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Tome as decisões, de preferência acertadas

No documento A-Vida-Inteligente - LIVRO ÓTIMO (páginas 87-95)

Quand ovoc êprecis atoma rum adecisã oe nã oa to ma, est á tomand o a decisã o de

nad a fazer.

Muitas pessoas querem muitas coisas, mas não se decidem a realizá-las. Isso pode ser a causa de muitos fracassos. Decisões de qualidade, isto é, rápidas, acertadas e duradouras, são uma característica de todo líder, de toda pessoa bem- sucedida. A hesitação, a indecisão e a procrastinação são alguns dos inimigos mais mortais do triunfo.

A decisão é o ponto de partida mental impulsionado pela força de um desejo, impelindo-nos à ação. A partir daí, realmente, se levará a sério o que se tem em mente, tanto sobre começar algo ou sobre parar de fazer algo que está nos atrapalhando.

Desde o momento em que nos tornamos pessoas que agem por si, a de- cisão nos acompanha no nosso cotidiano. A todo momento estamos tomando decisões, muitas delas de algum significado, a maioria delas muito banais, mas são decisões, isto é, escolhemos entre duas ou mais alternativas: ir ao banheiro agora ou depois, o que fazer para o almoço, qual modelo de carro comprar, etc.

Coragem e habilidade em decidir condicionam inexoravelmente a nossa vida. Somos, hoje, o que decidimos no passado e seremos amanhã o que decidirmos hoje. Devemos, de uma vez por todas, nos livrar da armadilha de nos decidirmos pelo que é mais cômodo, simplesmente porque é mais cômodo.

Temos claro, pois, que a decisão é algo inerente à nossa vida. Entretanto, nem sempre sabemos tomar decisões de qualidade, ou seja, aquela cujos resultados trarão satisfação a nós e aos demais envolvidos. Além disso, muitas pessoas têm nas decisões seus pontos fracos: demoram para decidir, depois mudam de idéia e querem voltar atrás. Para essas pessoas, a decisão é um processo traumático. E olha que essas pessoas, infelizmente, não constituem a minoria.

Tomamos uma decisão quando chegamos à conclusão de que é o melhor a ser feito para nosso progresso, demonstrando assim firmeza de propósito e importância do objetivo adotado, motivo principal da

decisão tomada. Mas a maioria das pessoas toma as

Falta de decisão é uma das principais causas de fracasso.

decisões importantes de suas vidas quando não tem outra saída, ou seja, se vê forçada a tomar tal decisão. Seria o mesmo dizer que a vida decidiu por ela. É quando, por exemplo, estamos na dúvida sobre ir pescar ou não, e ficamos contentes com o fato de começar a chover, pois a chuva constitui um impedimento para ir à pesca. Nos sentimos aliviados, pois algo nos desobrigou de tomar a decisão. Quando não tomamos nossas próprias decisões, estamos sujeitos a esse tipo de coisa: que outros as tomem por nós. Daí vemos a importância desse tópico para quem deseja tornar-se um líder, e não ser liderado.

Falta de decisão é uma das principais causas de fracasso. E a falta de decisão causa uma doença que abala fortemente a pessoa: a procrastinação. Portanto, se você precisa tomar uma decisão, analise todas as informações o mais rápido possível e decida-se, para que o mal da procrastinação não o afete. Uma decisão mais difícil deve ser tratada do mesmo modo, pois é muito melhor que você tome uma decisão que talvez não seja a ideal, do que não

Voltamos aqui a um ponto crucial do triunfo que permeia toda esta leitura: o objetivo definido. Quem não tem um objetivo definido tem muito mais dificuldade para tomar decisões na vida. A decisão e a ação rápidas são baseadas em um objetivo bem definido, pois se você sabe para onde vai e tornou-se um obstinado pela sua realização, saberá qual vai ser a decisão correta.

A indecisão começa na juventude, quando o jovem escolhe sua profissão, quando escolhe, pois, geralmente, agarra o primeiro emprego que vê pela frente

e acaba fracassando por não fazer o que realmente gosta. As conseqüências da indecisão poderão acompanhar a pessoa pelo resto da sua vida.

Este e todos os “dramas” da vida constituem processos para os quais é possível estabelecer métodos que irão facilitar tremendamente o seu trato. É evidente que, nesses processos, devem entrar também o elemento “sentimento”, o senso de justiça, o senso de ética e outras variáveis, mas essas são questões vistas em outros pontos do livro.

A decisão é um processo, à medida que reunimos dados, analisamos, identificamos opções, avaliamos as conseqüências das opções e nos decidimos por uma delas. É claro que nas decisões banais do dia-a-dia, as opções e as conseqüências são, em geral, muito claras e, assim, as decisões se tornam mais ou menos instantâneas. Se nos habituarmos a fazer da decisão um processo lógico, ela deixará de ser um “drama” para nós. Aos poucos, desenvolveremos habilidade em reunir dados, analisá-los e em avaliar as conseqüências.

Um fator fundamental que costuma interferir pesadamente na qualidade das decisões é a visão. Entenda-se por visão a amplitude do contexto que consideramos. O contexto que temos em mente pode se prender ao aqui e agora, aos velhos paradigmas, aos padrões com os quais estamos acostumados. Se esse contexto for muito estreito, a validade das nossas decisões poderá ter vida muito

curta. Se, por exemplo, optamos por um produto aparentemente mais barato, sem fazer uma avaliação de custo-benefício e baseados exclusivamente no que estamos acostumados a consumir, é possível que estejamos fazendo um péssimo

negócio. Quanto mais curta a visão, piores serão as decisões.

Outro exemplo: uma pessoa trabalha em algo novo que, no momento, lhe proporciona um salário baixo, mas tanto a atividade tenderá a crescer como

o seu conhecimento lhe proporcionará grandes ganhos no futuro. Se a pessoa tiver uma visão mais larga, perceberá isso e não se incomodará com os resultados atuais.

Vamos repetir aqui o adágio “não é possível fazer omeletes sem quebrar os ovos” para lembrar que você tem que assumir as opções que faz. Você não pode escolher ir de ônibus e, ao mesmo tempo, querer o conforto e a rapidez do táxi. Assumir as conseqüências da decisão é uma atitude madura.

Quando você coloca suas dúvidas no papel, de preferência construindo uma tabela, fica muito mais fácil identificar opções e analisar as conseqüências

de cada opção. Suponha, por exemplo, que você esteja momentaneamente com

incertas de entradas de dinheiro a curto prazo e que disponha de um patrimônio que pode ser convertido em dinheiro, mas você preferia não se desfazer dele. Que decisão tomar? Colocar o patrimônio à venda? Para decidir você pode montar uma tabela mais ou menos assim:

Hipótes e 1: as entradas de curt o praz o NÃ O se confirmam Hipótes e 2: as entradas de curt o praz o se confirmam Opçã o 1: Coloca r o patrimôni o à venda A B Opçã o 2: Nã o colocar o patrimôni o à venda C D

Após montar a tabela, você poderá prever algumas situações em função das hipóteses formuladas, as quais deverá identificar e analisar para ver que decisão deve tomar:

A. Aqu i voc ê coloc a o be m à vend a e as entrada s de dinheiro de fato não acontecem. Essa é justamente a situação contr a a qua l voc ê que r precaver-se.

B. Aqu i voc ê coloc a o bem à vend a e as entrada s de dinheiro ocorrem. Nessa situação, ainda pode acontecer de, quand o entra r o dinheiro , voc ê nã o ter vendid o o pa- trimônio e, aí, poderá suspender a venda. Se já tiver vendido , poder á procura r outr a form a de aplicaçã o que lhe dê maio r liquide z (facilidad e de acess o ao dinheiro e m cas o de necessidade).

C. Aqu i voc ê não coloc a o be m à vend a e as entrada s de dinheir o nã o acontecem . Ness a situação , a decisã o o obrigar á a apela r par a empréstimo s quand o o seu dinheir o estive r acabando.

D. Aqu i voc ê nã o coloc a o be m à vend a e as entrada s de dinheir o acontecem.

Uma análise final mostrará que, das quatro situações previstas, as duas que decorrem da opção de colocar o bem à venda são positivas, enquanto das duas situações previstas para a segunda opção, apenas uma é positiva. Portanto, tudo indica que deverá colocar o bem à venda. Para não fazê-lo, a

probabilidade de ocorrerem as entradas previstas deverá ser bastante alta, acima de 75%.

Veja que é possível transformar uma grande dúvida num punhado de variáveis e tomar uma decisão acertada, sem muito esforço. Existem muitas técnicas que ajudam a tomar decisões. Se você acha que tomar decisões é um ponto fraco seu, então convém pesquisar mais sobre o assunto. Mas lembre-se: a decisão verdadeira é medida com ação, e não com palavras.

No documento A-Vida-Inteligente - LIVRO ÓTIMO (páginas 87-95)