Top PDF Quantização de uma teoria de cordas bosônica relativística

Quantização de uma teoria de cordas bosônica relativística

Quantização de uma teoria de cordas bosônica relativística

Este trabalho mostrou como se pode obter uma teoria quˆantica de cordas intuitiva- mente a partir da construc¸˜ao de uma ac¸˜ao an´aloga a ac¸˜ao de uma part´ıcula relativ´ıstica livre, uti- lizando suas diversas propriedades, como a invariˆancia por reparametrizac¸˜oes e a invariˆancia por transformac¸˜oes de Lorentz para se obter uma teoria consistente tanto do ponto de vista quˆantico como relativ´ıstico. A ac¸˜ao de Nambu-Goto foi obtida como proporcional a uma ´area relativ´ıstica da folha-mundo da corda no espac¸o-tempo, interpretac¸˜ao an´aloga ao caso da ac¸˜ao proporcional a linha-mundo da part´ıcula relativ´ıstica livre. A invariˆancia por reparametrizac¸˜oes permitiu a construc¸˜ao do gauge do cone de luz, que foi bastante ´util na determinac¸˜ao de uma descric¸˜ao cl´assica da corda em termos de coordenadas transversas de tal forma que fosse poss´ıvel obter uma ac¸˜ao quadr´atica nas coordenadas transversas que descrevesse exatamente a mesma corda da teoria de Nambu-Goto, permitindo o procedimento de quantizac¸˜ao da teoria. Assim, os ope- radores dependentes e independentes do tempo foram escolhidos em analogia a quantizac¸˜ao da part´ıcula relativ´ıstica, as relac¸˜oes de comutac¸˜ao foram impostas, de onde se obteve atrav´es do hamiltoniano da teoria a evoluc¸˜ao dos operadores no tempo. Os modos das coordenadas da corda puderam ser interpretados como operadores de criac¸˜ao e aniquilac¸˜ao de um estado de v´acuo. Por outro lado, os operadores de Virasoro normalmente ordenados das express˜oes cl´assicas passaram a ser interpretados como geradores de reparametrizac¸˜oes nas coordenadas da corda, enquanto que a invariˆancia de Lorentz foi possibilitada atrav´es da quantizac¸˜ao dos geradores de Lorentz, garantindo a sua hermiticidade e seu ordenamento normal, e impondo-os uma das relac¸˜oes de comutac¸˜ao satisfeita pelos geradores do caso da quantizac¸˜ao da part´ıcula relativ´ıstica a fim de obter a fixac¸˜ao da dimens˜ao da teoria em D = 26 e do shift negativo no espectro do operador massa.
Mostrar mais

54 Ler mais

Análise Hamiltoniana e Quantização da Teoria de Gravitação Dilatônica em Duas Di...

Análise Hamiltoniana e Quantização da Teoria de Gravitação Dilatônica em Duas Di...

Conclui-se do exposto acima que antes do ponto final de evaporação os modelos em 2d se comportam justamente como Hawking previu para os buracos negros em 4d. Os p[r]

110 Ler mais

O método de Galerkin para a quantização de sistemas Hamiltonianos.

O método de Galerkin para a quantização de sistemas Hamiltonianos.

culdade, in´ umeros m´etodos [7–12] tˆem sido propostos na tentativa de descri¸c˜ao de diversos sistemas f´ısicos. Apesar disto, a maioria dos cursos de gradua¸c˜ao em F´ısica limita-se a discutir apenas os m´etodos WKB [13] e a teoria de perturba¸c˜ao independente e dependente do tempo [14]. Neste artigo, propomos a introdu¸c˜ao do m´etodo espectral de Galerkin, a ser ministrado du- rante a disciplina introdut´oria `a mecˆanica quˆantica, em aproximadamente 4 horas-aula. O m´etodo de Galer- kin tem sido utilizado para descri¸c˜ao de estados liga- dos [15–18] com precis˜ao muito superior ao do m´etodo de diferen¸cas finitas, fornecendo ao discente uma ex- press˜ ao anal´ıtica aproximada para os autoestados de energia e consequentemente para a fun¸c˜ao de onda.
Mostrar mais

11 Ler mais

A Quantização da Gravitação em 3D com Constante Cosmológica Positiva.

A Quantização da Gravitação em 3D com Constante Cosmológica Positiva.

Neste capítulo é feita uma revisão geral da quantização de laços da gravitação em 4D [ 11 , 68 , 31 , 69 , 70 , 32 ]. Na seção 4.1 , com as técnicas da quantização canônica, consideramos a estratégia que consiste em quantizar primeiramente o espaço de fase não vinculado, para depois obter o espaço físico através da resolução dos vínculos no nível quântico. Depois, na seção 4.2 , estudam-se duas possíveis representações. A primeira é a chamada representação da conexão, na qual o espaço de configurações é dado pelo espaço das conexões que tomam valores na álgebra do grupo. O problema com esta representação é que não se conhece uma medida de integração no espaço de configurações das conexões clássicas. A segunda representação considera como variáveis de configuração, em vez da conexão que assume valores na álgebra do grupo, a holonomia que assume valores no grupo. Veremos que neste caso, sendo o grupo de calibre SU(2) compacto, a medida de Haar representa uma medida de integração natural no grupo. Logo na seção 4.3 construímos de forma sistemática o espaço de Hilbert físico, isto se faz em três etapas. Primeiramente definimos o espaço de Hilbert cinemático como o completamento do espaço das funções cilíndricas (funções das holonomias definidas sobre grafos orientados) quadrado integráveis. O vínculo de Gauss seleciona deste espaço aquelas funções das holonomias que são invariantes de calibre. Uma base no espaço das funções invariantes de calibre é dada pelas chamadas “redes de spin”. Finalmente os difeomorfismos são implementados através da técnica conhecida como “média do grupo”. Vamos ver como construir uma base no espaço físico, a partir das redes de spin, que dependem unicamente da classe de equivalência de grafos não orientados e links carregando uma representação de SU(2) que se contraem nos vértices do grafo com tensores SU(2) invariantes. Esta base é chamada base s-knot. Os vetores desta base são manifestamente invariantes de calibre e de difeomorfismos, além disso, a base no espaço de Hilbert físico é separável. O último vínculo a ser resolvido é o vínculo escalar, responsável pela evolução temporal da teoria. A resolução deste vínculo requer outras técnicas que não são consideradas nesta tese.
Mostrar mais

122 Ler mais

Quantização de Landau para quadrupolo elétrico.

Quantização de Landau para quadrupolo elétrico.

que é o aparecimento de uma fase quântica topológica para um monopolo magnético em meio a campo elétrico, realizando assim uma descrição unificada dos efeitos acima citados[8]. Em 1995, Chen, mostrou que efeito parecido ao AB ocorre também com átomo neutro possuindo momento de quadrupolo elétrico interagindo com campo magnético[9]. Para configurações de campo e distribuição de cargas especificas é encontrada fase quântica topológica como no AB. Esses efeitos têm grande possibilidade de aplicação em diversas áreas, em especial na área de computação quântica holonômica. Na computação quântica as operações lógicas são feitas us- ando portas lógicas reversíveis que em muitos casos quando aplicadas, resultam em estados lógicos diferentes dos de entrada apenas por uma fase. O estudo de sistemas físicos utilizando teoria quântica tem outra consequência muito interessante, que é a quantização dos níveis de energia, ou seja, a energia agora assume valores discretos. Para uma partícula carregada em meio a campo magnético constante e homogêneo, os níveis de energia se apresentam quanti- zados em um valor constante, que esta relacionado com a frequência de oscilação da partícula nas órbitas clássicas. O espectro de energia para o sistema descrito acima foi encontrado por Landau em 1930[10]. Landau também mostrou que esses níveis de energia eram degenerados, ou seja, o sistema poderia ter varias funções de onda que correspondessem à mesma energia. A descrição quântica da dinâmica estudada por Landau auxiliou o estudo de muitos outros fenô- menos que têm como base a interação de partículas carregadas com campo magnético. Um exemplo é o Efeito Hall Quântico, que é o aparecimento de uma resistência quantizada em uma placa condutora, a qual é atravessada por um campo elétrico ao longo da superfície e por um campo magnético perpendicular a superfície[11]. Em 2001, B. Paredes e colaboradores usando a analogia entre um condensado de Bose-Einstein girando, e um sistema de elétrons interagindo com campo magnético uniforme como nos Níveis de Landau, provou a existência de uma excitação de ânions 1 neste condensado[12]. Marie Ericsson e Erik Sjöqvist no mesmo
Mostrar mais

54 Ler mais

Métodos de quantização aplicados à partículas supersimétricas

Métodos de quantização aplicados à partículas supersimétricas

Nos anos seguintes, muitos outros trabalhos foram desenvolvidos nessa ´area: teorias pseudocl´assicas para spin arbitr´ario [8, 9, 10], teoria de cordas [11, 12], entre outros. Destaca-se o trabalho [13], na qual os autores tamb´em fazem uma descric¸˜ao, no formalismo lagrangiano, da dinˆamica de part´ıculas pseudocl´assicas com spin meio. Nesse artigo, mais uma vez, a transic¸˜ao para o n´ıvel quˆantico ´e realizada por meio da quantizac¸˜ao canˆonica. Ainda nesse artigo, os autores descrevem a interac¸˜ao do sistema com um campo eletromagn´etico e fazem ainda uma breve an´alise do mesmo sistema no formalismo de Superespac¸o 1 . Como foi dito, em todos esses artigos a transic¸˜ao para ao n´ıvel quˆantico ´e realizada por meio da quantizac¸˜ao cˆonica. No entanto, essa n˜ao a ´unica forma de se fazer essa transic¸˜ao. Por exemplo, outros autores exploraram a quantizac¸˜ao desses sistemas pseudocl´assicos, por meio das integrais de caminho de Feynman [15, 16], ou atrav´es da quantizac¸˜ao BRST/BFV [17, 18, 19]. Esses m´etodos, para alguns autores, s˜ao mais elegantes, relativamente mais poderosos e possibilitam uma descric¸˜ao de interac¸˜oes de uma forma mais direta.
Mostrar mais

51 Ler mais

Cordas em espaços deformados

Cordas em espaços deformados

espaço de Lunin e Maldacena já foram bastante estudadas e os mágnons gigantes e as cordas farpadas para estes espaços também foram determinados. Entretanto, permanecem abertas outras questões relacionadas a estas congurações, como a de- terminação do espectro quântico de energia. Como a metodologia de quantização de cordas não está estabelecida para espaços curvos usados na correspondência ca- libre/gravitação, métodos semi-clássicos são uma alternativa para testar a validade da correspondência para congurações especícas de cordas. Assim, uma perspec- tiva futura é estudar soluções clássicas diferentes das já estudadas para o espaço de Lunin e Maldacena em [42] e aplicar as metodologias de quantização semi-clássica. O estudo do setor de calibre é necessário para vericar a correspondência dos espec- tros de energia e pode ser utilizado nestas congurações. Apesar da correspondência entre os valores calculados para a energia de cordas e espectros de operadores inva- riantes de calibre ser uma evidência da veracidade da correspondência AdS/CF T , são casos especícos que não provam denitivamente a correspondência AdS/CF T . Outro problema aberto é a interpretação dos resultados clássicos em termos de ope- radores de uma teoria de calibre. Esta questão é notadamente visível para o caso de cordas farpadas, que possuem um procedimento bem estabelecido para a sua identi- cação, mas cuja interpretação em termos de teoria de campos permanece obscura. Quando a compreensão do signicado da corda farpada estiver bem estabelecido, as congurações aqui estudadas também podem ser objeto de investigação.
Mostrar mais

80 Ler mais

A teoria de cordas e a unificação das forças da natureza

A teoria de cordas e a unificação das forças da natureza

A quantização da corda permite associar seus modos de vibração quan- tizados às partículas conhecidas (Fig. 3). Uma corda aberta vibrando no estado de energia mais baixa pode descrever um fóton ou um dos bósons de calibre do modelo padrão. Se for uma corda fechada, pode des- crever um gráviton (Fig. 4). As cordas podem interagir entre si. Existe um processo de cálculo análogo ao dos diagramas de Feynman das teorias de campo convencionais, onde amplitudes de espalhamento podem ser obtidas. Com isso, podemos calcular o espalha- mento de grávitons, algo impossível na relatividade geral. Obtemos, portanto, uma teoria quântica da gravitação. Esse é o maior sucesso da teoria de cordas, pois não há nenhuma outra teoria que permita realizar esses cálculos. Infeliz- mente, não é possível montar uma experiência que confirme essa previsão da teoria de cordas. O espalhamento de grávitons só pode ser detectado em energias extremamente altas e não há nenhum acelerador de partículas em funcionamento ou projetado que atinja essas energias. Nem em um futuro pró- ximo seria possível construí-lo. Portanto, não é possível verificar expe- rimentalmente a teoria de cordas dessa
Mostrar mais

7 Ler mais

Quantização de Landau para Partículas Neutras em Anéis Quânticos

Quantização de Landau para Partículas Neutras em Anéis Quânticos

Motivados por resultados de Paredes et al. [15], Ericsson e Sj¨oqvist [9] deram os pri- meiros passos em busca de um an´alogo atˆomico do efeito Hall quˆantico. Para tanto, eles mostraram que, baseados na teoria de Aharonov-Casher, uma part´ıcula neutra com mo- mento de dipolo magn´etico interagindo com um campo el´etrico apresenta uma quantiza¸c˜ao t´ıpica de Landau. Inspirados pelo trabalho de Ericsson e Sj¨oqvist, Ribeiro, Furtado e Nas- cimento [19, 20] mostraram que um an´alogo de Landau tamb´em ´e poss´ıvel para um dipolo el´etrico interagindo com um campo magn´etico.
Mostrar mais

52 Ler mais

Quantização de um campo escalar em um espaço-tempo não trivial.

Quantização de um campo escalar em um espaço-tempo não trivial.

Neste trabalho examinamos a quantiza¸c˜ao de um campo escalar com massa no espa¸co- tempo de um anel “girante”. Este espa¸co-tempo corresponde `a se¸c˜ao (ξ, ρ) constante da m´etrica correspondente a uma corda c´osmica girante, que por sua vez ´e uma solu¸c˜ao das equa¸c˜oes de Einstein. ´ E notorio neste espa¸co-tempo a existˆencia de curvas do tipo-tempo fechadas, as quais poderiam, em princ´ıpio levar a problemas com o princ´ıpio da causal- idade. Assim, apesar desta solu¸c˜ao encontrar suporte na teoria da relatividade geral, foi estabelecida um conjectura segundo a qual a mecˆanica quˆantica conspira contra a forma¸c˜ao de caminhos desta natureza no universo, ou seja, de caminhos que tornassem poss´ıvel o retorno ao passado. Esta conjectura ficou conhecida como “conjectura de prote¸c˜ao cronol´ogica” e foi estabelecida por S. W. Hawking nos anos 90 [3]. Desta forma a solu¸c˜ao examinada neste trabalho consiste em um modelo simples onde a conjectura proposta poderia ser avaliada.
Mostrar mais

92 Ler mais

Quantização da carga elementar pela análise de ruído elétrico.

Quantização da carga elementar pela análise de ruído elétrico.

A implementa¸c˜ ao experimental de um m´etodo simples de de muito baixo custo para obten¸c˜ ao da carga do el´etron a partir da teoria de ru´ıdo el´etrico de uma jun¸c˜ ao semicondutora ´e apresentada nesse artigo. A metodologia possibilita concluir que o experimento ´e ´ util como ferramenta de ensino em laborat´ orios de f´ısica moderna universit´ arios, beneficiando cursos que empreguem tecnologias associadas ao desenvolvimento de cir- cuitos el´etricos, trabalhos em f´ısica aplicada fundamental no ensino da natureza da corrente el´etrica a fim de quantificar a carga elementar.
Mostrar mais

5 Ler mais

Viola de dez cordas: entre a tradição e a contemporaneidade

Viola de dez cordas: entre a tradição e a contemporaneidade

O presente trabalho tem por objetivo, primeiramente, procurar compreender, através de uma análise crítica da história da viola de dez cordas, como se formou e onde se iniciou a tradição caipira do instrumento. Por quais significações e ressignificações que a viola de dez cordas passou até ser compreendida como viola caipira e quais são os índices e ícones que compõem essa tradição caipira do instrumento, sejam eles musicais ou extra-musicais. Além disso, procurou-se compreender, também, como essa tradição é entendida e como ela se apresenta, nos dias atuais. Após isso, o próximo objetivo foi discutir como as noções de tradição e contemporaneidade agem sobre a viola com relação aos níveis de execução, recepção, aprendizado ou transmissão de modo a trans-formar, ou não, a sua imagem até então, intimamente relacionada ao mundo caipira. Além disso, procurou-se avaliar se, e até que ponto, esse novo cenário, que parece pletórico de dualismos, hora antagônicos, hora complementares, influencia e molda a performance dos violeiros de diferentes gerações, nos dias atuais. Para a obtenção dos objetivos, foram realizados questionários normatizados com pessoas afeitas ao mundo da viola nos dias de hoje, sejam eles profissionais, amadores ou aficcionados pelo instrumento. Para um melhor embasamento da discussão do trabalho, também foram colhidos depoimentos de nomes reconhecidos atualmente como de grande importância para a construção da imagem da viola de dez cordas. Esses dados foram confrontados entre si, com a literatura e com a opinião do autor do trabalho, este, também, um profissional das dez cordas.
Mostrar mais

122 Ler mais

Patologia da mucosa das cordas vocais

Patologia da mucosa das cordas vocais

Existem vários métodos de diagnóstico para todas as patologias das cordas vocais, mas todos devem começar com a História Clínica do doente completa, com exame objetivo, procurando saber desde logo sintomas basais como rouquidão, esforço a falar, tom de voz, examinando cada um ao detalhe para saber se a instalação foi súbita ou prolongada, qual a profissão do doente, pois como já havia sido dito, existem profissões com maior esforço da voz (cantores, professores, apresentadores, etc.), história de consumos tabágicos e alcoólicos, visto que o primeiro é o maior fator de risco para a maior parte das doenças já discutidas, história de refluxo gastroesofágico. Ao exame objetivo nunca esquecer da palpação do pescoço.
Mostrar mais

28 Ler mais

A filarmônica de cordas: proposta de um ensino coletivo de cordas para iniciantes, inspirada na prática das filarmônicas da Bahia

A filarmônica de cordas: proposta de um ensino coletivo de cordas para iniciantes, inspirada na prática das filarmônicas da Bahia

A partir dessa reflexão, passei a buscar possíveis modelos de inspiração para uma prática de iniciação coletiva de cordas que ajudasse a solucionar esses problemas mencionados acima e ao mesmo tempo se adaptasse bem ao contexto baiano. Foi então que descobri e me interessei no ensino das filarmônicas baianas e seus mestres. As filarmônicas baianas têm funcionado há mais de um século como eficientes instituições de ensino e formação de músicos tanto amadores como profissionais. Têm revelado grandes talentos no estado da Bahia e têm criado uma tradição de ensino única e bem adaptada para o cenário pedagógico baiano, direcionado para os instrumentos de sopro. (BENEDITO, 2011, p. 14-18) Os mestres de banda desempenham as funções de professores, educadores, arranjadores, regentes, administradores e sozinhos conseguem fazer um trabalho pedagógico notório. Já que este tipo de ensino tem comprovado a sua eficiência, por que não tentar adaptá-lo ao ensino das cordas? Certamente um ensino mais que centenário, consolidado, eficiente e ainda muito presente nos dias de hoje deve ter algo a ensinar a qualquer professor ou prática de cordas.
Mostrar mais

223 Ler mais

Música contemporânea e improvisação na orquestra de cordas

Música contemporânea e improvisação na orquestra de cordas

A improvisação foi desde o primeiro contacto um dos requisitos que solicitei ao compositor. Tive presente a advertência de Francisco Monteiro (cf. Capítulo 2), relativa à importância de a improvisação obedecer a algumas regras tais como uma infraestrutura de base, ou um contorno rítmico, entre outros (Monteiro 2009). O desafio que lhe coloquei prendeu-se com várias condicionantes: trata-se de um grupo e não de uma performance individual, sendo por isso relevante que cada um dos músicos tenha uma tarefa definida (Ibid.); e dirige-se a alunas que a única experiência neste âmbito, tinha sido realizada também na Orquestra de Cordas, durante uma substituição que fiz ao professor da disciplina, no ano letivo anterior 2 . A partitura devia conter referentes (escalas, contornos rítmicos e melódicos) a partir dos quais os alunos pudessem desenvolver competências no sentido da improvisação individual e coletiva.
Mostrar mais

119 Ler mais

Pólipos e nódulos das cordas vocais

Pólipos e nódulos das cordas vocais

cartilagem tiroideia e projetando-se posteriormente até às cartilagens aritenóideas. As cordas vocais em si correspondem ao espessamento da porção superior das pregas vocais sendo revestidas por uma camada mucosa. Para além disso, as pregas vocais são também constituídas por fibras musculares cuja principal função é permitir um fino controlo do tom de voz. As cordas vocais apresentam ainda algumas diferenças entre o sexo masculino e feminino; nos homens tendem tipicamente a ser mais largas e mais compridas o que é explicado pelo maior tamanho da proeminência laríngea nos homens. Por sua vez as mulheres têm classicamente cordas vocais mais esbranquiçadas 1-3 .
Mostrar mais

21 Ler mais

Aproximação relativística para as densidades de corrente nuclear no espalhamento (e,e'p)

Aproximação relativística para as densidades de corrente nuclear no espalhamento (e,e'p)

Baseando-se na teoria quˆantica de campos, Walecka propˆos um modelo para o estudo da dinˆamica das intera¸c˜oes entre as part´ıculas que comp˜oem o n´ucleo. Neste modelo, as intera¸c˜oes ocorrem atrav´es da troca de m´esons. Em sua forma mais simples usada aqui, podemos considerar apenas um m´eson escalar e um m´eson vetorial, conhecidos respectivamente por σ e ω. O modelo est´a baseado em um formalismo lagrangeano onde s˜ao descritos todos os graus de liberdade hadrˆonicos atrav´es de campos. A partir desta lagrangeana, podemos obter a hamiltoniana do sistema e finalmente, as fun¸c˜oes de onda das part´ıculas nucleares. Este modelo substituiu a forma tradicional do problema de muitos corpos como era tratado o n´ucleo an- teriormente. O problema de muitos corpos, de uma forma ou de outra, gera no entanto dificuldades na obten¸c˜ao da solu¸c˜ao e por isso precisamos recorrer a algum tipo de aproxima¸c˜ao para se chegar a resultados.
Mostrar mais

74 Ler mais

Correção da ruptura de cordas tendíneas na insuficiência mitral degenerativa pelo emprego de cordas padronizadas de pericárdio bovino.

Correção da ruptura de cordas tendíneas na insuficiência mitral degenerativa pelo emprego de cordas padronizadas de pericárdio bovino.

parte do anel mitral, frequentemente mais dilatada. Mesmo sendo aberto, em sua porção anterior, as extremidades superiores da prótese, fixadas junto aos trígonos, impedem a dilatação anular nesse local, ocupado pelo anel fibroso da valva aórtica. O alongamento e a ruptura de cordas são as complicações mais frequentes nas doenças degenerativas da valva mitral. Acompanham-se também de alterações nas cúspides, com flacidez e proliferação do tecido conetivo podendo ser exageradas, como na síndrome de Barlow (seis pacientes deste estudo), muito mais difícil de serem tratadas que na degeneração fibroelástica, quando não há sobra de tecido.
Mostrar mais

11 Ler mais

Partícula quântica não-relativística em um espaço-tempo curvo

Partícula quântica não-relativística em um espaço-tempo curvo

de Louis de Broglie. A teoria de Heisenberg foi formulada em termos de matrizes. Embora essas teorias parecessem completamente diferentes, pouco tempo ap´os serem publicadas, Schr¨odinger mostrou que eram matematicamente equivalentes. Na formula¸c˜ao de Schr¨odinger o estado de uma part´ıcula ´e representado por uma fun¸c˜ao de onda Ψ (~r, t), cuja evolu¸c˜ao ´e descrita por uma equa¸c˜ao de onda denominada equa¸c˜ao de Schr¨odinger (GASIOROWICZ, 1979). Esta equa¸c˜ao de onda ´e aplic´avel apenas `a part´ıculas n˜ao relativ´ısticas. Uma outra equa¸c˜ao de onda, que satisfaz os requisitos da TRR foi desenvolvida por Paul Dirac em 1928.
Mostrar mais

60 Ler mais

Show all 7570 documents...

temas relacionados