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INTELIGENCIA COMPETITIVA

No documento VANESSA BATISTA MORAIS (páginas 21-32)

A lntelig€mcia Competitiva deveria ser mais explorada pelas organizac;oes.

pais. ela proporciona atraves de suas ferramentas e metodos um diferenc1al estrategico perante os concorrentes

Segundo BATTAGLIA (1999, p.204):

0 conceito de inteligencia competitiva surgiu na decada de 80. como uma disciplina capaz de integrar o planeJamento estrategico. atividade de marketing e de informar;ao, objetivando o mon1toramento constante do ambiente externo, com respostas rapidas e precisas a empresa no que d1z respeito aos movimentos do mercado. 0 que torna o processo de inteligencia competitiva diferente e a gerar;ao de resultados em 11oras ou dias, em vez de semanas e meses. normalmente requeridos com as metodologias tradicionais de pesquisa e planejamento, alem da enfase em perspectivas estrategicas em vez de exatidao numerica. 0 tempo para a inteligencia competitiva e fator fundamental para que seu uso possa antecipar. Caso contrario, a informar;ao deixa de ter um valor de agregar;ao.

de inovar;ao, de progresso, de estrategia. Na verdade. o valor cia informar;ao esta diretamente relacionado

a

otimizar;ao do seu uso. e este e determinado por uma demanda e pela velocidade com que se aplica o resultado do levantamento dos mais variados tipos de informar;ao.

ANGELONI (2008, p.152) afirma que hoje quando se tratam de atividades comerciais e econ6micas, nao basta apenas conhecer mercados e suas demandas.

analisar produtos, processos e estrategias entre outros conhecimentos necessarios para o ramo.

E

nesse ponto que a I.C e tao importante, pais, o mercado atual ex1ge antec1pac;ao e continua dizendo que e a I.C que proporciona a alta gerenc1a melhorar sua competitividade, identificando as principais forc;as propulsoras e prevendo os futuros rumos do mercado, e par meio dela informac;oes diversas. de varias fontes sao selecionadas e disseminadas a quem interessar servido como apoio no processo de tomada de decisao.

Pela Associac;ao Brasileira de inteligencia Competitiva (ABRAIC). a I.C

e

definida como:

"E

um processo sistematico e etico de coleta, analise e dissemina<;:ao

de informac;oes, que visa descobrir as forc;as que regem os neg6cios, reduzir risco e conduzir o tomador de decisao a agir pr6 - ativamente, bem como proteger o conhecimento sensivel produzido." (ABRAIC)

Segundo VALENTIM (2003), pode-se definir a inteligencia competitiva como uma estrategia de ac;ao desenvolvida em ambito organizacional, onde ocorre o aperfeic;oamento das atividades internas e externas que visam o pr6pno crescimento. A informac;ao, o conhecimento e a inovac;ao sao a base para que a lnteligencia Competitiva acontec;a efetivamente. Porem, sabemos que. para que a inovac;ao acontec;a precisa-se investir em Pesquisa e Desenvolvimento, sabemos que isto tem um custo muito grande para as organizac;oes, mas e nesta fase que a interac;ao entre universidade - empresa e importante, pais, proporciona a troca experiencias e fornecem o conhecimento inovativo que e gerado no ambiente

Ap6s estudo das alternativas de fontes disponiveis. coleta-se a

informa<;ao. __________ ..

0 processo de valida<;ao da informa<;ao utiliza. gera!mente. duas tecnicas:

- triangula<;ao: cruzamento de informa<;6es provenientes de varias fontes;

- checagem dos fatos etapa que precede o surgimento da informa<;ao

,.. _______ propriamente dita. ~--- --~--- _______ _

! ANALISE Avalia<;ao do impacto da informa<;ao para a Posi<;ao competitiva da ---+-=o:.:..rg"";a:::.:.n.c:.:iz=--=a==-~;iao-'---,----,---__ 1

Apresenta<;ao das alternativas de a<;6es disponiveis para a i i DISSEMINA<;AO

I

organiza<;ao e de suas rela<;6es custos versus beneficios, J considerando-se:

- as limita<;6es da organiza<;ao em executa-las: i 1

-a rea<;ao mais provavel do ambiente a cada uma delas _______ -~ i Avalia<;ao do usuario final acerca da inteligencia recebida para

obten<;ao de melhorias nos processes utilizados em cada etapa do

; REALIMENTA<;AO ciclo da informa<;ao. Tambem e nesta fase que o gestor de inteligencia , competitiva se preocupa em reconhecer e validar as pessoas que participaram do processo . ___ _

OUADRO 2- CARACTER1STICASDA-S

ETAPASDO

CIClo-bE INTELIGENCIA FONTE ABREU (2000)

Podemos observar que nos dias atuais e necessaria que as organizac;oes estejam atentas a essa necessidade de sempre estar se reinventando, e a I.C pode colaborar, e muito neste ponto, pais, ajuda a compreender tanto o ambiente interno.

ou seja, as informac;oes do ambiente organizacional, quanta as externas aquelas que vem de fora, como de concorrentes etc.

E

importante saber diferenciar Gestao da lnformac;ao, Gestao do Conhecimento e lnteligemcia Competitiva, pais, somente desta forma a utiliza<;:ao delas sera favoravel a organizac;ao, conhecendo cada uma delas e possivel extrair o maximo de beneficios.

Capitallntelectual da i i Estratt~gias da Organizac;:ao Organizac;:ao .

de SIStemas de lnformac;:ao especifiCOS a tomada de

I

I empresana1s de d1ferentes I d -ec1sao

I

naturezas 1

Tra-b;;lh;-;ssencialmente com Trabalha essencialmente co~T--b -,h --- d .- -fl d

. . . · ra a a com os 01s uxos e

os fluxos formals de os fluxos mtorma1s de I . f - . f . . f . informac;:ao informac;:ao I m ormac;:ao. orma1s em orma1s

OUAISR03-

DIFERENc;As ENTRE GESTAO DA INFORMAc;Ao. GESTAO-DOCor\THECIMENTO E INTELIGENCIA COMPETITIVA

FONTE VALENTIM (2002)

Segundo VALENTIM (2002, p.59), a inteligencia competttiva necessita do mapeamento e da prospec<;:ao de dados, informa<;:c'Ses e conhecimento produzidos internamente e externamente

a

organizac;ao. Ainda, segundo a autora, os dados, informac;:oes e conhecimento prospectados sabre empresas, produtos, mercados, processes, meio ambiente, tecnologia etc., tem a finalidade de dar maior seguran<;:a as estrategias estabelecidas pela organiza<;:ao.

A inteligencia competitiva e essencial para as organizac;oes se manterem competitivas no mercado na atualidade, e no segmento de moda tambem, pais. se

trata de um mercado muito competitive onde saber gerenciar as informar;oes e aplicar a I.C e suas atividades como Monitoramento e a Prospec<;:ao da lnformar;ao sao diferenciais.

Outro ponto importante a ser ressaltado e a importancia que as fontes de informar;oes tem no processo de tomada de decisao e, consequentemente. no desenvolvimento de um projeto de I.C em uma organizar;ao.

2.3 FONTES DE INFORMA<;AO

A

LUZ DA CIENCIA DA INFORMA<;AO

Segundo CARVALHO (2001 ), cabe ao profissional da lnformar;ao. o gerenciamento adequado das fontes de informar;ao, sejam elas de natureza formal ou informal. Para atingir o usuario, as estrategias de disseminar;ao da informar;ao precisam estar apoiadas nos canais de comunicac;ao e nas fontes de informar;ao

CARVALHO (2001 ), explica que as fontes, cuja informa<;ao vem diretarnente do autor, sao as fontes primarias e podem ser formais e informais. As fontes secundarias, aquelas referenciadas par outros que nao o proprio autor. entre elas.

as bibliografias, os resumos, as bases de dados. As fontes terci~nias sao as mais distantes do autor, a exemplo das bibliografias de bibliografias e os guias

Na apostila do Curso de lnteligencia Competitiva, ministrada pelo professor Dr. Helio G. de Carvalho (2011 ), ele divide as fontes em: forma is internas, forma is externas, informais internas e informais externas (Quadro 4), e a partir disto, o autor detalhou as fontes que pertencem a cada categoria. lsto e relevante. pais, no dia a dia nas organizac;oes quantas fontes sao acessadas diariamente. desce um simples E-mail a um Plano Estrategico. Conhecer as fontes e importante para um profissional, pais, existem criterios que se devem levar em considera~ao no momenta de avalia-las: conteudo, confiabilidade, credibilidade, entre outros.

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1

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5

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• Patentes/Propriedades Especializadas. Anais I pesquisas, I distribui<;:ao.

i de Congresses; __ inventos; · __ f?_r:n_P-_ct;core~: __ .

,

-FORMAlS INTERNAS FORMAlS EXTERNAS -IN-FO_R_M_AI_S_ -,--L--INFORMAis INTERNAS EXTtRNAS

lnformes governamentais. Consultoria a G"upos de

Padronizados 1 clientes: fJisc~~~-sao: alguns criterios que garantam sua qualidade, sendo eles comc1 C:--P:dibilidade.

conteudo, apresenta9ao, entre outros.

Abaixo, segue, o Quadro 5, bem interessante. onde apr,:;sen:2 cnte,·ios de qualidade para avalia9ao de fontes eletr6nicas, porem, alguns criten:Js rnenc1onados nao servem apenas para fontes na internet mas tambem pat'8 Jutras fontes (impressas; em CD-ROOM; etc).

0 quadro 5, apresenta alguns criterios utilizados para verh.icar :1 qualidade da informa9ao na area saude, pel a organiza9ao americana A gene·.-

ro ·

·\=:alth Care Policy and Research (AHCPR), no Health Information Technology !r-s'.'iu/e Hiti). por intermedio do Grupo de Trabalho Health Summit Work1nQ Grouo (H~-qJ\,t.:~:·

1 1. Credibilidade

-6 lnteratividade a) Mecanismo de retorno da informayao.

---+-b-"-) Forum de discussao, c) Explicita_yao de alg_o_r:1tmo 7 Anunctos ! a) Alertas

QUADRO 5- CRITERIOS CATEGORIZADOS COMO TNDkADORES DEOlJAlrr_IADt: DO (GRUPO DE TRABALHO HEALTH SUMMIT WORKING GROUP -HSWG~

FONTE HSWG apud LOPES (2004) moda que fornece informac;:oes sabre tendencias, con:o se vestir e~~:

Segundo Rodrigues (2004) apud ALCARA: CURTY (2008 ,)

s-r:

uesce a cada dia o numero de blogs e isto vem para confirmar que est<:; nao

e

uma

ferramenta ou fen6meno temporario. E conforme o tempo va! pa~san::Jv n :~urnero de adeptos apenas sobe, sejam os que produzem que publicam o con~e1:1'L na web. ou usuaries (leitores), e contribuindo de forma efetiva na denominada b'ogosfera

Segundo Recuero (2003) apud ALCARA: CURTY (L006 p 82), que disponibilizam informay6es noticiosas dicas e corc;et~t~r;ns sabre um assunto especifico. Esse tipo de biog nao visa Je;r:::_t3: cc.mentEmos pessoais, mas algumas vezes estes aparecem.

As publicac;:oes mistas, conforme ja menrjonada ac1rna ooden:. ser atribuidas aos blogs que misturam elementos dos diarios e~etrf··l:c:os e das publicac;:oes eletr6nicas. Disponibilizam post pessoais sotre a vide: r\.; ;:,_!for e posts informativos, com noticias, dicas e comentarios.

Os blogs de Moda normalmente se encaixam nas pubiicar,:r:Je~ rn;stas, onde disponibilizam tanto post pessoais, quanta notlcias e fornecern dica~. D·~,rern, podern ser considerados tambem blogs individuais on de sornente o nit:1·.~ :.-:.:· '":OdP. postar.

ficando aos usuaries apenas a opc;:ao de comentar· n:J 'ug8r espe.~:f;co : "'~~ d issu.

Ainda hoje existe muito preconceito acercc: dos bl:>gs. n;~Ji'~·:, ;.~onsiderarn

como fontes nao relevantes, mas pode-se cbservar oue atua' ···<: .. +~o e!~:s vern

mudando e existem para todos os gostos e necess.d3;ies desr·:c: :..' ::1'~: Je~es mais

afirma que pesquisar tendencias

e

perceber influenciiE r:>:erc das :;obre Llnl

contexto e ler sua evoluc;ao buscando compreen:::e· suas futuras consequencias. Nos dias atuais. a internet aparece con:,· u:~·; :"It: o eficaz de auxilio nas leituras de tendencias so:.ioecon:Sm1cas ~-" · c· '"'z <:cJe surge como modo potencializador da velocidade e clemoc~31i.<:::dcl :'e1s tendenc1as e informac;oes do mundo da Moda. Co..-r1 surgimento C'::< L<::r;·::s',''ra cada vez mais a mod a que emerge das ruas e i: rl'vulgarl:;,

''!"'

1· .. o: · ·~t ;:,(JVf: como

potente energia inspiradora para pe3qu1sc:Uores. cnac·:>rE-'~' c, Tf:'· rnc:smo os pr6prios consumidores.

Portanto, pode-se concluir que o biog hOJe vern yannc-Jr;C:c 1!~ .. :~:·:.: .1e !'Jesse mundo da moda, seja fornecendo informa<;;ces para al~Juern qut--: :::'1:) .c·:: c rn2nor conhecimento. porem, se interessa pelo assunto. Amda temr)~ a r;L.2·-:~.J) ::.o~m;rc1al

que os blogs podem ser um aliado. ja que alguns oiogs receot~m ;nilhares de acessos diariamente, e porque nao usar is so a seu favor.

Ainda hoje, se tern uma ideia que a internet e uma '·te:·r:'1 :01:: nmguem · porem, as coisas ja estao mudando e apesar de a:nda ter mu;to a :::.'"r i.:tn existem sim profissionais preocupadas em divulgar informa.;:oes de qL!a ,');.:; .::-: c que se preocupam com seus leitores.

Por fim, e clara que blogs nao tem fun~ao do· pre· :::~ ·~,, ·l~,r ·x::; e nem fornecer informa<;;oes privilegiadas para profissiona1s de munr:lo 0::: i1·i ~·c: ,.nas possa sim, fornecer informa<;;oes relevantes sabre clientes. seus ~ostc~ f ·.:':· ·:c:l' a Moda mais acessivel a todos, de uma forma mais analitica

A internet hoje e uma fonte de informay.:=\0 11~..!itO irr;,.;cr;::•r;~·- [•(lrer:!

e

lnformac;:ao de diversos setores, inclusive c:. Textil e JE:: C:onfecc8c; ~';:,: :-_. n ·; ·i

o

ser lanc;:ado. Este e uma fonte que serve como base para ;:l:i(J<.;t::~l~) c:c ~<: .. ccre:~11 o fato de ser anode 1993 e com que alguns dados ja estejom deset'J~ z;;:..iGs devido ao tempo. De qualquer forma nao deixa de ser urn a fCi<lte (81E'V(,:·, .i.~ : .'"'\i'(i ~}rea de pesquisa.

As fontes de informac;:ao sao extremarne:nte 1:?S,')f'r1CiaiS : ·: .,, ' c•~sc r!e I C.

pais, serviram como apoio no processo rle torna~··'-' de aec.··:,".::.

informac;:ao na atualidade nao e problema. po~~~rn ac\=:sso

a

,n .:·rrJ::.c/Ses de qualidade e com valor estrategico para organizac;:ao isso sim ta~ 2 ~~ f;:;r'"'l::a perante os concorrentes.

Portanto e necessaria ter todo o cuidado na sua busca F~ ·i:: :)r,;b:liza~ao.

pais, ela e o insumo basico para criac;:ao de conhec:mento nas cn::Ji:;:·, :~y:t')'2S Por isso e tao importante estar atentos a esses wterios :·--:,'Y~:~::o:lac:o:;. ·l : : ,;: ·:=> ap1:ca-!os efetivamente no processo de busca e dissemlllC.lt;ao ds ir~t·n·na.;~L

2.4 A UTILIZA<;AO DA INFORMA<;AO NO SEGrv"ENTC' DA ~J10CJ.r.,

0 mercado da moda possui ciararnente seg:-~ertr_:s q,,~. :'f. J :; ~:·:;J ;~~;s por cada empresa, mas para atender a necessidade de~s~,s ::cnSL!,;nJ·:: : '' ~:r:;c::,..;:>c'l(IO

que se tenha informac;:oes a respeito desse grupc ~L:a dc2~·-l2 ,,,.; .: ,: : p _;··:2nrs.

apesar de ja haver uma indicac;:ao de que CO•T·O s a ~istriou;(:-:::.~; c'· ·"' qru~os no segmento da moda. Pode-se perceber que a infmmac;ao

e

es~e;n~:a: !'·- Y.:.:::F:.::so de identificar as necessidades dos consumidores de urn a 'j ::ieiminCI~;,.· , · ,,1 -~·" e ta;·nbem para auxiliar no processo de decisao estrateg!ca. poi·.::. (; infon"'"- ::.-:;c:1 c;1ave que indicara e mostrara quais as ac;:oes que c\e-ver.~. ~,::;· ·:.>··,a,:::~:

indicat;:oes de como est5o dis\rii~l'icics '" ~"•JJC~; ,,f·>'>"' -~~ · . . •1n::2 PeJra tanto, vamos utilizar ccmo crir-::r·~<J ce 'fol(c.;c;r<H •;:. _, .. AP-:, ,;~'"'lerlte

pode servir de fonte de infcn:n·~ao e ~,ue teni·' :•.. :t ·, c•:J.:e,- de influencia, seja esse poder quat for T en<cs corn ::_,,~ : r ··. ": elF· ve;1das.

as publica<;:oes especial!zadas lgeroll::,er·7e rev:stas c.•~: ~; ~,ndes desfiles, os bureaux de esti;o, as r:o.:c· ::<~" ,:e •t.:'E'/!s::';(l ~ c-.. -._,:::•rYJ~idE' em geral (BERGAMO, 19921

Segundo BERGAMO (1998), mesmo que seja 6bvia a infor•nac,:ao que um comercio que atende a grupos menos favorecidos tenha como caracterfstica principal os pre<;os baixos, pais, ha muito mais co1sa acontecendo no rnercado, e isso que deve ser observado, pais, e partir das mudanc;:as no mercado. no comportamento dos consumidores, em suas necessidades e que conseguira obter alga de relevante para definir as estrategias.

As atividades de monitorarnento de moda, ou a pesq11isa de moda, analisam a informayao de areas distintas como economia, politiC~\ sociologia, ciencia e tecnologia, ate chegar a formulac:;ao de progn6~;ticc~. na forma de informa<;ao, ou melhor, a antecipa<;ao da informa<;ao

e

fundamental no segmento de moda. Na verdade, o que ocorre no mercado da moda e que auem pode mais, tern acesso antecipadamente as informa<;oes, ou seja, existe urn mercc:do <jf~ venda de informa<;oes que atende principalmente as grandes corporac;:oes ao mrno da moda, ou seja, sao as agencias responsaveis par gerar inforrnac;oes sohrs te:·Jdencia de geradas externamente

a

empresa Nesse grupo de ernprcs3rios podemos incluir tanto os grandes quanto os pequenos, com a PViCten',,,; cltferenr;:a de que as possibilidades de aces so, leia-se compr 2 de '!1fc,r·rna~ao, sao maiores para uns e nao para outros. Aqui. especiftcamen!e :n!eressCJm-nos os grandes empresarios que efetivamente ~nvestern r1a compra de informayoes. Ha entre eles um sentido proprio que direcio;'<J uma relac;ao particular tanto com o mercado consumidor quanta con1 2 : c•uoa em s1 e,

e

claro, com as agencias respons<~veis por ger211 inforr: I<:H;;6es sobre informayao de moda. Esse senticio atende a um interscse especifico, caracteri\)tico desse grupo empresarial. e que 8qt;i ~"=''": chamado de demanda de compensac;ao-antec1pada i i3ERG.i'\IVIO, 1 ~\~•s,

Ainda, segundo BERGAMO (1998), existern diversa;:., fontes c!t; informa<;:ao publico bem seleto e com alto poder aquisitivo

[ ... ] Na pratica, a funr;;ao desses bureaux

e

identif!car as for.~o~. desse poder magico dos produtos. Essa identifica~ao no entanto, •111e .~les cham<.lrn de trabalho de pesquisa, tem um careter proposit<:;!rnent'~ V2'·~o. irnagens e texto tem como caracteristica nunca fornecer uma inforF.aifjG DbJetiva .. Mas os bureaux sao uma fonte, ate cerio rc·1to, re~tr itc: .. 1·,~ ", ·-:. n·, ~r.:-io Ha to do um mercado que visa informar a rnoda ern 2nnbito cern :T1cr:r1·; restr'lo e que corresponde as revistas de moda .que ·iacilmente (oncont;~!!~ms a venrJa nas bancas. Alem dessas, ha outras que so pod em ser cot :,.-,,·::;;ias mediante assinatura e outras ainda que sao entregues gratuitame:·,tt: t::1n restaurantes, hoteis, clfnicas etc. Estas tem como objetivo atin9ir urn i"lr ;,,:o con::;iclerc1do mais seleto, que pode hospedar-se e.m hote1s c;nco .~ ,1 e:.Js almorfar e jantar nos restaurantes mais caros e fingir juventucl~ 'Ll~' cl<:i:<:as cic c1rurgia plastica. Mas todas essas nuanyas n

''o

interessa1n P' Of" i,vnente ;:1 este

As autoras afirmam que analisar e estudar o cornportarn"5nl:J n:1 atual1dade, nao e uma tarefa facil, porem, existem maneiras pa(::· estudar o con-:;·.·c,:r<lm,~r~to da

sociedade que visam mm1m1zar os riscos ao tentar prever um futuro cheio de incertezas.

Segundo Caldas (2006, p.36) apud RECH; MORA TO (2009):

[ ... ] assegura que, numa sociedade cada vez mais complexa e menos inteligivel, e conveniente a necessidade de pesquisas para dar conta de todo tipo de assunto. Percebe-se a difusao, pelo mundo, na sociedade pas-industrial, dos chamados gurus de tendemcias. Partindo de estudos comportamentais e de mudanr;:as sociais, e possivel identificar ideias ar;:oes, e atitudes em comum no mundo, trar;:ando prospecr;:oes que, entao.

serao transformadas em tendencias de consumo.

Segundo Carvalho (2004) apud OLIVEIRA (2006, p.38). existe diversas tecnicas utilizadas na previsao de tendencias, entre as principais delas se destacam

Series Temporais - depende da semelhanr;:a entre tendencias e cond1r;:6es futuras; s6 fornece respostas quantitativas;

Previsao por Julgamento - depende da amplitude da pesqu1sa para ser eficiente; abrange empregados, clientes, fornecedores etc.:

Multiples Descritores - parte da formular;:ao de varias descrir;:oes alternativas de tendencias futuras; demanda tempo, recursos financeiros e humanos para a sua elaborar;:ao;

Tecnica Delphi - consiste na depurar;:ao sucessiva de opinioes de especialistas ate se atingir o consenso; s6 e viavel para questoes especificas em areas de conhecimento definidas. De todas, a Delphi e reconhecida como uma das melhores tecnicas qualitativas de previsao (grifo nosso)

Ainda segundo o autor, as tecnicas para prospeq:oes tern como objet1vo projetar o futuro, e podem ser qualitativas e quantitativas, no primeiro caso e quanto se ieva em conta e utiliza-se o sentimento de pessoas e especialistas que "viveram a hist6ria", ja no segundo caso e quando sao analisados dados '·hist6ricos·

disponfveis.

Neste particular. e que o Monitoramento da lnforma<;ao sena uma ferramenta muito util para os empresarios, principalmente para as micros e pequenas empresas que nao dispoem de dinheiro para pagar uma pesquisa de mercado. A implementa<;ao de um projeto de I.C no Parana iria contribuir, e muito, para que essas empresas se tornassem mais competitivas nos mercados regional.

nacional e internacional.

No documento VANESSA BATISTA MORAIS (páginas 21-32)

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