Gabarito – Capítulo 17 640 E 651 E 662 E
Capítulo 18 Alienação Fiduciária
663. (Promotor de Justiça MPE CE/2009/FCC) Em relação a contratos mercantis, é correto afirmar que a alienação fiduciária em garantia tem sua abrangência restrita a bens móveis.
664. (Juiz do Trabalho Substituto TRT 11ª/2007/FCC) Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o proprietário de um bem móvel aliena-o a outra pessoa, em garantia de uma dívida com esta contraída, mas permanece com a posse direta do bem.
665. (Juiz do Trabalho Substituto TRT 11ª/2007/FCC) Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o proprietário de um bem móvel aliena-o a outra pessoa, em garantia de uma dívida com esta contraída, e lhe transfere a propriedade plena do bem, recuperando-a após o pagamento da dívida.
666. (Juiz do Trabalho Substituto TRT 11ª/2007/FCC) Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o proprietário de um bem móvel oferece-o em penhor ao credor do financiamento obtido para a aquisição do próprio bem.
667. (Juiz do Trabalho Substituto TRT 11ª/2007/FCC) Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o proprietário de um bem móvel transfere a sua posse direta a outra pessoa, em garantia de uma dívida com esta contraída, mas permanece com a propriedade plena do bem.
668. (Juiz do Trabalho Substituto TRT 11ª/2007/FCC) Por meio do contrato de alienação fiduciária em garantia, o proprietário de um bem móvel transfere a sua posse indireta a outra pessoa, em garantia de uma dívida com esta contraída, mas permanece com a propriedade plena do bem.
669. (Inspetor Prefeitura de São Paulo/1998/FCC) Na alienação fiduciária em garantia, o inadimplemento do devedor fiduciante NÃO confere ao credor fiduciário a possibilidade de executar os avalistas do devedor para satisfação da dívida.
670. (Inspetor Prefeitura de São Paulo/1998/FCC) Na alienação fiduciária em garantia, o inadimplemento do devedor fiduciante NÃO confere ao credor fiduciário a possibilidade de executar o devedor fiduciante para satisfação da dívida.
671. (Inspetor Prefeitura de São Paulo/1998/FCC) Na alienação fiduciária em garantia, o inadimplemento do devedor fiduciante NÃO confere ao credor fiduciário a possibilidade de permanecer definitivamente na propriedade do bem dado em garantia.
672. (Inspetor Prefeitura de São Paulo/1998/FCC) Na alienação fiduciária em garantia, o inadimplemento do devedor fiduciante NÃO confere ao credor fiduciário a possibilidade de utilizar o produto da revenda do bem dado em garantia para satisfação da dívida.
673. (Banco do Brasil Escriturário/2006/FCC) Na alienação fiduciária, o devedor não pode utilizar o bem dado em garantia às suas expensas e risco, sendo, ainda, obrigado a zelar por sua conservação.
674. (Banco do Brasil Escriturário/2006/FCC) Na alienação fiduciária, a propriedade do bem dado em garantia é transferida ao devedor, preservando-se a posse com o credor.
675. (Banco do Brasil Escriturário/2006/FCC) Na alienação fiduciária, o contrato conterá a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à sua identificação.
676. (Banco do Brasil Escriturário/2006/FCC) Na alienação fiduciária, a dívida será considerada quitada, mesmo que o produto da venda do bem dado em garantia seja inferior ao valor emprestado.
677. (Banco do Brasil Escriturário/2006/FCC) A alienação fiduciária, deve ser celebrada por instrumento público ou particular a ser registrado no Cartório de Títulos e Documentos do domicílio do credor.
Gabarito – Capítulo 18
663 E 671 C 664 C 672 E 665 E 673 E 666 E 674 E 667 E 675 E 668 E 676 E 669 E 677 E 670 EComentários – Capítulo 18
663. ERRADO. Os bens imóveis podem também ser objeto de alienação fiduciária em garantia (Lei 9.514/97, art. 22).
664. CORRETO. Este é o exato conceito de um contrato de alienação fiduciária. Veja, porém, que a questão encontra-se incompleta, pois a alienação fiduciária não se restringe a bens móveis! A alienação é o contrato mediante o qual o devedor fornece ao credor, como garantia de pagamento de dívida com este contraída, a propriedade de bem móvel ou imóvel. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da posse, tornando-se o devedor possuidor direto da coisa (CC, art. 1.361, §2º).
665. ERRADO. A propriedade plena se dá, explanando-se em lição comezinha, quando proprietário possui propriedade e posse de determinado bem. Não é o que ocorre na alienação fiduciária em garantia, uma vez que a posse direta permanece com o devedor fiduciário (CC, art. 1.631, §2º).
666. ERRADO. O penhor é um direito real de garantia, em que o devedor entrega uma coisa móvel ou mobilizável ao credor, com a finalidade de garantir o pagamento do débito. Na alienação não há entrega do bem, ficando o devedor com sua posse direta.
667. ERRADO. A propriedade plena, como já dito, abrange propriedade e posse. Na alienação fiduciária o devedor fiduciário permanecesse apenas com a posse direta, sendo que a propriedade é transferida ao credor.
668. ERRADO. A propriedade plena, como já dito, abrange propriedade e posse. Na alienação fiduciária o devedor fiduciário permanecesse apenas com a posse direta, sendo que a propriedade é transferida ao credor.
669. ERRADO. É plenamente possível a cobrança da dívida dos avalistas. O artigo 6º do Decreto 911/69 prevê que o avalista, fiador ou terceiro interessado que pagar a dívida do alienante ou devedor se sub-rogará, de pleno direito, no crédito e na garantia constituída pela alienação fiduciária.
670. ERRADO. Muito embora a propriedade do bem passe a ser do credor fiduciário, o devedor fiduciário mantém sua posse, sendo que, no caso de inadimplência, perguntaríamos como executar uma pessoa que não possui a propriedade daquele bem? O STJ vem entendendo ser possível sim. Entende a Corte que não é viável a penhora sobre bens garantidos por alienação fiduciária, já que não pertencem ao devedor-executado, que é apenas possuidor, com responsabilidade de depositário, mas à instituição financeira que realizou a operação de financiamento. Entretanto é possível recair a constrição executiva sobre os direitos detidos pelo executado no respectivo contrato.
671. CORRETO. O contrato de alienação fiduciária é contrato em quedeterminada pessoa aliena a outra determinado bem (móvel ou imóvel), ficando a outra parte (em geral um instituição financeira) obrigada a restituir o bem quando houver o implemento de determinada condição.
672. ERRADO. O Decreto Lei 911/69, em seu artigo 2º salienta que no caso de inadimplemento ou mora nas obrigações contratuais garantidas mediante alienação fiduciária, o proprietário fiduciário ou credor poderá vender a coisa a terceiros, independentemente de leilão, hasta pública, avaliação prévia ou qualquer outra medida judicial ou extrajudicial, salvo disposição expressa em contrário
673. ERRADO. A alienação é o contrato mediante o qual o devedor fornece ao credor, como garantia de pagamento de dívida com este contraída, a propriedade de bem móvel ou imóvel. Com a constituição da propriedade fiduciária, dá-se o desdobramento da posse, tornando-se o devedor possuidor direto da coisa. (CC, art. 1.361, §2º). A posse permanece com o devedor!
674. ERRADO. O credor terá a propriedade formal e a posse indireta. O devedor possui a posse direta.
675. CORRETO. O contrato, que serve de título à propriedade fiduciária, conterá: I - o total da dívida, ou sua estimativa; II - o prazo, ou a época do pagamento; III - a taxa de juros, se houver; IV - a descrição da coisa objeto da transferência, com os elementos indispensáveis à sua identificação (CC, art. 1.362).
676. ERRADO. Quando, vendida a coisa, o produto não bastar para o pagamento da dívida e das despesas de cobrança, continuará o devedor obrigado pelo restante (CC, art. 1.366).
677. ERRADO. A questão está correta, porém, incompleta, tornado-se falsa (ao menos para a banca). Conforme o §1º do artigo 1.361 do Código Civil: Constitui-se a propriedade fiduciária com o registro do contrato, celebrado por instrumento público ou particular, que lhe serve de título, no Registro de Títulos e Documentos do domicílio do devedor, OU, em se tratando de veículos, na repartição competente para o licenciamento, fazendo-se a anotação no certificado de registro.