7 A APRESENTAÇÃO DOS RELATÓRIOS DE PESQUISA: NORMAS E ORIENTAÇÕES
7.1 DISTRIBUIÇÃO DO TEXTO NA FOLHA 1 Paginação
Todas as folhas devem ser contadas seqüencialmente, embora nem todas sejam numeradas, a partir da folha de rosto. As folhas devem ser numeradas com números arábicos, a partir da primeira folha da parte textual, colocados no canto superior direi- to da folha, a 2 cm da borda superior, ficando o último algarismo a 2 cm da borda direi- ta. As páginas que iniciam capítulos, partes ou divisões, as chamadas páginas capitu- lares, são contadas mas não numeradas.
7.1.2 Papel, margens e espacejamento
Para a datilografia ou digitação são utilizadas as folhas A4, tamanho 210 mm x 297 mm.
Há dois modelos de distribuição do texto na folha: um modelo serve para as pági- nas capitulares, isto é, que iniciam partes com título próprio e com uso de nova pági- na, e o outro modelo para as páginas de continuação. A diferença da forma está na
margem superior, em que se deixa 8 cm de margem superior entre o texto e a borda nas páginas capitulares e 3 cm nas demais. A margem esquerda deve ser de 3 cm e a da direita e a inferior de 2 cm. As Figuras de 13 e 14 e mostram os dois modelos com os detalhes das margens que devem ser obedecidos.
Todo o texto deve ser digitado com 1,5 de entrelinhas, recomendando-se a utili- zação do corpo 12 para o texto e 10 para as citações longas e notas de rodapé. Essas últimas e as referências bibliográficas são digitadas em espaço simples (1,0). Dei- xam-se dois espaços duplos entre os títulos que encabeçam as partes e subdivisões e entre o texto e o início de uma citação longa.
FIGURA 13 – Modelo de página capitular
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FIGURA 14 – Modelo de página de continuação
7.1.3 Citações: forma de apresentação
As citações podem ser sob a forma de transcrição, em que se reproduz o texto, ou de paráfrase, em que se usa a citação livre do texto, sem reprodução. Elas podem ser diretas, quando reproduzem diretamente o texto original, ou citação de citação, quan- do são retiradas de uma fonte intermediária (utilizando-se a expressão apud).
As transcrições de até três linhas são inseridas no próprio texto e devem ser colo- cadas entre aspas duplas.
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Exemplo de transcrição direta:
Exemplo de paráfrase:
Exemplo de transcrição de fonte intermediária:
As transcrições com mais de três linhas constituem um parágrafo isolado, desta- cadas com recuo de 4 cm da margem esquerda, com letra menor que a do texto utiliza- do e sem aspas.
Exemplo de transcrição com mais de três linhas:
Por isso, o conhecimento do senso comum caracteriza-se por ser elaborado de forma espontânea e instintiva. No dizer de Buzzi (1972, p. 46-47) “... é um conhe- cer e um representar a realidade tão colado, tão solidário à própria realidade, que o homem quase não se distancia dela; é quase pura vida, de modo que, tomado isola- do do processo da vida (...) de quem o elaborou, resulta a-lógico”.
(...) No plano vertical, que liga o pensamento com a realidade, busca-se a cor- respondência desses enunciados com a realidade fenomenal. O conhecimento é o produto do encadeamento desses dois planos, pela oscilação cíclica do espírito en- tre tais juízos e a posição da realidade fenomenal (MOLES, 1971, p. 552).
A imagem inteligível do mundo proporcionada pela ciência é construída à ima- gem da razão e apenas contrastada com esse mundo exterior. Bachelard (1974, p. 19) afirma que
A ciência suscita um mundo, não mais por um impulso mágico, ima- nente à realidade, mas antes por um impulso racional imanente ao espírito. Após ter formado, nos primeiros esforços do espírito científico, uma razão à imagem do mundo, a atividade espiritual da ciência moderna dedica-se a construir um mundo à imagem da razão. A atividade científica realiza, em toda a força do termo, conjuntos racionais.
Para que haja ciência há necessidade de dois aspectos: um subjetivo, o que cria, o que projeta, ...
Segundo Wricht (apudHEGENBERG, 1976, p. 174), a indução pode ser caracte-
rizada da seguinte forma: “...do fato de que algo é verdade, relativamente a certo número de elementos de uma dada classe, conclui-se que o mesmo será verdade, re- lativamente a elementos desconhecidos da mesma classe”.
A fonte de uma citação, que deve sempre ser indicada (transcrição ou paráfrase), pode aparecer no texto, no rodapé ou em lista no fim do texto ou do capítulo. De acor-
do com a norma NBR 10520, as citações devem ser indicadas no texto ou por um sis-
tema numérico ou pelo autor-data. O sistema que for escolhido deverá ser adotado uniformemente em todo o trabalho.
No sistema numérico as citações devem ter numeração única e consecutiva para todo o trabalho ou por capítulo. A primeira citação deve ter sua referência bibliográfica completa e as subseqüentes podem ser referenciadas de forma abreviada, desde que não haja referências intercaladas de outras obras do mesmo autor. As referências sub- seqüentes são indicadas utilizando-se as seguintes expressões latinas, de acordo com cada caso:
apud (citado por, conforme, segundo); ibidem ou ibid. (na mesma obra); idem ou id. (igual à anterior);
opus citatum ou op. cit. (obra citada); passim (aqui e ali);
sequentia ou seq. (seguinte ou que segue).
No sistema autor-data, indica-se a fonte pelo sobrenome do autor ou pela institui- ção responsável ou, ainda, pelo título de entrada, seguido da data da publicação e, quando for o caso, da(s) página(s) ou seção(ões), separados por vírgula e colocados entre parênteses.
Exemplos:
Popper (1977, p. 93) nos fornece essa interpretação ao afirmar que um enuncia- do científico é objetivo quando, alheio às crenças pessoais, puder ser apresentado à crítica, à discussão, e puder ser intersubjetivamente submetido a teste.
(...) O conhecimento é o produto do encadeamento desses dois planos, “pela os- cilação cíclica do espírito entre tais juízos e a posição da realidade fenomenal” (MOLES, 1971, p. 552).
7.2 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: NORMAS DE APRESENTAÇÃO