1Instituto BioSegredo; 2Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP – São Paulo, SP,
Brasil.
Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
70 Introdução: A Organização Mundial de Saúde (OMS), através do documento “Estratégia da OMS sobre Medicina Tradicional 2002/2005”, vem estimulando o uso de Terapias Integrativas e Complementares, seu uso de forma racional, segura, eficaz e com qualidade. O Ministério da Saúde (Brasil, 2006), seguindo as diretrizes da OMS, aprovou em maio de 2006 a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares de Saúde (PNPICS) no Sistema Único de Saúde. Portanto, oNúcleo de Segurança, Higiene e Medicina do Trabalho (NHSMT) e juntamente com a facilitadora de Reiki da Regional de Taguatinga, iniciaram o processo de associação da Prática Integrativa de Saúde (PIS) Reikipara o tratamento dos servidores com restrições laborais no Ambulatório do Hospital Regional de Taguatinga (HRT) em abril de 2013, visando prevenção de doenças e promoção da saúde. Posteriormente, observar se houve a manutenção dos benefícios adquiridos com o Reiki, redução do número de restrições laborais e licenças médicas dos mesmos. Objetivos: Este projeto visa ofertar Reiki para promover melhorias nos hábitos saudáveis dos sujeitos, sendo esse processo de responsabilidade do Estado e do servidor no autocuidado. Método: Os sujeitos deste estudo foram 38 servidores com afecções álgicas, osteomusculares e/ou afecções psicossomáticas com e sem protocolo de inscrição no NSHMT;atendidos entre os meses de abril de 2013 e fevereiro de 2014. Esses servidores foram encaminhados pelo NSHMT após consultas médicas/enfermagem, onde são solicitados exames laboratoriais e outros exames complementares conforme categoria profissional, sexo e idade; seguidas de avaliação das condições de saúde do servidor. Foram realizadas entrevistas, preenchimento do termo de consentimento, informações das condutas realizadas e quantidade de atendimento, esses procedimentos foram constituídos por seis etapas distintas. Resultados: Os resultados encontrados neste estudo com os 38 (100%) dos servidores participantes foram de melhora das crises álgicas, físicas e/ou emocionais em níveis diferenciados, logo após receberem atendimento de Reiki. Conclusão: Acredita‐se que este protocolo de atendimento de Reiki fornecerá instrumentospara manter e monitorar o autocuidado dos servidores dessa Regional. Recomendamos a necessidade de se investir mais em pesquisas e estudos acerca de tais temas e ampliar o atendimento aos demais servidores do DF.
REIKI: TOQUE TERAPÊUTICO, PREVENÇÃO E PROMOÇÃO À
SAÚDE DOS TRABALHADORES NA REGIÃO DE
TAGUATINGA/DF
CHRISTIANO CLL, SILVA CD, GALLERANI MG
Secretaria de Saúde do Distrito Federal, Brasília, DF, Brasil. E‐mail: [email protected]Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
71 Introdução: A meditação é um conjunto de técnicas milenares ligadas à atenção e auto‐observação. Cientificamente, a meditação possui prática individual constante e definida, relaxamento psicofísico e lógico e um “foco” ou “âncora” para a atenção. Sob essa orientação, a meditação pode ser importante no ambiente escolar, com promissores resultados. Objetivo: Esta pesquisa investigou interações e comportamentos (movimentos) de alunos de EJA (Educação de Jovens e Adultos) com uma meditação específica em sala de aula. Metodologia: Investigaram‐se 57 alunos em Rio Claro‐SP por dois meses. A meditação ocorreu por 5 minutos no início das aulas em dias alternados. Os alunos responderam a questionários socioeconômicos, para avaliar a similaridade entre grupos teste (meditação específica) e controle (respiração “normal”), e questionários sobre a prática meditativa. Todos os encontros foram filmados. Resultados: A análise das respostas evidenciou grupos teste e controle similares. Os alunos que meditaram associaram a prática com bem‐estar, calma, relaxamento, atenção, memória e tranquilidade e ainda se mostraram mais interessados e motivados do que os alunos que respiraram normalmente conforme comparação dos relatos nos questionários. As filmagens foram estatisticamente significativas (P=0,005) quanto ao comportamento, avaliado pelo número de movimentos corporais e dos olhos de cada aluno. Assim, alunos que meditaram ficaram menos agitados (apresentando 46% dos movimentos do grupo controle) e mais confiantes para fechar os olhos durante toda a prática. Conclusão: Os resultados evidenciam que a meditação foi importante ao diminuir a agitação no início das aulas, promoverem maior calma e concentração nos praticantes e trabalhar questões de fundo emocional conforme respostas dos questionários. As filmagens demonstraram ainda que a interação com a meditação foi positiva para os alunos minimizando a agitação. Assim, a meditação pode ser útil na manutenção do estresse e promoção do bem‐estar no início das aulas. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa da Unesp (protocolo 7225) em 16/03/2012. Palavras‐chave: Meditação. Educação. Educação de Jovens e Adultos (EJA).
INVESTIGAÇÃO DA PRÁTICA MEDITATIVA EM DUAS
ESCOLAS DE RIO CLARO‐SP
DENARDO TAGB, PECHULA MR
Instituto de Biociências de Rio Claro, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho – UNESP, Rio Claro, sp, Brasil. E‐mails: thierry‐[email protected], [email protected]Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
72 Introdução: A maior parte dos problemas de saúde na cidade de São Paulo se refere às doenças e agravos não transmissíveis, como doenças cardiovasculares, respiratórias, oncológicas e transtornos mentais. A incorporação de grupos de práticas corporais e meditativas na rede pública de saúde representa uma medida preventiva e de promoção de saúde em relação a tais agravos, e são desenvolvidas por diversas categorias de profissionais que atuam nos serviços de saúde. O Ministério da Saúde (MS) aprovou a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), dentro das quais encontram‐se inseridas as práticas corporais no Sistema Único de Saúde (SUS). Esta política, de caráter nacional, recomenda a adoção pelas Secretarias de Saúde dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, da implantação e implementação das ações e serviços relativos às Práticas Integrativas e Complementares. Objetivo: Realizar o levantamento das categorias dos profissionais de saúde que conduzem os grupos e atuam como instrutores, e identificar as modalidades dos grupos de práticas corporais ofertados nos diversos serviços de saúde da Supervisão Técnica de Saúde Butantã (STS Butantã) da Coordenadoria Regional de Saúde Centro Oeste. Metodologia: A partir de base de dados da STS Butantã identificamos os grupos de práticas corporais dos diversos serviços de saúde. Foram quantificados os grupos por modalidades e as categorias profissionais dos envolvidos no ensino destas práticas. Resultados: 66 profissionais atuam como instrutores de práticas corporais dentre agentes comunitários de saúde, psicólogos, assistentes sociais, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, técnicos administrativos, médicos, educadores físicos, auxiliares de enfermagem. Estes ofertam nos serviços de saúde da STS Butantã 69 grupos de práticas das modalidades: tai chi pai lin, lian gong, caminhada, dança e alongamento/relaxamento. Conclusão: A realização na maioria das Unidades Básicas de Saúde da STS Butantã de grupos de práticas corporais, com envolvimento de diversos profissionais de saúde, demonstra a consolidação destas práticas no SUS no município de São Paulo.
GRUPOS DE PRÁTICAS CORPORAIS E MEDITATIVAS DA
No documento
ANAIS DO 4° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE MEDICINAS TRADICIONAIS E PRÁTICAS CONTEMPLATIVAS
(páginas 51-54)