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Principais direitos

No documento Direito do Consumidor (páginas 21-24)

são garantidos pelo Código de Defesa do Consumidor.

É de suma importância a apresentação pormenorizada destes direitos na medida em que muitos acabam passando despercebidos, fazendo com que o consumidor seja lesado. Por fim, apresentamos ainda alguns deveres do consumidor como forma de garantir que a relação de consumo possa ocorrer de maneira justa e equilibrada.

Motivado para conhecer um pouco mais dos principais direitos e de alguns deveres do consumidor? Estamos juntos nessa. Vamos lá!

Principais direitos

Passaremos agora para a análise dos principais direitos inerentes ao consumidor e legalmente previstos no Código de Defesa do Consumidor.

São direitos básicos que estão previstos e que são de suma importância, nomeadamente porque o Código de Defesa do Consumidor busca justamente proteger o consumidor quando da relação jurídica de consumo e, para tal, precisa estabelecer direitos para que os consumidores possam se valer de tais direitos quando se sentirem prejudicados e/ou desrespeitados.

Vamos começar tratando do direito a proteção da vida e da saúde.

De acordo com o Artigo 6°, inciso I, do CDC, constitui-se como direito básico do consumidor “I - a proteção da vida, saúde e segurança contra os riscos provocados por práticas no fornecimento de produtos e serviços considerados perigosos ou nocivos; [...]”. Assim, fica vedado ao fornecedor vender qualquer tipo de produto que possa atentar contra a vida ou a saúde do consumidor, de maneira que qualquer produto ou serviço

colocado no mercado de consumo não apresente qualquer risco ou perigo nesse aspecto.

VOCÊ SABIA?

Uma recente pesquisa tem apontado para os riscos que alguns brinquedos de plástico podem causar na saúde infantil bem como no meio ambiente. A pesquisa foi encomendada pelo Programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, e conduzida pelo Grupo de Estudos e Pesquisa em Química Verde, Sustentabilidade e Educação (GPQV)1, no qual apresentam dados que alertam para os prejuízos à saúde das crianças. De acordo com a pesquisa, atualmente 90% dos brinquedos fabricados no mundo são feitos de plástico. Contudo, nem todo tipo de plástico é adequado para a produção desses brinquedos, podendo em sua composição existirem substâncias que sejam tóxicas e nocivas à saúde das crianças, a exemplo do ftalato, substância química que amolece o plástico PVC – o mais usado na fabricação dos brinquedos. Nesse contexto, muitos brinquedos de plástico de baixo custo acabam apresentando substâncias que podem ser prejudiciais à vida e à saúde das crianças, o que nos traz a reflexão acerca da vulnerabilidade das crianças e, sobretudo, do consumidor quando consome esse tipo de produto sem necessariamente saber dos prejuízos decorrentes.

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Como segundo direito básico do consumidor, podemos citar o direito à educação para o consumo. Vamos explicar melhor do que se trata. O Artigo 6°, inciso II, do CDC, dispõe que é direito básico do consumidor “II - a educação e divulgação sobre o consumo adequado dos produtos e serviços, asseguradas a liberdade de escolha e a igualdade nas contratações; [...]”. Dessa forma, o fornecedor deve prestar todas as informações necessárias e adequadas acerca do produto ou serviço que

1 Notícia disponibilizada pelo Educando acerca do impacto na saúde infantil em decorrência dos brinquedos de plástico. Disponível em: http://www.educandotudomuda.

com.br/brinquedos-de-plastico-impacto-na-saude-infantil-e-no-meio-ambiente/

esteja sendo ofertado, de maneira que o consumidor tenha garantido a sua liberdade de escolha para que, quando da decisão de escolha acerca de determinado produto, por exemplo, saiba utilizá-lo de forma correta, com a adequada educação e divulgação sobre o consumo correto de sobretudo produto.

Exemplo: Para uma melhor visualização desse direito básico do consumidor, podemos citar como exemplo o indivíduo que se dirige a uma loja de óculos de sol na procura por um que, obrigatoriamente, tenha proteção UV. Nesse caso, o fornecedor não pode omitir ou mentir sobre as características desse produto, no intuito tão somente de conseguir a venda. Caso os óculos não tenham proteção UV, mas mesmo assim sejam vendidos como se tivessem, o consumidor tem o direito de não ter a compra finalizada ou até mesmo, caso já tenha sido finalizada, devolver tal produto.

Pegando um gancho no direito acima apresentado, temos também como direito básico do consumidor o direito à informação, que muito se assemelha com o direito à educação para o consumo. De acordo com o Artigo 6°, inciso III, do Código de Defesa do Consumidor, considera-se como sendo um direito básico do consumidor o seguinte:

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

[...]

III - a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem. (BRASIL, 1990)

Assim, o consumidor tem o direito de ter acesso a todas as informações que digam respeito ao produto ou serviço que esteja querendo adquirir, de maneira que o cliente só chegue a realizar a compra sabendo que tem as informações corretas, como forma de evitar que

venha a ser enganado. Tais informações precisam ser de fácil acesso do cliente, seja no próprio produto, ou em caso de os vendedores da loja saberem prontamente fornecer informações importantes e relevantes sobre determinado produto ou serviço.

Estabelece, ainda, o Artigo 6°, inciso IV, do Código de Defesa do Consumidor, que o consumidor tem como direito básico a “IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;”. Aqui o legislador buscou atribuir como direito básico do consumidor a proteção contra publicidade enganosa e abusiva que, mais uma vez, se relaciona com os demais princípios acima destacados. O consumidor, como já sabemos, é a parte mais frágil na relação de consumo e, por este motivo, não pode ser levado ao erro quando da compra de determinado produto em virtude de uma publicidade enganosa, por exemplo.

Exemplo: Vamos imaginar que determinado cliente se dirige a uma loja de cosméticos pois visualizou em uma propaganda pela TV que nesta loja havia um creme capaz de desaparecer com as estrias. A cliente então, acreditando ser correta tal publicidade, compra o produto na expectativa de que suas estrias sumam. Contudo, tal produto sequer passou por testes científicos que comprovassem a sua eficácia e, mesmo assim, foi colocado à venda. É direito dessa consumidora pleitear pela devolução do dinheiro pago, considerando que foi vítima de uma publicidade enganosa.

Conseguimos visualizar, portanto, alguns direitos básicos fundamentais do consumidor que precisam ser respeitados e garantidos, como forma de que este não seja prejudicado quando da existência de uma relação de consumo, garantindo uma relação equilibrada e justa.

No documento Direito do Consumidor (páginas 21-24)

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