1.:1. Política• Comorciais D•••nvolvimonti•t••
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deixado para agora, ajudaní. a
O OI Limitn da
Conforme mencionamos no item 1.3, um dos aspectos destacados
nas reformas dos anos sessenta nos dois PIRs
asi~ticosfoi a
liberaliza~io comercial. Esta, porém, nio se deu sobre todas as
importa~5es. Na verdade, as importa~5es desti~adas ao mercado interno - diretamente ou na forma de insumos
sujeitas a tarifas e controles quantitativos. Nos dois paÍses, o
que OCOl"fE'U foi liberaç:io tarif~ria e qu:antitat·iva de
impo1·tac:ões de utilizados para
bens de capital e produtos
a Pl"OdL!ç:ão de E:'Xportaç:ÕE:'.S.
intETmt~diárioS",
Estabeleceu-se, portanto, uma estrutura dual de polític:a comercial, onde o-:.
exportadon:·s com condições de operação
aparentemente prdximas do ''livre comclrcic)'', na medida que sua refer&ncia poderia ser o conjunto .de preç:os internacionais para todos os bens comr~-rcj.aU.z<:\veis <tr3ldable gaod5) .·
Os agentes privados locais, no que tange ~ possibilidade de
(;~ be:ns nio come:rcializáveis para atividades de exportação, pod:i.arn cotejar
agregados internos com os do exterior em conformidade com as escalas estáticas de vantagens comparativas, sem sofrer o custo da de miquinas e insumos intermediários.1r Uma grande parcela dos recursos locais passou a se relacionar com o resto-do·-·munclo sob a tutela das vantagens comparativas estiticas parcela crescente em termos absolutos desde o inicio da expansio
"
Nos dois f'JRs, tratava-se da preservado das exporta'"&es da indústria leve e dos segllerJtos daletal-Eecânica intensivos e11 mão-de-obra não-qualificada quê ascenderam em importância na segunda metade dos anos sessenta, conforr.e abordaremos no capitulo 4.
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das exportaç5es de manufaturas leves e decrescente em termos relativos quando se iniciou o esfor~o de industrializaçio pesada dos anos setenta. A outra parte de recursos ocupados correspondia
~s atividades produtivas de bens n~o comercializ~veis e aquelas protegidas direcionadas ao mercado dom~stico. Essa dualidade na política comercial foi basicamente mantida nos anos setenta, sem que isto significasse a permanincia da distribuição de atividades nos dois conjuntos ou a passividade estatal em rela,io aos fluxos comerciais. qualificando-se pois a assertiva de que se tratava de um ''regime de livre com~rcio para os exportadores''.
O
acesso a divisas continuou controlado, al~m da monitoria sobre os fluxos comerciais, mesmo dos exportadores que ganhavam a possibilidade de lidar com pre~os e custos internacionais.Neste conte-~xto,
de EXPOl~ta~(-)es"
cumpre assinalar que as ''Zonas de Processamento
<ZF'Es) tiveram um peso que não deve ser exagerado: no final dos anos setenta, correspondiam a menos de 8%
das exporta~5es e 4X do emprego manufatureiro em Formosa.
enquanto na Cor~ia respondiam por n1enos de
iX
do emprego e n1enos de 5X das exporta~5es de manufaturados (JENKINS, 1990, p. 19). Em ambos os países,o
com~rcio niose
tornou livre,mas
sim o objeto de uma ''sintonia fina'', exercida mediante controles tarif~rios e quantitativos seletivos, que buscava minimizar o impacto da proteçio sobre a comretitividade das atividades exportadoras.WADE (i. 984, p, 66-8) J tomando como referincia os anos
setenta, que o de Formosa era
minuciosamente diferenciado por produto, com taxas qu~· iam de zero a níveis muito acima de i00X, e os controles quantitativos eram amplamente utilizados, constituindo-se em um instrumento ainda ''mais sutil e flexível que <:\S tal~ifas", pel~mit indo ao governo manejar a prcteçio de modo r~~lido e menos visível para comerciais. Havia uma classifica.;:ão das impol·taçÕ\!<:s tõ-:m "pl"Oib idas", "cont ,~o] a da~." E:' "permitidas", mas muitos itens da lista de ''permitidas'' não eram de fato livremente importados. Por exemplo, ''um importador em potencial de aço ou
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outros metais b~sicos, petroquímicos, quÍmicos, algumas m~quinas e eqLtipamentos, ( .
..
)tinha sua
requisiç~orecusada se
n~oevidenciasse que o fo1~necedor doméstico nãn podia at ende1· suas
condi~5es'' (p. 67).
Os e><pm·tadon?s não pagavam tarifas solne as impo1·taç:ões d12 bens intel·medi~l-ios usados para a produçio dirigida ~ venda
ext~rna.
Contudo,
quando o preço do substituto dom~stico não ultrapassava o Preço CIF daquelas importaç5es, bem como o preçoCIF mais tarifas e outras taxas no caso das irnporta,5es para o
mercado int en1o,"pe1·m:í.t idos" sob
o produto passava a constar da sub-lista de controle. No tocante a bens de capital, os exportadores pagavam tarifas, exceto se lidavam com uma lista de itens específicos a serem encorajados ou se nao
..
havia umsubstituto local impQl-t ar;ão; 16 de modo, 0()
tocante a um subconjunto dos bens de capital nem mesmo os
exportadores escapavam elas l"Estri~5es quantitativas sobre as
o
governo utilizavainternacional, através dos preços internacionais, como meio de
formar;~o de prer;os pelos produtores locais de disciplinamento da
bens protegidos, ao m~;smo t €lllp0
que,
e paulatinamente, fomentava a aquisir;~o de capacidade competitivaem
segmentos de sua indústria pesada - produtos intermedi~rios e bens de capitalA
julgar pelos relatos deFAJNZYLBER
(1983, p. !l.6),FRANSHAN (i984al,
F'ACK & WES,TJ~·r-(A!... ( t 986, p . 93-5) e CHANG < 19'70, p. 7),a
Cor~iaadotou
umapolítica comercial
concerne ao uso velado de restriç5es quantitativas, tarifas
sele-~tiva:::.;. e gradual intermediirios produzidos atividades de exportaç~o.
flexibilidade-coel-gncia das
de bens pela indlistr:i.a Nos clois países,
est\·at é.g ias de
de capital pesada 1 oca 1 nas
industrializa~5o-..
Para que se tenha uJJa idêia do grau de dehlhaliento na política co~rrcial e na política íiscal fiilFormosa, abordada no ite111 anterior, o autor cita exemplos da extrema especifica~ão: transformadores do tipo de 154 Kv ou mais, s.-micondutores equiPados con dispo:.itivos de difusão ou de ilaplanta~ão dr íons, fibs de isolamento de alta voltagem com tolnância de 6,6 Kv ou aciiAa, etc. (p. 68-9).
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~xportadora passava por uma dualidade de tratamento no setor industrial: as atividades competitivamente bem-estabelecidas, aldm dos momentos em que foram objeto de programas governamentais de l"acionalização-com-·u,r.ograding, receberam do gove.,-no a "sintonia
fina''
das políticasde
incentivos, no que tange ~eliminaç~o de impactos das ind~strias-infantes e defasagens cambiais. As políticas come1·ciais,
minimiz<":l.o;ão ou de eventuais ao invés de negarem, confirmavam o ''dirigismo·~ presente nos PIRs em questio.
Estatisticamente, nio surpreende que WESTPHAL
&
KIM (1982) e LEE&
LIANG (1982), utilizando dados de 1968 e 1969, tenham chegado a estimativas prdximas de ''taxas efetivas de subsídio'' nas vendas dom~sticas e externas para o conjunto das ind~striasde· b~ansformação dos dois países, com um "viés Pl"Ó-expoJ·tao;;:~\o"
considerado modesto. Afinal, as taxas efetivas de subsídio para as vendas dom~sticas nos setores protegidos eram mais que
~ompensadas pelas altas taxas para vendas externas nos setores exportadores, favorecidos pelo regime comercial referido, com o adicional de incentivos
fiscais e
creditícios nos dois países.Pela mesma razâo, contudo, quando as ''taxas efetivas de subsídio'' sio vistas para cada setor (veja-se Tabelas 2.4 e 2.5 nas páginas 32-5 do mesmo volume)
quanto em Formosa:
revelam grande dispersio, tanto na Cor~ia
Cil há uma distin~~o acentuada entre dois grupos de setores, com ''taxas efetivas de subsídios'' embutindo um vids-para-fora e um vids-para-dentro em cada caso (viés comercial trade-bia;;);
(ii) em termos de subsÍdios efetivos totais, as ind~strias
infantes s~o f<.wo1·ecidas <viés ~.e:'tor·ial - indu-ç;try-bias).
No caso da FRANSMAN ( 19B4<:\,
Coriia,
PACK & WESTPHAL (1986,
p. 52-3) citam uma atualizaçgoP.
para
e 1978, Chong H~un Nam, do levantamento feito por Westphal na qual o ''vi~s prd-exporta~~o·· se acentua, en r.p .. ran to mantrim-se o viés setorial
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Do ponto de vista do esteredtipo neaclássica, tanto o viJs comercial quanto o vi~s setorial significam desvios em relaçSo ~
normalidade ''Heckscher-Ohlin'', o que coloca em xeque a atribuição de "right prices" e/ou "laisse~?:-f .. =dre" para as duas economias
asi~ticas. De qualquer forma, os casos de ''introversio''
exemplo, Argentina e Israel nas Tabe:·las supra-referidas) mostrariam desvios ainda mais acentuados:
(i) elevados vieses anti-exportaçio a nível global,
com
maior presença de setores com sub~Ídios efetivos negativos paraas
vendas externas;(ii) além de vieses setoriais mais fo}·tes em favor das atividades SI, embora com baixa dispersia entre estas, em decorr&ncia da alta proteçio ai generalizada.
Em tal contexto,
os
''desvios"' tedricos e empiricos na caracterizaçio de Cor~ia e Formosa tendem a ser tomados como no\·mais, sem importancia, dentro da comparacio entre os casos de ''extroversio'' e ''introversio'': independentemente da existincia, em ambos os casos, de promoçio industrial ou restriçio comercial, de seus tamanhos, dos graus de abertura correspondentes ao livre comél·cio1etc.,
na "introvel-são'" há um maior afastamento da alocaçio de 1-ecLtrsos locais em relação ao "padrio normal".A
nosso juÍzo, a discussão sobre as políticas comerciais manifesta o limite da primeira r~sposta ''desenvolvimentista'' ao repto neocl~ssico, por mais que tenha revelado o car~terestratigico assumido pelo com~rcio externo no dirigismo estatal dos dois PIRs asiáticos. Visto que os me1·cados int En-nac ionai s tendem a ser considerados, na ''nova'' ortodoxia, como em geral plenamente competitivos, a participaçio neles se torna um fator de ''disciplina·· e de recep~io dos sinais adequados de preços, na medida que as interfer&ncias governamentais teriam aí uma relativa impotincia. O pap(-;.~1 dos met-cados, pensados em
contl-aposi.ç:t~o ao Estado, SETia sempre maior nas F'E1 imL~nizando,
portanto, parcialmente a economia das distorç5es provocadas pelo
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"voluntal·ismo goVETnamental". Se este dificulta menos a pressio que os mercados exercem, deixando-os direcionar os recursos para o equilíbrio Hickscher-OhlinJ menos danosa~ a intervençio.
Neste sentido, LITTLE (19112) que, no caso asiático, a vigincia de um ''regime implÍcito de livre comircio para exportadores compensou em grande parte as "distOl-ç:Ões"
provocadas pelas medidas Pl-ote c ion i st as.
o
financiamento subsidiado ~s exportaç5es e a prÓpria canalizaçio do investimento externo para as atividades exportadoras, ao nio criarem clivagens entre as economias locais eo
resto-do-mundo, teriam exercido menor efeito desequilibrador.BALASSA
(1983) e RANIS&
ORROCK(1985) 1 POl" sua vez, enfatizam as dificuldades para o CO!IlPortamento rent-seekinfl diante da concon·ência com o extETiol-, dando lugar a efficiem:y-5eeking e- ~
tecnoldgico, enquanto KRUEGER (1985)
indu~io ao aprimoramento realça as dimens5es dos mercados internacionais como veículo para a obtençio de e-conomias de escala.
No
arcabouço da ''nova'' ortodoxia, torna-se inevitável a conclusão de que considera~5es sobre o dirigismo s~o secund~rias em relaç~o ~ política comercial praticada.A
compara~~o entre as políticas industriais de Coréia e Formosa nos anos setenta é ~m exemplo a esse respeito. Conforme mencionamos no prtm&:in:~ item, o uegr._=~.ding coreano tE-:m sido ainda maior que o de Formosa no período recente. Na década dos setenta, seu esforço de aprofundamento na ind~stria pesada j~ se dera de modo mais intenso e ambicioso que em sua vizinha Formosatamb~m dirigista, significando isso um maior ''voluntarismo'' de acordo com o figurino ortodoxo - c~nf'orme expresso nas taxas de jw·os e no 1"€-~Clll"SO à "poup;;u1ça" e:.'xte\·na.
A crise coreana na virada dos anos oite-nta~ explicada por
BALASSA
& WILL!AiíllON (f 987) comodesastrosos'' do uso de medidas fortes ''compelindo os produtores de bens
de
dos
pelo Presidente Park, consumo n~o-dur~vel a investir na engenharia pesada e na química na segunda metade dos anos set&~nta. ( ... ) Em 1979, as exporta,5es coreanas declinaram
em termos absolutos, enquanto as exportações dos demais
F'IR~;;do Leste
Asi~ticocontinuavam a crescer, e em 1980 a
Cor~iasofreu uma queda
de 57.no
PIBque só
podeparcialmente ser explicada pela safra agrícola ruim daquele ano e pelas incertezas políticas
que se seguiram ao assassinato da Presidente''(p.i3)(veja-se
tamb~m
a crítica de LITTLE, 1982>. Como observa CHANG (1990,
p.6-7),