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Em 1991, foi feita uma avaliac¸˜ao dirigida das formas que possibilitari- am um aumento da arrecadac¸˜ao de tributos estaduais, tendo como base a informatizac¸˜ao da atividade fiscal [WAR 91].

Nesta ´epoca a SEF-SC j´a contava com um quantitativo maior de com- putadores, ainda longe do ideal, mas em cada gerˆencia interna e em todas as gerˆencias regionais, j´a havia pelo menos uma ou duas m´aquinas `a disposic¸˜ao dos fiscais, dependen- do do tamanho de cada gerˆencia.

O trabalho citado [WAR 91] partiu da seguinte pergunta:

Quais as formas de auditoria fiscal informatizada que poderiam ser im- plantadas na SEF-SC, que reverteriam em aumento da arrecadac¸˜ao de tributos estaduais? Em func¸˜ao da importˆancia e percentual correspondente na arrecadac¸˜ao de tributos, o ICMS ficou respons´avel pela totalidade das sugest˜oes recebidas.

Neste trabalho de pesquisa, levantou-se o n´umero de fiscais de tributos estaduais em atividade de campo, ou seja, fiscais envolvidos diretamente com o trabalho de auditoria dentro das empresas. O n´umero constatado foi de 148 (cento e quarenta e oito) auditores fiscais. Foi elaborado question´ario dirigido objetivando principalmente:

verificar se os procedimentos informatizados utilizados na ´epoca auxiliavam a tarefa dos auditores;

verificar a aceitac¸˜ao geral da inform´atica como ferramenta auxiliar na func¸˜ao de auditoria fiscal;

identificar a preferˆencia dos auditores fiscais, sobre as melhores formas de aprimo- rar o seu servic¸o, se atrav´es de levantamentos pr´evios ou de aplicativos espec´ıficos; conhecer as opc¸˜oes para aprofundamento de pesquisas para realizac¸˜ao de investiga- c¸˜oes pelo m´etodo experimental, tendo em vista a falta de bibliografia espec´ıfica no ramo explorado.

O question´ario foi elaborado, com o cuidado inclusive da realizac¸˜ao de um pr´e-teste para garantir um bom entendimento `as quest˜oes propostas, e enviado aos 148 auditores fiscais em atividade na ´epoca.

Foram obtidas 75 respostas que analisadas e tabuladas geraram uma monografia complementar ao curso de p´os-graduac¸˜ao em auditoria [WAR 91].

Destacam-se dos resultados tabulados os seguintes ´ındices:

Dos question´arios respondidos, 49,33% foram provenientes de fiscais que alegadamente conheciam alguma coisa de processamento de dados, por´em se interes- savam pelo assunto e conseguiam acessar programas quando lhe mostravam como, mas sem muita seguranc¸a. ´E um n´ıvel de conhecimento de microinform´atica que foi consi- derado prec´ario, embora tais pessoas n˜ao pudessem ser caracterizadas como totalmente leigas.

Do mesmo universo, 26,67% alegadamente fizeram um ou mais cur- sos espec´ıficos de bancos de dados, planilhas de c´alculo ou processadores de textos e conseguiam oper´a-los, mas tinham certa dificuldade em alguns aspectos de software, e operavam outros programas no microcomputador com um certo receio. Estas pessoas apresentavam um conhecimento de microinform´atica que foi considerado regular.

Do mesmo universo, 20,00% alegadamente fizeram um ou mais cur- sos espec´ıficos de bancos de dados, planilhas de c´alculo ou processadores de textos e conseguiam oper´a-los com facilidade, procuravam descobrir como funcionavam outros softwares e operavam o micro sem receito. Seu conhecimento foi considerado bom.

Apenas 4,00% utilizavam softwares de bancos de dados, planilhas de c´alculo, processadores de textos e outros, acessava o sistema operacional com facilidade, e outros softwares que eventualmente necessitasse sem receios. Este foi considerado um ´otimo n´ıvel de conhecimentos.

A mesma pesquisa [WAR 91] aponta que 58,67% confirmavam que sua disposic¸˜ao para utilizac¸˜ao de recursos de inform´atica na ´epoca para aplicac¸˜ao no seu trabalho de fiscalizac¸˜ao era muito grande.

Na pesquisa [WAR 91], 89,33% das respostas indicaram que a melhor forma de utilizar a inform´atica para auxiliar a fiscalizac¸˜ao de tributos estaduais, seria a

uni˜ao entre duas ´areas de atuac¸˜ao distintas:

o fornecimento de subs´ıdios pr´evios informatizados para que o fiscal pudesse sele- cionar melhor as empresas a fiscalizar; e

o fornecimento de programas aplicativos para que o pr´oprio fiscal utilizando-se de microcomputadores fiscalizasse melhor as empresas.

A pesquisa demonstrou a conscientizac¸˜ao da classe sobre a evoluc¸˜ao tecnol´ogica, e a necessidade do uso de procedimentos informatizados na fiscalizac¸˜ao, com 71,62% respondendo que estes procedimentos eram considerados essenciais [WAR 91].

Os recursos disponibilizados aos fiscais nesta ´epoca foram avaliados por 32,39% dos pesquisados como ´otimos, e por 36,62% como bons [WAR 91].

´E claro que o n´ıvel de informatizac¸˜ao encontrado nos contribuintes nes- ta ´epoca ainda era pequeno e estava em seu in´ıcio. Atualmente apesar da grande evoluc¸˜ao da informatizac¸˜ao na SEF-SC, talvez as respostas fossem diferentes.

Quanto `a necessidade de desenvolvimento de aplicativos espec´ıficos, destinados ao aux´ılio do trabalho fiscal, em ordem decrescente de importˆancia, foram eleitas as seguintes prioridades [WAR 91]:

1. Estoques; 2. Caixa/bancos; 3. Contas a receber; 4. Contas a pagar; e 5. Patrimˆonio.

Isto demonstra a disposic¸˜ao de levantamentos ainda centrados em cada contribuinte individualmente, e direcionados a determinados setores de seus controles.

Nesta ´epoca tamb´em a preferˆencia entre a forma de consulta de re- lat´orios [WAR 91] estava equilibrada entre as trˆes formas poss´ıveis de serem disponi- bilizadas na ´epoca, ou seja:

32,43% preferiam trabalhar com relat´orios em papel;

35,14% preferiam trabalhar com relat´orios dispon´ıveis para consulta ou impress˜ao atrav´es dos terminais IBM; e

32,34% preferiam trabalhar com relat´orios em disquetes para consulta ou impress˜ao utilizando-se de microcomputadores.

A an´alise dos resultados da pesquisa considerou que a inform´atica como ferramenta auxiliar na fiscalizac¸˜ao de tributos estaduais era bem aceita pelos auditores j´a naquela ´epoca [WAR 91].

Esta informac¸˜ao, que parece banal nos dias de hoje, refletia o anseio da maioria da classe por uma tecnologia auxiliar na execuc¸˜ao de suas tarefas. Muitos, entretanto, dentro da pr´opria categoria funcional eram totalmente contr´arios a qualquer inovac¸˜ao, e a argumentac¸˜ao preferida era a de que a informatizac¸˜ao ”tiraria”o emprego de muitos fiscais.

O trabalho ainda colheu sugest˜oes livres sobre os subs´ıdios que deveri- am ser oferecidos aos auditores, os utilit´arios a serem desenvolvidos e ao treinamento e disponibilidade de equipamentos e condic¸˜oes f´ısicas de trabalho.