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7.2 – Desconsideração da Personalidade Jurídica

197. (ISS SP/2007/FCC) As condições para a desconsideração da personalidade jurídica, tais como regidas pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90), são idênticas. 198. (ISS SP/2007/FCC) As condições para a desconsideração da

personalidade jurídica, tais como regidas pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90), são distintas, porque além das condições já previstas pelo Código Civil, o Código de Defesa do Consumidor exige, adicionalmente, a comprovação da violação dos estatutos ou do contrato social em detrimento ao consumidor.

199. (ISS SP/2007/FCC) As condições para a desconsideração da personalidade jurídica, tais como regidas pelo Código Civil e pelo Código de Defesa do Consumidor (Lei n. 8.078/90), são distintas, porque o Código Civil permite a desconsideração apenas em casos de desvio de finalidade ou confusão patrimonial, ao passo que o Código de Defesa do Consumidor traz hipóteses mais amplas.

200. (Promotor Substituto Pernambuco/2008/FCC) A desconsideração da pessoa jurídica será configurada apenas com a insolvência do ente coletivo, sem outras considerações.

201. (Promotor Substituto Pernambuco/2008/FCC) A desconsideração da pessoa jurídica não ocorre no direito brasileiro, dada a separação patrimonial entre pessoas físicas e jurídicas.

202. (Promotor Substituto Pernambuco/2008/FCC) A desconsideração da pessoa jurídica restringe-se às relações consumeristas.

203. (Promotor Substituto Pernambuco/2008/FCC) A desconsideração da pessoa jurídica implicará responsabilização pessoal, direta, do sócio por obrigação original da empresa, em caso de fraude ou abuso, caracterizando desvio de finalidade ou confusão patrimonial.

204. (Promotor Substituto Pernambuco/2008/FCC) A desconsideração da pessoa jurídica prescinde de fraude para sua caracterização, bastando a impossibilidade de a pessoa jurídica adimplir as obrigações assumidas.

205. (Juiz Substituto TJ AL/2007/FCC) "Mesmos nos países em que se reconhece a personalidade jurídica apenas às sociedades de capitais surgiu, há muito, uma doutrina que visa, em certos casos, a desconsiderar a personalidade jurídica, isto é, não considerar os efeitos da personalidade, para atingir a responsabilidade dos sócios. Por isso também é conhecida por doutrina da penetração. Esboçada nas jurisprudências inglesa e norte-americana, é conhecida no direito comercial como a doutrina do Disregard of Legal Entity. Na Alemanha surgiu uma tese apresentada pelo Prof. Rolf Serick, da Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg, que estuda profundamente a doutrina, tese essa que adquiriu notoriedade causando forte influência na Itália e na Espanha. Seu título, traduzido pelo Prof. Antonio Pólo, de Barcelona, é bem significativo: 'Aparencia y Realidad em las Sociedades Mercantiles - El abuso de derecho por médio de la persona jurídica'. Pretende a doutrina penetrar no âmago da sociedade, superando ou desconsiderando a personalidade jurídica, para atingir e vincular a responsabilidade do sócio." [Rubens Requião. Curso de Direito Comercial. 26 ed. São Paulo: Saraiva, 2006) V. 1, p. 390] Pode-se afirmar que a doutrina acima referida, nas relações de consumo foi agasalhada pelo direito brasileiro e permite que o Juiz desconsidere a pessoa jurídica sempre que sua personalidade for, de alguma forma, obstáculo ao ressarcimento de prejuízos causados aos consumidores.

206. (Juiz Substituto TJ AL/2007/FCC) "Mesmos nos países em que se reconhece a personalidade jurídica apenas às sociedades de capitais surgiu, há muito, uma doutrina que visa, em certos casos, a desconsiderar a personalidade jurídica, isto é, não considerar os efeitos da personalidade, para atingir a responsabilidade dos sócios. Por isso também é conhecida por doutrina da penetração. Esboçada nas jurisprudências inglesa e norte-americana, é conhecida no direito comercial como a doutrina do Disregard of Legal Entity. Na Alemanha surgiu uma tese apresentada pelo Prof. Rolf Serick, da Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg, que estuda profundamente a doutrina, tese essa que adquiriu notoriedade causando forte influência na Itália e na Espanha. Seu título, traduzido pelo Prof. Antonio Pólo, de Barcelona, é bem significativo: 'Aparencia y Realidad em las Sociedades Mercantiles - El abuso de derecho por médio de la persona jurídica'. Pretende a doutrina penetrar no âmago da sociedade, superando ou desconsiderando a personalidade jurídica, para atingir e vincular a responsabilidade do sócio." [Rubens Requião. Curso de Direito Comercial. 26 ed. São Paulo: Saraiva, 2006) V. 1, p. 390] Pode-se afirmar que a doutrina acima referida,

nas relações de consumo foi agasalhada pelo direito brasileiro, e a desconsideração será efetivada quando houver falência ou estado de insolvência.

207. (Juiz Substituto TJ AL/2007/FCC) "Mesmos nos países em que se reconhece a personalidade jurídica apenas às sociedades de capitais surgiu, há muito, uma doutrina que visa, em certos casos, a desconsiderar a personalidade jurídica, isto é, não considerar os efeitos da personalidade, para atingir a responsabilidade dos sócios. Por isso também é conhecida por doutrina da penetração. Esboçada nas jurisprudências inglesa e norte-americana, é conhecida no direito comercial como a doutrina do Disregard of Legal Entity. Na Alemanha surgiu uma tese apresentada pelo Prof. Rolf Serick, da Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg, que estuda profundamente a doutrina, tese essa que adquiriu notoriedade causando forte influência na Itália e na Espanha. Seu título, traduzido pelo Prof. Antonio Pólo, de Barcelona, é bem significativo: 'Aparencia y Realidad em las Sociedades Mercantiles - El abuso de derecho por médio de la persona jurídica'. Pretende a doutrina penetrar no âmago da sociedade, superando ou desconsiderando a personalidade jurídica, para atingir e vincular a responsabilidade do sócio." [Rubens Requião. Curso de Direito Comercial. 26 ed. São Paulo: Saraiva, 2006) V. 1, p. 390] Pode-se afirmar que a doutrina acima referida, nas relações de consumo está incorporada ao direito brasileiro e permite às autoridades administrativas e ao Juiz determinar que os efeitos de certas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica, se verificado abuso da personalidade jurídica desta pelo desvio de finalidade ou pela confusão patrimonial.

208. (Procurador de Roraima/2006/FCC) A desconsideração da pessoa   jurídica se dá quando o Juiz estabelece que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica.

209. (Procurador de Roraima/2006/FCC) A desconsideração da pessoa  jurídica se dá quando o Juiz declara de ofício a nulidade do negócio   jurídico, impondo apenas aos sócios a responsabilidade pelo

cumprimento das obrigações assumidas, pela pessoa jurídica com terceiros.

210. (Procurador de Roraima/2006/FCC) A desconsideração da pessoa   jurídica se dá quando o Juiz reconhece que o negócio jurídico foi

simulado e impõe a seus sócios ou administradores a obrigação de reparar o prejuízo causado a terceiros.

211. (FCC/2005) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade empresária poderá dar-se só a requerimento do Ministério Público, quando verificada a ocorrência de crime de sonegação fiscal. 212. (FCC/2005) A desconsideração da personalidade jurídica de uma

sociedade empresária poderá dar-se por decisão judicial ou ato administrativo, quando verificada infração da lei, com prejuízo à Fazenda Pública.

213. (FCC/2005) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade empresária poderá dar-se por decisão judicial, tomada de ofício ou a requerimento da parte, quando se verificar desvio de finalidade.

214. (FCC/2005) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade empresária poderá dar-se por decisão judicial, a requerimento da parte ou do Ministério Público, quando lhe couber intervir, em caso de confusão patrimonial.

215. (FCC/2005) A desconsideração da personalidade jurídica de uma sociedade empresária poderá dar-se por decisão judicial, tomada de ofício ou a requerimento da parte, sempre que a sociedade não tiver bens para honrar suas obrigações.

216. (Procurador do Estado PE/2003/FCC) A desconsideração da personalidade jurídica, para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens de seus administradores e sócios, é ato privativo do juiz, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, se caracterizado desvio de finalidade ou ocorrer confusão patrimonial.

217. (Procurador do Estado PE/2003/FCC) A desconsideração da personalidade jurídica, para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens de seus administradores e sócios, é ato que o Juiz pode praticar de ofício, sempre que houver encerramento irregular do estabelecimento comercial, a fim de que os credores privilegiados recebam seus créditos.

218. (Procurador do Estado PE/2003/FCC) A desconsideração da personalidade jurídica, para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens de seus administradores e sócios, é ato privativo do Ministério Público, se verificada fraude contra credores, a requerimento dos credores privilegiados.

219. (Procurador do Estado PE/2003/FCC) A desconsideração da personalidade jurídica, para que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens de seus administradores e sócios, é ato que pode ser praticado pelo juiz, por qualquer autoridade administrativo ou pelo Ministério Público.

Gabarito – Capítulo 7