Após um breve estudo da responsabilidade civil e dos tipos de responsabilidade, sejam eles pelo vício ou pelo fato do serviço e produto, é necessário analisar, também, algumas exclusões dessa responsabilidade que são apresentadas pelo Código de Defesa do Consumidor.
Referido Código destaca duas hipóteses pelas quais o fornecedor está isento de responsabilidade pelo fato do produto ou serviço, tendo em vista que nestas hipóteses não há como se observar o nexo de causalidade existente entre o defeito e o dano causado ao consumidor.
Dessa forma, caberá ao fornecedor provar que se encaixa em uma dessas duas hipóteses de exclusão de responsabilidade.
A primeira hipótese vem previsto no Artigo 12°, parágrafo 3° do CDC, quando ficar provado que o fornecedor não colocou o produto no mercado, ou que por fato alheio a sua vontade, foi posto por terceiros, bem como se ocorrer culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros.
Vejamos:
Art. 12. [...]
§ 3° O fabricante, o construtor, o produtor ou importador só não será responsabilizado quando provar:
I - que não colocou o produto no mercado;
II - que, embora haja colocado o produto no mercado, o defeito inexiste;
III - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. (BRASIL, 1990)
A segunda hipótese diz respeito à situação de quando apesar de ter sido o fornecedor a ter colocado o produto no mercado, o defeito não existe ou que, apesar de existir, foi por culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros, conforme assegura o Artigo 14, parágrafo 3° do CDC. Vejamos:
Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos.
[...]
§ 3° O fornecedor de serviços só não será responsabilizado quando provar:
I - que, tendo prestado o serviço, o defeito inexiste;
II - a culpa exclusiva do consumidor ou de terceiro. (BRASIL, 1990)
Convém destacar que nos casos de culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros, a legislação consumerista é uníssona em afirmar que apenas em situações de inteira exclusividade da responsabilidade do consumidor ou de terceiro é que ocorrerá tal exclusão, considerando que baste existir apenas mais um responsável para tal dano que não se enquadrará mais em culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros.
Diante disto, as causas de exclusão da responsabilidade resumem-se aos casos fortuitos ou de força maior, bem como nos casos em que ocorra culpa exclusiva do consumidor ou de terceiros.
RESUMINDO
E então? Gostou do que lhe mostramos? Aprendeu mesmo tudinho? Agora, só para termos certeza de que você realmente entendeu o tema de estudo deste capítulo, vamos resumir tudo o que vimos. Foi possível compreender um pouco do que se entende por responsabilidade civil e de que maneira tal responsabilidade vem prevista na legislação consumerista. Assim, observamos que existem quatro tipos de modalidades de responsabilização civil no Código de Defesa do Consumidor, e que todas giram em torno do vício no produto ou serviço e do fato no produto ou serviço. Por fim, observamos as hipóteses de excludente de responsabilidade igualmente previstas no Código de Defesa do Consumidor, nas quais caberá ao fornecedor provar que se enquadra em uma dessas hipóteses. Vamos continuar conhecendo um pouquinho mais sobre a proteção contratual e seus desdobramentos no Código de Defesa do Consumidor? Contamos com você!
REFERÊNCIAS
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