A Escola básica, sede do Agrupamento, aglomera alunos desde o 5.º ao 9.º ano de escolaridade. Nesta escola, a mestranda estagiou numa turma de 5.º ano, na disciplina de Português, e numa turma de 6.º ano, na disciplina de História e Geografia de Portugal.
Relativamente ao espaço da escola em apreço, esta era constituída por trinta e sete salas de aula, dois laboratórios, três salas TIC, uma biblioteca com alguns livros de Literatura para a Infância e Juventude, computadores, que os discentes podem usufruir, e livros de apoio às diferentes áreas disciplinares. Assim sendo, foi possível observar que o espaço, contrariamente ao que ocorre no 1.º CEB, era bem constituído. Este espaço é, na sua maioria, dinamizado pelas bibliotecárias, que, ao longo do ano letivo, idealizavam diferentes iniciativas, nomeadamente a semana da leitura, anteriormente descrita. Para além disso, a escola usufruía de uma cantina, um auditório e um ginásio (Projeto Educativo, 2018).
No que se refere aos equipamentos, a escola dispunha de duas salas de atendimento dos encarregados de educação, oito salas especificas (música, EV, ET), um gabinete de psicologia, duas reprografias e uma UEE (Unidade de Ensino Estruturado, para, por exemplo, apoio a estudantes de Ensino Especial) (Projeto Educativo, 2018). A escola possui espaços grandes e iluminados, assim como um jardim. Além disso,
37 dispunha de amplos campos de futebol e recintos ao ar livre, que circundavam a escola, aos quais os alunos recorriam nos intervalos.
Quanto aos recursos materiais, todas as salas eram dotadas de computador, de internet e projetor. As salas detinham também aquecimento, recurso imprescindível para as acomodações da presente instituição, uma vez que se encontra localizada numa zona onde se verifica muito frio no inverno.
A nível tecnológico, a escola encontrava-se bem equipada, dispunha de ligação à Internet sem fios, a disponibilização de um computador e um projetor por sala.
Note-se, ainda, que, à semelhança da escola do 1.º CEB, também esta escola usufruía de uma Sala do Futuro equipada para servir as mais diversas atividades ligadas à tecnologia.
Esta sala apenas era utilizada para atividades relacionadas com o uso do painel interativo e dos tablets (que os professores tinham de fazer a requisição antecipadamente, na secretaria) (Projeto Educativo, 2018).
A escola dispunha, ainda, da oferta educativa do curso básico de música e do curso básico de dança (regime articulado). As duas turmas onde a mestranda estagiou, descritas em seguida, eram compostas, maioritariamente, por alunos que faziam parte do regime articulado do curso básico de música.
2.3.1- A Turma do 5.º A
A turma do 5.º A era composta por vinte e três alunos, dos quais, nove eram do sexo feminino e o restantes catorze do sexo masculino. Em termos de faixas etárias, a média situava-se nos dez anos.
Em relação à caracterização sociocultural da turma, pode-se afirmar que eram alunos que viviam com um razoável nível económico, sendo que apenas dois alunos beneficiavam do escalão A e um do escalão B, ou seja, a maioria absoluta da turma não beneficiava de apoio ASE. No que se alude ao nível habilitacional dos pais, a maioria possui uma licenciatura, sendo que apenas dois apresentam o 3.º ciclo terminado.
No que concerne às interações aluno-aluno, tendo em conta a observação realizada pela professora estagiária em contexto sala de aula e nos momentos de intervalo, é possível afirmar que a turma se caraterizava por um espírito de entreajuda entre os pares, respeito e colaboração. No entanto, como é habitual, existiam grupos na turma, que se relacionavam mais por partilharem os mesmos gostos e interesses.
38 Ademais, em termos gerais, o comportamento da turma revelou-se admissível e respeitador das regras de conduta da sala de aula. Além disso, os alunos revelaram gosto por aprender, manifestado pela constante curiosidade e participação nas atividades desenvolvidas pela mestranda e pela professora cooperante.
Estes factos salientados anteriormente assumiram-se pertinentes para a elaboração das planificações da futura docente, que tinham em conta estas circunstâncias, quer na seleção de estratégias de ensino, como também na elaboração dos recursos didáticos a utilizar, com a intenção de garantir que os alunos aprendessem significativamente (Solé
& Coll, 2001).
Por fim, relativamente ao espaço educativo, que, segundo Forneiro (1998), é o local físico constituído por objetos, materiais didáticos e móveis, onde são realizadas as atividades, importa, ainda, mencionar que os alunos se encontravam dispostos em pares distribuídos pelas mesas organizadas em filas. Os pares foram escolhidos pela diretora de turma no início do ano letivo e mantinham-se nas outras disciplinas. Interessa mencionar que os alunos tinham aulas sempre na mesma sala, exceto no caso de disciplinas mais específicas, como Educação Visual ou Educação Física. Por esse motivo, nas paredes da sala, a professora estagiária expunha os trabalhos dos alunos, com o intuito de dar vida e cor à sala, para além de proporcionar entusiamo nos alunos ao sentirem o seu trabalho valorizado, o que constitui uma etapa crucial nos processos de ensino e aprendizagem (Arends, 1995). Por último, é de referir que os estores se encontravam frequentemente corridos até mais de metade da janela, dado que a luz condicionava a visão dos alunos para o quadro. No entanto, sempre que possível, a professora estagiária abria as janelas com o objetivo de iluminar a sala com a luz natural, uma vez que esta, apenas com as luzes artificiais, ficava muito escura. Para além disso, a luz natural, como já compreendido, desperta os alunos.
2.3.2- A Turma do 6.ºA
A turma do 6.º A era composta por vinte e dois alunos, sendo onze do sexo feminino e a restante metade, da turma, do sexo masculino. Em termos de faixas etárias, a média situava-se nos onze anos.
Em relação à caracterização sociocultural da turma, pode-se afirmar que eram alunos que viviam com um razoável nível económico, sendo que apenas dois alunos
39 beneficiavam do escalão B, ou seja, a maioria absoluta da turma não beneficia de apoio ASE.
No que se alude ao nível habilitacional dos pais, a maioria completou uma licenciatura, sendo que um encarregado de educação concluiu uma pós-graduação e um outro o doutoramento. Apenas dois dos progenitores apresentam o 3.º ciclo terminado e um o nível do 2.º ciclo do ensino básico. Por fim, apenas seis encarregados de educação posicionam o nível habilitacional no secundário, os restantes, dez, concluíram a licenciatura.
No que concerne às interações aluno-aluno, tendo em conta a observação realizada pela professora estagiária, em contexto sala de aula e nos momentos de intervalo, é possível afirmar que a turma, se caraterizava por um espírito de entreajuda entre os pares, respeito e colaboração. No entanto, tal como no caso da turma do 5.º A, existiam grupos na turma, que se relacionavam mais por partilharem os mesmos gostos e interesses.
Ademais, em termos gerais, o comportamento da turma revelou-se bastante admissível, era nítido o gosto que os alunos revelavam por aprender, notório pela constante curiosidade e participação nas atividades desenvolvidas, principalmente as atividades onde subsistiam momentos para participação ativa.
Tal como já referido, os factos salientados anteriormente, assumiram-se como muito pertinentes para a elaboração das planificações da mestranda, que tinham em conta estas circunstâncias quer na seleção de estratégias de ensino como na elaboração dos recursos didáticos a utilizar, com a intenção de garantir que os alunos aprendessem significativamente (Solé & Coll, 2001).
Por fim, relativamente ao espaço educativo os alunos encontravam-se nas mesas dispostas em filas a pares, que foram elegidos pela diretora de turma no início do ano e mantinham-se desse modo nas outras disciplinas. As paredes da sala eram despidas, porém, aos poucos, a sala ganhou mais cor pelos trabalhos dinamizados pela professora estagiária. A par disto, a mestranda desenvolveu um projeto, utilizando o Padlet, que pretendia expor todos os trabalhos realizados pelos alunos, tarefas extraescola, debates, dúvidas, pesquisas, entre outras atividades. Infelizmente, este projeto foi descontinuado devido à pandemia mundial. Este espaço digital tinha como objetivos: permitir aos alunos o esclarecimento de dúvidas, funcionar como um estímulo para que os alunos se empenhassem em conceber o seu melhor e sentissem que o seu trabalho estava a ser reconhecido, quer na escola como em casa, uma vez que poderiam mostrar os seus trabalhos a familiares e amigos, assim que desejassem, através do acesso ao site (Arends,
40 1995). Por último, tal como sucedia na turma do 5.º ano, os estores encontravam-se frequentemente corridos até mais de metade da janela, dado que a luz solar condicionava a visão dos alunos para o quadro. Porém, sempre que possível, a futura docente abria as janelas de modo a deixar passar a luz natural, uma vez que a sala ficava muito escura.
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