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Dimensionamento e Simula¸c˜ ao Estacion´ aria

Os processos de separa¸c˜ao submarina propostos bem como os resultados das simula¸c˜oes em regime estacion´ario est˜ao apresentados no Process Flow Diagram (PFD) das Figuras 4.19 e 4.20, respectivamente. Os dois PFDs se diferenciam ape- nas pela integra¸c˜ao energ´etica presente no segundo fluxograma. Como mencionado na Se¸c˜ao 3.2 o conceito adotado para o processo buscou garantir flexibilidade ope- racional atrav´es da utiliza¸c˜ao de uma etapa de condicionamento da corrente de alimenta¸c˜ao. Essa etapa conta com a presen¸ca de uma v´alvula de despressuriza¸c˜ao e trocadores de calor que permitem o ajuste do ponto de equil´ıbrio a montante do vaso de separa¸c˜ao. O vaso vertical garante tempo de residˆencia adequado para que ocorra a separa¸c˜ao das fases. A corrente contendo as fase aquosa e a fase oleosa deixa o vaso pelo fundo, seguindo para a plataforma. Uma v´alvula de controle foi considerada na corrente de fundo. A corrente rica em CO2, que sai pelo topo do vaso, ´e enviada para um resfriador aumentando a densidade na suc¸c˜ao da bomba de inje¸c˜ao. Uma v´alvula de controle foi proposta a jusante da bomba de inje¸c˜ao. No fluxograma sem integra¸c˜ao energ´etica (IE) a corrente rica em CO2 ´e enviada para o

reservat´orio, enquanto no processo com IE essa corrente ´e utilizada para pr´e-aquecer a corrente de alimenta¸c˜ao.

Antes da avalia¸c˜ao e descri¸c˜ao dos resultados da simula¸c˜ao propriamente ditos, uma etapa inicial de dimensionamento foi realizada. Essa etapa permitiu determinar a dimens˜ao dos equipamentos do processo. Para isso, o sistema de equa¸c˜oes n˜ao lineares, que representa o modelo do processo em regime estacion´ario, foi resolvido para o conjunto de crit´erios e restri¸c˜oes de projeto considerados e discutidos a seguir. Dimensionamento

O processo foi concebido para processar 0,28 m3/s (150 103 bpd) de um fluido de reservat´orio a 150 bar e 40`C, contendo 75% mol de CO2 (Tabela 3.4). Nessas condi¸c˜oes se espera a existˆencia de trˆes fases l´ıquidas em equil´ıbrio. A composi¸c˜ao global do fluido bem como a composi¸c˜ao de cada uma das fases, obtidas atrav´es do algoritmo de flash trif´asico, est˜ao apresentadas na Figura 4.5. Os s´ımbolos x, y e w foram utilizadas para representar a fase oleosa, a fase rica em CO2 e a fase aquosa,

respectivamente. A quantidade xi representa a fra¸c˜ao molar do componente i na

fase oleosa assim como yi e wi representam a fra¸c˜ao molar do componente i na fase

rica em CO2 e na fase aquosa, respectivamente. Considerando os hidrocarbonetos

presentes na mistura, o teor relativo de CH4 ´e de 20% mol, tratando-se portanto

de um ´oleo de elevada RGO e rico em metano. A propor¸c˜ao molar da mistura CO2/´oleo/´agua foi de 3 0, 96  0, 04. O ´oleo ´e constitu´ıdo pelas fra¸c˜oes F1, F2, F3, F4 e pelo metano.

Tabela 4.5: Composi¸c˜ao do fluido de reservat´orio mol/mol

Esp´ecie Global xi yi wi

H2O 0,0100 0,0013 0,0030 0,9997 CO2 0,7500 0,6794 0,8967 0,0003 CH4 0,0480 0,0473 0,0505 0,0000 F1 0,0543 0,0706 0,0255 0,0000 F2 0,0443 0,0612 0,0146 0,0000 F3 0,0520 0,0765 0,0085 0,0000 F4 0,0413 0,0634 0,0012 0,0000

A fase oleosa corresponde a 65% mol com um teor de CO2 de 68% mol. A fase rica em CO2 corresponde a 34% mol com quase 90% de CO2 na sua composi¸c˜ao. A fase aquosa tamb´em est´a presente mas apresenta pouca influˆencia no comportamento das demais fases uma vez que as solubilidade do CO2 na fase aquosa ´e 0,03% e para

os hidrocarbonetos esse valor ´e ainda menor. A fra¸c˜ao molar das fases existentes no reservat´orio est˜ao apresentadas na Tabela 4.6.

Tabela 4.6: Propor¸c˜ao das fases na condi¸c˜ao de reservat´orio Fase S´ımbolo Fra¸c˜ao Molar

(mol/mol)

Oleosa βx 0,65

Rica em CO2 βy 0,34

Aquosa βw 0,01

Note que uma grande quantidade de CO2 ainda permanece na fase oleosa. Esta

quantidade de di´oxido de carbono pode ser enviada para a fase rica em CO2 atrav´es

da eleva¸c˜ao da temperatura e da redu¸c˜ao da press˜ao. O processo foi projetado para alcan¸car uma fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2y) de 50% na entrada do vaso separador. Para se alcan¸car esse crit´erio as condi¸c˜oes operacionais no interior do vaso devem ser de 57,1`C e 100 bar. Este e os demais objetivos de projeto considerados no dimensionamento dos equipamentos est˜ao resumidos na seguinte lista:

• Vaz˜ao volum´etrica de 0,28 m3

/s (150 103 bpd) a jusante da v´alvula de des- pressuriza¸c˜ao;

• Press˜ao de opera¸c˜ao de 100 bar no vaso de separa¸c˜ao;

• Fra¸c˜ao molar de 50% da fase rica em CO2na alimenta¸c˜ao do vaso de separa¸c˜ao

(Equivalente a temperatura de 57,1`C no vaso separador); • ∆Tcrit=5`C no aquecedor de integra¸c˜ao energ´etica;

• Arranjo contra-corrente no aquecedor de integra¸c˜ao energ´etica; • Massa espec´ıfica de 600 kg/m3

na alimenta¸c˜ao da bomba de inje¸c˜ao (Equiva- lente a temperatura de 30,5`C na suc¸c˜ao da bomba);

• N´ıvel de l´ıquido (´oleo+´agua) de 50% no vaso separador; • Press˜ao de 300 bar na descarga da bomba de inje¸c˜ao; • Abertura nominal de 50% em todas as v´alvulas;

• Press˜ao no contorno do processo: 90 bar a jusante da v´alvula de fundo e 290 bar a jusante da v´alvula de topo.

A dimens˜ao de cada equipamento foi calculada de modo a se garantir esses ob- jetivos de projeto. As constantes das v´alvulas foram dimensionadas para garantir a vaz˜ao nominal das correntes. A carga t´ermica do aquecedor e do resfriador foram dimensionadas para garantir uma fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2 de 50% na ali- menta¸c˜ao do vaso separador e uma densidade de 600 kg/m3 na suc¸c˜ao da bomba de inje¸c˜ao, respectivamente. A potˆencia foi calculada para se atingir um diferencial de press˜ao de 200 bar ao longo da bomba de inje¸c˜ao. As dimens˜oes obtidas para os equipamentos do processo est˜ao resumidas na Tabela 4.7.

Uma grande quantidade de energia foi necess´aria para aquecer a corrente de alimenta¸c˜ao do vaso separador, 8,5 MW. A integra¸c˜ao energ´etica foi capaz de reduzir em 18% essa demanda energ´etica. A potˆencia da bomba de inje¸c˜ao tamb´em foi elevada representando cerca de 17,5% (1,8 MW) do consumo energ´etico do processo. A influˆencia do tempo de residˆencia na eficiˆencia de separa¸c˜ao n˜ao foi abordada, presumindo-se condi¸c˜ao de equil´ıbrio. A dimens˜ao do vaso separador foi escolhida em consonˆancia com os valores t´ıpicos da ind´ustria offshore. O tempo de residˆencia para o vaso separador foi de 2 min, enquanto que para os trocadores de calor foi de 0,25 min.

O consumo energ´etico total do processo, 10,3 MW (soma da carga t´ermica do aquecedor e da potˆencia da bomba), foi expressivo o que pode eventualmente com- prometer a viabilidade econˆomica do projeto. Essa demanda torna-se ainda mais cr´ıtica em um processo de separa¸c˜ao situado a mais de 2000 m de profundidade da superf´ıcie marinha. Buscar alternativas e integra¸c˜oes no processo que possam

Tabela 4.7: Dimens˜ao e dados de projeto dos equipamentos.

Equipamento S´ımbolo Valor Unidade

Diˆametro do Vaso Separador Dsep 3 m

Altura do Vaso Separador Lsep 5 m

V´alvula de despressuriza¸c˜ao Kv 98 - V´alvula de fundo Kv,F 62 - V´alvula de topo Kv,T 160 - Aquecedor IE UA 0,156 MW.K1 Qaqu,IE 1,5 MW.K Aquecedor Qaqu 8,5 1 MW Resfriador Qresf -5,5 MW Bomba Hb 3001 m Potˆencia 1,8 MW 1

Para o processo com integra¸c˜ao energ´etica Qaqu=7 MW.

contribuir para redu¸c˜ao dos custos operacionais e minimizar o investimento pode ser essencial para garantir a superioridade econˆomica do projeto frente `a tecnologia convencional. A solu¸c˜ao de integra¸c˜ao energ´etica vai ao encontro da racionalidade do consumo de energia buscando maximizar a eficiˆencia energ´etica. Foi considerada a possibilidade de integra¸c˜ao energ´etica atrav´es do aproveitamento da energia contida na corrente rica em CO2 na descarga da bomba de inje¸c˜ao para pr´e-aquecimento da linha de alimenta¸c˜ao do vaso separador. Devido ao elevado diferencial de press˜ao necess´ario para reinje¸c˜ao do CO2 h´a consequentemente uma eleva¸c˜ao da tempera- tura na corrente de descarga, permitindo aproveit´a-la em um processo de integra¸c˜ao energ´etica. A fase rica em CO2 tem sua temperatura elevada de cerca de 30 `C,

na suc¸c˜ao da bomba, para 60 `C na descarga. Foi realizada uma an´alise pr´evia com intuito de avaliar e definir a configura¸c˜ao mais adequada para o trocador de integra¸c˜ao energ´etica. A an´alise foi realizada para os arranjos paralelo e contra- corrente considerando-se trˆes valores para a temperatura m´ınima (∆Tcrit) entre as

corrente fria e a corrente quente, 1`C, 3`C, 5`C e 10`C. Em cada um desses cen´arios a carga t´ermica foi dimensionada. A Figura 4.17 ilustra a carga t´ermica poss´ıvel em cada configura¸c˜ao. Observou-se que quanto maior o ∆Tcrit, maior a semelhan¸ca entre os dois arranjos quanto `a eficiˆencia energ´etica. Por´em, foi identificada uma superioridade na configura¸c˜ao contra-corrente para valores baixos de ∆Tcrit e por

isso esse arranjo foi escolhido. Como heur´ıstica, foi proposto um ∆Tcrit de 5 `C

resultando em uma economia de 14,3% na demanda energ´etica do processo como um todo. Foi observado uma redu¸c˜ao acentuada na temperatura do fluido quente

Figura 4.17: Carga T´ermica versus Configura¸c˜ao do trocador de calor IE.

Figura 4.18: Perfil de temperatura do trocador de calor IE em contra-corrente e com ∆Tcrit=5`C.

(Figura 4.18). Esse fato foi associado `a menor vaz˜ao aliada `a menor capacidade calor´ıfica da corrente rica em CO2.

Simula¸c˜ao Estacion´aria

Os resultados das simula¸c˜oes demonstraram que o processo de separa¸c˜ao sub- marina de CO2 (PSS CO2) ´e vi´avel tecnicamente e pode ser empregado para o desenvolvimento da produ¸c˜ao em campos contendo elevado teor de CO2. O pro- cesso foi capaz de reduzir consideravelmente a quantidade de CO2 que vai para a superf´ıcie. Como pode ser visto na Tabela 4.8, n˜ao empregar o PSS implica em enviar 7731,6 kmol/h de CO2 para a planta de processamento g´as na superf´ıcie.

Esse valor corresponde a 75% da vaz˜ao molar na corrente de alimenta¸c˜ao que ´e de 10308,8 kmol/h. Quando apenas o equil´ıbrio de fases na condi¸c˜ao de reservat´orio ´e levado em considera¸c˜ao e o CO2 ´e removido no leito marinho, o fluxo de CO2

Tabela 4.8: Benef´ıcios do PSS CO2 Processo Vaz˜ao de CO2 (kmol.h1) Redu¸c˜ao Sem PSS 7731,6 - PSS 4556,5 41% PSS + Condicionamento 2929,8 62%

cai para 4556,5 kmol/h, o que significa uma redu¸c˜ao de 41%. Se uma etapa de condicionamento da corrente de alimenta¸c˜ao for realizada, manipulando-se T e P, o fluxo de CO2 enviado para a superf´ıcie passa a ser de apenas 2929,8 kmol/h, o

que corresponde a uma redu¸c˜ao de 62%. Como o envio de uma grande quantidade de CO2 para superf´ıcie ´e evitado, plantas de processamento de g´as de menor di-

mens˜ao e complexidade s˜ao necess´arias. Al´em disso, os riscos associados `a garantia de escoamento, como a redu¸c˜ao de temperatura devido ao efeito JT, s˜ao mitigados. Essas caracter´ısticas possuem o potencial de aumentar a atratividade econˆomica dos projetos, reduzindo o investimento e os custos operacionais.

Os PFDs contidos nas Figuras 4.19 e 4.20 representam os resultados da simula¸c˜ao do processo em regime estacion´ario. A seguir ´e realizada uma descri¸c˜ao dos resul- tados obtidos para o processo com IE apenas. O entendimento do processo sem IE ´e imediato, uma vez que se trata de um caso particular do processo com IE.

O fluido contido no reservat´orio com uma fra¸c˜ao molar global de CO2 de 75%,

a 40`C e 150 bar, escoa com uma vaz˜ao de 0,28 m3/s (150 103 bpd) passando por uma v´alvula que gera um ∆P de 50 bar com a finalidade de reduzir o teor de CO2 na fase oleosa e aumentar a fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2. Antes de

entrar no separador, o fluido de reservat´orio ´e aquecido minimizando a quantidade de CO2 presente na fase oleosa. A etapa de condicionamento foi capaz de aumentar a fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2 de 36% nas condi¸c˜oes de reservat´orio para 50% na alimenta¸c˜ao do vaso separador. Por outro lado, a quantidade de CO2 na fase

oleosa foi reduzida em 36%. Isso ocorre porque, apesar da pequena redu¸c˜ao da fra¸c˜ao molar de CO2 (de 68% para 58%), a fra¸c˜ao molar da fase oleosa passa de 65%

para 49% mol. A elevada concentra¸c˜ao de CO2 que ainda permanece na fase oleosa,

leva `a conclus˜ao de que o benef´ıcio de se empregar o PSS n˜ao consiste em enviar `

a superf´ıcie um ´oleo como baixo teor de CO2, mas sim em evitar que uma grande

volume de CO2 seja processado na planta de g´as. O condicionamento ainda reduz a perda de hidrocarbonetos leves para fase a rica em CO2 e aumenta a eficiˆencia de separa¸c˜ao uma vez que proporciona uma maior diferen¸ca de densidade entre as fases.

foi insignificante. Esse comportamento ´e esperado uma vez que o efeito JT ´e mais pronunciado em condi¸c˜oes de baixa press˜ao e alta temperatura. Para o CO2, quanto

maior a temperatura mais rapidamente µJ T cresce, durante um processo de descom-

press˜ao. Apesar de crescer mais lentamente, o CO2 a baixas temperaturas apresenta um maior µJ T ao final da descompress˜ao, ver Figura 1.7. A princ´ıpio nenhuma a¸c˜ao deve ser tomada em rela¸c˜ao `a perda de temperatura no processo proposto. A condi¸c˜ao simulada (40`C e 150 bar) pode ser considerada uma condi¸c˜ao lim´ıtrofe muito particular. Isto significa que se a condi¸c˜ao do reservat´orio fosse um pouco dife- rente, por exemplo, 60`C e 100 bar, os efeitos de resfriamento seriam mais relevantes, aumentando os riscos relacionados `a garantia de escoamento como a possibilidade de forma¸c˜ao de hidrato e deposi¸c˜ao de parafina. Nesses casos recomenda-se inverter a posi¸c˜ao da v´alvula e do aquecedor na etapa de condicionamento.

Ap´os a descompress˜ao a corrente de alimenta¸c˜ao passa por dois trocadores de ca- lor. O primeiro deles utiliza a corrente de descarga da bomba de inje¸c˜ao como fluido quente, elevando assim a eficiˆencia energ´etica do processo. Entretanto, a vaz˜ao redu- zida (metade da vaz˜ao molar da corrente de alimenta¸c˜ao) e o baixo calor espec´ıfico (cp) da corrente rica em CO2 fazem com que sua temperatura decres¸ca rapidamente

limitando o potencial de aquecimento da corrente de alimenta¸c˜ao. Mesmo assim, a integra¸c˜ao energ´etica foi capaz de reduzir a demanda energ´etica em 1,5 MW. O calor espec´ıfico do CO2 decresce com o aumento da press˜ao (LEMMON et al., 2018).

Isso limita o emprego da corrente rica em CO2 na descarga da bomba como

fluido quente. Um alternativa poderia ser o emprego de um conceito de bombas multiest´agio no qual as correntes intermedi´arias, com menor n´ıvel de press˜ao, seriam utilizadas em uma rede de integra¸c˜ao energ´etica. Al´em de aumentar a eficiˆencia da integra¸c˜ao energ´etica, esse arranjo, pode melhorar a eficiˆencia da bomba uma vez que a corrente rica em CO2 seria resfriada antes de cada est´agio de bombeamento

elevando sua densidade. Para se alcan¸car uma fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2 de

50% na entrada do vaso separador uma expressiva quantidade de energia ´e necess´aria (7MW), o que ´e realizado pelo emprego de um outro trocado de calor.

Finalmente as fases do fluido de reservat´orio est˜ao prontas para serem separadas. A fra¸c˜ao molar de CO2 na fase oleosa foi reduzida de 68% para 58%, enquanto a

fra¸c˜ao molar da fase rica em CO2 passou de 34% para 50%. As fases foram sepa- radas em um vaso vertical com entrada tangencial a fim de aumentar a eficiˆencia de separa¸c˜ao. As fases oleosa e aquosa deixam o vaso pelo fundo e seguem natural- mente para superf´ıcie ap´os passar por uma v´alvula de controle. A fase rica em CO2

contendo 92% de CO2 flui pelo topo do vaso com baixa densidade (274,5 kg/m 3

) e encontra um resfriador para garantir que a densidade seja elevada o suficiente na suc¸c˜ao da bomba de inje¸c˜ao. A bomba requer uma potˆencia de 1,8 MW para elevar a press˜ao de 100 bar para 300 bar.