MENTAL
TAKEDA OH
1, MEDEIROS RS
1, CRUZ MS
1, NASCIMENTO MHF
1,
SCANAVINO MT
1, SANT RD
1, MONEZI R
2, BATISTA EC
21Instituto de Psiquiatria do Hospital de Clínicas da Faculdade de Medicina da
Universidade de São Paulo – Ipq‐HCFMUSP, São Paulo, SP, Brasil. 2Universidade
Federal de São Paulo – UNIFESP, São Paulo, SP, Brasil. E‐mail: Osvaldo Hakio Takeda ([email protected])
Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
55 Introdução: A acupuntura vem sendo utilizada como terapia complementar por enfermeiras(os) com o objetivo de ampliar o cuidado ofertado. Na oncologia, ela tem apresentado bons resultados no tratamento dos desconfortos físicos, todavia, são escassas as pesquisas quanto aos seus efeitos sobre a dimensão espiritual. Objetivo: Identificar, a partir da teoria transpessoal de Jean Watson e Ken Wilber, a vivência de experiências espirituais de pacientes oncológicos submetidos à acupuntura e avaliar a técnica como prática complementar do cuidado de enfermagem. Metodologia: Trata‐se de Investigação qualitativa e exploratória, realizada em instituição da Zona da Mata Mineira, no ambulatório de radioterapia, de agosto a outubro de 2013. Treze pacientes do sexo feminino foram submetidas a dez sessões de acupuntura com duração de trinta minutos, três vezes na semana, aplicadas pela pesquisadora. O método utilizado foi o agulhamento de pontos relacionados ao aspecto mental e espiritual (B42, B44, B47, B49 e B52). Foi aplicada uma entrevista semi‐estruturada antes e após dez sessões. Os depoimentos foram gravados e posteriormente transcritos. A coleta de dados ocorreu após aprovação do projeto no CEP – Plataforma Brasil e na Instituição. Resultados: Na primeira categoria (A vivência de experiências transformadoras), a maioria das entrevistadas relatou momentos de paz profunda e relaxamento, além da remissão de quadros álgicos e outros desconfortos físicos. Na segunda categoria (O redescobrimento: uma nova forma de ‘Ser’), os relatos apontaram para novas possibilidades de ‘Ser’; como aceitar, perdoar e adaptar‐se. Segundo a teoria transpessoal, tais resultados são possibilidades sempre presentes quando se realiza um movimento de expansão da consciência, do universo restrito do ego para o ampliado transcendental. Conclusão: A acupuntura mostrou‐se positiva no cuidado direcionado à espiritualidade e se sugerem mais estudos para se conhecerem os efeitos da técnica como complementar ao tratamento convencional do paciente oncológico na dimensão espiritual.
ACUPUNTURA NO CUIDADO ESPIRITUAL DE ENFERMAGEM
AO PACIENTE ONCOLÓGICO: VIVÊNCIA DE EXPERIÊNCIAS
TRANSPESSOAIS
RESENDE TM, FERNANDES BM
Faculdade de Enfermagem, Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF, Juiz de Fora, MG, Brasil. E‐mail: [email protected]Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
56 Introdução: Na concepção religiosa afro‐brasileira, o bom estado de saúde de um indivíduo revela‐se na sua capacidade de realização plena; do pensar, sentir e agir de forma equilibrada e harmoniosa. Isto se deve a um princípio energético vitalizador que denominam axé. A fonte de tal princípio encontra‐se nos reinos da natureza em conexão com as divindades. Objetivo: Propomos neste trabalho levantar dados demonstrativos da conexão entre a planta Dicksonia sellowiana H, B. K, orixá e axé. Consideramos a função simbólica do vegetal tomando por base conceitos antropológicos e semióticos. Metodologia: Iniciamos com observação empírica das características anatômicas da planta, em trabalho de campo, documentado em fotografias e relatórios. Posteriormente, correlacionamos tais representações do vegetal aos elementos simbólicos do orixá Nanã, embasada na concepção teológica da divindade sob três aspectos: Narrativa mítica, sistema simbólico e as práticas rito litúrgicas. Usamos como referência a pesquisa realizada pelo antropólogo José Flávio de Barros com o uso desta planta em casas de tradição jêje‐Nagô. Resultado: Ambas, planta e orixá encontram‐se associadas aos primórdios da criação. Dicksonia é a ancestre dentre os vegetais. Associamos o ibiri símbolo de Nanã ao Báculo da planta, estruturas em forma de bastão. Conclusão: Ao verificarmos a similaridade entre as características anatomo‐fisiológicas da planta e os atributos da divindade vimos que esta relação se concretiza com o uso ritual em forma de banhos com finalidade específica dentro da tradição do axé.
SIMBOLOGIA VEGETAL NO RITUAL DO AXÉ, A FONTE DA
VITALIDADE
SANTOS WVL
Curso de História da Ciência, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP, São Paulo, SP, Brasil. E‐mail: [email protected]Revista de Pesquisa e Inovacao Farmacêutica. São Paulo, 2014 mai; 6 Supl1:
57 Introdução: O método clínico centrado na pessoa (MCCP) é uma proposta de reorientação da prática médica que identifica um distanciamento da medicina moderna da experiência das pessoas doentes. Para superar este distanciamento, o MCCP propõe um novo método clínico, que possui, entre suas principais referências, escolas da psicologia moderna ocidental. Objetivo: Analisar possíveis contribuições para o MCCP de uma escola de pensamento oriental, o budismo tibetano, na perspectiva delineada por Tenzin Gyatso, o XIV Dalai Lama. Método: Este é um estudo hermenêutico em que são exploradas as convergências e complementariedades de duas obras: Medicina centrada na pessoa: transformando o método clínico e Beyond religion: ethics for a whole world. Resultados: O MCCP e a abordagem ética do Dalai Lama compartilham um objetivo comum: uma compreensão e um manejo não reducionistas do sofrimento humano. O MCCP tem como foco os processos individuais de adoecimento, enquanto, na ética secular do Dalai Lama, trata‐se de problemas coletivos derivados de questões sociais contemporâneas. Em ambos os casos, identifica‐se, como movimento analítico inicial, a necessidade de reconhecer e valorizar aspectos internos e subjetivos da experiência humana. Num segundo momento, encontra‐se o desenvolvimento da compaixão, como uma possibilidade para lidar com esta dimensão menos material e mais interna do nosso sofrimento comum. O desenvolvimento da compaixão tem como fundamento o autoconhecimento e a promoção de valores internos e sentimentos de implicação positiva com o sofrimento do outro. Como recurso para estabelecer uma base interior compassiva, o Dalai Lama propõe o cultivo de estados mentais positivos e “deixar passar” os estados mentais perturbadores, permanecendo atentos a nossos padrões de comportamentos, pensamentos e sentimentos. Conclusão: O pensamento do Dalai Lama oferece tanto fundamentos filosóficos quanto indicações práticas para promoção de uma atitude de cuidado compassivo. Esta atitude pode ser sugerida com um dos fundamentos operativos do método clínico centrado na pessoa. As sugestões práticas podem ser usadas por médicos e pacientes e seus resultados poderão ser avaliados em estudos posteriores.
ÉTICA SECULAR E CUIDADO COMPASSIVO: CONTRIBUIÇÕES
No documento
ANAIS DO 4° SIMPÓSIO INTERNACIONAL DE MEDICINAS TRADICIONAIS E PRÁTICAS CONTEMPLATIVAS
(páginas 36-39)