PARTE I – FASE TEÓRICA
CAPÍTULO 2: A EVOLUÇÃO DO E-LEARNING
2.7 A AVALIAÇÃO NO E-LEARNING
Estudos existentes sobre a avaliação no ensino superior alegam que esta exerce importante influência sobre a aprendizagem dos estudantes (Struyven et al., 2005).
Essas investigações (entre outras, por Escudeiro (2008) e por Valente e Escudeiro (2008)) sugerem, também, a existência de uma relação estreita entre os
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Em, http://www.abed.org.br/congresso2004/por/htm/182-TC-D4.htm.
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procedimentos das avaliação feitas pelos departamentos das UC, que não se podem confundir com classificar, uma vez que avaliar é um processo dinâmico com ajustes cíclicos e sistemáticos, devendo por isso ser visto não como um processo complicado mas como um processo complexo; e os diferentes níveis de desenvolvimento de habilidades por parte dos estudantes ao longo da sua aprendizagem, uma vez que o estudante é o agente que transforma a informação em conhecimento e que deve atender ao contexto da aprendizagem que se pretende ativa e investigativa, dentro de uma lógica de discussão e construção de conhecimento e de forma interativa.
Essa práxis pode ter influência na qualidade das experiências dos estudantes, como pode ser o modo como eles se envolvem com as matérias, na seleção dos conhecimentos que lhes parecem mais importantes e até a perceção que vão tendo do seu papel no ensino superior (Brown et al., 1997).
A avaliação sobre a matéria dada aos estudantes/formandos no e-learning pode, e deve, ser feita a distância, desde que se obedeça a regras formais impostas pelas entidades académicas responsáveis e que podem passar por determinados mecanismos rígidos de antifraude, como por exemplo, temporizadores de questões, ou impedir “previous”, de forma a retirar a possibilidade do estudante/formando poder desvirtuar a avaliação (Rosa, 2002).
Reconhecemos que a avaliação on-line continuará a ser praticada e a evoluir, pela sua intrínseca facilidade de aplicação. Porém a tradicional avaliação, face a face, e numa localização temporal e espacial simultânea, continuará a ser a norma, mesmo na educação a distância, num futuro previsível (Rowe, 2004).
Rodrigues (2002) veicula a ideia de que a avaliação tem abrangido os mais diversos planos, elementos e dimensões, incidindo, também, quer sobre alunos e formandos, quer sobre documentos e suportes de ensino a distância. Os estudantes universitários submetidos à metodologia do EaD e do e-learning parecem ser avaliados em mais quantidade de trabalhos e sujeitos a atividades mais dilatadas de aprendizagem do que os estudantes do ensino universitário presencial, porque embora a própria dinâmica do e-learning implique uma autogestão mais rigorosa por parte dos estudantes, provavelmente por essa razão eles interiorizem a necessidade de dedicarem mais tempo a atividades de ordem prática.
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Independentemente dessas atividades64, parecem tratar-se de dois processos de ensino com especificidades próprias e daí que cada um deles tenha o seu espaço de aprendizagem adequado ao seu contexto.
Aproveita-se este facto para referir que em relação às avaliações dos estudantes, as IEUcEaD têm normas próprias que reforçam o prestígio do EaD, com suporte nas TIC, e que desmistifica algumas opiniões sobre a credibilidade da avaliação dos estudantes do EaD e do e-learning (Lagarto, 2010) e que é o facto da média aritmética das classificações dos e-fólios nunca chegar aos dez valores numa escala de zero a vinte. Quer dizer, para que o estudante possa passar às UC terá que ter no exame/p-fólio (provas presenciais) realizados no final do módulo ou semestre, uma classificação que adicionada à já referida soma aritmética dos e-fólios, permita ao estudante obter a aprovação, isto é obter uma classificação de dez ou mais valores. De qualquer modo, e dependendo do contexto em que o estudante/formando se encontra, pensamos que o processo culminará com a obtenção do resultado total da avaliação, que assegura a valoração do percurso do estudante/formando, e que poderá resultar dos testes, dos trabalhos práticos, da quantidade e qualidade de questões que foram colocadas ao tutor, formador ou ao professor, e/ou também das participações no fórum de discussão, no bar virtual ou em chat (Carneiro, 2003A).
Até porque, e concordamos com Santos (2000), a avaliação das ações educativas/formativas em e-learning deve ser feita de tal forma que os resultados obtidos ditem sobre a adequação dos objetivos explanados sobre a perceção que os estudantes transmitem aos responsáveis das UC sobre os métodos pedagógicos aplicados.
No sentido de efetuar um balanço final sobre o que foi feito ao longo das UC durante um ou dois semestres consecutivos, a equipa de coordenação pode inquirir os estudantes, de preferência com um questionário curto e sucinto, com o objetivo de refletir sobre a experiência ocorrida e assim terem a possibilidade de identificar possíveis sugestões para melhorias futuras. Também num contexto administrativo de avaliação global do sistema de ensino/aprendizagem, a equipa pode recolher dados que
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Um exemplo dessas atividades, são as diversas fichas de trabalho que vão sendo disponibilizadas aos estudantes ao longo do processo de avaliação contínua a que são submetidos, para além dos testes que fazem ao longo das UC e designados por e-fólios que são em média três por semestre, sendo que estas provas se desenrolam inteiramente através da plataforma, são complementadas por uma prova presencial, designada por p-fólio, que é realizada sempre no final da UC, http://www.uab.pt/web/guest/estudar-na- uab/estudante/perguntas-frequentes/avaliacao; (acedido a 21/03/07, às 13:32h)
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permitam avaliar as tecnologias, a organização, e os processos de gestão até aí em funcionamento.
Estes procedimentos devem ser validados a partir do registo das estatísticas através de Sistemas de Gestão da Aprendizagem, que no fundo são plataformas tecnológicas, e que mostram ser ferramentas fulcrais em todos estes processos de aprendizagem (Batista, 2002).
Considerada a questão da evolução do e-learning e tendo presente os objetivos enunciados, prosseguimos no capítulo seguinte com o estudo das hipóteses que irão manifestar-se numa relação de associação entre variáveis (Fortin, 2003).
2.8 RESUMO
Com o que fica exposto neste capítulo, pensamos ter dado uma ideia sólida da evolução do e-learning através do seu histórico e nos seus princípios mais evidentes, como sejam os processos de progressão ao longo dos tempos, cujas transições foram sendo relevadas na flexibilidade do espaço e do tempo e do sei impacto nas comunicações virtuais estabelecidas entre as pessoas. Com o seu progresso ao longo dos tempos, a evolução do e-learning tem-se caraterizado e cada vez mais, pelo papel fundamental das TIC de que tem resultado uma interação máquina/homem cada vez mais empática.
Estudámos a adoção do regime de ensino a distância onde foram averiguadas duas grandes limhas de atividade formativa: uma que recorre a distintas metodologias na transmissão de conhecimentos, combinando atividade presencial com e-learning (b- learning), e outra que exerce as ações formativas inteiramnet a distância (e-learning). Foram realçadas as vantagens e as desvantagens de uma e outra. Indagámos a questão da aprendizagem no regime de e-learning nas vertentes endógenas e exógenas, com as vantagens que trazem para os estudantes/formandos.
Envolvemos a problemática dos custos que integram o e-learning que sendo soluções quantitativas, são, a par das soluções qualitativas, importantes para mais adesões de potenciais estudantes/formandos a esta prática de ensino/aprendizagem. Analisámos também a questão das avaliações sob o ponto de vista da sua aplicação e evolução quer na forma presencial quer a distância.
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