3 APLICABILIDADE DOS PROCEDIMENTOS METODOLOGICOS
3.1 Dados de sensoriamento remoto
Como mencionado, a segunda visita de campo foi com fins de obtenção de dados de sensoriamento remoto, sendo necessário somente esse levantamento para desenvolvimento desde estudo. Foi utilizado um ARP do modelo Phantom 3 Professional, disponibilizado pelo professor Dr. Lutiane Almeida, do grupo de pesquisa Georisco do departamento de Geografia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Os parâmetros e as linhas do plano de voo são apresentados na figura 10.
Figura 10: Ilustração dos planos de voo realizado em campo.
O voo consistiu do uso de um sistema de Aeronave Remotamente Pilotada ARP, formado pela ARP e pela estação de pilotagem Estação de Pilotagem Remota (EPR), segundo comandado pelo aplicativo Pix4d em um smartphone, o voo só foi realizado a partir do conhecimento prévio das condições meteorológicas, pois o levantamento é impossibilitado em dias chuvosos ou nublados.
O voo foi classificado por Pilotagem no Waypoint com o plano elaborado pelo aplicativo Pix4D além do processamento das fotografias foi executado no software Agisoft PhotoScan. O processamento pode ser verificado na figura 11.
Figura 11: Rotinas e parâmetros adotados no processamento das imagens no software
Agisoft PhotoScan.
Fonte: Organizado por Buffon et al.,( 2018)
De uma forma geral, com o processamento em si, foram geradas nuvens de pontos, ortomosaico, modelo tridimensional da área em estudo e modelo digital de superfície (MDS) geração do MDS a partir da malha triangular, já que o photoscan distinguiu estas duas feições.
Segundo Cruz et al (2011) MDS “representa a superfície do terreno podendo ser acrescentado quaisquer objetos presentes sobre essa superfície e que induzam no valor da reflectância do pixel. Se nessa superfície existir construções e árvores, a superfície
moldada refere-se ao topo delas. Em compensação, os MDTs equivalem a superfície real do terreno (Figura 12).”
Figura 12: MDS e MDT.
Fonte: DronEng, 2016.
O Modelo Digital de Superfície6 – MDS foi elaborado com boa resolução espacial para a área de estudo com imagem ortorretificada pelo MDS. Foram utilizados pontos de controle a partir da utilização de imagens de satélite disponibilidade pelo Google Earth devido a indisponibilidade de acesso a um GSP geodésico o que contribuiria ainda mais com a precisão do estudo.
Para exemplificar de uma forma mais detalhada e lúdica como foi obtido o MDS e ortofoto foi elaborado um cronograma de passo a passo, onde apresenta a sequência de atividades realizadas. Essas atividades são de suma importância para continuidade do desenvolvimento do trabalho (Figura 13).
Figura 13:Organograma das operações realizadas para aquisição e processamentos dos
dados levantados com (ARP)
Fonte: Organização Davi S. F. Pontes (2018)
Com os registros de inundações, conversas informais, levantamento fotográfico e analises de mapas criados, optou-se pela seleção da área do canal como propicia a ser a mais susceptível a inundação para análise.
A contagem das habitações que podem ser afetadas em episódios de inundação foi realizada no software ArcGIS versão 10.3, com a criação de shapes sobre as habitações. Com o ortomosaico e nuvens de pontos foi possível obter a vetorização das casas da área, pois fornece um maior nível de detalhe. Logo partir do MDS/MDT gerado pela coletada dos dados do ARP e as curvas de nível do levantamento do mesmo como suporte.
O critério adotado para essa execução e escolha da área como mencionado foram os níveis altimétricos menos elevados, no caso a área cerca ao Canal do Baldo e do Rio Potengi. Foram definidos então duas cotas de 1 e 2 metros e partir da cota altimétrica do local, entendendo que caso haja o aumento pluviométrico significado essas áreas de menor altimetria seriam atingidas com maior facilidade.
Foram realizadas a seguinte simulação, considerando: 1 – cota de inundação com 1 metro acima do nível do Rio e Canal 2: – cota de inundação com 2 metros acima do nível do Rio. Nesse sentido, criou-se um cenário potencial de inundações que foi embasado na simulação obtidas a partir da aplicação de cada uma das cotas. É importante ressaltar que, as áreas afetadas por inundações nas simulações, de acordo com relatos em campo já foram atingidas em algum momento.
Ainda com o propósito de auxiliar na avaliação das áreas de inundações, foi feito a revisão de jornais, baseado na metodologia de analises de jornais a partir de 60mm de (ZANELLA, 2006) usado em Curitiba. Os episódios analisados foram os de intensidades iguais e superiores a 60 mm ocorridos em 24 horas.
Esse estudo foi obtido como base, não foi definido ao certo com quantos milímetros mínimos são necessários para ter registros de ocorrências na cidade em si, uma vez que as condições ambientais de Curitiba são diferentes das de Natal.
Optou-se na utilização de intensidades diárias a partir de 60mm como proposta pois a Defesa Civil não possui dados com uma série histórica tão extensa.
Com as análises prévias realizadas relatos de impactos foram constatados a partir deste índice pluviométrico. Com índices pluviométricos diários inferiores de bastante intensidade ou a partir de uma sequência diária registros de impactos também foram mencionados pelos jornais, ou seja, não é uma regra a comparação do estudo, já que registros inferiores a 60mm podem ser estudados e definidos em si como base.
4 ANALISE DOS EVENTOS E PROBLEMAS NO COMPLEXO DO PASSO