3. GOVERNO ELETRÔNICO
3.2. ESTRATÉGIAS DE GOVERNO ELETRÔNICO 1 Marco Inicial
3.2.2. As Diretrizes do Governo Eletrônico no Brasil
O projeto de Governo Eletrônico do Brasil está fundamentado em sete diretrizes estratégicas, são elas:
1 - A prioridade do Governo Eletrônico é a promoção da cidadania; 2 - A Inclusão Digital é indissociável do Governo Eletrônico;
3 - O Software Livre é um recurso estratégico para a implementação do Governo Eletrônico;
4 - A gestão do conhecimento é um instrumento estratégico de articulação e gestão das políticas públicas do Governo Eletrônico;
5 - O Governo Eletrônico deve racionalizar o uso de recursos;
6 - O Governo Eletrônico deve contar com um arcabouço integrado de políticas, sistemas, padrões e normas;
7 - Integração das ações de Governo Eletrônico com outros níveis de governo e outros poderes.
(Disponível em: <http://www.governoeletronico.gov.br/ o-gov.br/principios>. Acesso em: 12 mar. 2009.)
Estas diretrizes estão baseadas em três componentes estratégicos básicos: a) Programa Nacional de Governo Eletrônico (e-serviços)
Para o Governo Federal, o principal alvo de entrega de serviços eletrônicos é o cidadão e não mais os órgãos do Governo Federal ou serviços mais fáceis de serem implementados. Para os cidadãos o que interessa é receber o serviço com o mínimo de custo e tempo; pouco importa saber quais órgãos do governo estão envolvidos. Segundo Loch, estas ações vem sendo desenvolvidas com as seguintes diretrizes estratégicas:
- Implantar de forma unificada serviços por meios eletrônicos no Governo Federal;
- Integrar outros níveis de governo na prestação de serviços;
- Desenvolver e-serviços orientados por eventos da vida dos cidadãos e demais setores sociais;
- Definir e implantar padrões de usabilidade e acessibilidade para e-serviços; - Definir canais de entrega para o conjunto da população;
- Avaliar e monitorar a evolução de e-serviços em âmbito nacional a partir de melhores práticas. In: UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Governo Eletrônico: estratégias de elaboração, desenvolvimento e implementação de projetos. 2ª edição. Palhoça: Unisulvirtual, 2008. p. 143.
Para tanto, o governo realiza o Diagnóstico Nacional de Governo Eletrônico que busca identificar as cadeias de relacionamento, mapear a oferta e a demanda de interações e definir os múltiplos canais de relacionamento dos cidadãos e das empresas com os governos.
Com base nesses resultados de diagnóstico, o Governo Eletrônico identifica como ações estratégicas:
O Estabelecimentos de um portifólio de e-serviços relacionados a direitos e obrigações que incremente a prestação de serviços por meios eletrônicos, o controle social e a participação popular;
A instituição de uma Agenda de Serviços Interoperáveis para cidadãos e empresas que integre governos locais, estaduais e Governo Federal;
A consolidação de um plano nacional para a implantação de serviços de Governo Eletrônico;
A análise de melhores práticas de Governo Eletrônico em âmbito nacional com indicadores públicos de qualidade. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Governo Eletrônico: estratégias de elaboração, desenvolvimento e implementação de projetos. 2ª edição. Palhoça: Unisulvirtual, 2008. p. 144.
b) Programa Brasileiro de Inclusão Digital
O governo brasileiro tem como uma das prerrogativas que a inclusão social é um processo indissociável do Governo Eletrônico.
A inclusão digital é pode ser entendida como acesso universal ao uso das tecnologias de informação e comunicação e ususfruto universal dos benefícios trazidos por essas tecnologias. A inclusão digital bem como a produção de conhecimento são fatores fundamentais para o desenvolvimento econômico, cultural, político e social do país. In: UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Governo Eletrônico: estratégias de elaboração, desenvolvimento e implementação de projetos. 2ª edição. Palhoça: Unisulvirtual, 2008. p. 144 e 145.
Este programa visa promover:
- O acesso às tecnologias da informação e comunicação entre as classes C,D, e E da população;
- A integração e coordenação das ações de inclusão digital;
- A indução e o fomento para a criação de espaços públicos de acesso comunitário por governos municipais, estaduais, iniciativa privada e sociedade civil;
- Estímulo à política pública de inclusão digital.
Em função das condições atuais do Brasil, a política de Governo Eletrônico “não promove o acesso individual a internet e sim a criação de uma infra-estrutura
pública para ampliar o acesso à rede mundial de computadores aos setores impedidos de ter acesso individual”. In: UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA.
Governo Eletrônico: estratégias de elaboração, desenvolvimento e implementação de projetos. 2ª edição. Palhoça: Unisulvirtual, 2008. p. 145.
c) Padrões de Interoperabilidade (e-PING) A interoperabilidade pode ser definida como:
Para o Comitê Executivo do Governo Eletrônico – CEGE, interoperabilidade pode ser entendida como sendo a soma de fatores como a integração de sistemas, a integração de redes, a troca de dados entre sistemas e a definição de tecnologia, considerando também, a existência de um legado de sistemas, de plataformas de hardware e sofware instaladas. UNIVERSIDADE DO SUL DE SANTA CATARINA. Governo Eletrônico: estratégias de elaboração, desenvolvimento e implementação de projetos. 2ª edição. Palhoça: Unisulvirtual, 2008. p. 145.
Ou ainda:
A arquitetura e-PING – Padrões de Interoperabilidade de Governo Eletrônico – define um conjunto mínimo de premissas, políticas e especificações
técnicas que regulamentam a utilização de tecnologia de informação e comunicação na interoperabilidade de serviços de governo eletrônico, estabelecendo as condições de interação com os demais poderes e esferas de governo e com a sociedade em geral. (Disponível em: <http://www.governoeletronico.gov.br/acoes-e-projetos/e-ping-padroes-de- interoperabilidade>. Acesso em: 16 mar. 2009.)
As áreas cobertas pela arquitetura e-PING estão segmentadas em: - interconexão;
- segurança; - meios de acesso;
- organização e intercâmbio de informações; - áreas de integração para Governo Eletrônico.
E cada um destes segmentos contém um conjunto de políticas técnicas de aplicações.
O Brasil está num processo de padronização e conectividade, com uma forte política para a integração de todos os serviços do governo, nas esferas federal, estadual e municipal e também de inclusão digital, através da implantação de locais de acesso à internet em todo o país.
O Governo brasileiro enfatiza a política de Governo Eletrônico como sendo um facilitador da economia, referindo-se aos portais de compra e contratações entre outros serviços públicos on-line e também como suporte da democracia, referindo-se aos mecanismos de fiscalização da gestão pública.