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6 PERCURSO PARA A PROPOSTA

6.3 Descrição da proposta

6.3.2 Plataformas para o curso

6.3.2.1 Ambiente virtual de aprendizagem para TVD

É um ambiente virtual de aprendizagem adaptado à televisão digital, onde constaria o conteúdo do curso. Propomos a divisão do conteúdo em cinco módulos: “Introdução”; “Impresso”; “Rádio”; “Televisão”; “Internet”. A primeira tela do curso apresentaria a divisão por módulos. Para acesso ao conteúdo de cada um deles, o cursista caminha pela tela, com as setas do controle remoto. Ao passar sobre cada item, há um pequeno texto explicativo, que descreve o conteúdo a ser encontrado caso você clique sobre ele (ver figura 5).

Figura 5: tela inicial do curso

Neste ambiente virtual de aprendizagem proposto para a TVD, os botões coloridos do controle remoto correspondem sempre às mesmas e respectivas funções: Vermelho: “Sair”; Azul: “Acionar interação”; Verde: “Como navegar pelo curso”; Amarelo: “Menu do curso”. Essas funções permanecem iguais por todas as

telas do curso para que os alunos se familiarizem com elas a ponto de usá-las intuitivamente com o passar do tempo.

A cada vez que for selecionado determinado módulo do curso “Educação para as mídias”, o conteúdo desdobra-se na seguinte configuração, dividida em itens: “Objetivos instrucionais”; “Etapas de estudos previstas”; “Biblioteca”; “Exemplos de trabalhos”; “Vídeos-discussão” (ver figura 6).

Figura 6: divisão dos módulos do curso

Explicitaremos, a seguir, com qual objetivo cada um desses itens que constituem os módulos foram criados e exemplificaremos com conteúdos dos módulos, ilustrados nas próximas telas.

- Objetivos instrucionais: são os objetivos iniciais previstos, pelos conteúdistas que idealizaram o curso, para cada módulo. Funcionam como o esteio de onde partem os direcionamentos iniciais para a construção do conhecimento dos cursistas. A partir destes objetivos, que foram traçados a priori, cada aluno irá inferir seus próprios objetivos de aprendizagem, de acordo com suas necessidades, por exemplo, a adequação do conteúdo do módulo à disciplina para a qual lecionam -

uma vez que esta é uma das necessidades explicitadas pelos professores da amostra. Na tela abaixo (figura 7), para exemplificar, simulamos os objetivos instrucionais do módulo “Internet”.

Figura 7: divisão dos módulos do curso

- Etapas de estudos previstas: traz sugestões de um percurso de leituras e atividades que ajudam os cursistas a formarem uma visão geral sobre o tema do módulo. As etapas visam ampliar o repertório dos alunos e desencadear relações entre a prática docente e um referencial teórico. O objetivo das etapas de estudos previstas é suscitar as primeiras reflexões para que os cursistas, posteriormente, delineiem seus próprios percursos para a construção do conhecimento de acordo com suas necessidades e áreas de interesse. As telas a seguir (figura 8 e 9) exemplificam algumas das etapas possíveis para o módulo “Introdução”.

Figuras 8 e 9: etapas de estudos previstas

- Biblioteca: reúne todos os arquivos de áudio, texto, vídeo e imagem, além de tutoriais, para serem acessados instantaneamente ou baixados em Pen drive, para posterior “leitura”, relacionados àquele módulo. A biblioteca seria abastecida tanto pelos idealizadores do curso quanto pelos próprios cursistas, que poderiam

submeter sua sugestão de material a ser acrescentado a seu grupo de colegas do curso. A ideia é que o acervo disponibilizado fosse usado para a reflexão pessoal do professor, por exemplo, uma palestra do professor José Manuel Moran, que pesquisa como trabalhar com a televisão na escola, ou como material de apoio para as aulas em sala, como o vídeo educativo “De onde vem a televisão?”, desenvolvido pela TV Cultura, que pode ser veiculado aos alunos. Destacamos que, para disponibilização no curso, seria preciso requerer a autorização dos criadores de todos os materiais, em conformidade com a legislação de direito autoral. Nas telas a seguir (figuras 10 e 11), exemplificamos como seria a interface de acesso à biblioteca e, posteriormente, alguns dos materiais que poderiam constar no módulo “Televisão”.

Figura 11: itens da biblioteca

- Vídeos-discussão: partindo do pressuposto de que o curso precisa responder às dúvidas do educador, tendo uma relação direta com sua prática didática e, portanto, ajustado às necessidades desse profissional, em vez das videoaulas, que pressupõem um processo unidirecional da comunicação, propomos “vídeos- discussão”. Eles abririam um canal de comunicação entre um especialista naquela área do saber, inerente ao conteúdo do módulo, que responderia perguntas enviadas pelos cursistas. Um ponto fundamental é que o vídeo fosse gravado sempre em um período posterior ao início dos estudos da turma, para que os cursistas tenham condições de enviar suas dúvidas e reflexões, já tendo amadurecido questões sobre aquele determinado assunto. Esses vídeos ficariam à disposição continuamente em um dos canais digitais em standard, previstos pela multiprogramação em televisão digital, para serem baixados sob demanda a qualquer momento pelo cursista. Dessa forma, favorecemos a flexibilidade total do interagente em acessar o vídeo no momento em que lhe for mais conveniente. Na tela abaixo (figura 12), exemplificamos como seria um desses vídeos, no qual a professora Dra. Roseane Andrelo responde a dúvidas de educadores (colhidas informalmente junto à amostra desta pesquisa) sobre o trabalho com a mídia

radiofônica em sala de aula - tema sobre o qual ela desenvolve pesquisas e projetos de extensão.

Figura 12: vídeo-discussão

Todas essas possibilidades previstas para a plataforma do curso para a televisão digital “Educação para as mídias” trabalham dentro do conceito de interatividade local ou “pseudo-interatividade”, uma vez que dialogam com dados e informações que já estariam contidos no set-top-box do interagente. Embora essa possibilidade seja restritiva, tal opção justifica-se por ainda não haver no Brasil uma decisão quanto ao canal de retorno para a televisão digital, o que permitiria uma interação plena.