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4.1 JURISDIÇÃO E COMPETÊNCIA

4.1.3 Cooperação Internacional

A cooperação internacional é gênero, possuindo como espécies a ação de homologação de sentença estrangeira, a concessão de exequatur às cartas rogatórias e o auxílio direto. Este último é uma das inovações do Novo Código de Processo Civil, previsto nos arts. 26 a 41 e 960 a 965, cujo escopo é o mútuo auxílio entre jurisdições (DONIZETTI, 2015, p. 21). Conforme já explanado, sabe-se que “a jurisdição de um Estado, como ato de soberania, adstringe-se à sua área territorial. Não houvesse, pois, tal colaboração, várias decisões ficariam sem efeito, por impossibilidade de cumprimento fora dos limites jurisdicionais” (THEODORO JÚNIOR, 2016, p. 17). Ou seja:

O gerenciamento do acesso à Justiça nos Estados depende fundamentalmente de um compromisso universal de cooperação judiciária, especialmente no tocante ao compartilhamento da atividade jurisdicional dotada de efetividade e assegurada transnacionalmente. Vários são os aspectos atinentes à formulação de um princípio geral de cooperação judiciária internacional, que se encontram basicamente assentados no domínio normativo do direito internacional costumeiro e têm sido, nos últimos tempos, consagrados em tratados e convenções internacionais e na legislação interna dos Estados, em particular no tratamento da relação entre direito processual civil internacional e direito internacional privado (BASSO, 2016, p. 202).

Dessa forma, Del’Olmo e Jaeger Júnior (2016, p. 75) explicam que a cooperação internacional é a medida judicial ou administrativa aplicada em jurisdição não nacional, em decorrência de situações multiconectadas. A medida judicial necessariamente depende do órgão judicial e tem como escopo dar seguimento à carta rogatória (art. 36, CPC) ou ao reconhecimento de sentença estrangeira (art. 960 a 965, CPC). Já a medida administrativa ou auxílio direto (art. 28 a 34, CPC) são hipóteses mais amplas que podem ser solicitadas por autoridades públicas (judiciais ou não) para a autoridade central do país requerido. Ainda:

Art. 26. A cooperação jurídica internacional será regida por tratado de que o Brasil faz parte e observará:

I - o respeito às garantias do devido processo legal no Estado requerente;

II - a igualdade de tratamento entre nacionais e estrangeiros, residentes ou não no Brasil, em relação ao acesso à justiça e à tramitação dos processos, assegurando-se assistência judiciária aos necessitados;

III - a publicidade processual, exceto nas hipóteses de sigilo previstas na legislação brasileira ou na do Estado requerente;

IV - a existência de autoridade central para recepção e transmissão dos pedidos de cooperação;

V - a espontaneidade na transmissão de informações a autoridades estrangeiras. (BRASIL, 2015).

Tratam-se das denominadas fair trial, pois representa direitos mínimos garantidos a cada cidadão de determinado Estado (MENDES; BRANCO, 2014, p. 751). É, como haurido, a garantia mínima do Estado requerente na realização do ato em cooperação internacional. E, a partir das inovações previstas incisos IV e V do artigo supracitado, infere-se acerca da necessidade de autoridade central para recepção de atos processuais ou administrativos de diferentes nacionalidades, aplicando-se, sobretudo, a espontaneidade na transmissão e recepção das informações estrangeiras. Ou seja, “se o Brasil deve otimizar a cooperação por informação espontânea, deve também admitir o recebimento de cooperação pelo mesmo método” (MILLER, 2017, p. 121).

Contudo, descreve o art. 17 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro que “as leis, atos e sentenças de outro país, bem como quaisquer declarações de vontade, não

terão eficácia no Brasil, quando ofenderem a soberania nacional, a ordem pública e os bons costumes” (BRASIL, 1947); regra repetida no §3º do art. 26 e caput do art. 39 do Código de Processo Civil. Assim, para que esta lesão não ocorra, o próprio órgão jurisdicional brasileiro, em recepção de decisão estrangeira, faz o juízo de delibação, atento somente às garantias mínimas e inabdicáveis defendias pela Constituição Federal, pouco se importando com o mérito (DONIZETI, 2015, p. 23).

A transmissão da cooperação internacional se faz, ordinariamente, por tratado e, na hipótese de inexistência deste, aplica-se a reciprocidade, conforme §§1º e 3º do art. 26, CPC. Esta “reciprocidade” se refere à promessa entre autoridades de países diferentes no auxílio e cooperação jurídica internacional para dar cumprimento aos atos solicitados (MILLER, 2017, p. 121).

Assim, “a cooperação jurídica internacional pode ser ativa (pleiteada pelo Brasil em relação a um Estado estrangeiro) ou passiva (pedido ao Brasil por um Estado estrangeiro)” (WAMBIER, et al, 2016, p.108). E para isto, deverá observar o artigo 27 do Código de Processo Civil:

Art. 27. A cooperação jurídica internacional terá por objeto: I - citação, intimação e notificação judicial e extrajudicial; II - colheita de provas e obtenção de informações; III - homologação e cumprimento de decisão; IV - concessão de medida judicial de urgência; V - assistência jurídica internacional;

VI - qualquer outra medida judicial ou extrajudicial não proibida pela lei brasileira. (BRASIL, 2015).

Medina (2015, p. 54) indica que o rol é meramente exemplificativo, à vista que outra legislação, tanto a requerente, como a requerida, pode apresentar legislação divergente no que toca aos atos processuais, bem como pode haver disposições em tratados internacionais abordando, de modo específico, o objeto requerido em cooperação internacional.

A carta rogatória é o meio dentre outros de cooperação jurídica internacional para cumprimento do ato judicial da autoridade rogante para o juízo rogado, que deverá aplicar a lex fori no que concerne aos atos processuais pertinentes de admissibilidade e efetividade (DEL’OLMO; JAEGER JUNIOR, 2016, p. 85).

Trata-se de procedimento de jurisdição contenciosa, proferida por órgão judicante estrangeiro ou nacional e vice-versa, cuja defesa baseia-se unicamente contra os requisitos extrínsecos da decisão, como a autoridade competente, citação válida, eficácia no país prolator, e não ofensa à ordem pública e à soberania nacional (WAMBIER, et al., 2016, p. 115 e 116). É

o que referem o art. 15 da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, art. 963 do Código de Processo Civil e o art. 5º da Resolução nº 09/05 do Superior Tribunal de Justiça.

Encontram-se, ademais, os sinônimos de Carta Rogatória, nos arts. 1º e 2º da Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias, as palavras exhortos, commissions rogatoires, letters rogatory, e como objetivo desta Carta a realização de atos processuais como citação, intimação, notificação e emprazamentos no exterior ou o recebimento e obtenção de provas e informações dos países requerentes (BRASIL, 1996).

O ritual seguido pela carta rogatória é o seguinte: o Ministério das Relações Exteriores a encaminha ao Ministério da Justiça, que a remete ao Presidente do STJ. Concedido o exequatur, essa autoridade a envia, por sua vez, à Justiça Federal, cabendo a juiz de primeiro grau seu cumprimento. Retorna, então, pelo mesmo caminho, quando o Ministério das Relações Exteriores a devolve finalmente à autoridade judiciária estrangeira, de onde a carta proveio. (DEL’OLMO; JAEGER JÚNIOR, 2016, p. 85). O auxílio direto é um pedido administrativo que dispensa as formalidades exigidas pela Carta Rogatória. Wambier et al. (2016, p. 111) afirmam ser duvidoso o auxílio direto e descrevem (2016, p. 113) que seu cabimento é possível unicamente em decisões em processo administrativo ou atividade probatória já realizada em processo estrangeiro. E:

O auxílio direto consubstancia-se na realização de uma diligência de natureza administrativa no Brasil ou na busca de prolação de uma decisão judicial brasileira relativa a litígio que tem lugar em Estado estrangeiro. Nesse último caso, não se trata de reconhecimento e execução de uma decisão judicial estrangeira no Brasil, mas da obtenção de uma decisão judicial genuinamente brasileira. É utilizado mediante previsão em tratado ou por compromisso de reciprocidade e usado apenas na cooperação desenvolvida entre Autoridades Centrais. Pode-se traçar o procedimento do auxílio direto em matéria civil da seguinte forma: ao receber o pedido de cooperação proveniente do Estado requerente, a Autoridade Central brasileira analisa a documentação para saber se todos os requisitos formais estão presentes. Em caso negativo, a Autoridade Central brasileira encaminha a informação sobre a inadequação do pedido de cooperação à Autoridade Central do Estado requerente, para que complemente o pedido com a documentação necessária. (BRASIL, 2016)

Tanto a Carta Rogatória como também o auxílio direto, devem, pelo art. 26, I, respeitar as garantidas do processo civil do Estado requerente e do Estado requerido, motivo pelo qual, caso algum interessado necessite da produção de uma prova, esta deverá respeitar a soberania dos Estados em Cooperação internacional, inclusive, não admitindo a produção de provas por meios ilícitos, conforme art. 5º, LVI da Constituição Federal (BRASIL, 1988; BRASIL, 2015). Neste pensar, para se ter um julgamento e que este produza os efeitos almejados, há de se ter respeito aos ordenamentos jurídicos envolvidos, uma vez que é,

basicamente, a regra de conexão que indica os direitos aplicados em situações jurídicas conectadas (DOLINGER 2005, p. 285 a 292).

A sentença é o ato de soberania estatal e, para produzir efeito no Estado desejado, deve seguir a legislação processual do país que a prolatou, bem como, a legislação do país que vai receber a efetividade da decisão judicial (MADRUGA, 2006, p. 23; WAMBIER, 2016, p. 1505). Para que a sentença produza os efeitos esperados, necessita da homologação, que, por sua autoridade central, faz o juízo de delibação e verifica se foram cumpridos os requisitos formais para possuir efetividade ou não. Ou seja:

No direito brasileiro adotou-se o sistema proveniente da Itália, denominado ‘juízo de delibação’, ao qual a sentença estrangeira deve ser submetida para que possa gozar de eficácia no País. Verifica-se, por meio desse crivo por que passa o julgado, se está ele regular quanto à forma, à autenticidade, à competência do órgão prolator, bem como se penetra na substância da sentença para apurar se, frente ao direito nacional, não houve ofensa à ordem pública e aos bons costumes. Esse exame ocorre mediante um processo, no qual a Justiça do país, através do Superior Tribunal de Justiça, confere à sentença estrangeira a plena eficácia em nosso território, proferindo uma decisão homologatória. Não há revisão de mérito do julgado. Pela homologação, o Estado ‘não indaga da justiça ou injustiça da sentença estrangeira’; verifica apenas se preenche determinadas condições, frente às quais ‘a nacionaliza e lhe confere eficácia no seu território”. Dispõe o NCPC que a homologação de decisão estrangeira será requerida por meio da ação de homologação de decisão estrangeira. Entretanto, referida ação poderá ser dispensada se existir disposição especial em sentido contrário prevista em tratado. A regra geral, portanto, é a obrigatoriedade de ação homologatória da decisão estrangeira, para que seja executada no país. (THEODORO JÚNIOR, 2016, p. 1072)

Esta forma é considerada a mais justa porque respeita a decisão de outro país, impossibilitando o judiciário brasileiro interferir num caso julgado, quando não ofenda a ordem pública ou a soberania nacional (AMORIM, 2011, p. 45). E não será ofensivo ao Brasil, contiver os requisitos abaixo:

Art. 963. Constituem requisitos indispensáveis à homologação da decisão: I - ser proferida por autoridade competente;

II - ser precedida de citação regular, ainda que verificada a revelia; III - ser eficaz no país em que foi proferida;

IV - não ofender a coisa julgada brasileira;

V - estar acompanhada de tradução oficial, salvo disposição que a dispense prevista em tratado;

VI - não conter manifesta ofensa à ordem pública. (BRASIL, 2015)

“A homologação de decisão estrangeira será requerida por ação de homologação de decisão estrangeira, salvo disposição especial em sentido contrário prevista em tratado”, conforme art. 960 do Código de Processo Civil (BRASIL 2015).

Dessa forma, as decisões estrangeiras, sejam interlocutórias ou não, necessitam de juízo de delibação, cabendo somente à sentença uma ação de homologação. Já os demais atos processuais, como citação, intimação, colheita de provas, produção de provas, entre outros, não necessitariam das formalidades acima exigidas, bastando somente o “cumpra-se” pela autoridade do país onde se destina os efeitos (PEREZ, 2017, p. 1517).

5 CONCLUSÃO

Ao final deste estudo verificou-se que o objetivo geral foi alcançado, qual seja: a possibilidade de utilização da legislação material e processual civil brasileira para punir pessoa domiciliada no estrangeiro em razão da prática de pornografia de vingança perpetrada em desfavor de vítima domiciliada no Brasil.

No segundo capítulo, pode-se verificar que a internet teve um crescimento exponencial desde sua criação em 1969. Nesta época, ainda com nome de Arpanet, servia somente para comunicação (conexão) entre máquinas de computadores, situação que mudou a partir do século XX, quando as pessoas começaram a relacionar-se umas com as outras pelo ciberespaço.

Devido ao avanço da sociedade e da tecnologia, a internet se tornou mais presente do cotidiano humano, porque em tempos passados era raríssimo observar quem possuía acesso à rede, situação na qual se diverge atualmente. Atualmente são mais de 4 bilhões usuários do ciberespaço, algo que representa 57% da população mundial, algo que representa a grande difusão de conteúdo digital. Muitos destes, podem beirar a ilicitude. Porém, o que pode ser ilícito em um Estado, talvez em outro não seja, já que a internet é um território não físico.

O Estado Brasileiro descreve o que é lícito, já que o ilícito é contrário a ao ordenamento jurídico. Justifica tal frase, porque o marco civil pouca novidade trouxe ao Brasil, porque só buscou confirmar regras já existente na legislação existente.

O Marco Civil da Internet trouxe alguns aspectos positivos, quais sejam, a não utilização de dados pessoais e dados de acesso do usuário sem sua devida autorização. Mas este regramento aplica-se somente ao Brasil, como também contra pessoas jurídicas estrangeiras quando pertencentes ao mesmo grupo econômico ou que tenha alguma filial, sucursal ou agência no território brasileiro.

Ressalta-se ainda que o Marco Civil da Internet possui como fundamento principal a liberdade de expressão em conflito com a integridade moral de outrem, já que ambos são desdobramentos da dignidade da pessoa humana (art. 3º, III, CRFB).

No capítulo terceiro foi analisado o instituto da pornografia de vingança, para qualificar os atos de exposição não autorizada de imagens ou cenas de sexo realizada em uma relação de confiança que, quebrada essa relação, resulta em mal injusto a quem não merecia, neste caso a vítima, devido ao rompimento, por quem, visando vingança, difunde o material no ciberespaço.

Veja-se que ato da pornografia de vingança não é punido na esfera penal, porque apesar das boas intenções de alguns deputados, os projetos de leis que versavam sobre este assunto estão paralisados desde sua propositura. Porém, apesar da não garantia de punição na esfera criminal, isto não afasta o julgamento pela esfera cível, pois o simples fato de causar dano à alguém, faz com que o indivíduo cometa o ato ilícito, e, portanto, nasce o dever de reparar o prejuízo causado.

Esta prática, como observado no presente estudo, trata-se como imoral e ilícita, visto que é um ato contrário às normas do direito brasileiro que tutelam o respeito à integridade moral. No mesmo sentido, os julgados coletados pelos 27 Tribunais de Justiça Estaduais, todos, sem exceção, entendem que o uso não autorizado da imagem, intimidade, honra e privacidade, gera direito à reparação em favor daquele que se sentiu lesado.

Este ilícito, todavia não seja considerado assim em outros países, e devido à ausência de uma legislação universal regulada por um tratado sobre os fatos e atos ocorridos no ciberespaço, resulta em conflitos entre o direito doméstico e o direito estrangeiro, isso porque o que pode ser ilícito no Brasil talvez em outro país não seja (e vice-versa). Por isso, é defensável, sobretudo, um tratado que verse sobre a uniformização ou universalização de atos na internet.

Por último, verificou-se a incidência de elementos de conexão que pudessem contribuir para a solução do problema de pesquisa. Neste capítulo, primeiro se verificou se poderia utilizar a jurisdição brasileira para a punição ao ato de pornografia de vingança ocorrida no ciberespaço.

A resposta para o conflito processual foi positiva, porque compete tanto ao Judiciário brasileiro, como também, ao Judiciário estrangeiro, concorrentemente, apreciar casos que envolvam fatos ocorridos no território nacional (art. 21, III, CPC). Desta forma, devido ao fato da pornografia de vingança ter sido divulgada no Brasil, especificamente, no domicílio da vítima, indica a jurisdição brasileira para conhecer, processar e julgar um caso como este.

Optando pelo Judiciário brasileiro, será aplicada a legislação processual do Brasil, por força do elemento de conexão “lei do local da ação”, não incidindo, destarte, as regras do processo civil alienígena.

Saber se se aplicará a lei material doméstica ou de fora é algo que foi analisado também no penúltimo item do quarto capítulo.

O artigo 9º da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro expressa no sentido que se aplica a lei material do local da obrigação. O código de Bustamante, por sua vez,

nos seus artigos 165,168 e 169 estatuem que deverá se aplicar a lei do local onde ocorreu o dano, porque esta que serve para regular o descumprimento contratual que ensejou o ato ilícito.

Mas como esse ilícito manifestou-se, primeiramente, na internet, e a legislação não possui resposta objetiva neste sentido, utilizou ao artigo I da Convenção Interamericana sobre normas gerais de Direito Internacional Privado de Montevidéu. Tal dispositivo descreve que havendo lacuna sobre o direito no caso em concreto, deverá socorrer-se ao direito interno.

O direito material a ser aplicado no caso (o que garantirá o direito de indenização), poderá ser o direito civil nacional brasileiro, utilizando-se o precedente jurisprudencial que indica como elemento de conexão a “lei do local do dano”, isto é, a lei do local em que se tornaram públicas as consequências do ato danoso.

Assim, a hipótese inicialmente traçada acaba por ser confirmada, verificando-se a viabilidade de uma vítima de pornografia de vingança, residente no Brasil, receber, por parte do Judiciário brasileiro, a tutela judicial que lhe permita, utilizadas as normas processuais brasileiras, alcançar, nos termos do Direito Civil brasileiro, a reparação pelos atos danosos realizados por autor domiciliado em território estrangeiro e veiculados no ciberespaço (internet).

Como limitadores à realização do trabalho, pode-se destacar a ausência de mais julgados dos tribunais brasileiros sobre o caso específico, reduzindo-se aos casos envolvendo situações nacionais e a apenas uma decisão envolvendo a questão estrangeira.

Ainda, em vários tribunais estaduais a forma de registro dos casos em segredo de justiça também foram obstáculos para que se encontrassem mais jurisprudências relativas ao caso em tela.

O estudo, no entanto, não se esgota com este trabalho, razão pela qual, casos novos nos tribunais devem ser acompanhados, bem como novas teses investigadas, o que se recomenda para futuros estudos.

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