Háum adivindad equ eproteg enosso s objetivos , traçando-o s com o os
desejamos.
Shakespeare
Quem leu a fábula Alice no País das Maravilhas deve lembrar-se de que em determinado momento, Alice pára num cruzamento para perguntar ao gato qual a estrada que ela deve pegar e ele pergunta para onde ela quer ir. Quando ela lhe diz que não liga muito para onde, ele responde: – “Então, não importa muito qual a estrada que você vai tomar.” Em conseqüência, ela segue sem destino em suas viagens. Tal como Alice, muitas vezes seguimos pela estrada da vida sem uma direção ou meta específica.
Muitas das pessoas que conseguiram riqueza e prosperidade saíram de um ambiente humilde e tinham pouco estudo. Então, como conseguiram chegar onde chegaram? A resposta é muito simples: elas tinham um objetivo definido na vida e pensavam nele dia e noite, tanto que o subconsciente delas ficou tão absorvido e impregnado com tal meta que fez com que aparecessem todos os meios para sua realização.
Muitas pessoas acham que o sucesso ocorre por acaso ou que os in- divíduos bem-sucedidos tiveram “sorte”. O parágrafo acima explica o que seria a “sorte” para os triunfadores: determinar um objetivo, mantê-lo fortemente fixado na mente e estar disposto a trabalhar o quanto for necessário para realizá-lo.
Veja que aproveitar oportunidades, ao contrário do que muitos pensam, não é questão de sorte. Quem tem objetivo definido e está sintonizado nele a todo instante percebe quando aparecem as oportunidades que se harmonizam com ele. Se decidimos morar na praia de Armação, em Penha, Santa Catarina, a partir de uma determinada data, e essa decisão é séria, pra valer, é algo que desejamos ardentemente, passaremos a pensar nesse objetivo o tempo todo e, como nossa mente está sintonizada nisso, perceberemos todas as coisas e oportunidades que se harmonizam com isso, que podem contribuir para isso, como um bom negócio imobiliário naquela praia, por exemplo. É como quando resolvemos comprar um carro Vectra cor vinho: a partir desse momento, nos surpreenderemos com o número de carros Vectra cor vinho, que veremos nas ruas e estradas e nos perguntaremos: “Como não os víamos
temos o objetivo definido de morar naquela praia, não notaremos tais oportunidades mesmo que elas passem na nossa frente mil vezes. Generalizando esse mecanismo, se não temos nenhum objetivo na
vida, não perceberemos nenhuma oportunidade, e
Uma pessoa sem objetivos definidos é como um navio sem rumo, e um
navio sem rumo gasta todo o combustível e não
chega a lugar algum.
continuaremos vagando sem rumo.
Falamos de uma hipótese de ter como obje- tivo morar numa determinada praia, mas o objetivo pode ser de qualquer gênero, tal como montar um supermercado, trabalhar numa determinada orga- nização, atingir uma alta posição na organização onde trabalha, tornar-se um grande escritor, tornar- se uma pessoa melhor, etc., etc.
Uma pessoa sem objetivos definidos é como um navio sem rumo, e um navio sem rumo gasta todo o combustível e não chega a lugar algum. Tenha bem claro isso: trabalho árduo e boas intenções não são suficientes para conduzir uma pessoa ao triunfo.
O hábito de trabalhar com um objetivo definido nos ajuda a concentrar toda a atenção numa determinada missão até realizá-la. O objetivo é a lente que faz convergir os raios de sol para um ponto definido. A concentração do esforço e o hábito de trabalhar com um propósito são essenciais para o triunfo. Assim fizeram os grandes vultos como Edison, Barnes, Lincoln, Rockefeller, Ford, Carnegie, Gillette e Eastmann. Os grandes triunfadores têm, em comum, o domínio da boa decisão, e o hábito de trabalhar com um objetivo definido cria o hábito da boa decisão.
Todos nós provavelmente conhecemos algumas pessoas que colocaram para si desafios duros, arriscados, desconfortáveis, como chegar ao topo do Everest, cruzar oceanos sozinho numa pequena embarcação, etc. Que tal nos colocarmos um desafio de fazer algo pelo qual vale a pena lutar, ainda que nos seja particularmente desconfortável, e vencer as limitações que apareçam? Será que a recompensa de ver tais limitações superadas e de atingir o objetivo vale o sacrifício que vamos fazer?
Veja dois princípios psicológicos que explicam a verdadeira razão para estabelecer objetivos pessoais:
•Tod o moviment o do corp o human o é causado , controlado e dirigid o pel o trabalh o mental.
•Tod a idéi a na consciênci a tend e a produzi r u m sentimen- to associado e a solicitar a transformação desse sen- timent o num a açã o muscula r adequada . A ment e passa, tanto consciente como inconscientemente, a reunir e armazena r materia l par a se atingi r o propósito.
Por meio do princípio da auto-sugestão, qualquer desejo profundamente arraigado inunda inteiramente o corpo e o espírito e os transforma num ímã que atrairá o objeto do desejo. Assim, qualquer objetivo definido, deliberadamente fixado e conservado na mente, alimentado com a determinação de realizá-lo, acaba por impressionar o subconsciente até influenciar a ação do corpo para sua realização. Os atos das pessoas estão sempre em harmonia com os pensamentos que lhes dominam o cérebro.
Para se conseguir tal efeito, deve-se escolher o objetivo principal com grande cuidado, escrever e colocar em lugar visível todo dia. Isso irá im- pressionar o subconsciente de tal maneira que aceitaremos o propósito como um lema, um projeto, que dominará as nossas atividades na vida e nos guiará, passo a passo, para a consecução desse objetivo.
Esse é o princípio da auto-sugestão, isto é, a sugestão que se faz repetidamente a si próprio. Foi o que fizeram Napoleão, Edison, Lincoln e todos os grandes homens da história. Apliquemos, pois, com força, o princípio da auto-
sugestão para a realização do nosso propósito. Não há barreira para quem saiba aplicar o princípio da auto-sugestão para concretização de um objetivo principal definido.