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do livre funcionamento do sistema de preços,

Mudanças na estrtttura

produtiva,

entre os

equilíbrios

gerais de

cada

período,

advim de

modificaç5es

excigenas

(prefer~ncias,

tecnologia.

popula~1c)

ou endcigenas (estoques de capital físico e

humano,

parcialmente determinadas pela

''propensâo a

poupar''

s&.-gundo as Ora, tecnologias e preferências

internacionalmente iguais significam uma mesma ''dupla base''

de parametros para o crescimento-com-mudança-~estrutural nas várias economias, com cada equilíbrio geral no tempo corresrond€ndo a uma combina~~o de demandas e ofertas ao longo d~ ''dupla base'', A

ausência de a

flexibilidade-reversibilidade nos

processos

econ6~1icos " a

estabilidade param{trica ''resolvem'',

por

hipdtese, a

quest~o

da

invariância temporal já ment: ionad~'l, O movimc.,,nto internacional de

capital

desde países onde ele ~ abundante Para

aqueles onde ele

~

€scasso,

em

busca de melhor

acelera o curso ao lo1190 da trill1a normal destes ~ltimos,

;;#rlé#í#rtHf.&titktttf'i:ftit'tt t#l!r'!'Me!WWTWt' Teatre 'O''$' 'T'n' '%?1M:t4t 1 . 'Ni'W' ·- E , ,- 7 'R Ft fi ' W 'T"tta

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Hollis Chener~, supra-citado, desenvolveu exatamente um modelo de equilíbrio geral, com supostos do tipo

Ohl:i,n" quanto a tecnologia e prefer&ncias <veja-se cita~~o

anterior), no qual acumulaç~o de capital

qualificaç~o da m~o-de-obra acompanha as elevaç~es

da renda

pe

1-capita

enquanto

''fatores universais''

CCHENERY,

1960, 1979). Seu esforço quantitativo tenta dar conta das variaç5es decorrentes de distintas dotaç5es de fatores, assim

como

de cJbjetivos sociais e políticas governamentais, tamanhos de mercado, distrihuiçio de renda e outros aspectos que contigurariam as ''diferenças'' nos

pontos

de partida,

BALASSA (19tH cap, 6) por sua vez, a uma

associação

entns·

de

transformaç5es nas ''vantagens campal-ativas pelas

pautas de exporta~ão, a partir de uma amostra co1n dezoito países desenvolvidos e dezoito p~Íses

em

desenvolvimento Conc'lL\i,

en t do, que internacionais das estrutu~as de

dota~5es de capital físico e humano, derivando daí Ltm ''enfoque por estágios'' de vantagens con1parativas, em conformidade c:ont a

capital f'ísico E

humano

o

"dest•nvolvtmento econômü:o" €~m cadc\ país.

Uma abordagem alteYnativa aos padr5es de

ser~ tentada mais tarde. Antes de seguirmos, contudo, C:<:\be

obs(-;Tvar desde

como os de Chener~

que even~uais ixitos em testes econom~tricos

e Balassa nada nos dizem sobre a direç~o da causalidade: a relaçio inversa i obviamente possível, posto que a

presença da produ~~o/exporta~~o imPlica a simttltaneidaclc dos

correspondentes ''fatores de produç~o··, O ''padrão normal'' e a de mudiHlr.:a,

poupança" E~

com exceçio do processo enddgeno de

''acumulaç~o

de capital

físic{) e

humano'',

o qtAe anttla

por hipdtese a presen~a de outras possíveis explicaç5es para os fenômenos analisados.•

No tocante ao car~ter ''her6ico'' elos pressupostos do esquema neoclássico "pltl·o" delineado acima, ele é tomado apenas como um requisito do rigor formal em sua formula~io abstrata, não sendo 6bice maior para sua aplica~ão aos fen8menos reais. Referindo-se aos economistas que assumem o referencial neocl~ssico ''puro'' na

an~lise da comércio internacional,· DOSI

&

SOETE (1988, p, 401) corretamente assinalam a presença subjacente do ponto de vista de que, "primei1·a, uma explicação, razoavelmente correta,

é

dada para as principais interdependgncias identificadas pela teoria, e segundo, as distorç5es e imperfeiç6es do mundo real levam apenas a anomalias menores ou

de Vida curta,

relativamente pequenas sobre as conclus5es normativas e de política extraídas da teoria''. Tal observaçio se aplica a uma vasta lite1·atura neocl~ssica abordando

os PIRs,

que vem ganhando espaço crescente desde os anos setenta, onde se destacam trabalhos como os de BALASSA (1978, 1981, 1982, 1983, 1988) ' BHAGWI1TI < 1978, 1985, 1986), LITTLE (197'1, 19HJ., 19Cl2l e I<RUEGEF:

(1978, 198i, i985), p<.-1.1·a os quais nos volL'\r·emos no Pl"Óximo item.

Antes, por~m. desejamos fazer duas r~pidas observa~5es sobre o "salto" dado, por esses economistas, entre o neoclassicismo ''puro'' e a realidade histdrico-concreta elas economias nacionais.

fato de que seu referencial estJtico lida com movimentos onc,.::-~=md .. -far--all, E~nt1·e· posiçé)es - como POl" exE·mplo as

ganhos nacionais entre o livre comcircio e qualquer outra posi~io

a cada período. inc\clequado, para tr·atar do comparaç5es inter-temro1·ais Cdin~micas) quando se leva e1n conta a interdependincia entre os diversos momentos. Este problema, t~o

caro

à

Cl"esc i.ment:o, é reconhecido por um dos economistas mencionados, Anne.· Kruegr.T, conforme cita~âo em

FRANSHAI~(1984a,p.52):

Tais teste.:; c;ignificall, no mãxillo, a c;obrevivência por "não-talsihca~ão", nos tenos de Karl Popper, e não sua "verificado", conforme por vezes são referidos, em termos afirmativos, por seus proponentes-veja-se o prÓprio BALASSA (1981, p. 214-81 ou LEE & LIANG (1982, p, 340.

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''o modelo simples de vantagens comparativas 2x2 parece nos sugerir que as taxas de crescimento seria as mesmas sob autarquia e livn~ comé1~cio, uma vez as pel·d;;.s mu::e-and-for·--~.111 associadas com a aceitaçio de uma política comercial nio-dtima sejam

F'ortanto,

não existem teo1·emas, na

absorvidas.

COnV(·:.'nCi.ona) do coméi"Cio, com relaç~o ao efeito,

te-01~ia

sobre o

Cí~escimento, de afastamentos d::\ política come1·cial ótima".

O segundo ponto, em conexio com o primeiro, é o de

que, no

salto da teoria ao real, esses economistas tomam algum grau de liberdade em relação ao esquema abstrato, incorporando - de modo non -seqüitur

-

às consideraçÕeS sobre equilíbrio, eficiência, p I" op os-, i. G: éíes vantagens comparativas e estoques dt' faton;~s,

dinâmicas sobre concorrincia e comporta1nentos efficiency-seekit1g, estáticas dt' renda e C::l*t'SCimento, sobr·E a cumulatividade de desequilíbrios, etc. No resumo a seguir,

tentaremos mostrar a

despeito

da

presença eventual de elementos não estritamente neoclássicos

''puros'',

essa é a

filia~~o dos argumentos.

I.

3. Oo Pêis@§ d§

Indu•t~i&ligã~le

Rêoênt@

6§~unde i Ortcdc~!a

A

ruptura com o pensamento econ8mico ortodoxo proposta pela

CEF'AL

abriu a senda para o. nascimento da "economia do desenvolvimento'' no pds-guerra.

A

despeito da heterogeneidade enll"e as diversas con"ente:s que aí se alojaram desde a polarizaçio centro-periferia e os mecanismos de deterioraçio dos termos de troca discutidos pela prdpria

CEPAL,

sua radicaliza~~o

''terceiro-mundista'' por Amin e Emmanuel, at~ as diversas

concep~5es da ''dependência'', etc. - todas elas tinham em

comum,

como ponto de partida em contraposiç;o ~ ortodoxia econ8mica, a iddia de que as peculiaridades na evoluç~o das economias em

desenvolvimento se1·iam suficientes para configw·á-las como um

objeto com estatuto te6rico prdprio.

observa MEDEIROS (1986, P. 3),