152 E 170 E 188 E 206 C 153 E 171 E 189 C 207 E 154 C 172 E 190 E 208 C 155 C 173 C 191 E 209 E 156 C 174 E 192 E 210 E 157 E 175 E 193 E 211 E 158 E 176 E 194 E 212 E 159 E 177 E 195 C 213 E 160 E 178 E 196 E 214 C 161 C 179 E 197 E 215 E 162 E 180 E 198 E 216 C 163 E 181 E 199 C 217 E 164 E 182 E 200 E 218 E 165 E 183 C 201 E 219 E 166 C 184 E 202 E 167 E 185 C 203 C 168 E 186 E 204 E
Comentários – Capítulo 7
151. CORRETO. O empresário pode ser pessoa física ou jurídica. Se for a pessoa física, estaremos diante do chamado empresário individual. Se jurídica, estaremos frente à sociedade empresária. As sociedades em geral dividem-se em sociedades simples e empresárias. Empresárias são todas aquelas que exploram atividade empresarial, nos moldes do art. 966 do CC. Todas as outras são consideradas sociedades simples (CC, art. 982).
152. ERRADO. As cooperativas não são sociedades empresárias, mas necessariamente sociedades simples. Já as sociedades anônimas e
comanditas por ações serão sempre empresárias. Afora estas, a caracterização de uma sociedade como simples ou empresária é aferida conforme a exploração de seu objeto, se feita ou não de forma empresarial.
153. ERRADO. Segundo o art. 1.024 do CC, os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão 3depois de executados os bens sociais. A regra é, portanto, a responsabilidade subsidiária.
154. CORRETO. A principal conseqüência da personificação da sociedade empresarial é seu reconhecimento como sujeito de direito. É ela – e não os sócios – quem aparece como pólo negocial.
155. CORRETO. Ressalvados os casos de aplicação da Teoria da Desconsideração da Personalidade, é a sociedade quem deve ser demandada em juízo e não as pessoas dos sócios.
156. CORRETO. No dizer de Thereza Christina Nahas: A autonomia patrimonial é, assim, uma das mais importantes conseqüências da personalização, permitindo que os sócios e administradores sejam considerados, em suas relações com a sociedade e com terceiros, como pessoas estranhas.
157. ERRADO. Artigo 1.134 do CC: A sociedade estrangeira, qualquer que seja o seu objeto, não pode, sem autorização do Poder Executivo, funcionar no país, ainda que por estabelecimentos subordinados, podendo, todavia, ressalvados os casos expressos em lei, ser acionistas de sociedade anônima brasileira.
158. ERRADO. Existe a possibilidade de cobrança diretamente dos sócios nos casos de desconsideração da personalidade jurídica da empresa.
159. ERRADO. No direito de empresa brasileiro vige a regra da subsidiariedade, prevista no artigo 1.024 do Código Civil, executando-se, a priori, os bens sociais, e apenas quando esgotados estes é que recai a cobrança sobre os bens particulares.
160. ERRADO. Artigo 1.024 do CC: Os bens particulares dos sócios não podem ser executados por dívidas da sociedade, senão depois de executados os bens sociais. Além desta hipótese, existe a teoria da desconsideração da personalidade jurídica, que permite que a cobrança recaia sobre o patrimônio pessoal dos sócios.
161. CORRETO. Nada obstante o artigo 1.024, já estudado em questões anteriores, prevê o Código Civil (artigo 50): Em caso de abuso da personalidade jurídica, caracterizado pelo desvio de finalidade, ou pela confusão patrimonial, pode o juiz decidir, a requerimento da parte, ou do Ministério Público quando lhe couber intervir no processo, que os efeitos de certas e determinadas relações de obrigações sejam estendidos aos bens particulares dos administradores ou sócios da pessoa jurídica. Esta é a base normativa para o que a doutrina chama de teoria da desconsideração da personalidade jurídica. Além desse dispositivo, outros diplomas legais também preveem a aplicação. São eles: a) artigo 28 de CDC; b) Lei 8.884/94, que dispõe sobre a prevenção e repressão às infrações à ordem econômica, em seu artigo 18; c) Lei 9.605/98, art. 4º, que é a lei que regula os crimes ambientais.
162. ERRADO. Nas sociedades em nome coletivo, a responsabilidade dos sócios é ilimitada e solidária. Todavia, há que se entender essa solidariedade como válida para as relações entre os sócios. Entre os sócios e a sociedade há sempre uma relação de subsidiariedade, de forma que o patrimônio social responde primeiramente.
163. ERRADO. O Código Civil dividiu as sociedades em dois grandes grupos: 1) As personificadas: limitada, anônima, em nome coletivo, comandita simples e comandita por ações; e 2) As não- personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação.
164. ERRADO. O Código Civil dividiu as sociedades em dois grandes grupos: 1) As personificadas: limitada, anônima, em nome coletivo, comandita simples e comandita por ações; e 2) As não- personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação.
165. ERRADO. O Código Civil dividiu as sociedades em dois grandes grupos: 1) As personificadas: limitada, anônima, em nome coletivo, comandita simples e comandita por ações; e 2) As não- personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação.
166. CORRETO. O Código Civil dividiu as sociedades em dois grandes grupos: 1) As personificadas: limitada, anônima, em nome coletivo, comandita simples e comandita por ações; e 2) As não- personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação.
167. ERRADO. O Código Civil dividiu as sociedades em dois grandes grupos: 1) As personificadas: limitada, anônima, em nome coletivo, comandita simples e comandita por ações; e 2) As não- personificadas: sociedade em comum e sociedade em conta de participação.
168. ERRADO. Existem dois tipos de sociedades: 1) Simples: não exploram atividade empresarial; 2) Empresárias: exploram atividade econômica organizada para produção e circulação de bens e serviços (CC, art. 966). O codex ainda estabelece que a sociedade empresária
deve constituir-se segundo a forma de sociedade em nome coletivo, em comandita simples, limitada, anônima ou comandita por ações. A simples, segundo o regramento que lhe é próprio (CC, art. 997 a 1.038) ou sob a forma de comandita simples, limitada ou nome coletivo. Independentemente do objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa. Portanto, está incorreta a assertiva, vez que a limitada pode ser simples ou empresária, a depender da forma a explorar o objeto social.
169. CORRETO. Independentemente do objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa (CC, art. 982, par. único).
170. ERRADO. A sociedade em comum é o tipo societário que ainda não procedeu ao competente registro de seus atos constitutivos. É, por este motivo, desprovida de personalidade jurídica.
171. ERRADO. As sociedades em conta de participação, também conhecidas como sociedades secretas, são desprovidas de personalidade jurídica.
172. ERRADO. As sociedades simples são sociedades personificadas. A aquisição da personalidade jurídica se dá com a inscrição dos atos constitutivos nos registros próprios, no Cartório de Pessoas Jurídicas do local da sede, na forma da lei.
173. CORRETO. Independentemente do objeto, considera-se empresária a sociedade por ações; e, simples, a cooperativa (CC, art. 982, par. único).
174. ERRADO. As sociedades cooperativas são simples, independentemente do objeto. Quanto ao exercente de atividade rural há livre alvedrio em proceder ou não ao registro. Optando pelo registro, será considerado empresário para todos os fins legais (CC, art. 971) – o seu registro tem natureza constitutiva.
175. ERRADO. As sociedades limitadas e em nome coletivo podem ser simples ou empresárias, a depender de como é feita a exploração do objeto social.
176. ERRADO. As sociedades por ações são sempre empresárias (CC, art. 982, par. único). Já nas sociedades em conta de participação, parte da doutrina entende tratar-se de tipo empresarial sui generis, de mero contrato, não se enquadrando como sociedade simples ou empresarial, tendo em vista que o código não a arrolou dentro dessas espécies.
177. ERRADO. As sociedades em comum fogem ao conceito de sociedades simples e empresarial.
178. ERRADO. As sociedades simples, aquelas que não exploram seu objeto com intuito empresarial, podem, sim, adotar a forma de sociedade limitada, conforme preconiza o artigo 983 do Código Civil. 179. ERRADO. Caso a sociedade simples passe a adotar um dos tipos
empresariais previstos reger-se-á pelas normas vigentes para o tipo escolhido. Caso contrário, subordina-se às normas previstas para a sociedade simples.
180. ERRADO. O NCC dispõe que não se considera empresário quem exerce profissão intelectual, de natureza científica, literária ou artística, ainda com o concurso de auxiliares ou colaboradores, salvo se o exercício da profissão constituir elemento de empresa. Em suma, nem toda prestação de serviço é considerada atividade empresarial.
181. ERRADO. O CC não previu como requisito para a classificação de determinada atividade como econômica que esta estivesse prevista em regulamento. Ao revés, esse era o método utilizado para caracterização pela Teoria dos Atos do Comércio, não mais utilizada pela legislação pátria.
182. ERRADO. Os requisitos previstos pelo artigo 966 do Código Civil são aferidos a posteriori, sendo eles: profissionalismo, organização, atividade econômica, capacidade.
183. CORRETO. Os requisitos previstos pelo artigo 966 do Código Civil são aferidos a posteriori, sendo eles: profissionalismo, organização, atividade econômica, capacidade.
184. ERRADO. A aferição como empresário, não depende, a princípio, do ramo em que o empresário atua, lembrando que o as profissões intelectuais, apesar do caráter econômico, podem ou não serem consideradas empresárias, conforme o art. 966, parágrafo único do CC.
185. CORRETO. A pluralidade de sócios é requisito imposto para a existência de uma sociedade, como se extrai do art. 981 do Código Civil: Celebram contrato de sociedade as pessoas que reciprocamente se obrigam a contribuir, com bens ou serviços, para o exercício de atividade econômica e a partilha, entre si, dos resultados. É vedada, portanto, no Brasil, a constituição de sociedade unipessoal originária. Esta situação, todavia, pode vir a ocorrer, como por exemplo, no caso de falecimento de um sócio. Frise-se que a unipessoalidade deve ser sempre temporária.
186.