A vida loka surge nas quebradas como uma noção capaz de unificar a diversidade de experiências dos jovens, demarcando o campo da comunicação e ação cotidiana entre eles; ela baliza as interpretações sobre a vida. A noção de vida loka delimita o conhecimento disponível sobre as várias circunstâncias socio-históricas que definem a experiência de jovens moradores de periferias urbanas paulistas nos anos 2000. O uso desta noção entre os jovens marca a visão da vida cotidiana nas
“periferias” como incerta e precária; como “uma experiência social das incertezas da guerra” (Hirata 2010, p.327).
Nesta tese não se pergunta o que é a vida loka; procura-se antes seguir os sentidos dados à expressão pelos meus interlocutores. Nas tramas etnográficas descritas na primeira parte da tese, foi possível identificar pelo menos três níveis em que a noção de vida loka é mobilizada; do mais específico para o mais geral: (1) como situações de vida daqueles que trabalham no tráfico de drogas (o vida loka, um sujeito) e a relatividade dos juízos morais sobre este modo de ganhar a vida; (2) como expressão das dificuldades da vida cotidiana – como uma síntese da imponderabilidade da vida, de um modo geral, para todos moradores de uma quebrada; (3) como um conjunto de considerações mais gerais sobre a vida humana, a partir da perspectiva da periferia.
Nas atividades do tráfico de drogas, a noção de vida loka surge para descrever a conjuntura de limite de vida e morte que, simbolicamente, permeia o trabalho. A imponderabilidade, a incerteza do amanhã, a possibilidade da prisão, de perder tudo
em uma apreensão, e depois “se levantar”. Ser um vida loka é ser um “bandido”, sujeito às experiências mais insanas, como aquela da vida de “Pedro” descrita por Gabriel Feltran em sua tese (2008a, pp 94-97): estar preso em um dia, sair no outro, ser convidado para uma “nova fita” (crime), ser abordado pela polícia, fugir, ser preso, estar de volta à internação... “nada como a expressão vida loka para nomear essa experiência” (Feltran 2008a, p.97). O cotidiano das atividades do tráfico descrito no capítulo 2 também oferece um parâmetro das experiências da vida loka para quem é do crime.
A vida loka, entretanto, não é exclusiva da experiência dos “ladrões”. Todos os moradores da quebrada experimentam (potencialmente) uma vida loka. Um depoimento de Amendoim é bastante ilustrativo do posicionamento interfacial de um jovem da quebrada que não fez a opção pelo crime. Amendoim falava sobre suas predileções no rap e estabeleceu um enunciado em que diversos pontos de encontro entre a quebrada e o crime se articulam, em torno de considerações sobre a vida cotidiana em um bairro de periferia em São Paulo.
“Hoje o rap é muito discriminado por causa disso: não gostam de ouvir a realidade. Vai assistir uma novela da Globo, vai assistir Malhação, chega lá.. mostrou.. não sei onde.. eu tava assistindo um pedacinho de uma novela, que passou um dia atrás aí.. a turma mostrando a favela. Pô, o cara de gorro dentro da favela, onde já se viu isso? Não existe isso. O cara vivendo bem numa favela? Não existe isso.. Porque eles não filmam uma favela de verdade? Pra ver qualé que é do bagulho. É cabuloso.
Não, eles vai maquiar, vai falar que o pobre hoje vive bem; tem pobre que vive hoje abaixo da pobreza.. abaixo da pobreza, aqui mesmo na quebrada. Então, tem que ser mais louco que a vida ainda. Tem que ser, sei lá, vida loka ou vai ser.. vida sinistra. É que nem eu falo pra você, Paulo: eu tenho um molecão de nove anos hoje, entendeu? E eu não me envolvo no crime pelo fato de que quando ele tiver doze, treze, quatorze.. quinze anos.. ele fala: pô, meu pai era do tráfico, meu pai era bandido. Então.. por que que eu não posso ser? Porque eu não quero ser cobrado nesse sentido de coisa. Nada contra, se um dia eu encontrar ele vendendo droga..não sei qualé que é, entendeu? Se ele quiser ir pra vida fácil... fácil em termos, né, porque correr de polícia.. toma tiro de polícia, ficar na cabreiragem com todo mundo.. também não é fácil não. O caminho é esse. Se você seguir, seu destino é esse, entendeu? Você sabe que seu caminho, vai chegar lá na frente, você vai acabar rico, nem nada;
você vai tomar pancada. Então, eu quero que o meu filho entenda isso”.
O trecho acima revela pontos de aproximação e pontos de distanciamento de Amendoim, um jovem morador da quebrada, com o crime. Entre os jovens das quebradas há tanto uma dinâmica de diferenciação – estar no corre do crime ou não,
quanto uma de combinação – todos passando pelas mesmas situações de adversidades. A “favela” é um lugar “cabuloso”, onde há miséria, violência, toda sorte de adversidades; a “novela”, o “sistema” apresenta uma visão deturpada da
“realidade”. Todos os jovens das quebradas têm que ser “mais loco ainda que a vida”, pois eles identificam entre si experiências compartilhadas, sintonias, afinidades eletivas inerentes à vida cotidiana. Amendoim se diferencia ao convocar uma visão moral familiar, em que ele quer “dar um exemplo” para o seu filho. Em sua fala, procura deixar claro que ele não julga quem trabalha no tráfico; ele quer apenas proteger seu filho do risco da violência e da morte. A vida é loka para todos da quebrada, para quem é do crime ela é ainda mais incerta e perigosa, ainda mais loka é a “guerra” daqueles que são do crime.
No limite do sentido atribuído pelos meus interlocutores, a noção de vida loka remete a um conjunto de interpretações sobre a vida a partir da perspectiva de um jovem da periferia. Tudo o que existe, toda a experiência de viver na quebrada, de sobreviver na adversidade, de estar em um sistema social desigual. Para o jovem morador das quebradas a vida loka é a condição que marca um campo de possibilidades em sua vida – o desemprego, a prisão, a morte, assim como o aumento da renda, a liberdade e o bem-estar. Estar ou não no crime não é garantia de que, no jogo da vida, qualquer das possibilidades dadas ao vivente possa ocorrer. Para fora das quebradas, os jovens, sendo do crime ou não, se tornam “um latino-americano do fundão da favela”, como canta Thurma no rap “Dialeto”. Para dentro existem divisões, entre aqueles que têm apetite (Biondi 2010) para ser do crime e aqueles que não o tem.
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Riso e Thurma vivem dilemas ao realizarem oficinas em programas socioeducativos (no caso do segundo) e o acompanhamento socioeducativo (no caso do primeiro) junto a adolescentes moradores de seus bairros e, ao mesmo tempo, manterem relações sociais com pessoas envolvidas com o crime a que eles, como operadores do sistema socioeducativo, deveriam – em tese – contrapor-se. Eles procuram se equilibrar no fio da navalha que marca suas experiências, como se
observará na segunda parte da tese (capítulos 5 e 6). Os saberes das quebradas são acionados nas próprias relações de Riso e Thurma; eles aprenderam uma linguagem (o dialeto da vida loka), que torna possível a difusão de um modo de regulação da vida social (a lei das ruas) na difícil fronteira do crime com a quebrada;
racionalidades e estratégias corporificadas (a mente, a consciência; a atitude e o proceder) são acionadas na lide de situações concretas da vida cotidiana que se desenvolveram em certos contextos, fortemente marcados por incertezas, violências e adversidades. Nos raps, diálogos, cartas, em suma, nos documentos coletados na etnografia, a noção de vida loka remete a um conjunto de interpretações sobre a vida a partir da perspectiva de um jovem da quebrada.
Eu estou muito próximo de Thurma e Riso em diversos pontos de vista.
Navegamos em uma situação ambígua, pois reconhecemos a diversidade da experiência dos jovens envolvidos no crime e defendemos a vida como um valor.
Este valor se constitui no termo-chave de um campo85 profissional compartilhado.
Universidades, ONGs, órgãos públicos que executam políticas sociais operam em um campo de disputas onde a vida é o principal referente para quantificação do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)86.
O tratamento dado aos homicídios pela área da saúde destaca a expressão
“causas externas” ao considerar a violência e suas consequências em termos de morbimortalidade. A expressão ‘causas externas’ revela uma visão de externalidade ao corpo, à voz, à experiência dos sujeitos, o que leva a análises com ênfase descritiva no estudo dos homicídios. Os estudos da violência como ‘causas externas’
associam violência e juventude, descrevendo o acento de homicídios, e outras formas de violência que geram “agravos à saúde”, na faixa etária dos 15 aos 29 anos. Ao associar juventude, pobreza e violência, mesmo com o intuito de proteger jovens
85 Em Bourdieu, a ação social explica-se em termos de uma interação socialmente estruturada. Os indivíduos agem orientados por disposições duráveis internalizadas que conformam e condicionam as possibilidades de apreensão do mundo – o habitus. A partir desta orientação, os indivíduos não são meros executores de normas ou reprodutores de estruturas. A ação social acontece em campos em que as posições dos sujeitos já estão objetivamente estruturadas, embora tais posições sejam o resultado de um jogo dinâmico que depende dos objetos de disputa de cada campo. Portanto, a noção de campo procura comportar a dinâmica das interações sociais e a estrutura das relações de poder. Partir da idéia de campo de Bourdieu implica observar a existência de atores estruturados que estão competindo (Bourdieu 1983).
86 Este índice é utilizado pela Organização das Nações Unidas e pelos governos como um ranking em que são comparados estados e cidades. A melhoria no IDH de um município define subsídios e apoios de diferentes esferas governamentais, agências internacionais e empresas.
contra “fatores de risco”, estes estudos tendem a estigmatizá-los. Se não há o reconhecimento das situações e estilos de vida que envolvem a experiência de
“jovens da periferia” não se desconstrói tal associação – e o resultado disso é a ambiguidade com que eles são tratados pelos agentes públicos, entre a criminalização, a assistência, a patologização e a repressão violenta.
Há uma geração que nasceu e cresceu em um período (década de 1990) em que a violência fatal no estado de São Paulo (efetivada e simbolizada no Massacre do Carandiru) foi altíssima. Esta é a geração dos jovens personagens Amendoim e Alemão, Miguel, Riso e Thurma. A descrença no Estado e a desconfiança com relação a “lei do crime” não significam o abandono do trabalho cotidiano. Eles (e milhares de jovens) estão no “fogo cruzado” da disputa pelo poder entre o crime e o Estado. Revela-se um cenário imprevisto de sofrimento e de possibilidades humanas nas jovens gerações das periferias paulistas. Se a vida é loka – incerta e imponderável – é preciso “ter uma mente” para lidar com ela, essa é a forma de continuar a “caminhada”, “vivão e vivendo” (título de canção dos Racionais Mc’s – CD Nada como um dia após o outro dia, 2002).
A interdição do homicídio pela “lei do crime” provoca-nos o pensar na difusão cada vez mais capilar do poder ascendente na era moderna – o qual Foucault denominou de biopoder: poder voltado a garantir, sustentar, reforçar a vida e pô-la em ordem; poder de administração dos corpos e gestão calculista da vida (Foucault 2001). O sentido da ação dos traficantes não deve se confundir com uma moral universal humanista, como a visão da vida segundo os direitos humanos. Tal juízo se relaciona com as experiências de vida em suas quebradas e, particularmente, nos anos 2000. A vida como valor que aparece nesta narrativa etnográfica deve, portanto, ser circunscrita a este contexto. “Não somos fora da lei, porque a lei quem é faz é nós”, cantam os jovens traficantes, afirmando um “poder soberano”, que determina e cumpre a “lei do crime”. Sob a égide contemporânea dos mecanismos biopolíticos, o poder exercido pelo crime, no estado de São Paulo, passou a ver a pena capital como o limite do exercício da força; o homicídio deixou de ser a regra, pois revela a própria fraqueza do poder do crime em uma era em que o poder se caracteriza por causar a vida e devolver a morte (Foucault 2001).
A vida tornou-se o principal termo da disputa em que o crime se emparelha ao Estado. Mas a vida também compõe a gramática que torna possível a construção de pontes simbólicas e existenciais entre jovens que não querem ceder a um nem a outro dos lados do “muro” da “guerra particular” entre as forças de repressão e o chamado “crime-organizado”. Os jovens das quebradas atuam no centro do principal conflito social brasileiro. O não afastamento de seus amigos que estão no crime é um posicionamento político de Riso e de Thurma. A mediação de conflito que Riso realizou é uma ação política. A militância de Riso, em certo sentido, originou-se dos assassinatos levados a cabo pela polícia após os “ataques do PCC” (2006). Nos interstícios desta etnografia vislumbram-se as conexões da vida cotidiana com um complexo cenário político.
Em minha interpretação, a leitura da vida realizada pelos meus interlocutores está longe da visão normativa da área de saúde em sua leitura elaborada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em que ela é definida como o “completo bem-estar físico, emocional e social”. Ela está mais de acordo com a perspectiva apresentada por Canguilhem (2010)87: a vida tida como uma inteligência engenhosa e flexível do mundo, e a razão (mente/consciência) um mecanismo do vivente que deve se adaptar a um ambiente e agir usando conceitos e instrumentos que estão disponíveis para ele. Como destaca Rabinow (2002, p.129) ao analisar a obra de Canguilhem: “Razão e vida não se opõem: estão interconectadas, mas nenhuma controla a outra”.
Ao lado da ação política os “jovens mediadores” realizam um exercício de compreensão. Como nos ensina Hannah Arendt (2002), “o resultado da compreensão é o significado que produzimos em nosso próprio processo de vida, à medida que tentamos nos reconciliar com o que fazemos e com o que sofremos” (Arendt 2002, p.40). Embora tenham dificuldades de difundir suas idéias e de ocuparem um espaço político, meus principais interlocutores tecem em suas relações cotidianas formas de resistência. Riso quer escrever sobre o PCC quando a sua marca está associada à diminuição dos assassinatos. Thurma e Amendoim escrevem músicas com outros compositores, que são também criminosos e, assim, derrubam em sua prática a
87 Originalmente publicado em 1966, Presses Universitaires de France.
separação do “bandido”, o abandono de uma vida socialmente indesejada. Eles têm uma mente para lidar com a lei das ruas e com a “lei do crime”; aprendem também a compreender “o lado certo do errado”. Em certo sentido, dividem a situação de estar de passagem pela vida e simultaneamente ter que lidar com a constante ameaça da violência estrutural que permeia a experiência de jovens moradores das periferias paulistas; experimentam a vida loka.
O reconhecimento da experiência cotidiana de jovens das quebradas permite observar a distribuição de uma “microfísica do poder” – “mecanismos miniaturizados, focos moleculares que se exercem no detalhe ou no infinitamente pequeno, singularidades de um “diagrama” abstrato, coextensivo a todo o campo social” (Deleuze e Gautarri 2008, p.96)88 – em que a vida tornou-se um valor central e a sua gestão uma questão de definir quais são os mecanismos e táticas de poder, capilares e intersticiais, que estão em interação.
A incorporação da vida como um valor central no “marco discursivo” do crime é uma provocação instigante para os cientistas, gestores e técnicos que pensam e atuam na área da saúde. A vida é um valor central para a saúde; assim como a área de conhecimento e a de políticas públicas, a área da saúde baseia-se em leis e políticas, normatizadas, sobretudo após o advento da Declaração Universal dos Direitos Humanos. A vida como um valor no crime, por sua vez, baseia-se em costumes, condutas e procederes desenvolvidos em territórios marcados pela omissão do poder público e pelo silenciamento político. Neste sentido, a tese aqui em desenvolvimento aponta para o reconhecimento de que a “lei do crime” não é uma simples expressão despótica de um poder econômico e social impositivo, ela dialoga com dinâmicas sociais reiteradas na relação entre a periferia e o público no estado de São Paulo.
A tensão gerada pela ação do Estado e pelo poder do crime é fonte de um intenso sofrimento na vida dos “bandidos”, mas também de seus amigos, vizinhos e parentes. As últimas décadas (re)situaram as fronteiras das cidades brasileiras, nas quais as periferias representam o limite a uma parcela da sociedade da vida política de fato (Feltran 2008a). Talvez, ao realizar esta etnografia eu articule e confirme a
88 Deleuze e Guatarri discutem neste trecho – extraído de uma nota de rodapé – a definição de microfísica do poder elaborada por Foucault em Vigiar e Punir.
compreensão preliminar do estado da periferia na vida política de São Paulo atualmente. A compreensão, o “outro lado da ação política”, mais do que nos dar a resposta para os nossos dilemas, permite-nos, no final das contas, “aprender a lidar com o que irrevogavelmente passou e reconciliar-se com o que inevitavelmente existe”. (Arendt 2002, p.52).
Podem-se reconhecer diversos fatores que atuaram na tendência de diminuição dos homicídios em São Paulo, como a redução relativa da população jovem, a melhoria da renda, a ampliação dos serviços públicos, a diminuição do estoque e da posse de armas de fogo; entretanto, não se pode desconsiderar o fato de que uma diminuição tão acentuada em tão pouco tempo só foi possível com a adesão dos jovens que representam o maior foco de homicídios. A interdição do homicídio é resultado de um esforço regular – mas apenas parcialmente exitoso – de resistência à morte (física e/ou simbólica), de autorregulação das relações sociais nas diversas interfaces internas e externas da vida nos contextos estudados. A autorregulação dos homicídios pelas quebradas não é vista pelos meus interlocutores como o resultado de um mecanismo – o “debate do PCC” – que controla a todos; os saberes e os poderes são acionados nas próprias relações, pelos indivíduos que respeitam uma
“lei” – modo de regulação – mais geral das quebradas (a lei das ruas) e que se comunicam por meio de uma linguagem (o dialeto da vida loka), que torna possível modelos de reciprocidade (como, por exemplo, a sintonia do PCC) na difícil fronteira do crime na quebrada; racionalidades e estratégias (a mente, a consciência;
a atitude e o proceder) foram desenvolvidas na lide de situações concretas da vida cotidiana que se desenvolveram em certos contextos, fortemente marcados por incertezas, violências e adversidades (sintetizados na noção de vida loka).
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Na terceira parte da tese, observar-se-ão as zonas de contato estabelecidas no encontro dos discursos e práticas do sistema socioeducativo com as perspectivas de adolescentes que, em cumprimento de medidas socioeducativas, moram em quebradas e aderem ao crime. Discutir-se-á o modelo de gestão do sistema e como tal modelo, focado nos cálculos da reincidência, engendra um modus operandi,
orientado por saberes “psi” na busca de decifrar o “perfil delinquente”. O estudo procurará delinear as técnicas e táticas socioeducativas voltadas para o combate do
“mundo de patologias” que, segundo marco discursivo institucional, a
“vulnerabilidade” das quebradas e, particularmente, a influência do crime provocam na “saúde mental”, na “vida”, dos jovens “em conflito com a lei”.