-Já temos as etiquetas vermelhas, disse Penn. Isto nos diz qual peça está no roteiro de um gargalo. O que precisamos é de uma maneira simples de mostrar às pessoas as peças que precisam tratar com atenção especial, aquelas que elas precisam tratar como ouro.
-Essa é uma boa comparação, eu disse a ela.
Ela falou: - Que tal se simplesmente marcássemos as etiquetas com pedaços de fita amarela depois que saíssem dos gargalos. A fita mostraria às pessoas que aquelas eram as peças que deveriam tratar como ouro. Junto com isto, farei uma promoção aqui dentro para divulgar o significado da fita. Poderíamos fazer um póster, um anúncio que os chefes das seções mostrariam para os horistas, talvez uma faixa que ficasse pendurada na fábrica - ou coisa assim...
- Desde que a fita possa ser acrescentada sem diminuir o ritmo dos gargalos, por mim está bem, eu comentei.
-Tenho certeza de que encontraremos uma maneira de fazer isso de modo que não interfira, disse Langston.
-Bom, eu falei. Uma outra preocupação minha é que não quero que isso seja apenas uma promoção qualquer.
-Entendemos perfeitamente, disse Langston com um sorriso. Neste exato momento, estamos identificando sistematicamente as causas dos problemas de qualidade nos gargalos e nos processos subsequentes. Uma vez que saibamos para onde nos dirigimos, desenvolveremos procedimentos específicos para as peças e processos que passam pelo gargalo. E, quando eles estiverem prontos, faremos sessões de treinamento para que o pessoal possa aprendê-los. Mas é óbvio que isso vai levar algum tempo. A curto prazo, estaremos especificando que os procedimen tos existentes devem ser verificados duas vezes para haver precisão nos roteiros dos gargalos.
Conversamos sobre isso por alguns minutos, mas basicamente tudo parecia sensato para mim. Disse a eles para prosseguirem à velocidade total e continuarem a me manter informado do que estava acontecendo.
- Bom trabalho, eu falei a ambos quando se levantaram para sair. A Propósito, Roy, pensei que Bob Donovan viesse para esta reunião.
- Está difícil de encontrá-lo nestes dias, disse Langston. Mas vou resumir para a ele o que conversamos.
Naquele momento, o telefone tocou. Peguei o fone com uma das mãos e com a outra acenei para Langston e Penn enquanto saíam.
- Oi, é Donovan.
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ETA-Tarde demais para aparecer. Sabe que acabou de perder uma reunião? Isso não o perturbou.
-Alex, tenho uma coisa para lhe mostrar! Tem um tempo para um passeio? -Acho que sim. Do que se trata?
- Bem... eu digo quando você chegar aqui. Encontre-me na doca de recebi mento.
Fui até a doca, onde vi Bob; ele estava lá acenando para mim como se eu não pudesse vê-lo. O que seria impossível. Havia um caminhão estacionado na doca e no meio da carroceria havia um objeto grande em cima de um palete. O objeto estava coberto com uma lona cinza e amarrado com cordas. Alguns rapazes estavam trabalhando com um guindaste para tirar a coisa do caminhão. Eles a estavam levantando quando cheguei até Bob. Ele colocou as mãos em concha em volta da boca.
- Cuidado aí! gritou Bob, enquanto observava o movimento do objeto. Lentamente, o guindaste tirou a carga do caminhão e baixou-a até o piso de concreto. Os empregados soltaram a corrente do guindaste. Bob foi até lá e mandou- os soltar as cordas que prendiam a lona.
- Soltamos isso num minuto, assegurou-me Bob.
Fiquei parado ali pacientemente, mas Bob não conseguiu ficar sem ajudar. Quando todas as cordas tinham sido soltas, Donovan segurou a lona e, com entusiasmo, puxou-a para mostrar o que ele estava escondendo.
-Tá-dá! falou quando deu um passo para trás e gesticulou para o que deveria ser uma das peças mais antigas de equipamento que eu já vira.
-Que diabo é isso? perguntei. -É uma Zmegma, respondeu.
Ele pegou um pano e limpou um pouco da sujeira. -Eles não fazem mais máquinas como esta, disse ele. -Fico contente em ouvir isso, eu respondi.
-Alex, a Zmegma é justamente a máquina de que precisamos!
-Essa coisa parece o que havia de mais moderno em 1942. Como isso vai nos ajudar?
-Bem... admito que ela não se compara à NCX-10. Mas se você pegar esta belezinha aqui - disse ele acariciando a Zmegma, - e uma daquelas Screwmeiters ali - apontando para o outro lado - e a outra máquina ali no canto, juntas elas podem fazer todas as coisas que a NCX-10 pode fazer.
Olhei ao redor para as máquinas diferentes. Todas elas eram antigas e estavam inativas. Cheguei perto da Zmegma e a inspecionei.
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ETA-Então, esta deve ser uma das máquinas que você disse a Jonah que vendêramos para arranjar espaço para o inventário, eu disse.
-Isso mesmo, respondeu.
-É praticamente uma antiguidade. Todas elas são, comentei, referindo-me às outras máquinas. Você tem certeza de que elas podem nos dar qualidade aceitável?
- O equipamento não é automatizado. Portanto, com erros humanos, é provável que tenhamos alguns erros a mais, disse Bob. Mas se você quiser capacidade, esta é uma maneira rápida de obtê-la.
Sorri. - Está ficando cada vez melhor. Onde você encontrou esta coisa? -Telefonei hoje de manhã para um amigo meu de nossa fábrica em South End. Ele me disse que ainda tinha algumas dessas máquinas lá e que não haveria problema algum em se desfazer de algumas delas. Então chamei um "cara" da manutenção e fomos até lá dar uma olhada.
-Quanto isto nos custou?
-O frete do caminhão para trazê-la até aqui. O "cara" em South End nos disse para irmos em frente e levá-la. Ele registraria como sucata. Com toda a papelada que ele teria que preencher, daria muito mais trabalho a ele vendê-la para nós.
-Ela ainda funciona?
-Funcionava antes de sairmos. Vamos ver agora.
O empregado da manutenção ligou o cabo em uma tomada que estava numa coluna de aço próxima. Bob ligou o interruptor. Por um segundo, nada aconteceu. Depois ouvimos o barulho lento de algum lugar no centro da máquina. Nuvens de poeira sairam do ventilador antigo. Bob se virou para mim com um sorriso bobo em seu rosto grande.
23
A chuva estava batendo nas janelas da minha sala. Do lado de fora, o mundo estava cinzento e escuro. Era metade de uma manhã do meio da semana. Na minha frente, estavam alguns supostos "Boletim de Produtividade", editados por Hilton Smyth, que eu encontrara na minha caixa de entrada. Não tinha conseguido passar do primeiro parágrafo. Em vez disso, fiquei olhando para a chuva e pensando sobre a situação com minha esposa.
Julie e eu tínhamos saído em nosso "encontro" naquele sábado a noite e nos divertimos de fato. Não fora nada exótico. Fomos ao cinema, tomamos um lanche depois e, só por ser agradável, voltamos para a casa dos pais dela pelo caminho que passava pelo parque. Bastante inofensivo. Mas foi justamente o que precisávamos. Foi bom apenas relaxar com ela. Admito que no inicio senti como se estivéssemos na escola ou coisa parecida. Mas, depois de um tempo, percebi que não fora uma sensação tão ruim assim. Levei-a de volta para a casa dos pais às duas da manhã, e ficamos nos despedindo na entrada até o pai dela acender a luz da varanda.
Desde aquela noite, continuamos a nos encontrar. Na semana anterior, fui encontrar com ela algumas vezes. Vinha trabalhar me arrastando de manhã, mas sem reclamações. Nós vínhamos nos divertindo muito.
Através de um acordo sem palavras, nenhum de nós falava em divórcio, nem casamento. O assunto tinha surgido apenas uma vez, quando conversamos sobre as crianças e concordamos que elas ficariam com Julie e seus pais assim que acabassem as aulas. Tentei então obter algumas respostas, mas a antiga síndrome da discussão começou a se formar rapidamente e eu recuei para manter a paz.
Era uma situação estranha, essa em que estávamos. Quase parecia como antes de nos casarmos e nos "estabelecermos". Só então estávamos conhecendo um ao outro. A tempestade tinha ido para o sul por alguns momentos, mas, com certeza, voltaria um dia.
Uma batida leve na porta interrompeu esta meditação. Vi o rosto de Fran surgir no vão da porta. Ela disse:
-Ted Spencer está aqui. Ele disse que precisa falar com você. -Sobre o que?
Fran entrou na sala e fechou a porta atrás dela. Ela veio rapidamente até a minha mesa e sussurrou:
- Não sei, mas ouvi dizer que ele discutiu feio com Ralph Nakamura há mais ou menos uma hora.
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- Oh, resmunguei. Ok, obrigado pelo aviso. Mande-o entrar.
Um momento depois, Ted Spencer entrou e parecia furioso. Perguntei a ele o que estava acontecendo no tratamento térmico.
-Alex, você tem que tirar aquele cara do computador do meu pé. -Você está se referindo ao Ralph? O que você tem contra ele?
-Ele está tentando me tranformar em algum tipo de escrevente ou coisa parecida. Ele tem aparecido na seção e feito todo tipo de perguntas idiotas. Agora ele quer que eu faça um tipo de registro especial sobre o que acontece no tratamento térmico.
-Que tipo de registro?
-Não sei... ele quer que eu faça um relatório de tudo o que entra e sai dos fornos... o instante em que colocamos coisas, o instante em que tiramos, quanto tempo entre os aquecimentos, todas essas coisas. E eu tenho mais o que fazer para me preocupar com tudo isso. Além do tratamento térmico, sou responsável por mais três centros de trabalho.
-Por que ele quer esse relatório de tempos?
-Como vou saber? Quer dizer, no que me diz repeito, já temos papelada suficiente para satisfazer a todos. Acho que Ralph quer simplesmente brincar com os números. Se ele tem tempo para isso, tudo bem, ele que faça isso no departa mento dele. Tenho a produtividade do meu departamento para me preocupar.
Para pôr fim nisto, concordei com ele. - Ok, já ouvi. Deixe-me verificar. -Você vai afastá-lo da minha área? perguntou Ted.
-Você será informado, Ted.
Depois que ele saiu, mandei Fran chamar Ralph Nakamura. O que me intrigava era que Ralph não era o que se chamaria de uma pessoa abrasiva e, no entanto, parecia que ele realmente tinha deixado Ted muito irritado.
-Você queria me ver?, perguntou Ralph na porta. -Sim, entre e sente-se.
Ele se sentou à frente da minha mesa.
- Conte-me o que você fez para "acender o pavio" de Ted Spencer. Ralph virou os olhos e disse: - Tudo o que quero dele é um registro preciso dos tempos reais de cada aquecimento de peças no forno. Pensei que isso fosse um Pedido simples.
- O que levou você a pedir isso?
- Tive algumas razões. Uma delas é que os dados que temos sobre o tratamento térmico parecem não estar nada precisos. E, se o que você diz é verdade,
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ETAque esta operação é tão vital para a fábrica, então achei que deveríamos ter estatísticas válidas sobre isso.
-O que faz você pensar que nossos dados não estão precisos?
-Depois que vi o total das remessas da semana passada, alguma coisa me incomodava. Há alguns dias, sozinho, fiz algumas projeções de quantas remessas poderíamos realmente ter feito na semana passada, baseadas na produção de peças dos gargalos. De acordo com essas projeções, deveríamos ter sido capazes de fazer de dezoito a vinte remessas, em vez de doze. As projeções estavam tão distantes que imaginei, no princípio, que tivesse cometido um grande erro. Por isso, revi tudo, verifiquei duas vezes os cálculos e não encontrei nada errado. Então percebi que os cálculos da NCX-10 estavam certos. Mas, no tratamento térmico, havia uma diferença enorme.
-E foi isso que fez você pensar que a base de dados deveria estar errada, conclui.
-Certo. Por isso, fui falar com Spencer. E, bem... -E o que?
-Bem, vi que algumas coisas estranhas estavam acontecendo. Ele não quis dizer muita coisa quando comecei a lhe fazer perguntas. Finalmente, apenas me ocorreu perguntar quando as peças que estavam sendo tratadas no forno naquele momento estariam acabadas. Pensei em conseguir o horário de um aquecimento real, apenas para ver se estávamos próximos do padrão. Ele disse que as peças sairiam por volta das 3 da tarde. Então, saí e voltei às três, mas não havia ninguém aíi. Esperei cerca de dez minutos, depois procurei Ted. Quando o encontrei, ele disse que mandara os ajudantes do forno trabalharem em outro setor e que eles voltariam logo para descarregar o forno. Não pensei muito sobre isso. Depois por volta das 5h30min, quando estava me preparando para ir para casa, pensei em ir até o forno e perguntar a que horas as peças tinham realmente saído. Mas as mesmas peças ainda estavam lá dentro.
-Duas horas e meia depois que elas poderiam ter saído, elas ainda não
tinham sido descarregadas? perguntei.
-Isso mesmo. Por isso, procurei Sammy, o chefe da seção no segundo turno e perguntei a ele o que estava acontecendo. Ele disse que estava com poucos empregados naquela noite e eles cuidariam disso mais tarde. Também disse que as peças não seriam prejudicadas se ficassem no forno. Enquanto eu estava lá, ele fechou os queimadores, mas descobri, mais tarde, que as peças não saíram antes das oito horas. Não tinha intenção de causar problemas, mas pensei que se regis trássemos os tempos reais por aquecimento, teríamos pelo menos alguns números
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ETAreais para usar nos cálculos. Você vê, perguntei a alguns dos horistas e eles me disseram que esse tipo de atraso acontece muito no tratamento térmico.
-Não brinque. Ralph... quero que você faça todas as medições de que precisa. Não se preocupe com Ted. E faça o mesmo na NCX-10.
-Bem, eu gostaria, mas é o tipo da tarefa difícil. É por isso que eu queria que Ted e os outros apenas tomassem nota dos tempos.
-OK, cuidaremos disso. E, bem... muito obrigado, falei. -Não há de quê.
-A propósito, qual foi a outra razão? Você mencionou que havia mais de uma.
-Ah, bem, provavelmente não é tão importante. -Não, diga-me.
-Não sei realmente se poderemos fazer isto ou não, disse Ralph, mas me ocorreu que poderíamos encontrar uma maneira de usar os gargalos para prever quando poderemos expedir um pedido.
Considerei essa possibilidade.
- Parece interessante. Fale-me sobre o que você descobriu.
As orelhas de Bob Donovan estavam pegando fogo quando terminei de contar a ele o que Ralph descobrira sobre o tratamento térmico. Eu estava muito aborrecido com isto. Ele estava sentado em minha sala enquanto eu andava em círculos na sua frente.
Mas, quando terminei, Bob me disse: - Alex, o problema é que não há nada para os rapazes fazerem enquanto as peças estão sendo tratadas. Você carrega um dos malditos fornos, fecha as portas e acabou, por seis, oito horas, ou quanto tempo
fôr necessário. O que eles deveriam fazer? Ficar parados girando os polegares?
-Não me importa o que eles façam, desde que coloquem e tirem as peças imediatamente do forno, afirmei. Quase poderíamos ter feito outro lote de peças nas cinco horas de espera até o pessoal terminar o que estava fazendo em outro lugar e mudar a carga.
-Certo. Que tal: emprestamos o pessoal para outras áreas enquanto as peças
são tratadas, mas assim que o tempo termine, certificamo-nos de que os chamare
mos de volta imediatamente para...
-Não, porque o que vai acontecer é que todos ficarão muito conscientes por tos dois dias e depois tudo voltará ao que é agora, concluí. Quero pessoal parado lesses fornos, pronto para carregar e descarregar vinte e quatro horas por dia, sete
por semana. Os primeiros que eu quero ali designados são os mestres
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ETAresponsáveis, em tempo integral, por tudo o que acontece por lá. E diga a Ted Spencer que da próxima vez que eu o vir, é melhor que ele saiba o que está fazendo no tratamento térmico ou vai levar um "chute no rabo".
-Sem dúvida. Mas você sabe que ele está falando em duas, talvez três pessoas por turno, retrucou Bob.
-Isso é tudo? perguntei. Você não se lembra o quanto nos custa o tempo perdido no gargalo?
-OK, estou com você. Para ser franco, o que Ralph descobriu sobre o tratamento térmico se parece muito com o que descobri sozinho sobre esses rumores de tempo ocioso na NCX-10.
-O que está acontecendo lá?
Bob me disse que, de fato, era verdade que a NCX-10 estava ficando parada por meia hora ou mais por vez. Mas o problema não era os intervalos de almoço. Se a NCX-10 estivesse sendo preparada e chegasse a hora do almoço, os dois operadores permaneciam até que a preparação estivesse completa. Ou, se a preparação fosse demorada, eles se revezavam, para que um fosse almoçar enquanto o outro continuava a preparação. Estávamos cobrindo bem os intervalos. Mas se a máquina parasse, digamos no meio da tarde, ela ficava parada durante vinte, trinta ou quarenta minutos antes que alguém começasse uma nova preparação. Isso porque o pessoal da preparação estava ocupado com outras máquinas, com não gargalos.
-Então vamos fazer a mesma coisa na NCX-10, igual ao que quero fazer no tratamento térmico, disse a Bob. Vamos chamar um opeiador e um ajudante e mandar que eles fiquem permanentemente ao lado da NCX-10. Quando ela parar, eles podem começar a trabalhar nela imediatamente.
-Por mim, isso está excelente. Mas você sabe como isso vai ficar no papel. Vai parecer que aumentamos a mão-de-obra direta das peças que saem do tratamento térmico e da NCX-10.
Eu me afundei na poltrona.
- Vamos combater uma coisa por vez, eu disse.
Na manhã seguinte, Bob veio para a reunião de equipe com suas recomen- dações. Basicamente, elas consistiam em quatro ações. As duas primeiras diziam respeito ao que ele e eu conversáramos no dia anterior: dedicar-um operador e um ajudante para a NCX-10 e deixar um mestre e dois empregados parados ao lado dos fornos do tratamento térmico. As designações se aplicariam aos três turnos. As outras duas recomendações diziam respeito a tirar carga dos gargalos. Bob con-
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ETAcluira que se pudéssemos ativar aquelas máquinas antigas - a Zmegma e as duas outras - durante apenas um turno por dia, poderíamos acrescentar dezoito por cento à produção de peças do tipo produzido pela NCX-10. A última delas era retirarmos algumas das peças da fila para o tratamento térmico e as enviarmos para um terceiro, do outro lado da cidade.
Enquanto ele as apresentava, fiquei imaginando o que Lou iria dizer. Como sempre, ele ofereceu um pouco de resistência.
- Sabendo o que sabemos agora, disse Lou, é perfeitamente justificável para nós designar pessoal para os gargalos se isso aumentar o nosso ganho. Certamente poderemos justificar o custo se isto aumentar as vendas e, dessa forma, aumentar o fluxo de caixa. Minha pergunta é: onde você vai conseguir o pessoal?
Bob disse que poderíamos readmitir alguns dos empregados.
-Não, não podemos. Veja, o problema que temos, disse Lou, é que a divisão tem um congelamento de readmissões em vigor. Não podemos readmitir ninguém sem as aprovações deles.
-Será que temos pessoal na fábrica que pode fazer esses serviços? perguntou Stacey.
- Quer dizer, tirar pessoal de outras áreas? perguntou Bob.
- Claro, afirmei. Tire pessoal dos não gargalos. De qualquer maneira, por definição, eles têm excesso de capacidade.
Bob pensou nisso por alguns momentos. Depois, explicou que achar ajudan- tes para o tratamento térmico não era problema. E nós tínhamos alguns operadores, de mais idade, que não haviam sido demitidos por causa de sua experiência e estavam qualificados para operar a Zmegma e as outras duas máquinas. No entanto, a criação de uma equipe de operações com duas pessoas para a NCX-10 o preocupava.
-Quem fará a preparação das outras máquinas? perguntou ele.
-Os ajudantes das outras máquinas sabem o suficiente para fazer a preparação