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A História de Michelle

No documento LIVRORay D. St.. (páginas 110-113)

Michelle era uma criança bonita e vibrante de 4 anos. Seu mundo era repleto de amor e sorrisos. Parecia que nada poderia penetrar o porto seguro de sua família. Mas a vida despreocupada de Michelle mudou. Os médicos descobriram que o desconforto que ela sentia nas costas e no abdome originava-se de um câncer agressivo chamado neuroblastoma. A família ficou arrasada.

Michelle submeteu-se a uma cirurgia exploratória pouco depois do diagnóstico. Quando o cirurgião saiu da sala de operação, a família pôde ver em seu rosto que as notícias não eram boas. Ele os informou de que o tumor de Michelle se havia espalhado, estendendo-se até próximo a seu diafragma e tendo-se instalado à volta do intestino e da grande veia em seu abdome. Não havia meios de removê-Io.

Antes mesmo de Michelle recuperar-se de sua cirurgia exploratória, a equipe de oncologia submeteu-a a uma agressiva quimioterapia, sem grande otimismo quanto a suas chances de viver muito tempo. Foi então que a mãe de Michelle me consultou. Ela queria fazer todo o possível para proteger sua filha dos possíveis efeitos colaterais dos tratamentos que os médicos recomendavam.

Iniciamos um programa agressivo de suplementação nutricional com Michelle, sem embargo das objeções de seu médico. Michelle era uma guerreira, e tomou seus suplementos fielmente. Seu tratamento teve início, e ela batalhou para superá-Io. Ficou, é certo, muito doente, mesmo tomando os suplementos. Como o tratamento era

incomumente forte, houve receios muito sérios de que ela não sobrevivesse. Mas a corajosa e pequena Michelle sobreviveu, e o tumor regrediu significativamente.

A reação de Michelle estimulou, de tal modo, seus médicos que eles quiseram reconduziIa à sala cirúrgica para ver se conseguiriam remover o tumor. Dessa vez o cirurgião deixou a sala de operações com um sorriso no rosto. Ele disse acreditar que seria possível remover o tumor por inteiro. A oncologista disse aos pais de Michelle que a reação dela à quimioterapia não poderia ter sido melhor.

Mas a jornada de Michelle não estava encerrada. Os médicos ainda queriam que ela se submetesse a um transplante de medula óssea, para assegurar que até os vestígios microscópicos do câncer houvessem sido removidos. A família defrontou-se com outra decisão dificii. Eles consideraram cuidadosamente todas as informações que puderam reunir e, com base nelas, o pai de Michelle disse à oncologista que consentiriam no transplante de medula. A médica poderia realizá-Io, com uma única condição: os pais de Michelle insistiram em que ela tomasse suplementos nutricionais durante o transplante.

A princípio a oncologista recusou-se. Ela acreditava que os suplementos nutricionais cerceariam a eficácia de seu tratamento. Quando o pai de Michelle perguntou à médica se ela possuía estudos na literatura médica que sustentassem sua preocupação, ela replicou: "Não, mas essa é uma questão teórica".

Então o pai de Michelle, que era também médico de pronto-socorro, contou que a menina estivera tomando suplementos durante todo o tratamento anterior. Ela não somente sobrevivera ao tratamento como apresentara uma reação excepcional. O pai de Michelle deixou claro que ele e sua esposa insistiam em que a filha mantivesse os suplementos enquanto se submetesse ao transplante de medula óssea.

A oncologista concordou em pedir ao farmacologista de oncologia que investigasse os suplementos que Michelle vinha tomando, para certificar-se de que não haveria conflitos com os medicamentos.

Depois de pesquisas extensivas do farmacologista, todos concordaram em que Michelle poderia, afinal, tomar suplementos durante o transplante de medula. O procedimento foi dificil, mas ela sobreviveu e se recuperou. Na verdade, a oncologista disse aos pais que nunca vira criança alguma recuperar-se tão rápido de tal procedimento. Sua obstinação bem valera o esforço.

Michelle e sua mãe rezaram muitas vezes durante aqueles meses difkeis, pedindo que, ao fazer 5 anos, a menina pudesse entrar no jardim da infància com seus amigos. E Michelle estava forte o bastante para enfrentar seu primeiro dia de jardim da infància. Passaram-se mais de 3 anos desde seu diagnóstico de câncer. Com 7 anos, Michelle está ocupada andando de bicicleta, pulando corda e mantendo-se em dia com a moda e com as muitas coleguinhas.

A medicina nutricional nos oferece a maior esperança em nossa luta contra o câncer e diversas outras doenças degenerativas. Ela não somente ajuda a prevenir o câncer como pode até mesmo ajudar na quimioterapia e na radioterapia. Como poderia ser ruim o processo de fortalecer a defesa natural do corpo? Os médicos não deviam desejar que seus pacientes estivessem o mais sadios possível, já que o tratamento do câncer os submeterá à maior prova que jamais enfrentarão na vida?

Os antioxidantes naturais e seus nutrientes de apoio são agentes quimiopreventivos ideais, por muitas razões. Eles:

. limitam e mesmo evitam os danos causados pelos radicais livres ao núcleo de DNA da célula;

. proporcionam os nutrientes adequados para que o corpo repare quaisquer danos já ocorridos;

. são seguros e podem ser tomados a vida toda (as drogas farmacêuticas não partilham dessa vantagem - o tamoxifeno, que mostrou reduzir o risco de câncer da mama, tem efeitos colaterais muito sérios);

. são relativamente baratos (os nutrientes que recomendo para a prevenção custam entre US$ 1,00 e US$ 1,50 por dia);

. oferecem a melhor defesa contra novos avanços do câncer;

. protegem o corpo contra o estresse oxidativo gerado pela quimioterapia e pela radiação;

. aumentam a capacidade da quimioterapia e da radiação para combater o câncer;

. inibem a replicação e o crescimento do câncer;

. demonstraram ser capazes de fazer o tumor regredir em alguns casos.

Não podemos negar que a eficiência dos tratamentos tradicionais contra o câncer atingiram um bom patamar. Oncologistas e radioterapeutas devem ter a mente mais aberta no que se refere ao uso de antioxidantes em seus pacientes. Com pesquisadores considerando seriamente o uso de múltiplos antioxidantes em níveis otimizados, a prevenção e o tratamento do câncer podem passar por uma revolução. Enquanto isso, as pesquisas atualmente disponíveis favorecem o uso de antioxidantes em todos os estádios da quimioprevenção e da terapia do câncer.

No documento LIVRORay D. St.. (páginas 110-113)