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As dificuldades no reconhecimento das CEBs

CAPÍTULO II AS CEBs EM SANTA CATARINA

2.3 As dificuldades no reconhecimento das CEBs

Em 2006, o Instituto Teológico de Santa Catarina, ITESC, produziu um texto, talvez o único neste campo do Regional Sul IV, no qual procura refletir sobre a gênese, denominação e constituição das Comunidades Eclesiais de Base em Santa Catarina (WOLFF, 2006)51. Curiosamente não privilegia no título do trabalho a cunha CEBs, mas, “A Igreja nos Grupos de Família/Reflexão” (GF-R). Entretanto, em todo o texto relaciona estes Grupos com as CEBs, inclusive descreve todos os elementos constitutivos desse modo de ser católico. Afirma que se trata de encontro de pessoas cristãs, que geralmente se reúnem por vizinhança para refletir sobre a Bíblia; dialogar sobre a vida e a comunidade, orar e planejar ações na comunidade ou no próprio grupo. Reitera também que, as pessoas nesses Grupos possuem uma proximidade religiosa, social e, muitas vezes, familiar. Mostra uma diversificada base social de pessoas idosas, jovens, adolescentes, crianças, homens e mulheres. Diz ainda que, socialmente, os participantes dos GF-R são, em sua grande maioria, pessoas pobres, que habitam nos bairros das cidades e nas zonas rurais. E que, teologicamente, os GF-R compreendem- se como um espaço da vivência da fé no horizonte da Igreja Povo de Deus. Em síntese, os GF-R são grupos de oração, de reflexão, de ação (WOLFF, 2006, p. 3). Ou seja, todos os componentes da CEBs estão arrolados na descrição compreendida por GF-R, mas somente na última parte do trabalho aponta para “a relação GF-R-CEBs”, isto é, Grupo de Família, Grupo de Reflexão, Comunidade Eclesial de Base, mantendo no texto a distinção entre GF-R e CEBs. Relaciona as mesmas características teológicas, eclesiológicas, pastorais e metodológicas preferindo sustentar a diversidade destes grupos e um distanciamento entre ambos. Mas, não reconhece que esses Grupos são CEBs. Quando argumenta o distanciamento expõe a “paroquialização” dos GF-R como um fator limitador da autonomia na organização e a dependência institucional e financeira da paróquia. Como estratégia de superação deste fato, Wolff anuncia que “é

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Foi na Assembléia Regional de novembro de 1977 que as dioceses de Santa Catarina, reunidas em Chapecó, assumiram em seus Planos de Pastoral, a opção pelas Comunidades Eclesiais de Base, da qual fui membro participante, representando o Instituto Teológico de Santa Catarina.

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Ao consultar a biblioteca do Instituto Teológico de Santa Catarina fui surpreendido com o restrito número de fontes de pesquisa sobre CEBs no Brasil e em Santa Catarina.

preciso equilibrar a relação ‘paróquia-GF-R’ se quer que ele oriente um novo jeito de a Igreja ser CEB” (p. 40). Este argumento pode ser relativizado quando se sabe que a existência das CEBs em qualquer parte do país, nunca significou independência institucional ou autonomia financeira. Elas sempre estiveram vinculadas à paróquia e isto contou como elemento da constituição de sua identidade. Então, se os GF-R são identificados com os mesmo elementos que compõem uma CEB, por que não reconhecê-los e designá-los de CEBs?.

Wolff, ao referir-se à gênese destes Grupos em Santa Catarina, afirma que “faltam dados concretos que permitam responder as questões como: quando surgiu essa experiência? Em quais dioceses?” (p.2). O texto diz que

No Sul do Brasil (...) não se tem ainda uma experiência definida de CEBs, embora seja possível afirmar que traços dessa eclesiologia se fizeram e se fazem sentir em muitos ambientes. Essa é uma das razões pelas quais em nosso Regional se discute, ainda, a relação GF-R-CEBs – discussão essa para a qual parece não haver lugar na sua origem nordestina (WOLFF, 2006, p. 3).

Parece que há uma dificuldade de reconhecimento por parte dos religiosos especializados ou de parte significativa da Igreja em Santa Catarina em identificar nestes Grupos a presença das CEBs e conseqüentemente passam a denominá-las com diferentes nomes. Isto permite afirmar que o texto mencionado recolhe o debate e a natureza polêmica que possui a CEB no meio dos diferentes projetos de catolicismo existentes no interior das dez dioceses no Estado. Considero a seguir alguns elementos que podem explicar esse fato. Trata-se de um conjunto de fatores, ou melhor, um quadro complexo de acontecimentos que direcionam a prática religiosa dessa região onde as CEBs nunca ocuparam um lugar eminente.

O primeiro fator, de fundo cultural mais geral, residiria para Farias (2003) no fato da maior parte da população católica do Estado, sobretudo, a população da costa litorânea catarinense, originar-se mais acentuadamente da colonização européia realizada em meados do século XIX. Depois isto se desdobrou por movimentos migratórios de colonização internos de segunda e terceira geração realizados na primeira metade do século XX. Essas comunidades se estruturaram culturalmente ao redor de valores da tradição européia, com forte acento na preservação dos valores étnicos dos emigrantes originários, como família, religião, educação, trabalho52. Estes

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Além de abordar um breve histórico das principais colônias alemãs de Santa Catarina, revela como os imigrantes alemães e seus descendentes procuraram preservar nas colônias que formaram, seus hábitos,

grupos étnicos seriam mais refratários ao catolicismo das comunidades eclesiais de base e mais propensos à participação na comunidade tradicional, a comunidade paroquial enraizada no catolicismo romano europeu com forte presença e influência do clero.

Não desconsidero a presença de grupos étnicos de origem européia nas regiões do Oeste e da Serra Catarinense. Contudo, nessas regiões predominou a miscigenação do índio com o branco colonizador resultando a etnia luso-brasileira53. Foi lá que emergiu o “movimento”, denominado primeiramente de “Grupos de Reflexão”, para depois se disseminarem pelo Estado afora. Nos encontros da CNBB catarinense, bem como em minhas andanças pelo Oeste, sempre percebi a presença de um catolicismo menos institucionalizado, mais laico e uma hierarquia da Igreja, reservem-se as exceções, mais próxima da base social popular católica a impulsionar inúmeras práticas sociais54. Nesse fator é conveniente lembrar o fato de cada uma das dez dioceses de Santa Catarina configurar uma identidade condicionada por sua história, pela diversidade cultural, a condição sócio-econômica da população, as relações de poder na sociedade, a forma de governo e as diretrizes pastorais específicas imprimidas pela ideologia de cada bispo e seu grupo de assessores. Embora as dioceses se articulem no “conselho pastoral regional” ou em “assembléia pastoral regional”, cada uma detém autonomia para implementar as suas linhas de ação no local. Pesa, sobretudo no caso do “projeto das CEBs”, o modo como é assumido e implementado no projeto maior da diocese. Torna-se relevante considerar também, como cada contexto interno e externo descrito acima foi interpretado, assumido e quais estratégias foram desenvolvidas para recusar ou fortalecer a presença das CEBs no interior de cada diocese.

Se este fator não se constitui no mais importante, e não o é por certo, pode ser útil para se avaliar a adesão e o reconhecimento por parte da Igreja conservadora,

costumes e tradições como formas de manter a identidade. Entre os elementos de maior representatividade, especialmente no caso dos imigrantes alemães estabelecidos em São Ludgero, destacam-se o trabalho, a religião e a educação (FARIAS, 2003, p.57).

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“Luso-brasileiro” ou simplesmente “brasileiro” é um termo que muitos trabalhos acadêmicos vem utilizando em lugar de “caboclos”, um termo carregado de estereótipos. Ver os trabalhos de Serpa (1997), Locks (1998), Bloemer (2000).

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Ribeiro (1988) refere-se a nova prática social de inúmeros cristãos em Santa Catarina. Por trás das ações relatadas inúmeros são os participantes de CEBs: “quem pode negar o entusiasmo e as conquistas das mulheres agricultoras, da reconquista dos sindicatos apelegados, do Movimento dos Sem-terra, das ocupações pacíficas da terra, dos acampados etc.? Evidentemente, tais comportamentos novos dos cristãos não tem a explícita manifestação religiosa, e muito menos cúltica. Mas seriam essas as dimensões que o Senhor privilegiou ao ver seu rosto desfigurado? É doce ilusão perceber apenas alguns rostos saudáveis e rechonchudos de “loirinhos” alemães ou “gringos” italianos, que aos domingos vão a nossas igrejas, esquecidos muitas vezes que nossa fé continua durante a semana toda. A experiência da Fazenda do Burro Branco, a posse socializada da terra em Quilombo, o Projeto Vianei em Lages, a comercialização direita do peixe em Florianópolis, a quase centena de fornos comunitários (...) são outros modos de vivência cristã na recuperação da imagem de Deus” (p.69).

incluindo seus religiosos especializados que atualmente debatem sobre o fenômeno das CEBs no Estado. Pode também explicar o predomínio do modo de ser católico romano clericalizado, burocratizado, hierárquico e conservador que se verifica na maior parte das dioceses catarinenses.

Um segundo fator explicativo de maior relevância para a dificuldade de lidar com as CEBs e a diversidade de suas denominações identifico na conjuntura interna e externa que se viu a Igreja Católica após os anos 80. No contexto externo é sabido que no Brasil, o declínio do regime ditatorial é sucedido por um processo de redemocratização da sociedade. Novos sujeitos políticos individuais e coletivos emergem. Atividades antes desenvolvidas suplementarmente pela Igreja, passaram a ser assumidas por sindicatos combativos, movimentos sociais, movimentos de bairros, organizações não – governamentais e até partidos políticos “de esquerda” e classistas. Do ponto de vista do campo religioso brasileiro há também alterações profundas em conseqüência da expansão de igrejas neopentecostais ou de outras denominações constituindo uma “torre de Babel”, como afirma Brandão (2005), acompanhado do trânsito significativo de muitos católicos para outras religiões.

No contexto interno da Igreja instaura-se um movimento conservador desenvolvido a partir do pontificado de João Paulo II, o terceiro pontificado mais longo da história da instituição (1978-2005). Um papa que vem do leste europeu com forte influência nos processos de desestruturação dos regimes socialistas de 1989, ao mesmo tempo, combate valores e princípios que orientam a globalização neoliberal. Nessa posição intermediária, passa então a fortalecer o projeto identitário da Igreja com acento na disciplina e na doutrina católica, e com suas viagens pelo mundo constrói-se como um ator proeminente.

A Igreja no Brasil alinhou-se progressivamente às diretrizes de Roma. Com o enfraquecimento da CNBB, a Igreja realiza, entre outros aspectos, o rompimento institucional com a racionalização teórica da Teologia da Libertação concretizada na dinâmica e vitalidade das CEBs. Estas não mais foram vistas com simpatia por Roma, apenas tangencialmente. Não tiveram mais o lugar privilegiado que ocupavam na ação da conferência episcopal brasileira. Houve sim, um processo de “despolitização” da ação da Igreja até então parceira de movimentos sociais e outras iniciativas da sociedade civil através da pastoral popular. O setor progressista da hierarquia foi gradativamente sendo silenciado, uma maioria dele já fez história, em síntese, a Igreja voltou-se para dentro da igreja.

O projeto das CEBs, que nunca foi hegemônico na Igreja pelo país e em Santa Catarina ocupava um lugar marginal e desprestigiado, vai encontrar mais resistência em antigos e novos setores da Igreja conservadora. Isto não significa que as CEBs desapareçam ou sucumbam na prática de muitos religiosos e parte do laicato. É um projeto que sempre disputou espaço com outros modos de ser católico no interior da instituição. Como afirmou um informante em meu trabalho de campo, um sujeito profissional ideólogo e acompanhante dessas Comunidades em Lages desde os anos 80, “quando se fala em CEBs em Santa Catarina não se pode ignorar o conflito existente na instituição por abrigar em sua prática diferentes projetos eclesiológicos” (de direita ou de esquerda) (I.G.; 63 anos)55. Por certo, esta situação fomentou discussões e polemizou ainda mais o significado das CEBs para os diferentes sujeitos à frente das dioceses no Estado. Na verdade as CEBs, que historicamente encontram dificuldades no seu reconhecimento pelos representantes da hierarquia no Regional Sul IV ao longo dos seus trinta anos, como mostra Wolff (2006), agora se confrontam com um movimento neo-romanizador.

Nessa região, nos últimos anos a Igreja como um todo seguiu com mais intensidade no embalo das diretrizes da Conferência Nacional assumindo o movimento conservador. Os bispos, rigorosamente, agora não faltavam mais às visitas “ad limina” em Roma, a obrigação de cinco em cinco anos de prestarem relatórios escritos de suas atividades na presença do papa. Os seminários de Santa Catarina, ainda recordo, foram literalmente passados em revista. Dom Ivo Lorscheiter, nomeado pelo Vaticano, passa a avaliar metodologias, conteúdos doutrinários, enfim, as orientações oferecidas em cada seminário menor e maior de Santa Catarina. Nesse período houve também novas indicações de bispos que assumem suas dioceses alinhados às diretrizes romanas que por sua vez passam para os documentos da CNBB. Uma destas nomeações delineia em grande parte os rumos da Igreja catarinense desde a Arquidiocese56. Não será obra do acaso nem fortuita, a posteriori, o fato do arcebispo catarinense desta época ser nomeado por Roma, Cardeal no Rio de Janeiro. Nessa conjuntura extremamente desfavorável o projeto da igreja dos pobres concretizada nas CEBs no Regional Sul IV,

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Ao longo desse trabalho os informantes são identificados pelas iniciais de seus nomes, sexo, idade e papel que ocupam em relação ao objeto de investigação, os GF-CEBs em Lages.

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O Pe. Wilson Groh foi um dos membros do clero rigorosamente “monitorado” pelo arcebispo. Seus depoimentos podem ser encontrados no trabalho de Araújo (2004, p.76). Juntamente com Pe. Wilson, quando fui convidado pelo diretor do ITESC para ministrar um curso de “Instrumentos de Análise de Realidade”, fomos proibidos de atuar naquele Instituto. Comunicação realizada pelo diretor por recomendação do arcebispo metropolitano em meados de 1998.

reitero, não se extingue, ao contrário, é sempre lembrado nos planos pastorais dos últimos anos, entretanto, não goza da predileção da maior parte dos representantes da hierarquia da Igreja Católica catarinense. A prova cabal dessa constatação pode estar no fato emblemático de que no 10º. Encontro Estadual de CEBs de Santa Catarina, em 2008, que reuniu oitocentos delegados de CEBs, contou com a participação de três bispos, dentre dez: o anfitrião de Lages, o representante de Chapecó e o da diocese de Criciúma57.

Já observei o fenômeno das diferentes denominações que a CEB recebe nas dioceses de Santa Catarina, incluindo o universo desta pesquisa. A antropologia conhece o sentido e o poder da nominação. Quem nomeia institui, determina e legitima coisa, instituição ou um sujeito social. Uma das estratégias utilizadas na Igreja em Santa Catarina pode ter sido o uso de diferentes terminologias para identificar ou ocultar a presença da CEB na diocese.

Numa primeira interpretação pode-se imaginar que a algumas dioceses catarinenses, utilizando uma estratégia de preservação das CEBs, não mais interessou designá-las pelo seu nome de origem consagrado nacionalmente. Mais importante seria operacionalizar os elementos que configuram uma CEB, podendo ser denominada por outro nome, assim como opera um apelido que identifica um indivíduo por um determinado grupo social. Neste sentido, a Igreja Progressista estaria assumindo a CEB com todos os seus componentes, mas as denominou de “Grupos de Reflexão” como fez Chapecó. Em outra interpretação admito que na medida em que diante do projeto das CEBs se estabeleceram na Igreja catarinense movimentos internos progressistas e conservadores, o termo CEBs esteve relacionado a muitos preconceitos e por isto foi associado a conotações pejorativas. Numa expressão, foi compreendido como “uma igreja paralela” à institucional, quando não confundido com movimento social ou organização político-partidária, derivado do engajamento social de muitos participantes destas Comunidades. Daí não é necessário mais esforço para se compreender as diferentes nomenclaturas utilizadas pelos sujeitos religiosos de Santa Catarina para se referirem às CEBs com as denominações de “Grupos de Reflexão”, “Círculo Bíblico”, “Grupo de Famílias-CEBs”. O texto de Wolff (2006) afirma que “estes Grupos são Igreja”, parecendo uma estratégia para quem não tem interesse em perdê-los, mas afirma em seguida que “aqui no sul não existem CEBs”. Ou seja, se esse autor

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representa o pensamento dos teólogos, bispos e outros segmentos da Igreja Católica de Santa Catarina, dado que é um texto que saiu em nome do ITESC, é preciso cautela quando se deseja investigar a presença e atuação desse modo de ser católico nessas dioceses. A denominação dessas Comunidades pode estar indicando diferentes “projetos eclesiológicos” em cada uma das dioceses, conservadores ou progressistas.

A diocese de Lages, ao longo do desenvolvimento dessas organizações, também as denominou por diferentes nomenclaturas como ver-se-á mais à frente. Hoje, vem trabalhando com a designação Grupo de Família-CEBs. Ou seja, gradativamente os sujeitos religiosos envolvidos no universo desta pesquisa admitem oficialmente nestes Grupos a concretude do projeto das Comunidades Eclesiais de Base como se encontra descrito nas Diretrizes e Orientações da Ação Evangelização da diocese desde 2000, estendido também para o quatriênio 2005/2009. Mas, como observei, não é reconhecida como CEBs no texto elaborado pelo Regional Sul IV.

Em suma, diferentes designações para CEBs existentes em Santa Catarina serviram ou podem estar servindo atualmente para instituir e revelar diferentes projetos eclesiológicos implementados em cada diocese. Elas compõem também parte da estratégia de poder estabelecido dentro de cada instituição, merecendo um estudo específico e detalhado a parte. Se a denominação indica a natureza de um grupo, ele tanto pode ser útil para instituir a permanência da estrutura de uma CEB como pode instituir um substituto, desvestido das características das CEBs neste último caso, a perspectiva de Wolff (2006) seria coerente em reconhecer um movimento na direção conservadora da Igreja catarinense.