Quando Marx (2006) se dedica a análise histórica da ação de classe no âmbito da dimensão política, verifica-a como ator coletivo. Suas preferências se conectam diretamente ao interesse compartilhado por seus membros. A ação de classe revela o objetivo em ver alcançado tais propósitos e, a despeito de erros táticos na condução de sua luta, possuem clareza da finalidade que pretende atingir. O que se apreende de Marx é que a manifestação política de classe é efetiva, porém diversa, se expressa na luta social por ela protagonizada ou através de intermediários, como organizações, partidos, um indivíduo poderoso ou o próprio Estado. Contudo, as conexões entre a estrutura de classes, seus interesses, sua subjetividade compartilhada e a passagem à ação constituem um conjunto mais complexo e multifacetado que o proposto por ele. Requer uma compreensão mais sofisticada que seja capaz de
responder não apenas a ocorrência da ação, mas também a sua não ocorrência. De acordo com Figueiredo Santos (2002), Erik Olin Wright desenvolve um esquema
de classes teoricamente mais abrangente, que serve como orientação para diversos planos de pesquisas empíricas. Segundo o autor, tal esquema parte de uma determinada concepção de
estrutura de classes que cria as condições necessária para mapear suas constâncias e variações.
Wright (1985, 1992) distingue dois níveis da análise de classe, um mais abstrato outro mais concreto, e três dimensões, estrutura, formação e a consciência de classe. No que diz respeito aos níveis de abstração, o autor caracteriza como nível de maior abstração aquele que toma as classes como tipos puros e que se relaciona ao plano dos modos de produção. No nível intermediário de abstração, a formação social é tida como a combinação concreta de distintos modos de produção e diferentes relações de produção. No nível mais concreto é aonde se realiza a análise conjuntural, desde seus detalhes institucionais objetivos até os fatores contingentes em disputa. É neste nível que se situam os estudos sobre vinculação entre práticas e relações de classe, plano da avaliação da segmentação de mercado, sindicalização e da formação dos partidos representantes de classe.
O plano da estrutura de classes diz respeito às estruturas de relações sociais na qual os indivíduos estão imersos e que determinam seus interesses de classe. Trata-se de um conjunto de lugares vazios ocupados por indivíduos ou famílias. A formação de classe, por sua vez, refere-se à constituição de coletividades organizadas dentro da estrutura de classes com base nos interesses determinados estruturalmente e que são forjadas como coletividade nas lutas. Enquanto a estrutura define relações entre classes, a formação enquadra as relações dentro das classes (WRIGHT, 1985). Para conectar os conceitos de estrutura e formação de classe é necessário adotar como nível de abstração o plano relativamente concreto e de nível micro (WRIGHT, 1992). A consciência, por sua vez, figura como sendo o conjunto de aspectos cognitivos alcançáveis pelos indivíduos e que tem relação objetiva com a configuração das classes.
O tema da estrutura de classe é conceitualmente central para clarificar a lógica global da análise do tema. Segundo Wright (1992), o empreendimento de elaborar tal categoria deve considerar os níveis macro e micro de agregações dos fenômenos sociais designados pelo conceito. No nível macro, é descrita uma propriedade crucial das sociedades no seu conjunto, enquanto no micro define-se um conjunto de posições ocupadas por indivíduos. Segundo o autor “estar en una posición de clase es estar sometido a un conjunto de mecanismos que inciden directamente en las vidas de los indivíduos conforme toman decisiones y actúan en el mundo” (WRIGHT, 1992, p. 25). Ou seja, no nível micro, a estrutura de classe se estabelece como um conjunto de mecanismos que afetam diretamente os indivíduos que ocupam determinadas posições de classe. Tal conceito, como aqui é tratado, objetiva permitir
identificar os diversos modos em que os indivíduos são afetados pela estrutura social, permitindo compreender como os contextos macroestruturais constrangem processos pertencentes ao plano individual, assim como abre uma chave explicativa para perceber como a atuação política individual no nível micro afeta os estados macroestruturais.
Portanto, a definição de classe requer estabelecer mecanismos. No marxismo, a estrutura de classes designa mecanismos reais, processos causais que existem independente da teoria, de maneira que a compreensão da estrutura de classe se refere a especificação dos tipos de efeitos diretos que se supõem terem sido produzidos pelos mecanismos estruturais de classe.
A relação social de exploração é o conceito chave que determina a estrutura de classe. De forma que as classes específicas nesta estrutura são definidas por sua posição em tais relações sociais. Porém, uma leitura equivocada é conceber que a exploração produz um único efeito. Diferentemente, o complexo conjunto de mecanismos interconectados que configuram as relações de produção geram efeitos diversos. Na tradição marxista, os efeitos mais destacados gerados diretamente pelos mecanismos estruturais de classe são os interesses materiais, a experiência vivida e a capacidade de ação coletiva. Não significa que a classe por si mesma explique a subjetividade dos interesses materiais ou as formas de consciência arraigadas na experiência vivida, nem tão pouco a organização coletiva e ação de classe. Para compreende-los é necessário considerar múltiplos mecanismos distintos, não apenas os estruturais e de classe. Porém, ao explicar fenômenos empíricos, verifica-se como tais mecanismos de classe interferem nos três. Para a elaboração de conceito concreto de nível micro de estrutura de classes, dentre os três, o autor julga mais adequado convergir atenção primariamente para o plano dos interesses materiais (WRIGHT, 1992).
As relações sociais de produção determinam um conjunto de mecanismos mediante aos quais os indivíduos conseguem ter acesso aos recursos materiais e aos produtos sociais gerados com tais recursos. Compreendendo que o “interesse” pode ser caracterizado como intrínseco quando diz respeito aos fins objetivados e instrumentais quando se refere aos objetivos associados aos meios empregados para alcançá-lo, os mecanismos supracitados se ligam, segundo Wright, a dois tipos de interesses materiais instrumentais: aqueles vinculados ao bem-estar econômico e os relacionados ao poder econômico. O autor define o primeiro como sendo o alcance de uma situação mais favorável na relação entre trabalho-ócio-renda. Em outras palavras, o interesse de classe no que diz respeito ao bem-estar econômico é determinado pelo que a pessoa deve fazer para obter determinado nível de bem-estar
econômico, ou seja, pelos mecanismos geradores de bem-estar, o que não é sinônimo do resultado em termos de consumo. Consequentemente, o interesse comum de classe consiste no fato de que indivíduos de uma mesma classe, em virtude de sua relação com os mecanismos subjacentes inseridos nas relações sociais de produção enfrentam a mesma estrutura geral de escolhas e objetivos estratégicos quando buscam promover seu bem-estar econômico.
No caso do poder econômico, Wright afirma que as relações sociais de produção distribuem uma forma fundamental de poder que é o controle sobre o excedente. De posse de tal controle obtém-se a capacidade de constranger alternativas sociais e políticas (WRGIHT, 1992). Por exemplo, na seção em que será tratado o tema da autonomia relativa do Estado, se verá que o controle capitalista privado sobre o excedente impõe limites ao exercício potencial do poder político de Estado. Esta dimensão clarifica o fato de interesses materiais estarem ligados aos aspectos básicos do poder social, não se limitando ao destino dos possuidores e despossuídos deste recurso.
De acordo com Wright (1985), a definição do conceito classe se liga ao conceito de exploração cuja base material é a distribuição desigual de bens produtivos, designado como “relações de propriedade”. Segundo o autor, os interesses relacionados ao bem-estar econômico e de poder econômico estão conectados ao conceito de exploração. Para ele, “la exploración define un conjunto de mecanismos que ayudan a explicar tanto la distribución del bienestar económico como la distribución del poder econômico” (WRIGHT, 1992, p. 37). O que significa afirmar que, em virtude da apropriação do excedente, os exploradores são capazes de obter níveis mais elevados de bem-estar econômico e gozar de poder econômico. Enquanto os explorados são renegados a níveis baixos em ambos. Disso se derivam duas conclusões: primeira, os interesses comuns de classe dizem respeito a interesses comuns acerca do processo de exploração; segunda, os interesses materiais de classe possuem caráter objetivamente antagônico. Daí o autor concluir que a estrutura de classe está associada ao conflito de classe, mas tal depende da sorte de outros processos sociais que podem potencializar ou bloquear a passagem do conflito objetivamente latente para o conflito organizado. Segundo Wright (1992), os membros de uma classe compartilham individualmente interesses materiais e, portanto, comportam idênticos dilemas relacionados à ação coletiva e a busca individual por bem-estar e poder econômicos. Este aspecto do debate conduz ao tema da formação e da consciência de classe, mas antes é preciso explanar sobre a maneira como os interesses materiais são incorporados à sua compreensão subjetiva.
Para Wright (1992), os interesses materiais apenas orientam a ação quando se tornam um conjunto de experiências sistematicamente compartilhadas e quando configuram uma compreensão subjetivamente compartilhada da realidade. Desta maneira, a comunidade de classe passa do plano objetivo para o subjetivo, algo parecido com a assertiva marxiana da passagem de “classe em si” para “classe para si” (MARX,1985). Mas este processo não decorre de maneira automática. As experiências vividas sofrem a interferência da alienação que bloqueia a capacidade de apreensão subjetiva e, consequentemente, da possibilidade de passar à ação coletiva. Além disso, Wright (1985) também afirma que cada sistema de exploração comporta ideologias concretas que tratam de defender os privilégios dos exploradores como sendo naturais e justos. Segundo ele, cada ideologia dispõe de base material que lhe confere credibilidade tornando-a uma força concreta que interfere na subjetividade individual.
Uma das formas de legitimação ideológica é o apelo ao bem-estar geral que busca demonstrar que os menos privilegiados viveriam pior na ausência do sistema de privilégios em voga. No caso do capitalismo, consiste em argumentar que a desigualdade é necessária para que haja produção suficiente capaz de gerar bem-estar. A base material que a sustenta é a narrativa de que o lucro estimula o capitalista a investir na geração de riqueza material que, disposta no mercado, se desdobra em consumo empregos e renda, e cujos impostos gerados retornam para a sociedade na forma de políticas públicas.
Antes de avançar sobre o problema da consciência de classe, passa-se em revista o tema da formação de classe. Segundo Wright (1985) haveria no marxismo clássico um erro ao tomar como certa e, de certa maneira, automática a passagem da estrutura para a organização política de classe. Além disso, o marxismo aposta que o fato de ser constatável que o bem- estar individual do operário se liga a necessidade do êxito da ação coletiva, que esta seria um desdobramento racional previsível. Para avançar sobre tais limitações retoma-se a teoria da escolha racional.
Na percepção de seus adeptos, como Elster (1994), os mecanismos que induzem a classe à ação não são previamente estabelecidos. As decisões de classe não são tomadas naturalmente a partir de uma suposta consciência de classe, nem tão pouco suas entidades de representação decidem o que fazer a partir de condicionantes únicos. Uma pergunta ilustrativamente válida seria, tomando a afirmação de Marx e Engels (1998) de que o Estado seria comitê central que dirige os assuntos comuns da burguesia, como e aonde a classe dominante se reúne com os dirigentes estatais para ditar suas ordens?
Perissinotto (2010, p. 121) afirma que “a grande contribuição da teoria da escolha racional para a sociologia foi tomar a ação coletiva como um problema a ser explicado e não como um fato inerente às condições objetivas de um dado grupo”. Consequentemente, a solidariedade e cooperação não são tomadas como pressupostos, mas um fenômeno que requer a investigação de suas causalidades.
Olson (1999) afirma que a lógica de conduta individual não pode ser transplantada à ação coletiva. Ainda que um conjunto de indivíduos reconheçam interesses comuns, não significa que estes buscarão realizá-los, nem tão pouco tal fato se desdobrará por consequência lógica em ação coletiva. Ao contrário, na apreciação do autor, em grupos numerosos, a tendência mais plausível para o indivíduo racional é a abstenção.
Segundo Olson (1999), a classe social não se transforma automaticamente em ator atuante. Mesmo centrado nos próprios interesses, não é porque os indivíduos de um grupo serão beneficiados pela ação coletiva que eles a perpetrarão. Ela não existirá sem que um fator externo interfira no sentido de promover os interesses grupais. Para agir em grupo é necessário que esteja operando coerção ou incentivo.
Refletindo em sentido oposto, Roemer (1989) julga que, da mesma maneira que existem incentivos que obstacularizam a ação coletiva, também existem mecanismos que a estimula. O operário individualmente pode sobrepor o egoísmo, o “caronismo”, superando o temor quanto aos possíveis custos e sanções resultantes de sua ação se alcançar a compreensão de que agir como classe lhe confere vantagens comparativas. Além disso, os indivíduos podem obter prazer na cooperação com aqueles igualmente vitimados pela exploração ou compreender por meio da opressão comum que é preciso reagir e que a união amplifica suas chances de êxito. Neste caso, “a luta de classes pode emergir racionalmente como parte de um processo de solução” (ROEMER, 1989, p. 33).
Convergindo linhagens teóricas distintas a constatação comum de Olson (1999) e Roemer (1989) quanto a necessidade da atuação de força externa ao movimento espontâneo dos indivíduos para induzi-los à cooperação e a ação coletiva não é contraditória ao pensamento marxista clássico. Lenin (1977b), já buscava superar a visão espontaneísta segundo a qual, a classe operária se tornaria naturalmente um ator coletivo. Para ele era imprescindível que um fator externo à classe em si interferisse para transformá-la em classe para si, tal fator era identificado com um ator consciente, organizado e disciplinado, a vanguarda revolucionária. É nesta chave que Lenin introduz, sistematicamente,à tradição marxista o tema do partido. Para tornar a classe em si, na classe para si, era premente inserir a
consciência da necessidade da organização e da luta de fora para dentro do movimento espontâneo das massas.
Na perspectiva de Przeworski (1989, p. 67), as classes devem ser abordadas “como efeitos de lutas estruturadas por condições objetivas que são simultaneamente de ordem econômica, política e ideológica”. O autor recorre à “dupla articulação” de Poulantzas (2000) para afirmar que as relações econômicas, ideológicas e políticas constituem uma totalidade que impõem uma estrutura sobre as lutas de classes e que, ao mesmo tempo, transformam as condições nas quais se processam estas mesmas lutas. Esta opção analítica considera as relações políticas e ideológicas como igualmente estruturantes tal qual as econômicas.
[...] é necessário perceber que as classes são formadas no decorrer de lutas, que essas lutas são estruturadas por condições econômicas, políticas e ideológicas sob as quais ocorrem, e que essas condições objetivas – simultaneamente econômicas, políticas e ideológicas – moldam a prática de movimentos que procuram organizar os operários em uma classe (PRZEWORSKI, 1989, p. 89).
Ao mesmo tempo em que também se opõe à visão espontaneísta, segundo a qual as classes surgem e agem mecânica e espontaneamente em favor de seus interesses, rejeita automatismos. Para ele, as classes tanto necessitam da luta para se configurar como ator político quanto precisam optar em atuar coletivamente.
Segundo esta versão, as classes não antecedem suas práticas. As forças políticas engajadas em manter ou alterar as condições sociais existentes mudam o meio assim como ensejam o processo de organização, desorganização e reorganização da classe. As classes são formadas como efeitos de sua luta. Neste contexto, a primeira luta se dá no interior da própria classe para que, apenas a seguir, se desdobrar em luta “entre” classes rivais.
Consequentemente, segundo esta concepção, os indivíduos que compõe a classe devem ser analisados em suas múltiplas dimensões. O indivíduo trabalhador de fábrica não é exclusivamente operário, também é católico ou protestantes, negro ou caucasiano, heterossexual ou homoafetivo, amante de literatura ou torcedor esportivo, possui hobbies, hábitos e preferências relacionadas ao paladar. O que torna um operário, um militante político operário é o sucesso da estratégia da força política engajada (partido, sindicato, associação, vanguarda) em convencer o indivíduo a agir politicamente como operário e não como católico, caucasiano ou torcedor.
O autor realça que na dimensão estratégica e de interação política, existem não uma, mas múltiplas opções. Para Przeworski (1989), como a experiência imediata das relações sociais baseadas na exploração não leva por si mesma à identidade coletiva, nem a ação política imediata contra a classe antagônica, existem bases razoáveis para compreender um leque mais amplo de possibilidades de coalizões, inclusive entre as classes polares nas relações imediatas de exploração. Dois exemplos que problematizam a confrontação direta de operários contra burgueses e que configuram uma base razoável para a coalizão entre elas: primeiro, em sentido mais amplo, o autor demonstra que os operários são explorados por todos os segmentos sociais com exceção da pequena burguesia. Diretamente pelos proprietários dos meios de produção, mas indiretamente por outras classes que recebem benefícios via políticas públicas, cujo financiamento é oriundo da transferência parcial do excedente para o Estado. Vislumbra assim propensão maior para uma aliança entre operários e pequena burguesia contra a exploração de todos os demais do que para a aliança operário popular contra capitalistas. Outra situação é: Como é interessante para operários que a maior parte da acumulação seja revertida em investimentos, visto que, desta maneira, a produção futura aumentará, existe uma base objetiva para a aliança entre operários e a fração moderna expansionista da burguesia. O que se busca evidenciar nos 2 exemplos é que não se identifica, na prática, razões para crer que haja forte limitação prévia que induza o sujeito apenas à tradicional aliança operário-camponês ou que lhe oponha em quaisquer cenários à burguesia.
De acordo com a estratégia implementada, ocorrem consequência para as diversas dimensões da própria classe em movimento: estrutura, ideologia, formação. Como as classes são formadas como efeitos de suas lutas, à medida em que lutam, transformam as próprias condições para sua formação, em um processo sequente e descontínuo. Em uma sentença: as classes se formam politicamente, atuam alterando a realidade e, com isso, mudam o meio no qual se formam, afetando a si próprias. Como exemplo, Przeworski (1989) narra os motivos que, em sua visão, levam os operários a não escolherem se tornar revolucionários. Segundo o autor, os trabalhadores, movidos por sua racionalidade, percebem o “custo imediato de uma revolução”, uma vez que subverter a ordem passa, necessariamente, por um longo período de privações materiais. Exatamente por este motivo, são incentivamos a abandonar a estratégia radical em favor de uma saída “mais econômica”, baseada no acordo com a burguesia. Esta opção seria realizada com cada qual fazendo concessões aos interesses do outro. A verificação histórica demonstra que uma interação estratégica desta natureza ensejou a recusa do
proletariado em promover a insurreição revolucionária em troca do aperfeiçoamento da legislação trabalhista e do financiamento de um aparato de proteção social.
O delineamento histórico e resultados da opção pela cooperação de classe serão retomados adiante, o que se pretende destacar, por enquanto, é que o autor demonstra que os interesses dos trabalhadores não são fixos nem tão pouco opostos aos dos capitalistas em todos os contextos. Quando se deparam com a hipótese concreta de alcançar o bem-estar material no interior do sistema capitalista, os trabalhadores não optam pelo socialismo. Da mesma maneira, os capitalistas podem ser levados a moderar suas taxas de lucro e manter salários mais elevados em troca da manutenção da normalidade econômica. Em sentido inverso, também se pode aventar que, sendo a vanguarda operária capaz de mostrar que os