A vers˜ao integral do Protocolo G-DEF, ´e a proposta at´e aqui, com a apurac¸˜ao do ICMS passando a ser feita pela SEF-SC. Entretanto, a dimens˜ao do universo de dados ´e muito grande para que se possa chegar a este ponto de imediato, e ´e aconse- lh´avel dividi-lo em etapas menores que possam ser implantados progressivamente.
7.7.1 Primeira Etapa - Emiss˜ao de NFE
Numa primeira etapa, necessitamos implantar efetivamente a emiss˜ao daNFE pela SEF-SC, que ´e o objetivo principal do Protocolo. Nesta fase inicial, dever´a
se restringir ao movimento local, ou seja, empresas que vendem para outras empresas den- tro do Estado. Como diversas empresas vendem para dentro do Estado e tamb´em para fora do Estado, o sistema nesta primeira fase dever´a ser h´ıbrido. As notas fiscais destinadas a empresas dentro do Estado ser˜ao emitidas eletronicamente, enquanto que as emitidas para empresas localizadas fora do Estado ser˜ao ainda emitidas da forma tradicional, em papel. A implantac¸˜ao daNFE em todas as operac¸˜oes somente ser´a vi´avel ap´os o estabelecimen-
to de Convˆenio em n´ıvel nacional e da difus˜ao da tecnologia que se pretende implantar pioneiramente neste Estado.
Nesta primeira fase, as notas fiscais ser˜ao emitidas, e acompanhar˜ao a mercadoria atrav´es dos dispositivos de Mem´oria Port´atil. Neste est´agio, as fiscalizac¸˜oes realizadas pelaSEF-SC no trˆansito de mercadorias, ser´a realizada mediante a utilizac¸˜ao
de equipamentos j´a dispon´ıveis nos postos fiscais e para as volantes a saber, microcom- putadores e computadores port´ateis, que apenas far˜ao uma leitura dos dispositivos e in- formar˜ao as mercadorias na tela para verificac¸˜ao f´ısica dos ve´ıculos de transporte. Neste ponto, n˜ao ser˜ao ainda atualizados os dados relativos `a localizac¸˜ao das mercadorias du- rante o transporte, sendo seu dado suprido apenas na chegada da mesma na entidadeEC.
7.7.2 Segunda Etapa - Inclus˜ao da Rotina dos Postos Fiscais
Numa segunda etapa, implementa-se o acompanhamento das mercado- rias durante o transporte, com uma rotina de atualizac¸˜ao constante do banco de dados da
SEF-SC. Esta rotina fica numa segunda fase, pois embora j´a haja at´e alguns dos equipa-
mentos necess´arios dispon´ıveis, a saber microcomputadores port´ateis acoplados a telefo- nes celulares que podem contatar diretamente aSEF-SC, esta tecnologia ainda n˜ao est´a
totalmente dominada pelo pessoal de campo e n˜ao est˜ao implantados todos os equipa- mentos previstos. Portanto optamos n˜ao sugerir a suplementac¸˜ao de recursos, preferindo utilizar os equipamentos dispon´ıveis em cada fase da implantac¸˜ao, evitando antecipar
investimentos fora do previsto o que, em se tratando de ´org˜aos p´ublicos, s˜ao procedimen- tos demorados pois necessitam de previs˜ao orc¸ament´aria, e a realizac¸˜ao de processo de licitac¸˜ao, que em geral s˜ao bastante demorados. Uma outra raz˜ao para dividirmos assim a implantac¸˜ao, ´e que os programas poder˜ao tamb´em ser desenvolvidos gradativamente, pos- sibilitando um melhor aproveitamento do pessoal dispon´ıvel, evitando recorrer a aux´ılios externos.
7.7.3 Terceira Etapa - Apurac¸˜ao do ICMS
Na ´ultima fase de nossa implantac¸˜ao, teremos a apurac¸˜ao do ICMS feita integralmente pela SEF-SC. Isto implica na informac¸˜ao total de todas as entradas e sa´ıdas de todos os contribuintes atualizadas diariamente. No caso de mercadorias provenientes de outros Estados, em que os mesmos n˜ao possuam o mesmo sistema que a SEF-SC, estas informac¸˜oes dever˜ao ser digitadas pelos contribuintes t˜ao logo recebam as notas fiscais, e repassadas para a SEF-SC, para poderem aproveitar o cr´edito destas mercadorias. Neste ponto, dever´a ser criada uma rotina interna nos computadores da SEF-SC, visando a efetiva confirmac¸˜ao da existˆencia das empresas que est˜ao enviando mercadorias de fora do Estado, para que definitivamente n˜ao haja mais cr´editos indevidos (frios) do ICMS. Esta providˆencia, por ser a mais trabalhosa em termos de sistemas de informac¸˜ao e a de maior demanda em termos de tempo de desenvolvimento, dever´a ficar para o final das etapas de implantac¸˜ao do Protocolo.
Uma vantagem do Protocolo neste ponto ´e o t´ermino da exigˆencia do preenchimento e guarda da maioria dos livros fiscais pelas empresas, a saber, Livro Re- gistro de Sa´ıdas, Livro Registro de Entradas, Livro Registro de Invent´ario e Livro Registro de Apurac¸˜ao do ICMS.
7.8 Conclus˜ao
Neste cap´ıtulo descrevemos minuciosamente o Protocolo G-DEF, inici- ando pela definic¸˜ao das entidades participantes, relembrando e organizando os requisitos
j´a detalhados no cap´ıtulo 6, relativos ao Fluxo de Documentos, Fluxo de Informac¸˜oes e Seguranc¸a das Informac¸˜oes. Foram a seguir listadas as notac¸˜oes utilizadas no decorrer deste trabalho, com seu respectivo significado. Depois, foram descritos e exaustivamente detalhados todos os relacionamentos do Protocolo, abordados inicialmente de uma for- ma abrangente, e posteriormente abordados individualmente por cada entidade. Optamos aqui pela redundˆancia em certos casos, para mantermos a clareza dos registros, e pensan- do na possibilidade de auxiliar um futuro desenvolvimento de sistema de informac¸˜ao `a partir dos relacionamentos estudados. Vimos depois um pequeno estudo de viabilidade do Protocolo, que embora n˜ao esgotando o assunto conseguiu mostrar boas possibilidades de implementac¸˜ao na SEF-SC, devido `a infra-estrutura j´a existente. Os aspectos materi- ais mostraram-se dentro dos parˆametros esperados, assim como economicamente tamb´em houve correspondˆencia das expectativas com as condic¸˜oes pesquisadas. Quanto `a escala- bilidade, vista a seguir, vimos que nosso maior problema n˜ao ´e o crescimento do n´umero de informac¸˜oes que se manter´a dentro do j´a previsto em outros sistemas com pequenas flutuac¸˜oes, mas na mudanc¸a na forma e principalmente no tempo em que as informac¸˜oes passar˜ao a fluir para os equipamentos da SEF-SC.
A partir deste cen´ario, procuramos ent˜ao sugerir um escalonamento na implantac¸˜ao do protocolo, procurando acomodar suas necessidades quer de recursos ma- teriais quer de pessoal, para as condic¸˜oes normais de trabalho da SEF-SC, o que em nosso entender manteve-se dentro das expectativas propostas inicialmente.
Cap´ıtulo 8
An´alise do Protocolo e Validac¸˜ao com
Redes de Petri
8.1 Introduc¸˜ao
O protocolo j´a foi descrito sob a ´otica de cada uma das suas entida- des participantes, e em cada uma destas fases, foram, quando necess´arias, introduzidas alterac¸˜oes importantes relativas `a sua concepc¸˜ao. Nesta nova forma de an´alise, tamb´em ser˜ao observadas as eventuais falhas l´ogicas e corrigidas no decorrer do trabalho, para que se apresente um relat´orio pronto. No entanto poder˜ao vir a ocorrer problemas n˜ao previs- tos quando da implementac¸˜ao deste modelo te´orico no mundo real, raz˜ao pela qual, apesar do cuidado e da an´alise por diversos ˆangulos do mesmo problema, a sua implementac¸˜ao deve ser acompanhada cuidadosamente para ser consolidado como um protocolo efetivo. Na sec¸˜ao 8.2, veremos rapidamente o referencial que nos fez procurar as redes de Petri, seus elementos b´asicos e qual a sua utilidade na modelagem formal do protocolo. A seguir veremos a representac¸˜ao com duas redes de Petri que representam o fluxo das mercadorias e o fluxo da NFE. Na sec¸˜ao 8.3, descreveremos a rede montada para validar o fluxo das mercadorias, o que envolve principalmente as entidades EC, EV e TR. Na sec¸˜ao 8.4, descreveremos a rede montada para validar o fluxo da NFE,
ganho econˆomico resultante da implantac¸˜ao do protocolo G-DEF. Na sec¸˜ao 8.6, veremos a an´alise do protocolo G-DEF em relac¸˜ao `a lista de requisitos de seguranc¸a.