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Os mapas conceituais são ferramentas que podem ser utilizadas para avaliar os conhecimentos prévios dos alunos sobre determinado assunto ou conteúdo, para fa- cilitando o processo de aprendizagem e diagnosticando se o aluno conseguiu aprender determinado conteúdo. Moreira (2006) reafirma isso ao falar que os mapas po- dem ser utilizados como instrumento didático, de avalia- ção ou como recurso de análise de conteúdo. Os mapas são ferramentas gráficas que possibilitam a organização e representação do conhecimento e foram inicialmente de- senvolvidos por Joseph Novak. Na perspectiva de oferecer uma possibilidade de estruturar o conhecimento, desta- camos os mapas conceituais como uma maneira visual e que é sustentada na teoria da aprendizagem significativa de Ausubel, por defender que o conhecimento é organiza- do hierarquicamente.

Segundo Novak (1977; 2005, apud RUIZ-MORENO et al., 2007), durante a produção de um mapa conceitual, deve acontecer a reconciliação integradora entre os con- ceitos que, por sua vez, ocorre quando um ou mais con- ceitos se relacionam significativamente, no processo de aquisição de um novo conhecimento. Esses conceitos po- dem ser representações percebidas em acontecimentos,

objetos ou seus registros, designados por um rótulo, tal como uma palavra, na maioria das vezes, ou um símbolo. Dessa forma, podemos dizer que os mapas conceituais são diagramas que indicam relações entre conceitos in- cluídos numa estrutura hierárquica de proposições.

Moreira (1980) destaca, em seu trabalho, que duran- te a construção de mapas conceituais existem princípios metodológicos a serem considerados, dentre eles, desta- camos as relações coerentes entre os conceitos de forma organizada e a presença das palavras de enlace30, junto

aos conceitos, a fim de construir frases com significado lógico e proposicional.

Ainda segundo o trabalho de Ruiz-Moreno et al. (2007), intitulado “Mapa conceitual: ensaiando critérios de análise”, os mapas podem ser utilizados para intro- duzir conteúdos, realizar novas sínteses ou como instru- mento de avaliação no trabalho docente (STENSVOLD; WILSON, 1990, apud RUIZ-MORENO et al., 2007), como também elaborados pelos alunos, a fim de acompanhar o processo de ensino-aprendizagem (BATISTA et al., 2003; STRUCHINER, VIEIRA; RICCIARDI, 1999, apud RUIZ- -MORENO et al., 2007) e realizar uma avaliação forma- tiva no âmbito individual e coletivo (CAÑAS et al., 2004; RUIZ-MORENO, 2004, apud RUIZ-MORENO et al., 2007).

Souza e Boruchovitch (2010), em seu trabalho, apre- sentam uma reflexão sobre as potencialidades do mapa conceitual como estratégia de ensino-aprendizagem e fer- ramenta avaliativa. Os autores destacam que os mapas 30 Palavras colocadas sobre as linhas que unem os conceitos e que ajudam a explicitar a natureza da relação conceitual (MOREIRA, 2012)

conceituais, como ferramenta avaliativa, possibilitam ao docente e aos discentes a percepção quanto à identifica- ção e à apropriação dos conceitos relevantes, provocando reflexão por ser uma experiência educativa que possui como características:

(a) promover feedback frequente e de alta qualidade que ativa os processos cognitivos e metacognitivos dos edu- candos; (b) possibilitar a regulação do ensino e a consequente promoção de variabilidade didática; (c) favorecer a autorregulação da aprendizagem, ge- rando condições para os alunos respon- sabilizarem-se progressivamente pelas suas aprendizagens; (d) situar o erro como etapa do processo de aprendiza- gem, rompendo com a dicotomia sa- ber-não saber e favorecendo a edifica- ção de pontes entre o que se considera importante ensinar e o que é possível aprender; (e) alargar o envolvimento do educando com a gestão de seus percur- sos de aprendizagem, melhorando sua autoestima e ampliando sua motivação; (f) não segmentar o processo de ensino do processo avaliativo (SOUZA; BORU- CHOVITCH, 2010, p. 213).

A partir das palavras dos autores que reafirmam as vantagens do uso de mapas conceituais no processo de en- sino-aprendizagem, destacamos novamente que essa me- todologia alternativa pode ser entendida como ferramenta potencialmente significativa. Freitas Filho (2007, p. 86) contribui em suas palavras, ao asseverar que: “Os mapas conceituais são propostos como uma estratégia potencial- mente facilitadora de uma aprendizagem significativa”.

CONCLUSÃO

Como visto, muitas são as MAs disponíveis para au- xiliar o trabalho docente. Cabe aos professores selecio- nar e utilizar aquelas que mais favorecem o processo de aprendizagem do seu aluno, levando em consideração, para a escolha de tal metodologia, a realidade vivida pelo discente. É possível perceber que os trabalhos citados, bem como outros presentes na literatura, abordam a im- portância do uso das MAs e sua validade como ferramen- ta de auxílio ao processo de ensino-aprendizagem, assim como resultados relevantes quanto ao estudo das MAs, trazendo contribuições aos trabalhos da área de ensino.

REFERÊNCIAS

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