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MATERIAL E MÉTODOS Morfometria geométrica

No documento TEONILDES SACRAMENTO NUNES (páginas 58-73)

Estudos morfométricos no complexo Passiflora ovalis Vell ex M.Roemer (Passifloraceae)

MATERIAL E MÉTODOS Morfometria geométrica

Amostragem

Durante a realização deste trabalho foram feitas 14 coletas obtendo-se 12 populações de Passiflora ovalis e P. contracta (aqui considerado como complexo P.

ovalis). Para cada população foram coletados de 15 a 20 indivíduos, com exceção da

população de Ubatuba, São Paulo, onde só foram obtidos quatro indivíduos da população (Tabela 4). Estas coletas foram realizadas durante o período de janeiro de 2005 a fevereiro de 2008, incluindo quatro estados brasileiros onde as espécies ocorrem

Para reduzir erros amostrais causados pela possível coleta de clones, um cuidado especial foi tomado no sentido de coletar indivíduos diferentes em cada população, uma vez que o hábito escandente e trepador das espécies em estudo permitem que as mesmas se espalhem ocupando grandes espaços. Para evitar este problema a raiz de todos os indivíduos coletados foram identificadas e mapeadas.

naturalmente (Bahia, Espírito Santo (localidade tipo de P. contracta), Rio de Janeiro (localidade tipo de P. ovalis) e São Paulo). No total foram coletados 210 espécimes, pertencentes às duas espécies (Fig. 05).

Figura 05. Mapa com a localização das populações amostradas de Passiflora ovalis Vell. ex

M.Roemer e Passiflora contracta Vitta. BAHIA: Conde (PC_BACon); Imbé (PC_BAImb); Camaçari (PC_BACam); Maraú (PC_BAMar); Ilhéus (PC_BAIlh); Una (PC_PC_BAUna); Belmonte (PC_BABelm); ESPÍRITO SANTO: Conceição da Barra (PC_ESCBar); Linhares (PC_ESLin); Itaúnas (PC_ESItau); RIO DE JANEIRO: Parati (PO_RJPar); SÃO PAULO: Ubatuba (PO_SPUba), Círculos vermelhos=P. contracta; Círculos azuis=P. ovalis; PC=P.

Tabela 04. Populações do complexo Passiflora ovalis, juntamente com o número de indivíduos por população, número do voucher depositado

no herbário HUEFS e localização de cada população (PC= P. contracta; PO= P. ovalis)

Táxon Voucher HUEFS no.

No. de indiv. Morfometria geometrica

No. Indiv. Morfometria

tradicional População Localidade Estado Coordenadas

Passiflora contracta T.S.Nunes 1405 104175 19 20 PC_BABel Belmonte Bahia S1606'22,0 W38o57'42,6

Passiflora contracta T.S.Nunes 1348 101433 18 20 PC_BACam Camaçari Bahia S1240'26 W38o18'4

Passiflora contracta T.S.Nunes 1307 101391 19 20 PC_BACon Conde Bahia S122'2 W37o42'9

Passiflora contracta T.S.Nunes 1279 101363 17 19 PC_BAImb Imbé Bahia S127'40 W37o59'14

Passiflora contracta P.D.Carvalho 293 103697 20 20 PC_BAMar Maraú Bahia S147'50 W38o59'55

Passiflora contracta T.S.Nunes 1789 120179 19 20 PC_BAIlhe Ilhéus Bahia S1447' W39o12'

Passiflora contracta S.F.Conceição 451 103828 20 20 PC_PC_BAUna Una Bahia S1515'16 W39o3'8

Passiflora contracta T.S.Nunes 1809 124218 09 20 PC_ESCBar C.Barra E.Santo S1836'49 W39o47'39

Passiflora contracta T.S.Nunes 1762 112404 20 20 PC_ESLin Linhares E.Santo S196'62 W39o53'33

Passiflora contracta T.S.Nunes 1717 110359 18 19 PC_ESItau Itaúnas E.Santo S1831'18 W39o47'26

Passiflora ovalis T.S.Nunes 1837 124248 17 17 PO_RJPar Parati R.Janeiro S2320'68 W44 o49'87

Todo material testemunho foi herborizado e encontra-se depositado no Herbário da Universidade Estadual de Feira de Santana (HUEFS), sigla segundo Holmgren et. al. 1990 (Tabela 4).

Captura do contorno foliar

Para a análise de morfometria geométrica foram utilizadas folhas maduras, uma de cada indivíduo. As imagens foram digitalizadas através do Scanner Epson Expression 1640XL, utilizando-se o software do scanner, a uma resolução de 300 dpi em preto e branco, em formato .tif. Para evitar possíveis variações no estágio de maturação das folhas, foi utilizada, quando possível, a folha do quinto nó caulinar, a contar a partir do ápice do ramo e que apresentava o mesmo padrão de textura, quando não foi possível foram utilizadas as últimas folhas do ramo, visando utilizar sempre folhas no mesmo estágio de maturação.

As folhas foram digitalizadas sempre na mesma posição, com a face abaxial voltada para cima, visando uma melhor indicação para a inferência dos marcos anatômicos (fig. 6). Quando necessário, o contorno foi editado com o auxílio do Photoshop 6.0 (Adobe Systems 2002), consistindo basicamente em: clareamento, correção de foco, nitidez, contraste e retirada de fundo.

Para inferência dos marcos anatômicos (landmarks), foi utilizado o software TPSDIG (Rohlf 2001). Foram considerados dois marcos para cada indivíduo, um na posição da inserção do pecíolo na base da lâmina foliar e outro no ápice foliar na terminação da nervura principal (marcos 1 e 2 - fig. 6). Os contornos foram obtidos para os 210 indivíduos, agrupados em 12 populações (Tabela 4), através da ferramenta

outline object, e representados pelas seqüências de coordenadas x e y, salvos em

Figura 06. Imagem do contorno foliar obtida no TPSDIG (Rohlf 2001), com indicação

dos marcos anatômicos (1 e 2) utilizados.

Análise Elíptica de Fourier

Na Análise Elíptica de Fourier (EFA), um método que permite caracterizar quantitativamente contornos fechados através da utilização de marcos anatômicos, as elipses são definidas por quatro coeficientes para cada harmônica, que correspondem à série de Fourier das curvas de seno e co-seno que vão sendo somadas à função para descrever a forma do contorno. As primeiras harmônicas descrevem o contorno em linhas gerais, enquanto que os detalhes, inclusive erros na digitalização são descritos pelas últimas (Monteiro & Reis 1999; Rumpunen & Bartish 2002 apud Passos 2007). Na prática, considera-se que 10-40 harmônicas são suficientes (Mclellan & Endler 1998; Olsson et al. 2000; Persson & Gustavsson 2001), embora muitas vezes as últimas harmônicas possam ser ignoradas sem grande perda de informação biológica (Monteiro & Reis 1999). Os coeficientes obtidos constituem o novo conjunto de dados a ser utilizado nos diversos tipos de análise multivariada para exame das causas que levaram à variação da forma (Passos 2007).

Em função das distâncias entre o centro do objeto e o seu contorno, surge uma curva periódica que pode ser decomposta pelo método de Fourier. O número de harmônicos depende do número de períodos utilizados, que são decompostos no mesmo número de elipses (cada uma caracterizada por quatro coeficientes: a, b, c e d). A EFA

foi realizada com o auxílio do software MORPHEUS (Slice 2008). Os contornos de todos os indivíduos foram sobrepostos com os dois marcos anatômicos, eliminando efeito de orientação, escala, ponto de partida e localização (Andrade et al. 2008).

Os contornos médios foram obtidos com base na sobreposição dos dois marcos anatômicos previamente delimitados. Dos 20 testes realizados com o intervalo de 5-25 harmônicos, a análise visual considerou que o número de 15 harmônicos (fig. 7), apresentou um equilíbrio significativo entre as formas, evitando distorções na análise. Este foi o número de harmônicos utilizado para obtenção da matriz com 60 coeficientes (Apêndice 1). Segundo Rohlf & Archie (1984), ocorre uma degeneração dos três primeiros coeficientes a0=1, b0=0 e C0=0, que se referem aos dados de tamanho e orientação, e são descartados para interpretação biológica.

Figura 07. ntorno médio obtido com nharmonicos=15. Contorno obtido através do

Morpheus (Slice 1998).

Análises multivariadas dos dados

A análise multivariada dos dados foi realizada a partir da matriz de coeficientes obtida através do EFA (apêndice 1). Para reduzir a dimensionalidade dos dados foi realizada a Análise de Componentes Principais (PCA), que consiste na representação gráfica de um conjunto de dados e é a forma mais simples de se obter uma informação sobre a existência de padrões em termos de associação entre indivíduos ou variáveis. A análise de PCA foi utilizada para demonstrar alguns princípios fundamentais, servindo de base para as análises multivariadas (Monteiro & Reis 1999). Nesta análise os

indivíduos foram considerados separadamente, visando à eliminação daqueles que apresentassem uma variação discrepante na média obtida para todos os indivíduos, a fim de evitar alterações significativas nos resultados. Os valores encontrados com a PCA foram utilizados para realização da Análise de Variáveis Canônicas (CVA) e Análises de Agrupamento, utilizando UPGMA (Unweigthed Pair Group Method using

arithmetic Averages - Sneath & Sokal 1973), NJ (Neighbor Joining - Saitou & Nei

1987) e método de Ward (Ward 1963) conduzidas com os softwares PAST (Hammer et

al. 2001) e NTSYSpc ver 2.20d (Rohlf 2005). Na análise de agrupamento os dados

obtidos com os escores do CVA foram utilizados para construção dos filogramas.

Uma CVA foi realizada para distinguir grupos a priori como uma categoria variável, visando identificar os caracteres mais importantes na separação dos grupos. Nesta análise os indivíduos foram agrupados por população.

Através do software FITOPACSHELL 1.6.3.9 (Shepherd 2006), foram retirados coeficientes de PCA a partir da matriz de coeficientes do EFA, e foram obtidos os escores e os valores dos autovetores raiz de Lambda para reificação dos dados. Os autovetores foram adicionados ou subtraídos da média dos coeficientes do EFA (-1 s.d., +1 s.d., -2 s.d. e + 2 s.d.) e os valores obtidos foram utilizados para reificação dos contornos médios. (Yoshioka et al. 2004). Para uma interpretação dos resultados obtidos, o desenho foliar foi descrito de acordo com a figura 6, onde a porção superior da folha em relação à face abaxial do pecíolo foi denominada lado direito, e a porção inferior de lado esquerdo.

Morfometria tradicional Amostragem

Foram feitas 14 coletas (figura 5), obtendo-se 12 populações do complexo

Passiflora ovalis (Tabela 4). Para cada população foram coletados entre 15-20

indivíduos com exceção de Ubatuba (dois indivíduos), totalizando 177 indivíduos.

Para a morfometria tradicional foram medidos 34 caracteres, incluindo basicamente dados foliares (12) e de inflorescência (22). Infelizmente nem todos os indivíduos das populações apresentavam flores em estado de antese, restringindo o número de indivíduos da totalidade dos dados. Sendo assim, foram feitas duas análises separadas: uma considerando apenas os dados foliares com todos os indivíduos (177) e outra incluindo os dados florais, sendo o número amostral reduzido para 48 indivíduos (Apêndices 2 e 3).

Captura de Dados

A seleção dos caracteres utilizados foi feita com base em trabalhos anteriores para o grupo (Porter-Utley 2003). As medidas utilizadas (Tabela 5) foram obtidas com o auxílio de um paquímetro digital Stainless Hardened. Foram retiradas cinco medidas de cada estrutura por indivíduo e calculada a média, valor este utilizado nas análises multivariadas. Para evitar variações ecofenotípicas nos indivíduos amostrados, muito comum na família em questão, todas as medidas foram realizadas nas folhas maduras, contando cinco nós a partir do ápice, quando possível, e as medidas de inflorescências foram realizadas com todos os indivíduos no mesmo estágio de antese com flores totalmente abertas.

Análises Multivariadas dos Dados

A partir da matriz produzida na etapa anterior, os dados resultantes foram utilizados para obtenção de uma matriz de componentes principais (PCA). A escolha do número de componentes principais a serem interpretados foi baseada na distribuição do

Broken Stick (MacArthur 1957), realizada através do PAST, um método criado para

estudar a estrutura de comunidades animais para as quais existem uma considerável série de dados e a comparação com a abundância de espécies de grupos de organismos em uma dada localidade. Este modelo também está sendo muito utilizado com plantas e dados ecológicos.

Esta matriz foi utilizada para obtenção da CVA e análise de agrupamento (Ward, UPGMA e NJ), usando o software PAST, seguindo o padrão metodológico descrito para a morfometria geométrica.

Análise Combinada de Dados

Uma análise combinada dos dados da morfometria geométrica e da morfometria tradicional foi realizada a partir das matrizes obtidas com os escores dos componentes principais (morfometria geométrica) e dos dados brutos da morfometria tradicional, sendo aplicadas as mesmas análises estatísticas descritas anteriormente (Tabela 6).

Ressalta-se aqui a não utilização dos dados florais da morfometria tradicional nesta análise, devido à redução significativa dos indivíduos, ou a inserção de muitos dados faltantes (=zero). Esta análise foi realizada apenas como teste, mas os resultados obtidos não foram diferentes daqueles encontrados com a utilização dos dados foliares,

RESULTADOS

Morfometria geométrica

Análise Multivariada de Dados (AMD)

Na AMD, foi realizada primeiramente uma PCA a partir dos coeficientes de Fourier. A partir destes resultados, foram eliminados da análise os indivíduos PC_ESCBar01 e PC_BACam16, por apresentarem grande variação intra-populacional. Os valores significativos encontrados correspondiam aos quatro primeiros componentes principais, e explicaram 82,73% da variação, sendo que os seis primeiros eixos explicaram 89,53% da variação (Tabela 7).

Na análise de variáveis canônicas os resultados não foram significativos para a distinção das espécies quanto aos grupos/população, a priori analisados. A figura 8 mostra uma CVA com agrupamentos por indivíduos (cores representando as diferentes populações), onde os eixos 1 e 2 não separam nenhuma população notadamente.

Nas análises de agrupamentos realizadas com os métodos UPGMA, NJ e Ward, não foi possível identificar nenhuma distinção entre as duas espécies P. ovalis e P.

contracta.

Uma maior variabilidade foi observada na população de Camaçari, a população mais distante entre as populações da Bahia e Espírito Santo. A partir deste agrupamento não se observa uma diferenciação com base em distância geográfica entre as populações dos estados da Bahia e do Espírito Santo. O mesmo é observado em relação aos estados de São Paulo e Rio de Janeiro com as demais populações em estudo.

A não separação destas espécies na análise pode ser explicada devido a não utilização de caracteres florais neste estudo, uma vez que o caráter morfológico marcadamente utilizado na separação das mesmas foram os caracteres florais como: tamanho do pedúnculo, pedicelo, sépalas e pétalas. Esta falta de dados foi devido a baixa amostragem de material com flores.

Apesar dos resultados da CVA, na reificação dos contornos médios obtidos (fig. 9), onde pode-se observar que os quatro primeiros eixos explicam uma variação morfológica, tanto no formato foliar, quanto na base das folhas. A análise de agrupamento não corrobora com a separação das espécies. Esta diferenciação pode justificar a variação do tipo foliar encontrado nas duas espécies: lâmina arredondada (P.

contracta) para uma lâmina elípitca (P. ovalis). O eixo 1 mostra uma variação no

s.d.). Os eixos 2 e 3 mostram uma variação na base da lâmina foliar, sendo que a variação ocorre no sentido de uma folha oblíqua no lado direito para uma folha côncava na lâmina em relação ao pecíolo, para uma folha oblíqua no lado esquerdo. No eixo 4 esta variação é invertida saindo de uma variação oblíqua no lado esquerdo e uma(-2 s.d.) para uma oblíqua no lado direito (+2 s.d.).

Tabela 05. Caracteres utilizados na análise de Morfometria Tradicional (com dados foliares) nas populações do complexo Passiflora ovalis Vell. ex M.Roemer. Valores apresentados como média (mínimo-máximo). CA=Caule; ES=Estípula; FO=Folha; FC= Filamento da

Corona.

Código Caracteres PC_BAUna PC_BABelm PC_BAIlh PC_BAMar BACamacari PC_BACon

Vegetativos

1 CA - Compr. médio 32.52 (20.6-60.13) 34.64 (25.94-44.72) 36.58 (23.36-51.62) 35.50 (29.68-42.15) 48.22 (20.86-61.23) 56.36 (39.86-62.9

2 ES - Compr. médio 1.59 (1.14-2.35) 1.56 (1.32-2.31) 1.46 (1.11-1.79) 1.45 (1.34-1.60) 1.47 (1.02-1.96) 1.70 (1.61-1.94)

3 ES - Larg. Média 0.82 (0.45-1.11) 0.93 (0.74-1.11) 0.86 (0.62-1.03) 0.90 (0.87-0.97) 0.80 (0.63-1.05) 0.95 (0.86-1.22)

4 FO - Compr. pecíolo (mm) 11.80 (5.24-14.31) 10.93 (9.46-17.97) 11.62 (6.76-14.49) 9.36 (3.20-11.73) 15.04 (9.3-20.79) 16.95 (10.3-19.75)

5 FO - Dist. dos nectários até a base do pecíolo 3.64 (2.34-4.53) 3.27 (2.14-5.67) 3.88 (2.71-4.52) 3.95 (3.20-4.88) 4.75 (3.35-7.61) 4.6 (2.54-5.45)

6

FO - Dist. dos nectários até o

ápice do pecíolo 7.42 (1.94-8.73) 6.36 (6.1-13.03) 7.58 (6.9-10.24) 5.19 (2.88-6.57) 9.59 (5.01-13.99) 11.27 (6.67-13.54)

7 FO - Maior compr. lâmina (cm) 107.71 (72.66-117.44) 103.34 (72.68-145.07) 102.57 (75.67-114.93) 95.76 (75.07-113.97) 104.01 (85.51-123.24) 100.32 991-77-107.07)

8 FO - Maior larg. lâmina (cm) 41.85 (26.8-58.13) 46.18 (24.43-68.14) 46.07 (35.35-58.32) 41.24 (28.8_51.78) 45.83 (34.46-71.79) 44.41 (41.23-49.01)

9

FO - Larg. lâmina a 1/3 do

compr. (cm) 39.27 (26.8-54.99) 43.94 (23.68-63.71) 41.49 (30.88-58.32) 38.09 (26.26-42.58) 42.80 (33.87-64.76) 42.15 (39.4-46.76)

10 FO - Larg. lâmina a 2/3 do compr. (cm) 37.69 (21.75-50.06) 43.25 (21.89-62.68) 51.87 (30.79-110.0) 37.00 (24.49-38.25) 40.91 (29.39-65.71) 39.85 (36.8-44.01)

11 FO - Ângulo do ápice foliar 42.8 (28.0-55.6) 42.6 (23.6-52.8) --- 27.28 (28.0-39.6) 39.6 (31.2-51.6) 40.42 (37.0-43.6)

Continuação da Tabela 05. Caracteres utilizados na análise de Morfometria Tradicional (com dados foliares) nas populações do

complexo Passiflora ovalis Vell. ex M.Roemer. Valores apresentados como média (mínimo-máximo). CA=Caule; ES=Estípula; FO=Folha; FC= Filamento da Corona.

Código Caracteres

PC_BAImb PC_ESLin ESCItaunas PO_RJPar

Vegetativos

1 CA - Compr. médio 36.95 (33.01-40.89) 25.9 (24.66-40.81) 25.01 (16.55-35.27) 31.43 (24.09-44.95)

2 ES - Compr. médio 1.63 (1.45-1.84) 1.50 (1.44-2.28) 1.7 (1.43-1.91) 1.78 (1.45-2.16)

3 ES - Larg. Média 0.98 (0.9-1.1) 0.91 (0.72-1.05) 0.81 (0.7-0.97) 1.3 (1.01-1.59)

4 FO - Compr. pecíolo (mm) 13.66 (10.87-17.08) 12.77 (8.98-18.24) 12.89 (9.89-16.33) 25.19 (13.84-34.29)

5 FO - Dist. dos nectários até a base do pecíolo 4.35 (3.64-4.65) 3.87 (2.79-6.08) 3.74 (2.77-5.11) 5.89 (4.45-8.24)

6 FO - Dist. dos nectários até o ápice do pecíolo 8.72 (6.17-11.39) 8.17 (4.52-9.86) 8.03 (5.55-10.7) 18.58 (8.32-25.74)

7 FO - Maior compr. lâmina (cm) 111.73 (101.1-130.27) 126.64 (91.21-144.06) 98.59 (94.12-102.82) 78.92 (47.71-113.96)

8 FO - Maior larg. lâmina (cm) 45.60 (40.64-47.2) 48.64 (31.23-60.95) 43.24 (37.3-47.21) 37.83 (20.04-57.75)

9 FO - Larg. lâmina a 1/3 do compr. (cm) 42.47 (37.09-48.39) 44.44 (24.05-57.51) 39.63 (33.2-43.66) 34.22 (18.27-36.99)

10 FO - Larg. lâmina a 2/3 do compr. (cm) 42.55 (38.85-47.27) 46.45 (26.08-53.67) 38.57 (33.24-44.83) 35.06 (17.55-52.07)

11 FO - Ângulo do ápice foliar 40.88 (36-42.8) 46.4 (29-52.4) 43.7 (40.8-48.4) 37.05 (20-50)

Tabela 06. Caracteres utilizados na análise de Morfometria Tradicional (com dados foliares + dados florais) nas populações do complexo Passiflora ovalis Vell. ex M.Roemer. Valores apresentados como média (mínimo-máximo). CA=Caule; ES=Estípula; FO=Folha; FC= Filamento da

Corona.

Código Caracteres PC_BAIlh PC_BAMar BACamacari PC_BACon PC_BAImb ESCItaunas PO_RJPar

Vegetativos

1 CA - Compr. médio 36.58 (23.36-51.62) 35.50 (29.68-42.15) 48.22 (20.86-61.23) 56.36 (39.86-62.9 36.95 (33.01-40.89) 25.01 (16.55-35.27) 31.43 (24.09-44.95)

2 ES - Compr. médio 1.46 (1.11-1.79) 1.45 (1.34-1.60) 1.47 (1.02-1.96) 1.70 (1.61-1.94) 1.63 (1.45-1.84) 1.7 (1.43-1.91) 1.78 (1.45-2.16)

3 ES - Larg. Média 0.86 (0.62-1.03) 0.90 (0.87-0.97) 0.80 (0.63-1.05) 0.95 (0.86-1.22) 0.98 (0.9-1.1) 0.81 (0.7-0.97) 1.3 (1.01-1.59)

4 FO - Compr. pecíolo (mm) 11.62 (6.76-14.49) 9.36 (3.20-11.73) 15.04 (9.3-20.79) 16.95 (10.3-19.75) 13.66 (10.87-17.08) 12.89 (9.89-16.33) 25.19 (13.84-34.29)

5 FO - Dist. dos nectários até a base do pecíolo 3.88 (2.71-4.52) 3.95 (3.20-4.88) 4.75 (3.35-7.61) 4.6 (2.54-5.45) 4.35 (3.64-4.65) 3.74 (2.77-5.11) 5.89 (4.45-8.24)

6 FO - Dist. dos nectários até o ápice do pecíolo 7.58 (6.9-10.24) 5.19 (2.88-6.57) 9.59 (5.01-13.99) 11.27 (6.67-13.54) 8.72 (6.17-11.39) 8.03 (5.55-10.7) 18.58 (8.32-25.74)

7 FO - Maior compr. lâmina (cm) 102.57 (75.67-114.93) 95.76 (75.07-113.97) 104.01 (85.51-123.24) 100.32 991-77-107.07)

111.73 (101.1- 130.27) 98.59 (94.12- 102.82) 78.92 (47.71- 113.96)

8 FO - Maior larg. lâmina (cm) 46.07 (35.35-58.32) 41.24 (28.8_51.78) 45.83 (34.46-71.79) 44.41 (41.23-49.01) 45.60 (40.64-47.2) 43.24 (37.3-47.21) 37.83 (20.04-57.75)

9 FO - Larg. lâmina a 1/3 do compr. (cm) 41.49 (30.88-58.32) 38.09 (26.26-42.58) 42.80 (33.87-64.76) 42.15 (39.4-46.76) 42.47 (37.09-48.39) 39.63 (33.2-43.66) 34.22 (18.27-36.99)

10 FO - Larg. lâmina a 2/3 do compr. (cm) 51.87 (30.79-110.0) 37.00 (24.49-38.25) 40.91 (29.39-65.71) 39.85 (36.8-44.01) 42.55 (38.85-47.27) 38.57 (33.24-44.83) 35.06 (17.55-52.07)

11 FO – Ang. do ápice foliar --- 27.28 (28.0-39.6) 39.6 (31.2-51.6) 40.42 (37.0-43.6) 40.88 (36-42.8) 43.7 (40.8-48.4) 37.05 (20-50)

12 FO – Ang. da base foliar 47.31 (37.2-96.0) 43.54 (32.8-54) 44.14 (36.8-60.4) 44.66 (40-50.8) 43.28 (38.4-48.8) 41.5 (37.2-42.4) 36.44 (20-50)

Inflorescência

13 Compr. Raque 27.30 (29.52-78.04) 65.59 (29.87-105.95) 140.96 (72.12-226.08) 194.25 (85-280) 138.64 (92-260) 83.46 (23.85-165,0) 294.25 (115-850)

Continuação da Tabela 06. Caracteres utilizados na análise de Morfometria Tradicional (com dados foliares + dados florais) nas

populações do complexo Passiflora ovalis Vell. ex M.Roemer. Valores apresentados como média (mínimo-máximo). CA=Caule; ES=Estípula; FO=Folha; FC= Filamento da Corona.

Caracteres PC_BAIlh PC_BAMar BACamacari PC_BACon PC_BAImb ESCItaunas PO_RJPar 15 Compr. pedúnculo (cm) 1.72 (2.37-2.45) 2.77 (2.38-3.38) 2.74 (2.51-3.75) 2.35 (2.3-3.71) 3.76 (3-4.76) 3.01 (2.84-3.49) 16.06 (14.79-23.41) 16 Compr. brácteas (mm) 1.49 (1.38-2.14) 1.971 (1.75-2.49) 1.43 (1.31-2.06) 1.41 (1.06-2.29) 1.59 (1.53-1.98) 1.35 1.6 (1.66-1.68) 17 Larg. brácteas (mm) 0.58 (0.62-0.82) 0.61 (0.50-0.86) 0.48 (0.31-0.78) 0.56 (0.58-0.69) 0.73 (0.51-1.13) 0.58 0.44 (0.43-0.45) 18 Compr. bractéolas (mm) 1.12 (096-1.64) 1.22 (1.01-1.81) 1.15 (0.96-2.03) 0.91 (0.81-1.51) 1.28 (1.19-1.38) 1.20 (0.93-1.15) 1.52 (1.49-1.58) 19 Larg. bractéolas (mm) 0.55 (0.49-0.71) 0.46 (0.33-0.63) 0.48 (0.26-1.11) 0.40 (0.36-0.72) 0.68 0.51 (0.33-0.81) 0.45 (0.34-0.62) 21 Compr. sépala (mm) 25.39 (25.19-33.28) 30.14 (30.86-31.73) 30.83 (31.49-36.72) 29.32 (26.22-35.66) 35.72 (31.68-41.87) 27.94 (26.59-28.82) 6.72 (5.23-35.12) 22 Larg. sépala a 1/3 (mm) 6.73 (6.07-9.22) 8.26 (8.51-9.65) 6.96 (6.62-9.92) 6.41 (5.83-7.32) 7.37 (6.57-8.51) 5.73 (5.59-6.31) 5.55 (5.06-6.5) 23 Larg. sépala a 2/3 (mm) 6.45 (5.91-8.58) 7.34 (6.56-7.96) 6.75 (6.01-8.86) 5.62 (4.92-6.43) 6.85 (6.17-7.72) 5.38 (4.65-6.48) 6.06 24 Compr. pétala (mm) 20.64 (20.77-26.69) 26.28 (25.23-27.35) 24.91 (24.19-31.41) 22.62 (22.71-30.64) 30.91 (28.51-34.15) 23.37 (22.19-24.13) 30.55 25 Larg. pétala a 1/3 (mm) 4.48 (4.5-6.21) 5.44 (5.5-5.83) 4.83 (4.49-6.1) 4.62 (4.51-6.58) 6.08 (5.84-6.84) 4.92 (4.43-5.52) 4.23 26 Larg. pétala a 2/3 (mm) 4.15 (4.31-4.44) 5.33 (5.18-6.22) 4.28 (3.92-5.82) 4.24 (6.45-8.47) 6.27 (5.76-7.19) 4.32 (3.61-4.36) 4.21

27 FC - Compr. série externa (mm) 6.67 (7.39-8.53) 7.26 (6.1-9.47) 7.19 (6.1-10.13) 7.67 (6.45-8.47) 8.78 (7.63-9.61) 4.92 (6-6.9) 12.21

28 FC - Compr. série intermediária (mm) 3.40 (3.33-4.47) 4.39 (3.41-5.87) 4.03 (3.57-5.33) 4.25 (2.99-4.45) 5.04 (4.54-5.58) 2.87 (3.57-4.3) 5,75

29 FC - Compr. série interna (mm) 2.21 (2.04-3.03) 2.46 (2.08-2.58) 2.55 (2.11-4.07) 3.14 (1.93-9.67) 2.51 (2.23-2.92) 1.69 (1.82-2.71) 2.33

30 Altura opérculo (mm) 3.52 (3.69-4.42) 4.10 (2.9-4.85) 3.88 (2.4-5.01) 4.42 (2.9-4.17) 3.56 (3.11-3.82) 2.07 (2.44-3.22) 2.3

31 Altura límen (mm) 7.72 (6.73-10.07) 6.03 (5.56-10.53 9.52 (7.52-13.01) 9.33 7.87-10.94) 7.96 (8.78-11.46) 2.54 (3.57-6.59) ---

32 Compr. filete (mm) 9.39 (9.79-12.05) 8.90 (11.66-12.74) 10.99 (10.6-13.13) 10.44 (4.43-12.66) 8.27 (8.7-12.33) 10.12 (10.01-10.26) ---

33 Compr. antera (mm) 10.86 (10.59-13.92) 5.83 (11.24-12.1) 11.09 (7.12 (13.41) 10.23 (7.3-13.99) 10.21 (11.74-14.93) 9.98 ---

Tabela 07. Eigenvalue e contribuições dos componentes principais obtidos a partir do

valor do Broken Stick (PAST).

PC Eigenvalue % Variância % Cumulativo 1 0.00100601 61.244 61.24 2 0.00015918 9.6906 70.94 3 0.000111024 6.7589 77.69 4 0.0000827 5.0329 82.73 5 0.0000602 3.662 86.39 6 0.0000516 3.1431 89.53 -0.064 -0.048 -0.032 -0.016 0 0.016 0.032 0.048 0.064 A xis 1 -0.05 -0.04 -0.03 -0.02 -0.01 0 0.01 0.02 0.03 Ax is 2

Figura 08. Análise de MANOVA/CVA a partir dos quatro componentes principais,

agrupados por população, com dados da morfometria geométrica.

Rio de Janeiro; □ = Conde; ■ = Camaçari;

= Belmonte; + Imbé;

= Una; * = Ilhéus; ∆ = Maraú; X = Conceição da Barra; ▬ = Itaúnas (ES); ¦ = Linhares.

Figura 09. Efeitos de cada um dos quatro componentes principais. Os números 1-4

correspondem aos quatro primeiros componentes principais, respectivamente. Cada coluna mostra: -2 s.d. (desvio padrão), -1 s.d., forma média, + 1 s.d., + 2 s.d.

MORFOMETRIA TRADICIONAL

No documento TEONILDES SACRAMENTO NUNES (páginas 58-73)