Mapa 4 Localização do Complexo Eólico Brotas de Macaúbas BA
1. INTRODUÇÃO
3.3 A energia eólica
3.3.4 A energia eólica no Brasil
A crise do petróleo no ano de 1973 levou a comunidade internacional a buscar novos meios de geração de energia. Nesse contexto, entre os anos de 1973 e 1983, o IEA/CTA (Instituto de Aeronáutica e Espaço/Centro de Tecnologia Aeroespacial) construiu e fez 15 e fez o ensaio de protótipos de turbinas eólicas em São José dos Campos/SP. Os primeiros projetos tiveram de ser abandonados devido à baixa qualidade e durabilidade dos materiais componentes dos rotores. Apesar desta limitação, os estudos acabaram incentivando uma primeira avaliação do potencial eólico para a geração de energia elétrica na região nordeste e culminaram com o marco inicial da energia eólica no país, no ano de 1981 (PINTO, 2013).
Durante a década de 80, os estudos para o desenvolvimento da energia eólica no Brasil estiveram concentrados nas medições anemométricas a apenas 10 metros de altitude aferidas pelas 389 estações meteorológicas, aeroportos, e o restante, por diversas instituições como a CEMIG, Eletrobrás, Portobras e Copel. No ano de 1992, foi instalada no país a primeira turbina eólica da América do Sul no arquipélago de Fernando de Noronha/PE. Na época, esta turbina correspondia por até 10% da
energia gerada no arquipélago. Representou uma grande economia de óleo diesel consumido na geração de energia elétrica que até então era exclusivamente térmica. Já no a no de 2000, Noronha recebeu o segundo aerogerador, fruto da parceria entre o Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE) e o Risø National Laboratory da Dinamarca.
A geração de energia elétrica por meio de turbinas eólicas constitui uma alternativa para diversos níveis de demanda no país. As pequenas centrais podem suprir pequenas localidades distantes da rede, contribuindo para o processo de universalização do atendimento. Quanto às centrais de grande porte, estas têm potencial para atender uma significativa parcela do Sistema Interligado Nacional (SIN) com importantes ganhos: contribuindo para a redução da emissão pelas usinas térmicas, de poluentes atmosféricos, diminuindo a necessidade da construção de grandes reservatórios e reduzindo o risco gerado pela sazonalidade hidrológica.
Em relação à sazonalidade, simulações foram feitas na região nordeste do país tomando como referência o potencial de geração de energia elétrica a partir de turbinas eólicas instaladas na costa litorânea do estado do Ceará, bem como as vazões naturais do rio São Francisco, afluente no reservatório de Sobradinho. As análises desse estudo permitem considerar que a adoção da geração elétrica a partir de turbinas eólicas, no subsistema nordeste, pode colaborar de forma significativa para a regularização da vazão do rio São Francisco, uma vez que se registra uma acentuada complementaridade entra essas fontes, principalmente nos meses de maio a setembro como se pode observar na Figura 10 (ELETROBRÁS, 2001).
Figura 9 – Complementaridade Hidrelétrica/Eólica
Fonte: CENTRO BRASILEIRO DE ENERGIA EÓLICA – CBEE / UFPE. 2000. Disponível em: www.eolica.com.br.
Em 2001, foi publicada pela Eletrobrás o “Atlas do Potencial Eólico Brasileiro” onde foi constatado que existe um potencial estimado de 143.000 MW onshore7 (Figura 11). Neste estudo também foram detalhados o potencial em cada região do país e a região nordeste também foi estudada como se pode observar na Figura 12. No ano de 2006, a COELBA realizou estudos específicos em parceria com a ANEEL e apresentou o Atlas do Potencial Eólico do Estado da Bahia (Figura 13) atestando grande potencial para o desenvolvimento de parques eólicos principalmente nas regiões mais altas das Chapadas. Atualmente estão sendo desenvolvidos novos estudos de estimação do potencial eólico brasileiro, desta vez com medições a 100 metros de altura. Estimativas preliminares indicam um potencial superior a 300 GW em contraste com os 143GW auferidos no início da década com medições a 50 metros de altura.
7
Figura 10 - Atlas Eólico do Brasil, 2001.
Fonte: Atlas do Potencial Eólico do Estado da Bahia, 2006.
Figura 11 – Potencial Eólico no Nordeste do Brasil, 2001.
Figura 12 – Potencial Eólico no estado da Bahia.
Fonte: Atlas do Potencial Eólico do Estado da Bahia, Coelba (2002)
O Governo Federal, no ano de 2002, adotou algumas medidas para aumentar a participação das fontes alternativas renováveis complementares na produção nacional de eletricidade e criou a Lei nº 10.438, de 26 de abril de 2002, alterada pela Lei 10.762, de 11 de novembro de 2003, o Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica – PROINFA, com o objetivo à promoção do aumento da participação da energia elétrica produzida por empreendimentos de Produtores Independentes Autônomos - PIA44, concebidos com base em fontes Eólicas, Pequenas Centrais Hidroelétricas (PCHs) e Biomassa.
O PROINFA foi a referência legal de todas as ações de governo voltadas para o desenvolvimento de fontes renováveis de energia no Brasil. Em sua primeira etapa, a lei previu a implantação, até o ano de 2006, de 3.300 MW, distribuídos igualmente entre as fontes.
No Brasil, a geração de energia elétrica através da energia eólica, no ano de 2009, significava apenas 0,4% em relação às outras fontes de geração (figura 14). A geração de energia através das hidrelétricas corresponde a 77% da energia limpa gerada em nosso país como podemos observar na figura 14.
Figura 13 – Participação das fontes de energia elétrica no país Fonte: ABBEÓLICA, 2009
Na Bahia, só no ano de 2009, a Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração (SICM) registrou a assinatura de 19 protocolos de intenção com investimentos na ordem de mais de seis bilhões de reais que gerarão mais de 1000 empregos diretos na fase de construção destes empreendimentos (Quadro 2).
Sob o ponto de vista ambiental, o Instituto do Meio Ambiente – INEMA, órgão ambiental do estado da Bahia - tem sido pressionado para licenciar vários Parques Eólicos em um curto espaço de tempo, pois para que estes empreendimentos possam participar do leilão de energia de fontes alternativas, promovido pela Empresa de Pesquisa Energética – EPE, esta licenças já devem estar devidamente emitidas. Muitas destas licenças foram emitidas “ad referendum”, ou seja, a licença é concedida sem que a análise dos estudos ambientais seja feita de forma criteriosa e no seu devido tempo.
Quadro 2- Protocolos assinados em 2009 com o governo da Bahia
PROTOCOLOS ASSINADOS EM 2009 COM O GOVERNO DA BAHIA
N° SEGMENTO/
EMPRESA MUNICÍPIO TERRITÓRIO
ATIVIDADE /PRODUTO MÃO-DE- OBRA PREVISTA INVESTIMENTO PRIVADO (R$ 1.000) 1 Alstom Brasil Energia Camaçari RMS Aerogeradores 150 50.000
5 Eletrowind S/A I Casa Nova Sertão do São Francisco
Energia eólica 25 150.000
6 Eletrowind S/A II Casa Nova Sertão do São Francisco
Energia eólica 25 150.000
7 Eletrowind S/A III Casa Nova Sertão do São Francisco
Energia eólica 10 65.000
8 Eletrowind S/A IV Casa Nova Sertão do São Francisco Energia eólica 25 150.000 9 Parque Eólico Cristal Ltda. Morro do Chapéu Chapada Diamantina Energia eólica 40 970.000 10 Parque Eólico Curva dos Ventos Ltda.
Igaporã Velho Chico Energia eólica .50 .1.170.000
11 Parque Eólico Ouroventos Ourolândia Piemonte da Diamantina Energia eólica 35 870.000 12 Parque Eólico Sobradinho
Sobradinho Sertão do São Francisco
Energia eólica 20 540.000
13 Renova Energia S/A
Diversos Diversos PCHs e energia eólica
529 2.712.000
14 Sowitec do Brasil Energias Alternativas Ltda.
Diversos Diversos Energia Eólica 200 70.000
Fonte: SICM (Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração). Relatório Anual de Governo, 2009.
Para incentivar a esta fonte energética, o governo federal vem realizando leilões promovidos pela EPE. O primeiro foi em 2009. Os empreendedores puderam incluir os projetos de geração no Leilão por meio do Sistema de Acompanhamento
de Empreendimentos Geradores de Energia – AEGE
(http://sistemas.epe.gov.br/AEGE/adesao), a fim de possibilitar aos empreendedores a inserção dos dados técnicos de seus empreendimentos, a qualquer tempo. Após a etapa de cadastramento, a EPE analisa a documentação de cada projeto inscrito e efetiva a habilitação técnica dos que estiverem com a relação de documentos em dia. Entre os documentos exigidos para o licenciamento de projetos de eólica estão: licenciamento ambiental, parecer de acesso ao sistema de transmissão e a certificação de estudos de vento.
O cadastramento de projetos na EPE, com vistas à participação no leilão em pauta, tem que atender ao disposto nas normas legais e infralegais que regem o processo licitatório, bem como as instruções de cadastramento disponibilizadas no
site da EPE na internet. Ainda no ano de 2009, foram cadastrados 441 projetos, que juntos somavam capacidade instalada de 13.341 MW abrangendo 11 estados em 3 regiões. A região Nordeste obteve o maior número de empreendimentos eólicos inscritos para o leilão, alcançando 322 projetos (73% do total) e 9.549 MW de potência instalada (72% do total). A Bahia cadastrou 51 parques eólicos com capacidade total de 1.575 MW (Quadro 3):
Quadro 3 - Projetos e Potência total - Leilão de reserva 2009
Estado N° de projetos Potência (MW) Bahia 51 1.575 Ceará 118 2.743 Espírito Santo 6 153 Paraíba 1 20 Paraná 23 623 Piauí 16 413 Rio de Janeiro 2 45 Rio Grande do Norte 134 4.745
Rio Grande do Sul 86 2.894
Santa Catarina 2 75
Sergipe 2 54
TOTAL 441 13.341
Fonte: EPE, 2009.
Este primeiro leilão de energia exclusivamente voltado para contratação de fonte eólica foi realizado na modalidade de reserva, que se caracteriza pela contratação de um volume de energia além do que seria necessário para atender à demanda do mercado total do país e resultou na contratação de 1.805,7 MW a um preço médio de venda de R$ 148,39/MW/h proporcionando a construção de um total de 71 empreendimentos de geração eólica em cinco estados das regiões Nordeste e Sul (Quadro 4). Os empreendimentos que ofertaram os menores preços e ganharam assinaram contratos de compra e venda de energia por 20 anos de duração a partir de 1º de julho de 2012 (EPE, 2009).
Quadro 4 - Resultado do Leilão de reserva 2009
Estado Projetos Potência MW
Quantidade % Quantidade %
Bahia 18 25,4 390 21,6
Ceará 21 29,5 542,7 30
Rio Grande do Norte 23 32,4 657 36,4
Rio Grande do Sul 8 11,3 186 10,3
Sergipe 1 1,4 30 1,7
TOTAL 71 100 1.805,7 100
Fonte: EPE, 2009.
No ano de 2010, no mês de agosto, 368 empreendimentos foram tecnicamente habilitados para participar do Leilão de Fontes Alternativas (A-3 e Reserva) - eólicas, termelétricas e biomassa, somando 10.415 MW de capacidade e resultaram na contratação de 2.892,2 MW de potência instalada. No geral, foram contratadas 70 centrais eólicas, 12 termelétricas à biomassa e sete pequenas centrais hidrelétricas (PCHs). Os 89 projetos receberão investimentos de aproximadamente R$ 9,7 bilhões (EPE, 2010).
Foram contemplados com os empreendimentos negociados os estados da Bahia (587,4 MW), Ceará (150 MW), Goiás (191 MW), Minas Gerais (21 MW), Mato Grosso do Sul (126 MW), Mato Grosso (20,6 MW), Paraná (19 MW), Rio Grande do Norte (1.064,6 MW), Rio Grande do Sul (245,8 MW), Santa Catarina (29,9 MW), São Paulo (356,9 MW), Tocantins (80 MW) (EPE, 2010).
O Leilão A-3/2010 proporcionou a contratação de uma potência instalada total de 1.685,6 MW, a partir de um conjunto de 56 empreendimentos que negociaram contratos de compra e venda com 15 empresas de distribuição de energia elétrica. A energia negociada no leilão totaliza 714,3 MW médios, sendo 643,9 MW médios de eólica, 22,3 MW médios de biomassa (bagaço de cana) e 48,1 MW médios em pequenas hidrelétricas. O preço médio final ficou em R$135,48/MW/h. Todos os empreendimentos contratados nesta licitação terão que entrar em operação em 1° de janeiro de 2013 (EPE, 2010).
O Leilão de Reserva 2010 contratou 1.206,6 MW de potência instalada. Um total de 33 empreendimentos vendeu energia, a um preço médio de venda de R$ 125,07/MW/h. A energia negociada no leilão totaliza 445,1 MW médios, sendo 255,1 MW médios de eólica, 168,3 MW médios de biomassa (bagaço de cana) e 21,7 MW médios em pequenas hidrelétricas. Este Leilão contratou um estoque de geração de
energia elétrica além do montante necessário para atender à demanda dos consumidores. O objetivo é aumentar a segurança e a garantia de fornecimento de eletricidade no país. Os projetos de eólica e PCH contratados terão que iniciar a operação em 1° de setembro de 2013. No caso das tér micas à biomassa, alguns projetos poderão começar a gerar um ou dois anos antes desse prazo (EPE, 2010).
No ano de 2011foram realizados 2 outros Leilões. O de Energia de A-3 e de Reserva de 2011. No total, foram habilitados para participar das licitações 321 empreendimentos, que somam capacidade instalada de 14.083 MW. A fonte eólica apresenta a maior quantidade de projetos e de oferta habilitados: 240 parques geradores e uma capacidade total de 6.052 MW. O estado da Bahia cadastrou 33 projetos de energia eólica totalizando 756MW. Além das eólicas, os leilões terão a participação de projetos de termelétricas movidas à biomassa (principalmente de cana-de-açúcar), térmicas a gás natural e pequenas centrais hidrelétricas, além da ampliação da usina hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira (EPE, 2011).
O Leilão de Energia A-3, de 2011, voltado para o atendimento ao mercado consumidor brasileiro em 2014, resultou na comercialização de 2.744,6 megawatts (MW) de nova capacidade ao sistema elétrico brasileiro, que será gerada pelas 51 usinas contratadas – a serem viabilizadas nos próximos três anos. Do total contratado, 62% são oriundos de fontes renováveis (hídrica, eólica e biomassa) e 38% de fonte fóssil (gás natural). O que chamou a atenção foi o preço médio de R$ 102,07/MW/h ao seu final – equivalente a um deságio de 26,6%. A movimentação financeira nos contratos de compra e venda entre geradores e distribuidores, cujos prazos variam entre 20 e 30 anos, alcançará a cifra de R$ 29,14 bilhões. Já os investimentos na construção das usinas devem chegar a R$ 6,5 bilhões.
Este Leilão foi amplamente dominado pelas usinas eólicas e de gás natural. As primeiras totalizaram, ao final da negociação, 44 projetos, somando 1.067 MW. Os dois projetos termelétricos a gás natural somam 1.029 MW. Já as usinas movidas a biomassa somaram 197 MW. A hidrelétrica de Jirau negociou 450 MW (EPE, 2011).
O Leilão de Energia de Reserva de 2011 contratou 1.218,1 megawatts (MW) de potência instalada em projetos de parques eólicos e de termelétricas à biomassa (bagaço de cana-de-açúcar e resíduos de madeira). Um total de 41 empreendimentos negociou a venda da energia a um preço médio final de R$ 99,61/MW/h – deságio de 31,8% em relação ao preço inicial de R$ 146/MW/h (EPE,
2011). Na divisão por região geográfica, o Nordeste respondeu por 60% do montante total contratado, o Sudeste representou 20%, o Sul ficou com 11% e o Centro-Oeste com 9%. A Bahia cadastrou 56 projetos totalizando 1.340MW.
Os principais incentivos do governo federal anunciados, no ano de 2011, como a desoneração do IPI para aerogeradores, contribuiu muito para que as grandes empresas se interessem pela instalação e ampliação de plantas para a produção de pás, turbinas e equipamentos específicos para energia eólica no país.
Atualmente, existem vários fabricantes de aerogeradores instalados no país; a mais antiga é a WOBBEN/ENERCON que está instalada, no Brasil, desde 1995. Existem, também, a General Eletric (GE), IMPSA, Siemens, WEG e a Suzlon. Em novembro de 2011, a Alstom inaugurará a sua primeira fábrica no país. Ela se localizará em Camaçari - BA. De acordo com a ABEEÓLICA, as três maiores indústrias fabricantes de aerogeradores da China (Sinovel Wind Group, China Guodian United Power Technology Company e Goldwind Science & Technology) tem grande interesse de se instalarem no, Brasil, nos próximos anos.
O sistema elétrico brasileiro interligado prevê um crescimento de mais de 4% ao ano, durante os próximos 15 anos (EPE, 2006). No nordeste, as taxas de aumento do consumo previstas são ainda maiores, da ordem de 6%, e uma opção extremamente interessante para atendê-las é a integração de parques eólicos para geração de eletricidade. O Brasil possui um alto potencial eólico em diversas regiões litorâneas próximas a centros de carga. (ABEEÓLICA, 2009). A EPE, no ano de 2011, divulgou um estudo com a projeção da capacidade instalada das fontes alternativas para os próximos 10 anos, como se pode observar na figura 15. Analisando a figura apresentada na forma de gráfico, podemos perceber o crescimento exponencial da energia eólica quando comparada às demais fontes alternativas de acordo com o resultado dos últimos leilões de energia incluindo os de reserva.
Figura 14 - Evolução da capacidade instalada nos próximos 10 anos Fonte: EPE, 2011
Segundo a ANEEL existe hoje, no país, um total de 83 Usinas outorgadas com Potência Total de 2.894.031 kW. No quadro 5 é apresentado os 48 Parque Eólicos em operação no Brasil (EPE, 2011), suas respectivas potências e localização. O ano de 2011 representa um marco do desenvolvimento eólico, no país, pois se atingiu 1GW de potência instalada.
Quadro 5 - Parques em operação no Brasil em 2011
Parque Eólico Potência instalada (MW) Estado Município
Praia do M orgado 28,8 CE Aracaú
Volta do Rio 42,0 CE Aracaú
Eólica Icaraizinho 54,6 CE Amontada
Eólica de Prainha 10,0 CE Aquiraz
Lagoa do M ato 3,2 CE Aracati
Eólica Canoa Quebrada 10,5 CE Aracati
Parque Eólico Enacel 31,5 CE Aracati
Bons Ventos 50,0 CE Aracati
Canoa Quebrada 57,0 CE Aracati
Foz do Rio Choró 25,2 CE Beberibe
Parque Eólico de Beberibe 25,6 CE Beberibe
Eólica Praias de Parajuru 28,8 CE Beberibe
Praia Formosa 105,0 CE Camocim
M acuripe 2,4 CE Fortaleza
Eólica Paracuru 23,4 CE Paracuru
Eólica de Taíba 5,0 CE São Gonçalo do Amarante
Taíba Albatroz 16,5 CE São Gonçalo do Amarante
Alhandra 6,3 PB Alhandra Vitória 4,5 PB M ataraca Albatroz 4,8 PB M ataraca Atlântica 4,8 PB M ataraca Camurim 4,8 PB M ataraca Caravela 4,8 PB M ataraca Coelhos I 4,8 PB M ataraca Coelhos II 4,8 PB M ataraca
Coelhos III 4,8 PB M ataraca
Coelhos IV 4,8 PB M ataraca
M ataraca 4,8 PB M ataraca
Presidente 4,8 PB M ataraca
M illenium 10,2 PB M ataraca
Gravatá Fruitrade 5,0 PE Gravatá
M andacaru 5,0 PE Gravatá
Santa M aria 5,0 PE Gravatá
Pirauá 5,0 PE M acaparana
Xavante 5,0 PE Pombos
Pedra do Sal 18,0 PI Parnaíba
Eólio - Elétrica de Palmas 2,5 PR Palmas
Gargaú 28,1 RJ São Francisco de Itabapoana
Alegria I 51,0 RN Guamaré
M acau 1,8 RN M acau
RN 15 - Rio do Fogo 49,3 RN Rio do Fogo
Parque Eólico de Osório 50,0 RS Osório
Parque Eólico dos Índios 50,0 RS Osório
Parque Eólico Sangradouro 50,0 RS Osório
Parque Eólico de Palmares 8,0 RS Palmares do Sul
Parque Eólico Elebrás Cidreira 1 70,0 RS Tramandaí
Parque Eólico do Horizonte 4,8 SC Água Doce
Parque Eólico Água Doce 9,0 SC Água Doce
Eólica de Bom Jardim 0,6 SC Bom Jardim da Serra
TOTAL: 48 Parques 1006,6 9 estados 25 municípios Fonte ANEEL, 2011
Além dos 48 parques eólicos já em operação em 2011, podem-se destacar outros 35 em construção, entre eles o complexo eólico de Brotas de Macaúbas - BA, composto pelos sub-parques Novo Horizonte, Seabra e Macaúbas, como se pode observar no Quadro 6 logo abaixo.
Quadro 6 - Parques em construção em 2011
Parque Eólico Potência instalada (MW) Estado Município Novo Horizonte 30,1 BA Brotas de Macaúbas Seabra 30,1 BA Brotas de Macaúbas
Macaúbas 35,1 BA Brotas de Macaúbas
Alvorada 8,0 BA Caetité Rio Verde 30,0 BA Caetité
Ilhéus 11,2 BA Guanambi
Igaporã 30,0 BA Igaporã Mangue Seco 3 26,0 RN Guamaré
Mangue Seco 2 26,0 RN Guamaré
Mangue Seco 1 26,0 RN Guamaré
Mangue Seco 5 26,0 RN Guamaré Alegria II 100,8 RN Guamaré
Cabeço Preto 19,8 RN João Câmara
Cabeço Preto IV 19,8 RN João Câmara Morro dos Ventos VI 28,8 RN João Câmara
Morro dos Ventos I 28,8 RN João Câmara
Morro dos Ventos III 28,8 RN João Câmara Morro dos Ventos IV 28,8 RN João Câmara
Santa Clara I 30,0 RN Parazinho
Santa Clara II 30,0 RN Parazinho Fazenda Rosário 8,0 RS Palmares do Sul
Fazenda Rosário 3 14,0 RS Palmares do Sul
Cerro Chato I 30,0 RS Santana do Livramento
Cerro Chato II 30,0 RS Santana do Livramento
Cerro Chato III 30,0 RS Santana do Livramento
Cascata 6,0 SC Água Doce
Campo Belo 10,5 SC Água Doce
Amparo 22,5 SC Água Doce
Aquibatã 30,0 SC Água Doce
Salto 30,0 SC Água Doce Cruz Alta 30,0 SC Água Doce
Santo Antônio 3,0 SC Bom Jardim da Serra
Púlpito 30,0 SC Bom Jardim da Serra Rio do Ouro 30,0 SC Bom Jardim da Serra
Bom Jardim 30,0 SC Bom Jardim da Serra
TOTAL: 35 Parques 928,1 4 11
Fonte ANEEL
Dados do Banco de Geração da ANEEL de 29 de junho de 2011
No Quadro 7 a EPE apresenta um panorama para o ano de 2013 no número de parques eólicos em funcionamento no país e o seu potencial energético. Atingiremos a marca de 5GW de potência instalada em menos de 2 anos se comparar com o ano
de 2011. Cabe destacar que os estados com maior número de parques eólicos instalados e suas respectivas potências serão: Rio Grande do Norte (66 parques e 1924,5 MW de potência), Ceará (43 parques e 1210,6MW de potência) e a Bahia (34 parques e 977MW de potência).
Quadro 7 - Panorama para 2013
Estado Número de Parques Potência (MW)
Bahia 34 977,4 Ceará 43 1210,6 Paraíba 13 64,9 Paraná 2 1,5 Pernambuco 5 21,2 Piauí 1 17,9 Rio de Janeiro 2 163,1
Rio Grande do Norte 66 1924,5
Rio Grande do Sul 23 659,4
Santa Catarina 13 232,1
Sergipe 1 30,0
TOTAL 203 5302,6
Fonte: EPE, 2011