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3. INDENIZAÇÃO PELA USINA HIDRELÉTRICA APUCARANINHA

3.5. PERCEPÇÕES SOBRE A INDENIZAÇÃO

3.5.1. Luta da comunidade e “política em cima do direito do índio”

Lucas: Aí essa questão da indenização […] como é que foi isso, você acompanhou?

Valdir: acompanhei, um bom tempo. Por quê, por que é que fizemos isso. Pra o governo destruir dentro de uma área indígena é fácil, ele acaba, vamos dizer assim...

Primeiro o homem branco, acabou [com] os índios com o que, com o que ele acabou... com a terra, tomou a terra deles, os matou, os queimou... e agora, o que os homens da lei, os governos estão fazendo. Agora eles estão acabando [com] os índios com as usina agora, com as usina. [...] Nunca ninguém traz um benefício, um projeto a favor da área indígena. Quando constrói alguma coisa dentro da área, quando os índios querem negociar, os, seja qual empresa que for, o que seja construído dentro da área indígena, daí vem muita gente de fora, meter a colher no meio. Aí o que eles falam, mesma coisa que nós negociamos essa indenização.

Quem é... a usina faz 57 anos que ela está ali dentro, 57 anos, qual é um da FUNAI,

um da lei, do governo, que disse, olha você está com essa usina dentro da área de vocês, explorando a área de vocês, e vocês têm que pegar reajuste, tantos por cento.

Nunca falou, nunca fez, nunca veio, falar isso. Quando os índios se levantaram, vamos entrar, vamos embargar isso, pra nós vermos se nós pedimos indenização desses 57 anos. Conseguimos na luta! Foi difícil, foi um mês e pouco embaixo do mato, morando, dormindo, em cima das cobras. Negociamos 14 milhões, foi difícil, chegaram até sete, foi subindo com a briga, foi até 14. E bem no fim os índios não tiveram, vamos dizer, aquela alegria de gastar seu dinheiro, receber. Os homens, Ministério Público e alguns, lá de cima, acham que nós não [merecíamos] pegar aquele dinheiro pra comprar alguma coisa pra [colocar] dentro de casa. Eu acho um desaforo muito grande isso. Eu acho um desrespeito isso. Eu acho que a gente nunca mereceu isso. Porque coitado, brigou, conseguiu, por que eles vêm ali e fazem o que eles querem com o índio? Você não pode gastar isso porque você não pode! Por que é que antes disso eles não montaram projeto a favor do índio, dizia: não mexa a usina e você tem projeto desse aqui, pra você construir, vamos dizer, usina de açúcar, usina de álcool, usina mais não sei o que, e aqui vocês vão trabalhar, vocês vão produzir, e pra você ter riqueza, e pra você comer bem, e pra você dormir tranquilo, e tem essa empresa. Nunca ninguém falou isso. Quando eles querem brigar por uma coisa, quando eles fazem, e o índio tem que ser dominado por eles.

Isso é um absurdo. Hoje nós temos esse, parece que é 12 milhões, pra gastar durante cinco anos, ou 15 anos que seja, ou 20 anos que seja, mas como é que vou trabalhar?

Como é que vou trabalhar? Diz que o projeto é autossustentabilidade. Sustentar o quê? Sendo que tem projeto, estou indo buscar, ontem eu fui buscar três sacos de feijão lá na cidade, que doaram pra mim, pra eu dar de comer pros meninos aqui, sendo que o projeto está ali, pra plantar feijão, pra plantar trigo, ou plantar soja, ou plantar milho, fazer fubá, botar uma padaria, para os índios comerem uns pães. Eles não fazem isso, como é... então não adianta... eu acho que o índio, eu acho que usam... eles usam o índio como... ele não é nada. E o índio hoje, ele tem que saber andar com as próprias pernas dele, saber negociar.

Esta fala, de Valdir, representante do Cacique na Serrinha, tem tom profundo de crítica, na medida em que indica como desrespeito e desaforo o fato de “os grandes” quererem interferir na forma de uso do dinheiro recebido pela comunidade, com sofrimento e luta desta.

Desta forma, este processo é integrado a uma ação mais geral que ele identifica dos brancos acabando com os índios, com evidente referência à dominação e exploração dos recursos conseguidos pela comunidade, e perpetuação, assim, da dominação sobre o próprio índio.

Depois de uma história longa, esta situação se repete com as usinas hidrelétricas. Ele questiona a “sustentabilidade” como conceito presente nos projetos, entendendo que sua família não tem o que comer, ou seja, não é sustentada. Este fato é ainda mais marcante por a Serrinha não possuir espaço de plantio, dependendo inteiramente de donativos, cestas básicas ou benefícios conseguidos em órgãos governamentais.

Pedro: Então eles trabalham através da lei. Só que eles não conhecem... a origem do índio. Eles não trabalham através da cultura do índio. A cultura do índio é outra.

Então o índio quer trabalhar através da cultura dele. E o branco já quer trabalhar na cultura do branco mesmo. Então a cultura do branco e a cultura do índio não se encaixam. Então houve uma política na forma de trabalhar junto com o índio.

Porque o índio cobra: é meu, por que você não quer me ajudar? Você não quis tomar conta do que é meu pra mim. Porque hoje... porque cinquenta anos atrás, a COPEL, o Ministério Público nunca chegaram na reserva. Nunca disseram assim pro índio:

esse aqui é seu, esse aqui existe que é seu, você tem direito nesse daqui. Ministério

Público nunca fez esse aí. A COPEL, por tudo que ela fez, aqui dentro da reserva, ela nunca chegou e disse pro índio: eu estou dentro do que é seu, eu tenho que pagar tanto pra você. A COPEL nunca veio falar isso aí. A FUNAI, que está pra defender o índio, está pra ajudar o índio, a FUNAI nunca chegou, disse assim pro índio: você tem direito nesse aqui, isso aqui é seu, você tem tanto dinheiro pra receber nesse lado. Depois que o índio pegou no lápis, pegou na caneta, e estudar, estudar, por tudo que os avôs deles sofreram, depois que eles estudaram, que aprenderam as coisas, eles aprenderam a cobrar o que eles têm direito. Cobraram o direito deles.

Depois que eles conseguiram o direito deles, daí que veio gente em cima, pra querer tomar conta do que é do índio. Ainda estão reivindicando o que é do índio ainda.

Porque a comunidade pra ganhar essa indenização, ela sofreu. Teve criança que passou dor de barriga ali, na máquina, da usina, teve velhinho que ficou doente lá, tomando água suja, enfrentando sol quente, brigando pra adquirir o que os pais, os avôs dele já tinham perdido. E depois que eles ganharam, a COPEL veio em cima querer administrar, Ministério Público entrou no meio, quer administrar também, a FUNAI já entrou no meio, já queria administrar. Pra querer administrar o que o índio ganhou a peito, na briga. Por que eles já não avisaram os índios antes que aquele era direito deles? Então houve uma política em cima do direito do índio. E hoje, eles deviam é estar reivindicando o direito do índio pra ele. Por que eles não falam assim: os índios sofreram, ganharam a questão, dê tudo pra eles o que é direito deles. „Se vira‟ pra lá, comam, bebam, rasguem o dinheiro, queimem. Porque vocês sofreram pra ganhar, se quiser queimar, queima. Por que eles não fizeram assim.

Hoje, hoje está uma política em cima de dinheiro.

Esta fala reforça a anterior, contrastando a passividade e aproveitamento de oportunidades de órgãos públicos e a empresa e por outro lado o sofrimento dos índios para conseguirem seus direitos, o que conseguiram através da luta e do estudo, para cobrar sobre o sofrimento de seus avós, indicando novamente a afetividade e o parentesco na leitura do referência a uma diferença entre a cultura do índio e do branco. O tempo de seis anos para a comunidade, desde a obtenção do mesmo, é altamente significativo e recai na avaliação e sob suspeitas às lideranças-políticas. Assim, a assinatura dos TACs e acordos anteriores feitos com a empresa antes destes, acabam impedindo a liderança de agir e interferem diretamente sobre a relação desta com a comunidade.

Pedro: hoje nós temos 12 milhões. Mas já é um órgão do dinheiro público. Então dentro desse dinheiro que sai o dinheiro do projeto. Mas só que eles fazem do jeito que eles querem. Eles não fazem o que o índio está pedindo.

Lucas: mas porque que ficou desse jeito assim, por que eles não passaram logo esse dinheiro pra vocês? Você acompanhou isso?

Pedro: eu acompanhei. Isso aí é um, é uma lei que saiu de dentro do Ministério Público. Então quando o índio quer fazer, amarra. Então, a comunidade...

Lucas: mas é o Ministério Público que segura?

Pedro: o Ministério Público que segura. Então hoje a comunidade achou que o dinheiro... a comunidade hoje achou, que eles não têm parte naquele dinheiro. […]

Hoje, por exemplo, a comunidade vai fazer uma reunião hoje com o cacique.

Comunidade indígena vai decidir: nós queremos que o Ministério Público pague isso aqui pra nós. Daí, faz a reunião, junto com o Ministério Público, se o Ministério Público pagar, está bom pra comunidade. Se ele não quiser pagar, acham que o dinheiro é do Ministério Público. Por isso a comunidade decidiu que um tempo, eles vão largar o dinheiro na mão do Ministério Público pra fazer do jeito que ele quer.

Eles acham que o dinheiro não é mais deles. Então a comunidade... eles ficam assim, no pensamento deles, da comunidade, eles não tem mais direito naquele dinheiro.

Porque se fosse nosso, comandaria. Mas nós não comandamos, então não é nosso.

Então deixa que o Ministério Público aproveite lá sozinho, se ele quiser comer, ele coma. Assim foi a decisão da comunidade.

Lucas: ah, foi assim é?

Pedro: foi. Mas esse que eles falaram, não está previsto. Mas com o tempo vai acontecer. Porque hoje a comunidade eles pedem: nós queremos esse de projeto, nós queremos esse de projeto, nos queremos aquele de projeto. Mas o Ministério Público já entra com outro projeto diferente, que os índios não estão de acordo em fazer aquele.

É colocado que não conseguem fazer o que querem com o dinheiro, assim o dinheiro é visto como não pertencente à comunidade realmente. Ao invés de ser visto como da empresa (que já repassou a totalidade do recurso, depositado em fundo), passa a ser visto como do MPF, uma vez que, tendo este órgão elaborado o termo do acordo e seja ele que faça a mediação as relações, acaba tendo centralidade maior na questão. Vimos que as decisões do Comitê devem ser consensuais, sendo o MPF um mediador com o voto de minerva. Por outro lado, o MPF, tendo sido o órgão através do qual o acordo foi feito através dos TACs, tem que seguir o texto do mesmo. Não por acaso, quando a COPEL colocou um advogado para trabalhar com a questão junto ao Comitê, a insatisfação das lideranças que acompanham o processo cresceu. A análise mais detalhada do posicionamento do MPF exigiria acompanhamento das reuniões do Comitê, o que não foi possível fazer. A leitura de algumas atas do Comitê, elaboradas pelos representantes do MPF parecem indicar preocupações destes com os posicionamentos e preocupações indígenas, tanto que a partir delas foram criados os projetos emergenciais, mesmo com problemas decorrentes. No entanto, mesmo com este posicionamento, com o tempo, tornam-se grandes problemas as negociações e demoras decorrentes do esquema administrativo estabelecido no TAC.

Todo o processo de formulação dos projetos, bem como o Diagnóstico elaborado pelas universidades, é perpassado pelas esferas decisórias que envolvem o MPF e a COPEL.

Assim, apesar de terem sido feitas oficinas, reuniões, inclusive com a presença da

“comunidade”, ou seja, de pessoas de fora da liderança-política, e mesmo que muito das reivindicações tenham sido incluídas na formulação dos projetos, o fato de o recurso estar bloqueado para uso fora de tais projetos e para sanar necessidades imediatas acaba implicando na visão colocada pelo Cacique de que não se tem um efetivo controle do recurso que em última instância é da comunidade. Além disso, determinadas posições políticas tornam mais

vantajosos para lideranças determinados tipos de projetos, e na medida em que eles são parcialmente bloqueados ou tem seus recursos reduzidos, causa insatisfação na própria liderança. Dessa forma, o cacique coloca que “houve uma política em cima do dinheiro do índio”, indicando que estas negociações passam a demandar uma ação política permanente das lideranças frente aos demais integrantes do Comitê. O abandono do recurso em favor do MPF mencionada não foi levantada por nenhum outro interlocutor, devendo indicar aqui o desgaste do cacique nesta esfera de negociações, já que uma ação neste sentido seria altamente reprovável, via de regra, na comunidade, pesando sobre sua posição como liderança.

Lucas: mas quem que é que barra [os gastos] ali?

Marcos: ah... pelo jeito que eu vejo ali, é um pessoal da COPEL e o promotor. Eu já vi, a maioria das vezes, reunião, eu já fui ali, quando a gente quer alguma coisa, eles estão travando ali pra nós. Hoje nós temos dinheiro ali e a comunidade indígena está devendo bastante pra fora.

Lucas: devendo?

Marcos: hoje a Associação, eu entrei hoje como... eu entrei hoje na Associação. Eu fui eleito pela comunidade, ali. E, o que eu vejo ali, a Associação está bem quebrada. E meu medo, […] é um dia a gente não ter [de] onde tirar o parafuso pra colocar no trator. Nós não temos... e o dinheiro nosso está lá, depositado ali. Então eu vejo que mais pra frente, nós não vamos ter lugar nenhum, pra comprar uma coisa assim, pro trator, assim.

Lucas: e como é que você acha que, como é que ia ficar bom pra vocês?

Marcos: eu pensava assim, [que] eu como [Presidente] da Associação ia ser fácil.

Nós temos dinheiro ali, se estragar alguma coisa, nós tínhamos que ir ali, pra arrumar essas coisas. Mas hoje eu vejo que está sendo muito difícil pra mim, como Associação. Hoje não temos nem um carro aí. Podia ter um carro pra Associação, não temos nada. Eu, quando quero resolver algumas coisas na cidade, estou indo de... de tratorzinho. Lá da minha aldeia pra cidade. Então eu vejo que, se nós temos dinheiro ali, depositado, eu vejo que, devagarzinho está complicando a vida do índio ali. Hoje o Barreiro mesmo, não tem nada ali. Ali, pra começar, a estrada nossa está bem feia. Saúde está péssima ali. Agora que entrou esse carro que subiu ali [da SESAI]. Mas nós sofremos ali, viu. Ah, faz dez anos que nós estamos querendo resolver o problema da água nossa ali, que está tudo parado ali. A FUNASA50 está quebrada. Essas... Hoje a FUNAI está quebrada, até a FUNASA. Esses dois órgãos estão bem quebrados. Então pensei que ia ser fácil, quando tem esse dinheiro ali.

Quando tem alguma coisa, tinha que resolver com aquele ali. Só que mais é para os projetos. Só que até agora não vi nenhum dos projetos pronto ali. Uma coisa bonita que eu vi, que saiu, é esse casarão que está aqui [escritório]. Não temos nem estrutura pra trabalhar aqui dentro51.

O uso do recurso deve ser em benefício da comunidade em tudo o que ela precisar.

Não há sentido em haver um recurso sem poder ser gasto enquanto a Associação, por exemplo, passa por dificuldades e não pode dar a assistência necessária a comunidade. Em lideranças da Água Branca uma visão similar é presente. Na fala de uma delas já podemos

50 A saúde indígena foi transferida da FUNASA, Fundação Nacional de Saúde, para a SESAI, Secretaria Especial de Saúde Indígena, em 2010, mas permanece a referência à primeira.

51 O escritório mencionado é o que foi construído com recurso de uma multa paga pela COPEL pelo atraso no pagamento de uma das parcelas da indenização. Nele funciona a sede da Associação de Moradores.

notar como tal questão influencia o trabalho da liderança junto à comunidade, a partir do conflito no que se entende como sendo um projeto adequado.

Isaías: bom, daí a gente luta pela comunidade, tem que ver, tentar trazer alguma coisa pra comunidade, lutar, não pode ficar parado. Tem que sair fora, se mexer.

Mas só que... a coisa complicada também que eu acho é... a lei do índio. Porque a lei do índio ela é muito rígida, sabe. A lei do índio não é como a lei do não índio.

Lucas: e como que é então?

Isaías: é porque aqui dentro, aqui ele é aldeia. Aqui ele é aldeia, que é só pra etnia índios.

Lucas: mas daí como que funciona aí, como que...

Isaías: então, é assim, porque quando a gente já tenta trabalhar com a comunidade, quando a gente começa encaixar as coisas, assim, pra melhoria, as autoridade lá, dos não índios, eles já entram não aceitando. Eles entram, chegando, fazendo outra mudança. Mudança assim, não pode melhorar a vida de indígena. Eu analisei bem nesse... eu já analisei bem isso aí dentro de cinco, seis anos, já. Quando, depois daquela indenização da COPEL. Eu analisei tudo, desde aquela indenização. Porque, aquela época eles foram indenizados, mas só que daí eles foram indenizados, e cada comunidade, cada pessoa que ele foi indenizado, eles não podiam fazer o que eles querem. Por isso que todo mundo fala hoje, por que o índio sofre, por que o índio ele não melhora a vida? Então, eu analisei bem isso aí. Por que não melhora, porque não tem como você se movimentar no trabalho sozinho. Porque os não índios que movimentam os bens, o que eles têm, eles que movimentam. Então não tem como.

Por exemplo, você vai ser indenizado, mas se alguém tomar conta daquela indenização sua, não tem como. Você pode fazer, você pode tentar fazer do jeito que você quer, você pode tentar melhorar sua vida, mas não consegue. Isso que dá na vida dos índios. Isso é complicado, muito complicado. Então é difícil também, a gente se... trabalhar aqui assim, quando, com as pessoas que tomam conta na verba, verba dos índios, não tem como.

Esta fala reforça a visão de uma incompatibilidade entre o modo de vida indígena, representado na lei do índio, e a dinâmica dos projetos como estabelecido no TAC, dentro da forma de negociação estabelecida, tornando a liderança impotente para atender as demandas da comunidade. Se aproxima da primeira fala de Pedro, em que este cita a diferença da cultura indígena e do branco. No caso da Água Branca, o impedimento do gasto da indenização com assistência básica, por serem entendidos, pelo texto do TAC, como dever do Estado, causa bastante impacto, uma vez que a aldeia não possui estrutura alguma a não ser as casas construídas pelos próprios moradores, em situação bastante similar à da Serrinha, com o agravante de não terem em geral apoio da liderança da Sede. Assim, as lideranças da Água Branca têm buscado alternativas para instalação de posto de saúde, escola e moradia, por exemplo. Isto sem falar na questão da instalação de energia elétrica e água encanada que será tratada adiante. Por isso há tendência a se rejeitar tal impedimento ao se considerar compensações por outras usinas hidrelétricas, seja as que estão em instalação ou que futuramente venham a afetar a TI.