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ampla amalgamar;:ão tradicionais e/ou

de excedentes financeiras das atividades

importar;:âo financeira de capital,

envolvendo

inclusive a difus•a das Sociedades An8nimas muito

al~m

das

ferrovias.

Nio s~ tratava de mera centralizar;:~o de fundos necessários

para os

blocos de investimentos, mas fundamentalmente da centt·altzar;:ão haviam gerado t•l centralizar;:io, com diferentes combinar;:Bes entre os Estados imperiais ou, no mínimo, a ga1·antia de proteção comercial) e a articulação entre agentes privados (bancos e ind~strias). Ouaisquel~ que fossem· as fonnas e <:\

hierarquia nessas relações, confi9L~ravam um novo

concon~encial,

expEriências de nacionais: menos

Enquanto pré-condição e: re:sul ta'do em tais industrializaçio nio-original e sob b<:~.ses

''anárquico'', dE caráter coletivo em sua defesa perante a concorrência externa, fundado na interpenetra,~o ~ntre

as esfEras produtiva e financeira e caracteriZado por estruturas ''cartelizadas'' ou oligopolísticas em seus principais ramos.

No

que tange aos requisitos t ECf"!Dl Óg i c: os, sua n?pl"Odução/difusão era facilit:a.da pela natUl·eza das técnicas e de seu progresso, bastando a migração internacional de trabalhadores especializados, os equipamentos colocados

em

disponibilidade no comércio internacional e o PrÓPrio passado manufatu1·e:::iro dos países em questio. Mesmo em se tratando dos casos de ingresso quando j~ se inaugurara a 2~ Revoluçio Industrial, o novo padr~o

tecnolcigico ainda nio se desdobrara plena1nente

em

seu potencial de acumulaçio de capacidades tecnoldgicas específicas ~s firmas

(apropri~veis pelas firmas) e a países, como no sciculo XX.

A descontinuidade nos processos de acumula~io de capitel, nas industrializações nlo-pioneiras do s~culo XIX, concen1ia principalmente aos requisitos de ceMtraliza,~o do capital local

H!

e, em termos relativos, muito menos ~ existência da tecnologia enquanto meio de assimetria concorn;mc:i.al.

O

componente tecnoldgica- distinto do científico, pdblica e universal, como vimos no capitulo anterior

longo do s~culo XX.

- ainda nio se desenvolvera coma ao

No caso dos PIRs, COD!O nos casos ant ET i ores de industrializa,5o pesada,

de acumu1aç5a de capital

a descohtinuidade nos padr5es nacionais sup8s a emergincia de "soluç:Ões"

embora diferenciadas - ~ inexistincia de processos socialmente descentralizados e "espont:ânfS•os" de forma,~o e sustenta~io das COl"respondent es processos setoriais ''infantes'' de acumulaç5o de capital. Dito de outro modo, foi tamb~m pré-cond:i.çâo algum grau de ·socialização nos Pl"OCESSOS decisÔI"ios de investimento, incluindo o fortalecimento deste em relaç~o a cong~neres no exterior - via proteção/promoçio indust1·ial. Contudo, três

o~dens de diferen~as, entre os contextos dos

PIRs e os

de

seus

antecessores, devem ser ressaltadas:·u.

(i) Quanto à tecnologia. Enquanto a relativa facilidade de reproduçãa/difusâo tecnológica marcou as industrializaç~es do século pa<;;.sado, os desdobramentos tecnológicos posteriores significaram a apropria~io privada da tecnologia, enquanto fonte de assimetrias concorrenciais, ou seja, enquanto ativos capazes de gerar rendas diferenciais em favor de seus detentores.

Tal característica dos processos de mudança técnica, 2ª Revolução Indust \"ia 1, to1·nou indisponível grande parcela da tecnologia necessiria a industrializaç6es pesadas recentes, a nio ser enquanto ativos (,;-xplorados pOl" t'i1·mas est1·angein~s. Oro-;;:-;o

A abordagell aos PIRs deve: tanbém conceder algu!ia explicação sobre o fato de suas industrü.lüa~Õf:s se darell em seus correSPondentes mo:nentos recentes, o que remete às peculiaridades locais de seus processos ilntrriores dr desrrwolvi;H:nto capitalista. Aqui, cabe-nos apenas re:alçar co~.o

é

possível localizar caracteres que suas transiçÕes corwartilham e que as diferencial'! das prévias, em dE:corrência de sE:u estágio histórico, tanto pehs descontinuidades tecnológicas e hnanceiras, quanto pela nahtn·za dos processos concorrenciais externos.

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modo,

em adição a um aumento

de requisitos cientificas adquiríveis via educa,So formal, elevou-se at~ mesmo em termos relativoa o conhecimento tecnológico incorporado na produç:âo, passível de transferência Parcial enquanto mercadoria na extensio permitida pelos processos de objetivaçio, mencionadas no capítulo anterior. Tecnologia desenvolvida e apropriada no exterior, pois, singularizou as experiências dos PIRs.

(2) Quanto ao financiamento. Além da necessidade relativamente maior da centralizaç:ão de fundos para

sustentar os parques industriais de escala mínima, inclusive em

·decorrência dos requisitos de infra-estl-utura mais intensos que na passado, podemos presumir uma exigência também relativamente maior de divisas na composi~io de tais fundos:

(a) Embora a importaçio de equipamentos tenha sido relevante nas outras experiências, a base produtiva local de bens de produção foi então fod:emente acionada, saltando inclusive no curso do pr6prio processo, das formas artesanais para estágios mais avançadas. No caso dos PIRs, a importação de tecnologia reforçou a importaç:io de componentes e equipamentos.

( b ) Independentemente da capacidade de gerar J-eceitas

cambiais correntes para atender tais necessidades de gastos em divisas, há o fato de que a estrutura financeira de ativos e passivos de longo prazo, emergente com a imobilizaç:~o de capital típica dos novos J~amos, pode encontrar exeqUibilidade em circuitos financeiros desenvolvidos no exterior.

(3) Quanto ~ presença do Estado. Quaisquer que sejam tanto as frações sociais que lhe deram origem e suporte, quanto o escopo em que se exerceu sua autonomia, a presença de algum projeto estatal-industrialista tornou-se condiç~o ainda mais

necess~ria que no passado, diante da improbabilidade de qU€o.' processos locais <ou externos) de acu~ulaçia de capital gerasse1n, por eles mesmos, a disposição de enfrentamento ao desafio de

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largas desvantagens concorrenciais e das necessidades de centralizaçio do capital Como observa COUTINHO (1983, p.200),

"na perife1·ia, nlo pode existir nenhum div6rcio ou relação de 'externalidade' entre o Estado e a industrializaç5o''.

No caso dos PIRs, de qualquer modo, tal projeto estatal-industrialista, embora necessário, nio constitui condi~io

suficiente. Independentemente de sua capacidade de aglutinar e dirigir a acumulaçio do capital local, defronta-se com os constrangimentos externos quanto ~ tecnologia e ao financiamento sUPl"a-n;:·feridos. Est€,.'5 são superáveis apenas na intensid<:\de e

formas permitidas pelos eventLtais

internacionalizados - de capital

e

de tecnologia concernente ~

indilstria pesada - aos quais possa ter acesso.

O

grau de aprofundamento industrial, ou seja, de avan~o no ''espaço de progressio industrial'', depender~ das possibilidades de composi~io dos respectivos investimentos, em cada setor.

s5o as formas possíveis:

( i )

o

investimento direto externo, integral ou majoritário

por fi1·mas est1·angeiras, isto

i,

a soluçio simultinea das qLiestões t&.'cnológica f,: fim\ncein\ 1 mediant~- funding e 1·epasse de tecnologia de modo internalizado dentro dessas empresas;

( i i ) Aquisiçio de tecnologia sob eventuais modalidades

externalizadas firma~; estrangeiras coloquem em

disponibilidade para comercializaçâo, com o Estado e/ou empresas privadas nacionais con-:,t ).t uindo a propriedade dos novo-r::.

investimentos e os eventuais passivos exte1·nos de longo prazo que se tornem nec:essário<:;. Incluem-sr.; nesse C:i:\SCl as J·aint·--..-entures

em que o capital externo

i

minoritário, mesmo quando este ocupa uma posiç~o peculiar enquanto fornecedor ela tecnologia, posto que a pa1·t i 1 h<':'. (.:' lucros imp()e algum gl"O.U de

externalizaç~o das capacidades tecnológicas por parte do sdcio minoritário <UNCTC, 1985).

AS possibilidades de

incluindo sua indisponibilidade - serão diferentes PDl- período

e

por país envolvido (confonne Enquanto desenvolvemos no capítulo anterior e no próximo item).

traç:o geral de todas os PIRs asiiticos e latino-americanos, no entanto, pode-se identificar

tal

posição crucial ocupada p(das firmas estrangeiras. Mesmo no caso da Índia, um caso peculiar de busca extrema de independincia tecnolcigica, a evaluç:ão da quadra externo nio deixou de ter exercido influência <SC~MITZ, 1984).

Enfim, Cor~ia do Sul, Formosa, Brasil e México compartilham propriedades historicamentE.' específicas

industrializaç:io recente - quanto ~ dinâmi~a

acumulaç5o de capital - par serem ''tardios''.

a proce'S',SOs de indust1· ia 1 e

à

Por sua vez, tais propriedades se exercitam sob

exemplo: investimento direto externo, muito maior, abrangente e basilar no segundo caso.

co1·eanos, as

Na composi,;o dos investimentos industriais sul-formas externalizad:as de ingresso de tecnologia e, conseqUentemente,

foram maxi1nizadas.

local do c~pital produtivo Tais difeno-nças nas in91"€SSO de capital tiveram uma correspondincia, evidentemente, em termos de diferentes padr5es de financiamento ao investime11ta.

(2) Quanto aos padrões de relacões inter-industriais.

Modalidades distintas de enfre11ta1nento das descontinuidades de escala e de requisitos lecno16gicos podem ser localizadas nos distintos pap~i~ cumpridos por mercados locais e externos de bens Para uea descrição abrangente das fonas externalizadas de transferência de tecnologia, veja-se OHAN

(1984) e UNCTC (1985J.

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duráveis de consumo, de equipamentos e insumos para a

agro-ind~stria, por gastos militares, etc.

(3) Quanto

à

esfera estatal As formas e a vitalidade da

inser~io anterior do PIR na divisão internacional do trabalho, as circunstincias na qual emerge a projeto estatal de

industrializa~io e suas rela~5es com os demais agentes locais, etc., configuram traços específicos que marcaria a ruptura e a dinlmica correspondentes

à

industrialização pesada.

Não

se de vista

industrializaçiti tardia

em

part

icLllar

trajet6ria evolutiva onde interagem suas

financeira e de mercados (internos e

que

cada

din~mica de corresponde a uma dimensões tecnolcigica, exten1os). "nov~."

ortodoxia,

as

duas 0ltimas

tim como

referªncia posiçÕes nacionais