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FICHAS DE CONTROLE

4. MATERIAL E MÉTODOS

4.2. Delineamento experimental

4.2.1. Experimento I – Desenvolvimento embrionário de éguas com gestações interespécies.

Foram mensuradas um total de 167 vesículas embrionárias, em altura (mm) e largura (mm), de éguas com gestações interespécies (égua x jumento), no período de 10 a 37 dias de gestação.

Na estação de monta 2007/2008, avaliou-se 98 vesículas, com idades entre 10 e 31 dias. As imagens foram obtidas por meio de ultrassonografia1, e impressas2. Posteriormente, as impressões foram digitalizadas, como demonstrado na figura 1, e as vesículas mensuradas através do programa Image J3, seguindo a mesma escala e procedimento utilizados nas 69 mensurações da estação de monta 2010/2011 (figura 2).

Figura 1. Imagem digitalizada de vesícula embrionária aos 18 dias de gestação, obtida na estação de monta 2007/2008, à qual foi mensurada através do programa Image J3 Na estação de monta de 2010/2011 mensuraram-se 69 vesículas entre 12 e 37 dias de gestação. As imagens foram obtidas durante os diagnósticos de gestação, por meio de ultrassonografia4, sendo as vesículas mensuradas no próprio aparelho, como demonstrado na figura 2.

As 167 vesículas obtidas foram agrupadas por idade gestacional, e através das medidas de altura e largura (mm) obtidas, foram calculadas as médias correspondentes a cada fase, possibilitando a construção de uma curva de desenvolvimento embrionário, dos 10 aos 37 dias.

1

Modelo SSD500 (Aloka)

2 Video Copy Processor Mitsubishi – Modelo P91LO/P91E 3 Image Processing and Analysis in Java

4 Modelo DP3300 (Mindray)

Figura 2. Mensuração de vesícula embrionária aos 13 dias de gestação, utilizando-se aparelho ultrassonográfico4 , durante a estação de monta 2010/2011. Durante a análise dos dados, formaram-se grupos de acordo com o período gestacional, visando-se estudar a influência do tempo de gestação sobre a largura (mm) e altura (mm) da vesícula embrionária. Os períodos gestacionais avaliados foram: 1. 10 dias (n=1); 2. 11 dias (n=1); 3. 12 dias (n=16); 4. 13 dias (n=9); 5. 14 dias (n=19); 6. 15 dias (n=6); 7. 16 dias (n=11); 8. 17 dias (n=4); 9. 18 dias (n=6); 10. 19 dias (n=7); 11. 20 dias (n=10); 12. 21 dias (n=2); 13. 22 dias (n=9); 14. 23 dias (n=4); 15. 24 dias (n=3); 16. 25 dias (n=16); 17. 26 dias (n=10); 18. 27 dias (n=12); 19. 28 dias (n=4); 20. 29 dias (n=3); 21. 30 dias (n=8); 22. 31 dias (n=2); 23. 32 dias (n=1); 24. 33 dias (n=1); 25. 35 dias (n=1); 26. 37 dias (n=1). 4.2.2. Experimento II

4.2.2.1. Experimento IIa - Fertilidade de éguas inseminadas com sêmen a fresco diluído nos diluidores de leite em pó desnatado-glicose (LPDG) ou glicina-gema de ovo (GGO).

Foram utilizados 77 ciclos de 67 éguas mestiças (tabela 3), de 2,5 a 18 anos de idade, pertencentes a quatro categorias reprodutivas (potra, égua solteira, parida ou no “cio do potro"). Os animais foram distribuídos, de forma inteiramente casualizada, por meio de sorteio, após agrupamento por idade e categoria reprodutiva. As éguas foram inseminadas com sêmen a fresco diluído, proveniente de quatro reprodutores asininos, nos meses de janeiro a março de 2008, e alocadas em dois grupos experimentais:

T1 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0

‒ 3,5cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen a fresco diluído em meio à base de leite em pó desnatado-glicose (Kenney et al., 1983), com dose inseminante de 20 ml e 400 x 106 espermatozoides móveis (n = 33);

T2 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0 - 3,5cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen a fresco diluído em meio à base de glicina - gema de ovo (Foote, 2002), com dose inseminante de 20 ml e 400 x 106espermatozoides móveis (n = 44).

Tabela 3. Distribuição de 77 ciclos de 67 éguas, por jumento e tratamento, no Experimento IIa

Tratamento Jumento Total

1 3 4 5

1 9 5 6 13 33

2 10 9 10 15 44

Total 19 14 16 28 77

4.2.2.2. Experimento IIb - Fertilidade de éguas inseminadas com sêmen diluído nos diluidores de leite em pó desnatado-glicose (LPDG) ou glicina - gema de ovo (GGO), resfriado e estocado a 5°C em contêiner especial.

Foram utilizados 195 ciclos de 141 éguas mestiças, com idades variando de 2,5 a 19 anos, pertencentes a quatro categorias reprodutivas (potra, égua solteira, parida ou no “cio do potro"). Os animais foram distribuídos, de forma inteiramente casualizada, por meio de sorteio, após agrupamento por idade (tabela 6) e categoria reprodutiva (tabela 5). As éguas foram inseminadas com sêmen diluído e resfriado de cinco reprodutores asininos, nos meses de outubro de 2007 a janeiro de 2008, e alocadas em dois grupos experimentais:

T3 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0 - 3,5 cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen diluído em meio à base de leite em pó desnatado-glicose (Kenney et al., 1983), com dose inseminante de 20 ml e 400 x 106 espermatozoides móveis, previamente resfriado e estocado por 12 horas, à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997) (n = 93);

T4 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0 - 3,5 cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen diluído em meio à base de glicina-gema de ovo (Foote, 2002), com dose inseminante de 20 ml e 400 x 106 espermatozoides móveis, previamente resfriado e estocado por 12 horas, à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997) (n = 102).

Tabela 4. Distribuição dos 195 ciclos de éguas mestiças, por jumento e tratamento, no experimento IIb

Tratamento Jumento Total

1 2 3 4 5

3 27 1 18 26 21 93

4 31 3 14 28 26 102

Total 58 4 32 54 47 195

Tabela 5. Distribuição dos 195 ciclos de éguas mestiças, por categoria reprodutiva, dentro de cada tratamento, no experimento IIb

Tratamento

Categoria Reprodutiva

Total Potra Égua Solteira Égua Parida Égua no

"Cio do Potro"

1 6 39 21 27 93

2 7 48 21 26 102

Total 13 87 42 53 195

Tabela 6. Distribuição dos 195 ciclos de éguas mestiças, por idade, dentro de cada tratamento, no Experimento IIb

Tratamento Idade (anos) Total

2,5-6,0 6,5-10,0 10,5-14,0 14,5-19

1 12 45 18 18 93

2 11 51 23 17 102

Total 23 96 41 35 195

Durante a análise dos dados, subdivisões (A, B, C e D) foram realizadas dentro dos grupos experimentais, visando-se estudar: A) O efeito da idade das éguas sobre as características reprodutivas:

As fêmeas foram divididas em faixas etárias para comporem os seguintes agrupamentos, quando avaliou-se o efeito da idade das éguas sobre as características reprodutivas estudadas:

1. Éguas com idades de 2,5 a 6 anos (n= 23);

2. Éguas com idades de 6,5 a 10 anos (n = 96);

3. Éguas com idades de 10,5 a 14 anos (n = 41);

4. Éguas com idades de 14,5 a 19 anos (n = 35).

B) O efeito da categoria reprodutiva das éguas sobre a fertilidade:

As fêmeas foram agrupadas de acordo com a categoria a que pertenciam e analisadas quanto às características reprodutivas estudadas:

1. Éguas jovens que nunca gestaram (Potras) (n=13);

2. Éguas vazias da estação anterior (Éguas solteiras) (n=87);

3. Éguas com potro ao pé, inseminadas em um período acima de 20 dias pós- parto (Éguas paridas) (n=42);

4. Éguas com potro ao pé, inseminadas dentro de 20 dias pós-parto (Éguas no “cio do potro”) (n=53).

C) O efeito do jumento sobre as características reprodutivas das éguas: As fêmeas foram agrupadas de acordo com o jumento utilizado para inseminação artificial e analisadas quanto às características reprodutivas:

1. Éguas inseminadas com sêmen fresco diluído ou diluído e resfriado do jumento 1 (n=77);

2. Éguas inseminadas com sêmen fresco diluído ou diluído e resfriado do jumento 2 (n=04);

3. Éguas inseminadas com sêmen fresco diluído ou diluído e resfriado do jumento 3 (n=46);

4. Éguas inseminadas com sêmen fresco diluído ou diluído e resfriado do jumento 4 (n=70);

5. Éguas inseminadas com sêmen fresco diluído ou diluído e resfriado do jumento 5 (n= 75).

D) O efeito do mês da concepção sobre as características reprodutivas das éguas: 1. Ovulações ocorridas no mês de novembro (n=70);

2. Ovulações ocorridas no mês de dezembro (n=74);

3. Ovulações ocorridas no mês de janeiro (n=52);

4. Ovulações ocorridas nos meses de fevereiro e março (n=76) – devido ao pequeno número de ovulações ocorridas no mês de março e, não havendo diferenças nas características avaliadas nos dois meses, os mesmos foram agrupados.

Para todos os delineamentos propostos, foram estudadas as seguintes características reprodutivas:

 número de ciclos: refere-se ao número de repetições (“n”) utilizadas em cada tratamento;

 idade: idade média das éguas, em cada tratamento;

 taxa de concepção/ciclo: refere-se ao número de éguas gestantes em relação ao número de éguas trabalhadas em cada ciclo, multiplicado por 100;

 taxa de concepção total: refere-se ao número de éguas gestantes em relação ao número de éguas trabalhadas em cada tratamento, multiplicado por 100;  duração da gestação: refere-se ao

intervalo médio, em dias, entre a data da ovulação e a data do parto para as éguas que conceberam e levaram a gestação a termo;

 tempo de gestação ao último controle gestacional: refere-se a idade gestacional em que foi realizado o último exame ultrassonográfico;

 taxa de perda: refere-se ao número de éguas que sofreram perdas gestacionais em relação ao número de éguas que conceberam ou estavam gestantes em determinado período da gestação, multiplicado por 100;

 taxa de perda ajustada: refere-se ao número de éguas que sofreram perdas gestacionais em relação ao número de éguas que conceberam, excluindo-se as éguas das quais não se teve informações sobre o parto, multiplicado por 100;

 taxa de parto: refere-se ao número de partos registrados em relação ao número de éguas que conceberam, multiplicado por 100;

 taxa de parto ajustada: refere-se ao número de partos registrados em relação ao número de éguas que conceberam, excluindo-se as éguas das quais não se teve informações sobre o parto, multiplicado por 100.

 sexo dos produtos - masculino: refere- se ao número de produtos nascidos do sexo masculino em relação ao número total de produtos nascidos, multiplicado por 100;

 sexo dos produtos - feminino: refere-se ao número de produtos nascidos do sexo feminino em relação ao número total de produtos nascidos, multiplicado por 100.

4.2.3. Experimento III

4.2.3.1. Experimento IIIa: Fertilidade de éguas inseminadas com sêmen fracionado, diluído nos diluidores de leite em pó desnatado-glicose (LPDG) ou lactose–gema de ovo modificado (LGO), resfriado e estocado a 5°C em contêiner especial. Foram utilizados 44 ciclos de 44 éguas mestiças, com idades entre 2,5 e 18 anos, distribuídas uniformemente segundo a idade (tabela 8) e categoria reprodutiva (potra, égua solteira, parida ou no cio do potro) (tabela 9). As éguas foram inseminadas com sêmen de cinco reprodutores asininos, nos meses de outubro e novembro de 2010. Os animais foram distribuídos ao acaso, por meio de sorteio, em 2 grupos experimentais:

T1 - Éguas inseminadas por até 3 vezes por semana, a partir de um folículo de 3,0 cm

de diâmetro até a ovulação, com sêmen fracionado (Tischner et al. 1975), diluído em diluidor de leite em pó desnatado- glicose (Kenney et al., 1983), na dose inseminante de 22 ml e 400 x 106 de espermatozoides móveis, resfriado e estocado à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997) por um período mínimo de 12 e máximo de 24 horas (n=23);

T2 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo de 3,0 cm de diâmetro até a ovulação, com sêmen fracionado (Tischner et al. 1975), diluído em diluidor de lactose – gema de ovo modificado (Nagase e Graham, 1964), na dose inseminante de 22 ml e 400 x 106 de espermatozoides móveis, resfriado e estocado à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997) por um período mínimo de 12 e máximo de 24 horas (n=21).

Tabela 7. Distribuição de 44 ciclos de éguas mestiças, por jumento e tratamento, no experimento IIIa

Tratamento Jumento Total

J1 J2 J3 J4 J5

1 9 3 3 3 5 23

2 8 3 2 2 6 21

Total 17 6 5 5 11 44

Tabela 8. Distribuição de 44 ciclos de éguas mestiças, por idade e tratamento, no experimento IIIa

Tratamento Idade Total

2,5 – 6,5 7,0 - 11,0 11,5 – 15,5 ≥ 16

1 1 15 6 1 23

2 1 11 9 0 21

Total 2 26 15 1 44

Tabela 9. Distribuição de 44 ciclos de éguas mestiças, por categoria reprodutiva e tratamento, no experimento IIIa Tratamento Categoria Reprodutiva Total Potra Égua Solteira Égua

Parida Égua no "cio do potro"

1 1 12 4 6 23

2 1 8 5 7 21

4.2.3.2. Experimento IIIb: Fertilidade de éguas inseminadas com sêmen fracionado, diluído em diluidor de leite em pó desnatado glicose (LPDG), resfriado e estocado a 5°C em contêiner especial, nas doses de 400 ou 800 x 106 de espermatozoides móveis.

Foram utilizados 79 ciclos de 59 éguas mestiças, com idades entre 2,5 e 18 anos, agrupadas e uniformizadas segundo a idade (tabela 11) e categoria reprodutiva (potra, égua solteira, parida ou no “cio do potro”) (tabela 12). As éguas foram inseminadas com sêmen de cinco reprodutores asininos, no período compreendido entre os meses de novembro de 2010 a janeiro de 2011. Os animais foram distribuídos ao acaso, por meio de sorteio, em 2 grupos experimentais:

T3 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0

cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen fracionado (Tischner et al. 1975), diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose (Kenney et al., 1983), com dose inseminante de 22 ml e 400 x106 de espermatozoides móveis, resfriado e estocado à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997), por um período mínimo de 12 e máximo de 24 horas (n=41);

T4 – Éguas inseminadas por até três vezes por semana, a partir de um folículo com 3,0cm de diâmetro até a ovulação, utilizando sêmen fracionado (Tischner et al. 1975), diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose (Kenney et al., 1983), com dose inseminante de 22 ml e 800 x106 de espermatozoides móveis, resfriado e estocado à 5°C em contêiner especial (Palhares, 1997), por um período mínimo de 12 e máximo de 24 horas (n=38).

Tabela 10. Distribuição de 79 ciclos de éguas mestiças, por jumento e tratamento, no experimento IIIb

Tratamento Jumento Total

J1 J2 J3 J4 J5

3 15 5 7 6 8 41

4 15 5 6 5 7 38

Total 30 10 13 11 15 79

Tabela 11. Distribuição de 79 ciclos de éguas mestiças, por idade e tratamento, no experimento IIIb

Tratamento Idade Total

2,5 – 6,5 7,0 - 11,0 11,5 – 15,5 ≥ 16

3 4 24 12 1 41

4 5 19 13 1 38

Total 9 43 25 2 79

Tabela 12. Distribuição de 79 ciclos de éguas mestiças, por categoria reprodutiva e tratamento, no experimento IIIb

Tratamento Categoria Reprodutiva Total

Potra Égua Solteira Égua Parida Égua no "cio do potro"

3 3 12 12 14 41

4 4 9 15 10 38

Para a análise dos dados, subdivisões (A, B, C) foram realizadas dentro dos grupos experimentais, visando-se estudar:

A. O efeito do diluidor seminal sobre as taxas de gestação e de perdas gestacionais de éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos da raça Pêga; As fêmeas foram divididas, compondo os seguintes agrupamentos:

1. Éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos, resfriado à 5°C e diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose (n=23);

2. Éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos, resfriado à 5°C e diluído em diluidor de lactose-gema de ovo (n=21).

Em função do baixo percentual de perdas gestacionais apresentado, não foi possível a realização das análises estatísticas para esta variável.

B. O efeito da concentração espermática sobre as taxas de gestação e de perdas gestacionais de éguas inseminadas com sêmen asinino fracionado, diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose: As fêmeas foram divididas, compondo os seguintes agrupamentos:

1. Éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos, resfriado à 5°C, diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose em uma dose inseminante de 400 x 106 milhões de espermatozoides móveis (n=41);

2. Éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos, resfriado à 5°C, diluído em diluidor de leite em pó desnatado-glicose em uma dose inseminante de 800 x 106 milhões de espermatozoides móveis (n=38).

Em função do baixo percentual de perdas gestacionais apresentado, não foi possível a realização das análises estatísticas desta variável.

C. O efeito do mês de ocorrência da ovulação sobre as taxas de gestação e de perdas gestacionais de éguas inseminadas com sêmen fracionado de jumentos da raça Pêga: 1. Ovulações ocorridas no mês de outubro (n=35); 2. Ovulações ocorridas no mês de novembro (n=48); 3. Ovulações ocorridas no mês de dezembro (n=40).

Para todos os delineamentos propostos, foram estudadas as seguintes características reprodutivas:

 número de ciclos: refere-se ao número de repetições (“n”) utilizadas em cada tratamento;

 idade: idade média das éguas, em cada tratamento;

 taxa de gestação/ciclo: refere-se ao número de éguas gestantes em relação ao número de éguas trabalhadas em cada ciclo, multiplicado por 100;

 taxa de perda: refere-se ao número de éguas que sofreram perdas gestacionais em relação ao número de éguas que conceberam, multiplicado por 100.

4.2.4. Experimento IV: Fertilidade de éguas submetidas à regime de monta natural controlada, utilizando-se reprodutores asininos ou equinos.

Foram utilizados 74 ciclos de 59 éguas mestiças (tabela 13), com idades entre 2,5 e 20 anos (tabela 14), pertencentes a quatro categorias reprodutivas (potra, égua solteira, parida ou no “cio do potro”) (tabela 15). As éguas foram submetidas a um regime de monta natural controlada, utilizando-se três reprodutores equinos ou sete reprodutores asininos (tabela 16), no período compreendido entre os meses de

novembro de 2010 a março de 2011, e distribuídas em dois grupos experimentais, a saber:

T1 – Éguas submetidas a regime de monta natural controlada, a partir de um folículo

de 3,0-3,5 cm de diâmetro até a ovulação, utilizando-se reprodutores asininos (n=36); T2 – Éguas submetidas a regime de monta natural controlada, a partir de um folículo de 3,0-3,5 cm de diâmetro até a ovulação, utilizando-se reprodutores equinos (n=38).

Tabela 13. Distribuição das éguas por número, ciclo e tratamento, no experimento IV.

Tratamento Éguas Ciclos

1 31 36

2 30 38

Total 61* 74

*Duas éguas foram utilizadas nos dois tratamentos.

Tabela 14. Distribuição dos 74 ciclos de éguas mestiças, por idade e tratamento, no experimento IV

Tratamento 2,5 – 6,5 Idade Total

7,0 - 11,0 11,5 – 15,5 ≥ 16

1 3 15 14 4 36

2 0 16 20 2 38

Total 3 31 34 6 74

Tabela 15. Distribuição dos 74 ciclos de éguas mestiças, por categoria reprodutiva e tratamento, no experimento IV

Tratamento

Categoria Reprodutiva

Total Potra Égua Solteira Égua

Parida Égua no "cio do potro"

1 3 14 17 2 36

2 0 17 18 3 38

Total 3 31 35 5 74

Tabela 16. Distribuição dos 74 ciclos de éguas mestiças, por reprodutor e tratamento, no experimento IV

Reprodutor Espécie Tratamento Total

T1 T2 1 Equina 24 0 24 2 Equina 08 0 08 3 Equina 06 0 06 4 Asinina 0 05 05 5 Asinina 0 03 03 6 Asinina 0 05 05 7 Asinina 0 02 02 8 Asinina 0 10 10 9 Asinina 0 07 07 10 Asinina 0 04 04 Total - 38 36 74

Para a análise dos dados, subdivisões (A, B) foram realizadas dentro dos grupos experimentais, visando-se estudar:

A. O efeito do tipo de cruzamento sobre as taxas de gestação/ciclo e de perdas gestacionais de éguas:

Para isso, as fêmeas foram divididas em dois grupos, a saber:

1. Éguas submetidas à cruzamentos intraespécies (égua x garanhões) (n=38); 2. Éguas submetidas à cruzamentos interespécies (égua x jumentos) (n=36). B. O efeito do mês da ovulação sobre as taxas de perdas gestacionais de éguas submetidas à cruzamentos intra ou interespécies:

As fêmeas foram agrupadas de acordo com o mês de ocorrência da ovulação, sendo: 1. Ovulações ocorridas em outubro (n=5); 2. Ovulações ocorridas em novembro (n=8);

3. Ovulações ocorridas em dezembro (n=20);

4. Ovulações ocorridas em janeiro (n=14); 5. Ovulações ocorridas em fevereiro (n=24);

6. Ovulações ocorridas em março (n=3). Para todos os delineamentos propostos, foram estudadas as seguintes características reprodutivas:

 número de ciclos: refere-se ao número de repetições (“n”) utilizadas em cada tratamento;

 idade: idade média das éguas, em cada tratamento;

 taxa de gestação/ciclo: refere-se ao número de éguas gestantes em relação ao número de éguas trabalhadas em cada ciclo, multiplicado por 100;

 taxa de perda: refere-se ao número de éguas que sofreram perdas gestacionais em relação ao número de éguas que conceberam, multiplicado por 100.

4.2.5. Experimento V: Metanálise envolvendo a fertilidade e as perdas gestacionais de éguas submetidas à cruzamentos intra ou interespécies

Este experimento compreendeu os dados de fertilidade das éguas utilizadas nos experimentos II, III e IV, envolvendo 384 ciclos de éguas mestiças, com idades variando de 2,5 a 20 anos, e pertencentes à quatro categorias reprodutivas (potras, éguas solteiras, paridas ou no “cio do potro”). As éguas foram distribuídas em dois grupos experimentais, a saber:

T1 – Éguas submetidas à cruzamentos intraespécies (égua x garanhão) (n=38); T2 – Éguas submetidas à cruzamentos interespécies (égua x jumento) (n=346). Os dados foram agrupados e submetidos à uma metanálise, com o objetivo de avaliar as taxas de concepção e de perdas gestacionais das éguas pertencentes ao T2, funcionando o T1 como um grupo controle. Para as análises estatísticas, subdivisões foram realizadas dentro dos grupos experimentais (A,B,C,D), visando-se estudar:

A. O efeito do tipo de cruzamento sobre as taxas de gestação/ciclo e de perdas gestacionais:

Para isso, as fêmeas foram divididas em dois grupos, a saber:

1. Éguas submetidas à cruzamentos intraespécies (égua x garanhão) (n=38); 2. Éguas submetidas à cruzamentos interespécies (égua x jumentos) (n=346).

B. efeito da categoria reprodutiva sobre as taxas de perdas gestacionais de éguas submetidas à cruzamentos intra ou interespécies:

Para isso, as fêmeas foram agrupadas de acordo com a categoria reprodutiva a que pertenciam, sendo:

1. Éguas jovens que nunca gestaram (Potras) (n=13);

2. Éguas vazias da estação anterior (Éguas solteiras) (n=83);

3. Éguas com potro ao pé, inseminadas em um período acima de 20 dias pós-parto (Éguas paridas) (n=81);

4. Éguas com potro ao pé, inseminadas dentro de 20 dias pós-parto (Éguas no “cio do potro”) (n=48).

C. O efeito do mês da ovulação sobre as taxas de perdas gestacionais de éguas submetidas à cruzamentos intra ou interespécies:

1. Ovulações ocorridas em outubro (n=14); 2. Ovulações ocorridas em novembro (n=54);

3. Ovulações ocorridas em dezembro (n=65);

4. Ovulações ocorridas em janeiro (n=35); 5. Ovulações ocorridas em fevereiro (n=50);

6. Ovulações ocorridas em março (n=7). D. O efeito do bimestre de ocorrência da ovulação sobre as taxas de perdas gestacionais de éguas submetidas à cruzamentos intra ou interespécies:

1. Ovulações ocorridas no bimestre outubro/novembro (n=68);

1. Ovulações ocorridas no bimestre dezembro/janeiro (n=100);

2. Ovulações ocorridas no bimestre fevereiro/março (n=57).

Para todos os delineamentos propostos, foram estudadas as seguintes características reprodutivas:

 número de ciclos: refere-se ao número de repetições (“n”) utilizadas em cada tratamento;

 taxa de gestação/ciclo: refere-se ao número de éguas gestantes em relação ao número de éguas trabalhadas em cada ciclo, multiplicado por 100;  taxa de perda: refere-se ao número de

éguas que sofreram perdas gestacionais em relação ao número de éguas que conceberam, multiplicado por 100. 4.3. Manejo reprodutivo e nutricional das éguas

4.3.1. Experimento II

Foram utilizadas 208 éguas mestiças, sendo 67 no experimento IIa e 141 no experimento IIb. As fêmeas apresentavam idades variando de 2,5 a 19 anos, e pertenciam a quatro categorias reprodutivas (potra, égua solteira, parida ou no “cio do