, 1991, p. 89). Em terceiro lugar, entende que os professores devem desenvolver não só uma compreensão das circunstâncias em que ocorre o ensino, mas que, juntamente com os alunos, devem desenvolver também as bases para a crítica e a transformação das práticas sociais que se constituem ao redor da escola. Essa idéia do professor como intelectual crítico é pragmática e busca conferir ao professor uma “autoridade emancipadora” quando este desenvolve sua prática docente com base na prolematização dos discursos e valores que legitimam as práticas sociais. Essa prática só consegue um terreno fértil em escolas democráticas, abertas ao diálogo. A prática docente, nesse sentido, conquista um status de transformadora porque busca ajudar os alunos a adquirirem um conhecimento crítico sobre as estruturas que fundamentam a sociedade. Mas, para que isso ocorra, a escola e os professores necessitam estar abertos à participação de grupos e setores da comunidade que têm algo a dizer sobre os problemas educacionais e também buscar uma aproximação com as teorias educativas que partam do princípio de uma escola popular e democrática.
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Gestão democrática da escola pública : a participação como princípio da democracia

Gestão democrática da escola pública : a participação como princípio da democracia

A gestão democrática é aqui compreendida, então, como um processo político no qual as pessoas que atuam na/sobre a escola identificam problemas, discutem, deliberam e planejam, encaminham, acompanham, controlam e avaliam o conjunto das ações voltadas ao desenvolvimento da própria escola na busca da solução daqueles problemas. Esse processo, sustentado no diálogo, na alteridade e no reconhecimento às especificidades técnicas das diversas funções presentes na escola, tem como base a participação efetiva de todos os segmentos da comunidade escolar, o respeito às normas coletivamente construídas para os processos de tomada de decisões e a garantia de amplo acesso às informações aos sujeitos da escola. Isso quer dizer que a gestão da escola públicapode ser entendida pretensamente como um processo democrático, no qual a democracia é compreendida como princípio, posto que se tem em contaque essa é a escola financiada por todos e para atender ao interesse que é de todos; e também como método, como um processo democratizante, uma vez que a democracia é também uma ação educativa, no sentido da conformação de práticas coletivas na educação política dos sujeitos. É certo que essas ideias não expressam a realidade da gestão das escolas públicas, mas, se tomamos o conceito como hipótese ou como matriz a ser cotejada com a realidade, sua amplitude democrática pode nos ser bastante útil na observação do fenômeno.
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Gestão democrática na escola pública alagoana: interfaces com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE – Escola)

Gestão democrática na escola pública alagoana: interfaces com o Plano de Desenvolvimento da Escola (PDE – Escola)

educacional no contexto da escola pública brasileira, a partir do marco legal construído na década de 1990, após a promulgação da Constituição Federal de 1988, que foi precedida pelas demandas por uma escola participativa. Para chegar a essas considerações, foram demarcados três blocos de análise: primeiro, os conceitos, sentidos, história e implicações da gestão democrática na escola, do século XX ao século XXI; em seguida, a reflexão sobre a gestão democrática na escola pública alagoana e seus desdobramentos no âmbito do PDE-Escola, e por fim, no terceiro momento, destaca-se as mudanças empreendidas na escola sob a lógica do PDE-Escola. O trabalho, objetivou compreender os sentidos da gestão democrática no ordenamento da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional n.º 9.394/96 e na concepção dos vários grupos presentes nesse contexto, com base no processo de elaboração do Plano de Desenvolvimento da Escola, após o decreto 6. 094, de 24 de abril de 2007. Nesse sentido, o trabalho aborda categorias como o Estado contemporâneo e seus desdobramentos na política de educação básica, encaminhada às escolas públicas do país. Fez-se necessário nesse percurso histórico e metodológico a análise das categorias que foram depreendidas dos dados empíricos, como: escola, planejamento estratégico, desenvolvimento, gestão democrática e participação. A análise foi erguida com base nas fontes selecionadas na concepção do trabalho, por meio dos relatos dos sujeitos, da relação dessas falas com a organicidade teórica elaborada, promovendo o cruzamento das ideias e do constructo teórico levantado pelos autores que sedimentaram a pesquisa. A abordagem configurou-se como pesquisa qualitativa documental e bibliográfica, tendo por referencial teórico-metodológico as discussões levantadas pelos seguintes autores: Bobbio (1987); Coutinho (1992, 2006); Frigotto (2003); Gramsci (2004, 2002, 1989); Höfling (2001); Neves (2005); Hochman, Arretche e Marques (2007); Hypólito (2008); Fonseca et al. (2004); Arelaro (2000); Azevedo (1997); Coraggio (2000); Dourado (2007); Ferreira (2008); Haddad (2008); Oliveira (2009); Krawczyk (2000 e 2008); Motta (2008); Paulani (2006); Behring (2008); Gruppi (1987); Harwey (1993); Mészáros (2002); entre outros. Destaca-se o PDE-Escola como objeto constitutivo da análise, elemento central da discussão, possibilitando identificar na política pública da gestão democrática elementos determinantes da democracia moderna, do planejamento e da participação, trazendo a escola contemporânea como foco do estudo. A análise dos resultados aponta para um processo de gestão por resultados, impulsionado pelo avanço das políticas neoliberais, conduzindo a escola pública nas orientações dos organismos internacionais que financiam a educação nacional.
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O ESTATUTO DAS CIDADES, A PARTICIPAÇÃO POPULAR E A GESTÃO URBANA DEMOCRÁTICA  Glauce Suely Jácome da Silva

O ESTATUTO DAS CIDADES, A PARTICIPAÇÃO POPULAR E A GESTÃO URBANA DEMOCRÁTICA Glauce Suely Jácome da Silva

econômicos advindos das necessidades de lucro do mercado. A dimensão e o significado desta mudança são enormes porque não se trata apenas de “inserir o povo” em práticas de gestão pública, como ingenuamente preconizam as propostas da democracia com participação comunitária nos anos 80, quando a idéia da participação vinculava-se à apropriação simples de espaços físicos. Trata-se agora de mudar a ótica do olhar, do pensar e do fazer; alterar os valores e os referenciais que balizam o planejamento e o exercício das práticas democráticas. Partir das necessidades sociais significa adotar posturas que têm como meta práticas de inclusão social, pois o universo de abrangência dos demandatários são os excluídos socioeconomicamente, ou os excluídos de direito [...]. (p. 60/61)
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A qualidade da escola pública, na perspectiva  democrática e popular

A qualidade da escola pública, na perspectiva democrática e popular

Com a eleição de Tancredo Neves pa ra a presidência da República, encerra- se o ciclo do poder militar. O retorno à de mocracia no Brasil configura uma con quista lenta, gestada no interior dos mo vimentos sociais que tiveram início no fi nal da década de 1970, com as greves dos metalúrgicos no ABC paulista. A partir de 1985, ocorrem mudanças na ordem eco- nômica, política, social e cultural do país. A Constituição Federal de 1988 traz co mo elemento marcante a presença do po vo e a valorização da cidadania e da so berania popular. Comparada às outras Cons tituições, apresenta o mais longo ca- pí tulo sobre educação. Consagra-a como di reito público subjetivo e estabelece o prin cípio da gestão democrática do ensi- no público, o dever do Estado em prover cre che e pré-escola às crianças e o ensino fun damental obrigatório e gratuito para todos.
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Administração pública democrática: aspectos teóricopráticos da participação popular

Administração pública democrática: aspectos teóricopráticos da participação popular

Instituições alternativas de socialização, como as formas de democracia participativa praticadas pelo OP, podem proporcionar efeitos positivos para a consciência de cidadania crítica. Os sujeitos que ingressam no OP, em geral, passam a vivenciar novas experiências de sociabilidade que incluem o aumento das interações com os outros (aspecto, em geral, ressaltado como positivo pelos participantes), além da oportunidade de construir e de trocar saberes sobre a realidade sócio-urbana, sobre a gestão administrativa local. São experiências densas que exigem tanto o exercício da cooperação como a resolução de contradições e de conflitos na ação coletiva para a escolha das prioridades. O caráter por vezes “sagrado” das demandas de grupos de ruas, vilas ou entidades é submetido ao crivo da argumentação pública dos outros que, por sua vez, também têm demandas e opiniões legítimas, criando oportunidades de aprendizagens individuais e coletivas em termos de descentração da perspectiva sócio-moral e de competência interativa – embora não deterministicamente.
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