OBJETIVO IV: Fotalecer a governabilidade e a articulação institucional Linhas de Ação:
ECOSSISTEMAS E BIODIVERSIDADE TERRESTRE E AQUÁTICA
Diretriz I.1.3: Elaborar e implantar um Programa de Gestão dos Ecossistemas e daBiodiversidade Terrestre e Aquática
Justificativa: As iniciativas em curso na região necessitam ser implementadas de forma
integrada, na medida em que os diversos fatores ambientais a que estão direcionados apresentam forte inter-relação. Esta integração deve abranger igualmente os diferentes agentes envolvidos para harmonização de critérios.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, com apoio dos diferentes níveis de governo, ONG,
Universidades e Empreendedores.
Diretriz I.1.4: Vincular ao Programa os projetos em andamento nas diversas instanciasgovernamentais:
Projeto Mata Atlântica (Jardim Botânico)
Projeto de Proteção da Mata Atlântica (PPMA/RJ) Programa Corredores Verdes (SEA)
ICMS Verde (SEA)
Projeto de Recuperação Ambiental da Bacia do Rio Guandu/APA Guandu (PPA/RJ) Projeto de Recuperação Ambiental das Bacias dos rios Iguaçu, Botas e Sarapuí (PPA/RJ) Projeto Mutirão Reflorestamento (Município do RJ): revegetação e recuperação de
ambientes degradados
Projeto Reflorestar (Paracambi)
Programa de Recuperação dos Manguezais da BG (Magé)
Justificativa: Na área estratégica encontram-se em andamento diversos
planos/programas/projetos ambientais das esferas federal, estadual e municipal. É de particular importância, portanto, que se promova a integração dos diferentes agentes responsáveis, de modo a assegurar harmonia entre as diversas ações que estarão sendo desenvolvidas.
Instituições Envolvidas: ICMBio, SEA, INEA, ONG Ambientalistas, Universidades,
Institutos de Pesquisa, Conselhos e Administrações Gestoras das UC, com apoio dos Empreendedores.
Espécies Ameaçadas:
Diretriz I.1.5: Incentivar e apoiar estudos relacionados ao estabelecimento de indicadoresambientais para espécies ameaçadas de extinção.
Justificativa: A área estratégica possui diversas espécies ameaçadas de extinção da fauna
e flora que são precariamente conhecidas sob os mais variados aspectos de sua biologia ou sobre o impacto, no longo prazo, das atividades antrópicas sobre suas populações. Nesse sentido, faz-se necessário acompanhar a evolução do status de conservação de espécies chaves, sobretudo as raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção, de modo a viabilizar sua utilização como bioindicadores da qualidade ambiental.
Os indicadores ambientais poderão ser utilizados para revelar informações sobre a intensidade, evolução e geografia das ameaças às espécies; a disponibilidade de habitat e a localização de áreas críticas; a eficiência do sistema de UC; a efetividade, as lacunas e a cobertura espacial dos esforços de conservação; e o nível de conhecimento sobre a biodiversidade da Mata Atlântica e do espelho d´água da BG, em escala regional e sobre a ecologia e o manejo de espécies ameaçadas.
Indicadores particularmente importantes incluem os números atuais e históricos de espécies ameaçadas por grupo taxonômico/ecológico ou região; o número e evolução de áreas críticas; o número de espécies que têm populações dentro de UC ou programas para seu manejo; o número de regiões, áreas ou centros de endemismo para os quais nenhum esforço de conservação significativo está sendo realizado; e o número de grupos taxonômicos que são insuficientemente conhecidos, em termos de sua sistemática ou distribuição geográfica.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio AmbienteMunicipais, Universidades e Institutos de Pesquisa, Conselhos e Administrações Gestoras das Unidades de Conservação, com apoio de Empreendedores.
Diretriz I.1.6:Incentivar e apoiar iniciativas e estudos relacionados à atualização da lista estadual de
espécies ameaçadas de extinção da fauna e flora.
Justificativa: Aslistas de espécies ameaçadas de extinção constituem a base das iniciativaspara proteger a fauna e a flora pela seleção de áreas protegidas e demais medidas de conservação, sejam em escala local ou regional. Para isso, é fundamental que cada município aprimore o conhecimento acerca das espécies raras, endêmicas e/ou ameaçadas presentes em seu território, sobretudo no que diz respeito à sua distribuição geográfica.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio Ambiente
Diretriz I.1.7: Estruturar uma rede de centros de referência de triagem e repovoamento de áreas legalmente protegidas e fomentar estudos para a reintrodução de espécies nativas da fauna. Justificativa: O Estado do Rio de Janeiro possui um número relativamente reduzido de
centros de triagem e reabilitação de fauna silvestre, cuja distribuição espacial não reflete a complexidade dos ecossistemas existentes. O ERJ se ressente, igualmente, de iniciativas relacionadas à reintrodução e repovoamento de áreas protegidas, em função de uma série de restrições de ordem técnica e financeira, como inadequação dos métodos de reintrodução de fauna na natureza e ausência de estudos relacionados às fases pós- reintrodução, para determinação da eficácia dos programas.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio Ambiente
Municipais, ONG Ambientalistas.
Diretriz I.1.8 – Incentivar a construção de uma política pública relacionada ao combate do tráficode animais silvestres.
Justificativa: O tráfico de animais silvestres é um tema ainda pouco discutido no território
fluminense e insuficientemente combatido pelo poder público. Um dos resultados imediatos desta situação é a proliferação de pontos de vendas de animais silvestres, vários dos quais são publicamente conhecidos. Animais apreendidos do tráfico são, muito freqüentemente, introduzidos em ambientes nos quais, de outra forma, não estariam presentes, resultando em desequilíbrio ambiental e morte dos espécimes manejados. A construção de uma política pública eficaz para enfrentar esse problema faz-se necessária e deve estar articulada com a implantação de uma rede de centros de triagem de fauna estrategicamente abrangente no Estado do Rio de Janeiro.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio Ambiente
Municipais, ONG Ambientalistas.
Habitats Críticos:
Diretriz I.1.9: Apoiar, técnica e financeiramente, programas ambientais voltados para aidentificação e manejo de habitats críticos.
Justificativa: O hotspot da Mata Atlântica é reconhecido como uma área de
excepcional biodiversidade e intensa pressão antrópica. É comum haver áreas relativamente pequenas de ambientes naturais com elevado grau de endemismo, sujeitas à desmatamentos e outras formas de pressão antrópica. Nestas situações, algumas espécies de distribuição altamente restrita (e, como tal, freqüentemente consideradas criticamente ameaçadas) podem sofrer graves perdas em suas populações e serem conduzidas à extinção.
Por outro lado, o precário conhecimento científico sobre os mais variados aspectos da biologia de comunidades florísticas, impede o estabelecimento de programas que possam responder pela conservação satisfatória da biodiversidade no longo prazo.
Este apoio pode incluir a compilação de dados básicos sobre fatores biológicos e físicos; o mapeamento da cobertura do solo e tipos de habitats; a seleção de indicadores para monitorar a biodiversidade e a identificação de áreas propícias à proteção oficial, considerando a sua biodiversidade e a disponibilidade de habitats na paisagem.
Instituições Envolvidas: ICMBio, SEA, INEA, ONG Ambientalistas, Universidades, Institutos de Pesquisa, Conselhos e Administrações Gestoras das UC, com apoio dos Empreendedores.
Diretriz I.1.10: Implantar programa de revegetação de manguezais no entorno da Baía daGuanabara.
Justificativa: A vegetação de mangue possui importância estratégica para a manutenção
da uma parcela da biodiversidade da região de entorno da Baía da Guanabara.
Áreas prioritárias: Zona I (Porção W), Zona IV (Porção NE) e Zona V (Porção N) (sensu Egler et al., 2003. Proposta de zoneamento da Baía da Guanabara. Anuário do Instituto de Geociências 26:127-138), que são regiões de alta sensibilidade ambiental e bastante degradadas. Entretanto, deve ser evitada a revegetação de manguezais existentes nas proximidades do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro e Aeroporto Santos Dumont, de modo que não sejam criados extensos ambientes onde aves aquáticas possam estabelecer colônias de nidificação e/ou de alimentação.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, ONG Ambientalistas, Prefeituras Municipais, com o
apoio dos Empreendedores.
Diretriz I.1.11: Implantar programa de recuperação e ampliação de matas ombrófilas baixo-montanas (matas de baixada) desprotegidas, de modo a conectá-las às matas de Unidades de Conservação.
Justificativa: As matas de baixada ou matas ombrófilas baixo-montanas são um dos
ambientes florestais mais ameaçados do ERJ e serão diretamente impactadas pelas obras do Arco Metropolitano e pela implantação do COMPERJ, no município de Itaboraí. A região de entorno do COMPERJ e das áreas de influência direta e indireta do Arco pode ser considerada prioritária para esta iniciativa.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, ICMBio, com o apoio da PETROBRAS e demais
Empreendedores.
Diretriz I.1.12: Promover a erradicação de espécies invasoras da flora e fauna em ambientescríticos ou de área reduzida e/ou situados em áreas de importância elevada para a conservação da biodiversidade.
Justificativa: Tão importante quanto a ampliação das áreas verdes naturais com ações de
reflorestamento é a condução de um programa de saneamento do ambiente fundamentado na eliminação de espécies invasoras da fauna e flora, as quais são muito prejudiciais às espécies nativas. A erradicação deve ser conduzida com base em programas amplos de remediação. Adicionalmente, deve ser avaliada a viabilidade de se apoiar, técnica e financeiramente, a elaboração de uma lista de espécies invasores de plantas e animais (a ser ratificada pelo órgão estadual de controle ambiental), bem como os plantios comerciais de espécies exóticas para os quais devam ser adotadas medidas preventivas de controle, para que não se transformem em vegetação invasora.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio Ambiente
Unidades de Conservação:
Diretriz I.1.13:Instituir um programa de apoio aos pequenos proprietários rurais para criação deReservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN).
Justificativa:A criação de RPPN, a averbação de Reserva Legal (RL) e a restauração de
Áreas de Proteção Permanente (APP) são ações estratégias para o estabelecimento e ou manutenção da conectividade física-funcional nos minicorredores. Tais unidades paisagísticas são relevantes para a proteção da biodiversidade, pois apresentam elevado potencial para a restauração de ecossistemas frágeis e/ou ameaçados. Podem, igualmente, desempenhar um importante papel na complementação do sistema de áreas protegidas, proporcionando maior conectividade e representatividade de áreas prioritárias na rede de unidades de conservação.
Áreas prioritárias: Serra Sambê–Santa Fé, entorno do Mosaico Central Fluminense, bacia hidrográfica do rio São João e áreas de interstício entre UC.
Instituições Envolvidas: SEA,INEA, ONG Ambientalistas e Prefeituras Municipais, com o
apoio dos Empreendedores.
Diretriz I.1.14:Implantar programa de apoio a UC. Justificativa: Há necessidade de delimitação/demarcação, implantação de infra-estrutura,
elaboração de planos de manejo, dotação de equipe técnica e equipamentos e levantamento fundiário. Deve-se apoiar técnica e financeiramente os conselhos e órgãos gestores das UC, particularmente as que integram o MMACF. Em termos de eficiência e eficácia da gestão ambiental, a região não se ressente da falta de instrumentos legais, mas da limitada capacidade operacional das instituições ambientais, nos três níveis de governo, em especial no que diz respeito à capacidade de fiscalização e de implantação de infra- estrutura necessária à gestão das UC. Especificamente, falta material humano capacitado, recursos materiais para assegurar a conservação e o uso adequado dos territórios protegidos.
Outros aspectos do fortalecimento das UC já existentes envolvem a melhoria de infra- estrutura física, aquisição de equipamentos, veículos, custeio de operações, comunicação, e, principalmente, o envolvimento e a participação comunitários das populações tradicionais residentes, ou que atuam na pesca, no interior ou nas redondezas da UC.
Instituições Envolvidas: Órgãos Ambientais Federais, Estaduais e Municipais, Conselhos
e Administrações Gestoras das UC e Empreendedores.
Diretriz I.1.15:Implantar programa de ampliação das Unidade de Conservação nas áreas onde apressão demográfica é maior e/ou onde os impactos diretos e indiretos da implantação do Arco Metropolitano e COMPERJ poderão se manifestar com mais intensidade.
Justificativa: Um dos alicerces da conservação na Mata Atlântica é o sistema de áreaspúblicas protegidas. As unidades de conservação de proteção integral, em particular, podem contribuir mais efetivamente para a conservação da biodiversidade e devem ser alvos de programas que envolvam estudos de ampliação de área.
Áreas prioritárias: Reserva Biológica do Tinguá, em direção ao conjunto de fragmentos florestais de Miguel Pereira; PE dos Três Picos, para abranger terras de Santo Aleixo (Magé); Reserva Biológica das Araras, PARNA Serra dos Órgãos e APA Floresta do Jacarandá.
Instituições Envolvidas: ICMBio, SEA, INEA e Prefeituras Municipais, com o apoio dos Empreendedores.
Diretriz I.1.16 Conduzir estudos voltados para a identificação de UC de uso sustentável compotencial para serem transformadas em UC de proteção integral.
Justificativa: A área estratégica está inteiramente inserida no Corredor Central da MataAtlântica, além de possuir diversas áreas de elevada relevância para a conservação de espécies da fauna e flora. As diversas UC presentes na região devem espelhar a diversidade espacial de ambientes e resguardar, adequadamente, os recursos naturais e biodiversidade regional, restringindo o acesso aos mesmos, de acordo com sua importância relativa. Nesse sentido, algumas UC deveriam ser mais restritivas com relação ao acesso aos recursos naturais, sobretudo as que resguardam espécies raras, endêmicas e/ou ameaçadas de extinção. UC de uso sustentável que resguardam ambientes costeiros e/ou de ocorrência restrita na área estratégica são particularmente interessantes para este fim. UC potencialmente elegíveis: APA de Maricá, APA do Jacarandá, APA da Bacia do Rio São João-Mico Leão Dourado, APA Gericinó-Mendanha.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio AmbienteMunicipais, ONG Ambientalistas. Quando pertinente, os empreendedores devem apoiar técnica e financeiramente a efetivação de ações desta natureza
Diretriz I.1.17: Implantar Parques de Carbono em Unidades de Conservação do ERJ.
Justificativa: As iniciativas de reflorestamento de UC no ERJ podem e devem serdisseminadas tendo por base o conceito de abatimento das emissões de carbono e emissão de créditos de carbono, o que poderá trazer resultados benéficos para diversas regiões hoje criticamente descaracterizadas do ponto de vista de sua cobertura vegetal nativa. Os novos Parques de Carbono devem ser prioritariamente localizados em áreas destinadas à implantação de macrocorredores da biodiversidade ou onde haja a presença de espécies raras, endêmicas e/ou ameaçadas nativas do ERJ.
Macrocorredores potencialmente elegíveis: PE Três Picos PE Desengano; REBIO União APA de Macaé de Cima APA da Bacia do Rio São João-Mico Leão Dourado PE Três Picos; Serra do Mato Grosso (Maricá/Itaboraí Serra Sambê–Santa Fé.
Instituições Envolvidas: SEA, INEA, IBAMA, ICMBio, Secretarias de Meio AmbienteMunicipais, ONGs ambientalistas.