2.5 PRECONCEITO LINGUÍSTICO
2.5.3 Mitos que fortalecem o preconceito linguístico
O preconceito linguístico é muito comum no Brasil, tendo em vista que é alimentado pela mídia, por livros e por manuais tradicionais, como as gramáticas escolares produzidas, segundo o padrão Greco-latino, que buscam ensinar o que é
“certo” e o que é “errado” na língua portuguesa. Na maioria das vezes, esse tipo de preconceito não é perceptível, porque as pessoas, de uma forma geral, nem percebem que são preconceituosas linguisticamente.
Para Bagno (2011), é necessário que o país estabeleça uma política linguística racional e transparente, visto que quando inexiste uma política linguística oficial, é fato que haja uma linguística retrógrada no âmbito nacional. Ele esclarece que:
O espaço social deixado vago pela inexistência de uma política linguística oficial, de âmbito nacional, acaba sendo ocupado, infelizmente, por uma linguística difusa, confusa e retrógrada, justamente aquela praticada de modo repressor, persecutório e cientificamente desinformado pelas diversas instâncias da sociedade que de um modo ou de outro se interessam pela questão da(s) língua(s): a pedagogia tradicional, as editoras de revistas e livros, as Academias de Letras, os meios de comunicação de massa, poderes executivos e/ou legislativos estaduais e municipais etc. (BAGNO, 2011, p. 25)
É bem verdade que o preconceito linguístico reflete uma sociedade influenciada por dogmas linguísticos estabelecidos pelas camadas mais abastadas socialmente. Diante disso, o linguista Bagno examinou alguns mitos criados sobre a língua portuguesa que reforçam a existência do preconceito linguístico no Brasil.
Assim, o mito de nº 1 existente na sociedade brasileira, de acordo com Bagno (2011), é de que o português do Brasil apresenta uma unidade surpreendente. Esse mito está enraizado na cultura do Brasil. Intelectuais, filólogos e gramáticos acreditam nessa ideia da unidade linguística brasileira.
A educação do nosso país acaba sendo influenciada, portanto, por esse mito, fazendo com que os estudantes, em sua maioria, não tenham acesso à verdadeira diversidade do português falado no Brasil. Diversidade esta composta por línguas indígenas, línguas trazidas por imigrantes europeus e asiáticos, bem como línguas surgidas nas regiões fronteiriças existentes com os países vizinhos, além das línguas africanas trazidas na época do regime escravista. Logo, o multilinguismo brasileiro fica submetido à norma linguística imposta nas escolas, como sendo a língua comum entre todos os brasileiros.
Segundo estudos da linguística moderna, não existe língua homogênea, como reforça Bagno:
[...] O monolinguismo é uma ficção. Toda e qualquer língua humana viva é, intrinsecamente e inevitavelmente, heterogênea, ou seja, apresenta
variação em todos os seus níveis estruturais (fonologia, morfologia, sintaxe, léxico etc.) e em todos os seus níveis de uso social (variação regional, social, etária, estilística etc.). (BAGNO, 2011, p. 28)
Apesar dos esforços dos linguistas, todavia, o mito da unidade linguística no Brasil ainda é muito difundido. Diante dessa realidade, pode-se dizer que existem brasileiros que não têm acesso a essa “língua homogênea”, ensinada nas escolas e difundida nas instituições oficiais. Essa parcela da sociedade é constituída pelos falantes que utilizam as variedades linguísticas estigmatizadas e não validadas pela sociedade. Muitas vezes, esses falantes estigmatizados, por não compreenderem a dita “língua culta”, isto é, a língua utilizada pelos órgãos públicos, eles acabam não usufruindo dos serviços, aos quais teriam direito.
Diante dessa realidade, é viável perceber que a escola precisa abandonar esse mito da “unidade linguística”, como afirma Bagno:
É preciso, portanto, que a escola e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonem esse mito da ‘unidade’ do português brasileiro e passem a reconhecer a verdadeira diversidade
linguística de nosso país para melhor planejarem suas políticas de ação
junto à população amplamente marginalizada dos falantes das variedades sem prestígio social. (BAGNO, 2011, p.32)
Dessa maneira, é importante que o ensino em sala de aula priorize a existência das variedades linguísticas, com o objetivo de se ampliar e valorizar a competência comunicativa dos educandos, competência esta entendida por Chomsky (apud Bortoni-Ricardo) como consistente:
[...] no conhecimento que o falante tem de um conjunto de regras que lhe permite produzir e compreender um número infinito de sentenças, reconhecendo aquelas que são bem formadas, de acordo com o sistema de regras da língua. (BORTONI-RICARDO, 2004, p.71) É importante frisar que todas as sentenças da língua portuguesa, produzidas pelos falantes, são bem formadas: tanto as sentenças consideradas da língua padrão como as sentenças de outras variedades. Portanto, as escolas não devem se distanciar da língua utilizada pelos alunos, em seus contextos interacionais do cotidiano, facilitando, assim, o processo de ensino e aprendizagem dos discentes.
Isso não quer dizer que se deve, simplesmente, “aceitar” a variedade estigmatizada dos estudantes, mas sim, reconhecer a realidade linguística dos alunos, para, então, ampliar o repertório linguístico dos aprendizes, bem como fazê-
los adequar as sentenças linguísticas às variadas situações de interação social. Enfim, a tarefa da escola, segundo Bortoni-Ricardo (2004), é, justamente, possibilitar que o estudante desenvolva a sua competência comunicativa, passando a usar, com segurança, os recursos comunicativos adequados aos contextos sociais.
Nesse contexto, a função da escola, no que tange ao ensinamento da língua materna, conforme Bagno (2011, p.33), seria: “[...], levar a pessoa a conhecer e dominar coisas que ela não sabe e, no caso específico da língua, conhecer e dominar, [...], a leitura e a escrita e, [...], outras formas de falar e de escrever, outras variedades de língua [...].” É óbvio que, dentre estas variedades, inclui-se também a variedade considerada culta, com o intuito de ampliar a inclusão social, pois esta variedade é exigida socialmente, sendo considerada, pois, um fator de inclusão social.
Portanto, vale salientar que se deve tratar a heterogeneidade linguística como uma realidade na sociedade e não como um “mal social”. É nesse contexto que os Parâmetros Curriculares Nacionais reconhecem a importância da diversidade linguística. Esse importante documento, publicado em 1998, reconhece que a variação faz parte das línguas humanas, independentemente de qualquer ação normativa, ou seja, os usos da língua não devem ficar subjacentes às prescrições normativas da gramática escolar.
Por conta dessa busca incansável pela unidade linguística, a sociedade acaba gerando outros mitos em relação à língua portuguesa, como por exemplo, o mito de nº 2: “brasileiro não sabe português”, “só em Portugal se fala bem Português”. Essas opiniões são propagadas, na maioria das vezes, por estudiosos da gramática que afirmam que as regiões brasileiras possuem vícios de linguagem e que o português falado no Brasil é uma língua de “matutos”.
É importante frisar, no entanto, que o brasileiro sabe falar português, interagindo o tempo todo, porém é um português falado diferentemente do português de Portugal, visto que o português brasileiro já é uma gramática própria de funcionamento, mas recebe o nome de “língua portuguesa”, pelo fato do Brasil ter sido colônia de Portugal. Logo, vale salientar que o português europeu é bem diverso do português brasileiro, tanto no modo de falar, quanto no vocabulário e na sintaxe. Apesar de a escrita ainda apresentar semelhanças, visto que a ortografia é praticamente a mesma entre essas duas línguas.
A questão, portanto, do português brasileiro ser considerado inferior ao português de Portugal é propagada pela mídia, como o que foi publicado na Folha de S. Paulo (4 jan. 2000), em Bagno (2011, p.43), ressaltando que o português brasileiro é ilógico: “Basta pensar que a língua brasileira é outra. Uma pequena mostra de erros de redação coletados na imprensa revela que o português aqui transformou-se num vernáculo sem lógica nem regras.”
Como afirmar que o português brasileiro, uma língua viva e interativa, é uma língua ilógica, quando na verdade, não há vernáculo ilógico e nem sem regras, pois todos são passíveis de realizarem atos comunicativos coerentes. Outrossim, o foco central do mito em questão é apresentar a ideia de que todos os portugueses falam da mesma maneira, como se não existisse variação no português de Portugal. No entanto, Bagno explica que o português europeu não é homogêneo:
[...] O português europeu, obviamente, não é nem nunca foi uma língua homogênea e uniforme: apresenta dialetos regionais bem distintos uns dos outros, além de exibir variação social [...]. Afirmar que “os portugueses” falam melhor do que nós, é imaginar uma sociedade portuguesa uniforme, indiferenciada, sem conflitos sociais. É muita ingenuidade! (BAGNO, 2011, p. 46)
Então, como não existe língua uniforme, é complicado acreditar que os portugueses falam e escrevem “tudo certo” e que obedecem fielmente às regras gramaticais ensinadas nas escolas. Mesmo assim, é exatamente isso que é pregado pelos brasileiros, de uma maneira geral. Todavia, apesar dessa crença, vale salientar que o brasileiro sabe sim falar português e que o português europeu não é melhor e nem pior do que o português do Brasil, isto é, ambos possuem suas especificidades e suas variações para atenderem às necessidades linguísticas das comunidades que os usam.
Apesar de os brasileiros saberem falar português, ainda há o mito de nº 3 sendo propagado no Brasil: “português é muito difícil”. Esse mito existe de acordo com o que é ensinado nas escolas, ou seja, as regras gramaticais aprendidas no ambiente escolar não refletem a língua utilizada no cotidiano dos falantes. Nesse caso, é realmente difícil decorar várias regras que acabam sem sentido para a ocorrência das interações sociais. Assim, Bagno (2011, p. 52) ressalta: “se tanta gente continua a repetir que ‘português é difícil’ é porque o ensino tradicional da língua no Brasil não leva em conta o uso brasileiro do português”.
Vale salientar que a expressão “português difícil” define-se como um conjunto prescritivo de normas constituindo-se, portanto, uma abordagem puramente metalinguística do idioma português, ou melhor, do “português brasileiro”. Essa abordagem persiste nas escolas, por não serem valorizados os antecedentes culturais e linguísticos dos discentes, favorecendo o surgimento das dificuldades ao se estudar a língua padrão, conforme ressalta Bortoni-Ricardo:
No caso brasileiro, o ensino da língua culta à grande parcela da população que tem como língua materna – do lar e da vizinhança – variedades populares da língua tem pelo menos duas consequências desastrosas: não são respeitados os antecedentes culturais e linguísticos do educando, o que contribui para desenvolver nele um sentimento de insegurança, nem lhe é ensinada de forma eficiente a língua padrão. (BORTONI-RICARDO, 2005, p. 15)
É diante dessa realidade do ensino tradicional de gramática, que muitos discentes concluem o Ensino Médio, acreditando que não sabem português, e que nem sabem escrever. Isso ocorre porque a escola não procura desenvolver as habilidades de expressão oral e de escrita dos alunos, de modo a tornar as aulas de língua materna bem mais interessantes e envolvidas com a realidade dos estudantes. Ao invés disso, os docentes preferem ensinar uma infinidade de regras gramaticais, bem como nomenclaturas incoerentes.
No entanto, Bortoni-Ricardo (2005) afirma que é primordial que a escola não ignore as diferenças sociolinguísticas, logo, o alunado, bem como os educadores precisam se conscientizar de que existem duas ou mais maneiras de dizer a mesma coisa, embora essas formas alternativas tenham propósitos comunicativos diferentes, sendo, portanto, recebidas de maneira diferenciada pela sociedade. Todavia, mesmo diante de suas peculiaridades linguísticas, os discentes precisam compreender as variedades prestigiadas socialmente, para não ficarem alheios às oportunidades oferecidas pela sociedade.
Além desses mitos, ainda há o mito de nº 4 pregado no Brasil, que é o seguinte: “As pessoas sem instrução falam tudo errado”. Então, toda manifestação da língua materna, que fuja das regras gramaticais ensinadas nas escolas, é considerada errônea, principalmente quando é utilizada por falantes de classes menos abastadas e que não têm acesso à língua formal.
A partir desse princípio, nota-se que não há apenas preconceito linguístico, mas há, também, o preconceito denominado de social, visto que, quando se fala, por
exemplo, vrido, tauba, Cráudia, é considerado “errado”. Esse linguajar, geralmente, pertence às camadas sociais desprestigiadas, principalmente porque esses falantes não tiveram acesso à escola nem tampouco aos bens culturais de elite. Portanto, é óbvio que isso vai além de um problema linguístico, ou seja, é um problema tanto político, quanto social, também. Além disso, é importante frisar que esse linguajar considerado “feio” é apenas diferente da língua ensinada nas escolas.
Ainda referente à mitologia do preconceito linguístico, há o mito de nº 5 que é sobre o português falado no Estado do Maranhão, que é julgado como o melhor do Brasil. Isso se deve ao fato de a maioria dos maranhenses utilizarem o pronome pessoal tu conjugado adequadamente, como por exemplo, eles falam: tu vais, tu queres, tu comias. Enquanto que, na maior parte do Brasil, o pronome tu foi substituído pelo pronome você. Isso é esclarecido por Bagno:
Ora, somente por esse arcaísmo, por essa conservação de um único aspecto da linguagem clássica literária, que coincide com a língua falada em Portugal ainda hoje, é que se perpetua o mito de que o Maranhão é o lugar ‘onde melhor se fala o português’ no Brasil. (BAGNO, 2011, p.63)
Cabe pontuar, entretanto, que não existe nenhuma variedade linguística “melhor” do que outra, visto que todas concebem o ato comunicativo e, consequentemente, proporcionam as interações sociais. Além disso, cada variedade linguística possui sua história e suas especificidades, pronta para se adequar às transformações exigidas pelos falantes, em favor do propósito comunicativo. Diante disso, Bagno ressalta a importância de se abandonar o mito de que há variedade linguística “melhor” ou “pior” que outra:
É preciso abandonar essa ânsia de tentar atribuir a um único local ou a uma única comunidade de falantes o “melhor” ou o “pior” português e passar a respeitar igualmente todas as variedades da língua, que constituem um tesouro precioso de nossa cultura. Todas elas têm o seu valor, são veículos plenos e perfeitos de comunicação e de relação entre as pessoas que as falam. [...] (BAGNO, 2011, p.67-68)
O mito de nº 6 é sobre o preconceito linguístico, por sua vez, se refere ao seguinte: “o certo é falar assim porque se escreve assim”. Esse mito se relaciona ao fato de se exigir que as pessoas pronunciem as palavras do mesmo modo como elas são escritas, ampliando a valorização da escrita. Isso ocorre, geralmente, nas
escolas, quando os professores corrigem as falas dos alunos, ao pronunciarem, por exemplo: bêju, mininu, bisôro.
É relevante ensinar a ortografia oficial, como afirma Bagno (2011), no entanto não se deve exigir uma fala “artificial”, condenando as pronúncias que provêm da história social e cultural dos falantes. Então, seria mais adequado ensinar ao aluno que existe uma ortografia oficial para cada palavra, mesmo existindo formas diferenciadas de pronunciá-las.
Entre a língua escrita e a língua falada há uma relação complicada de se entender. O ensino tradicional se dedicou muito à língua escrita, deixando a língua falada de lado. Somente com o surgimento da ciência linguística é que a fala começou a ser estudada, tendo em vista que esta é aprendida nos primeiros anos de vida de cada falante, a partir do convívio familiar e social. Portanto, ambas, tanto a fala quanto a escrita, são importantes.
Segundo Bagno (2011), todavia, para a gramática tradicional, somente a escrita é relevante e inserida num patamar superior em relação à fala, como se a língua literária fosse a única forma de falar e de escrever e, portanto, a única forma linguística passível de ser estudada.
Diante desse ponto de vista dos gramáticos, foi que surgiu o mito de nº 7 do preconceito linguístico: “É preciso saber gramática para falar e escrever bem.” Esse mito enfatiza o domínio do padrão culto da língua, através da gramática. Isso ocorre porque a gramática se transformou num conjunto de “regras”, com o intuito de representar a fala, como reforça Bagno:
O que aconteceu, ao longo do tempo, foi uma inversão da realidade histórica. As gramáticas foram escritas precisamente para descrever e fixar como “regras” e “padrões” as manifestações linguísticas usadas espontaneamente pelos escritores considerados dignos de admiração, modelos a ser imitados. (BAGNO, 2011, p. 80)
Desde então, a gramática passou a dominar a língua, transformando-se em um instrumento de poder, bem como, em um instrumento de controle social, ocasionando o fenômeno da exclusão social, visto que, a partir desse ponto de vista, a língua reconhecida como “pura” e “bonita” teria que emanar dos compêndios gramaticais. Assim, a língua passou a ser dependente da gramática, como se a gramática tivesse surgido antes da língua.
Entretanto, não tem como a gramática prescritiva reger o uso da linguagem, pois a língua é dinâmica, muda com o tempo, já a gramática prescritiva é idealizada
e estática. Diante disso, linguistas e educadores pesquisam sobre a necessidade ou não de “ensinar gramática” nas escolas, levando-se em conta que esse ensino deve ser mais sintonizado com a realidade dos alunos, sem utilizar o tempo escolar para ensinar as regras estáticas e preestabelecidas da gramática prescritiva, sem objetivos claros e definidos para a vida interacional dos aprendizes, visto que o ensino da nomenclatura tradicional não contribui para formar educandos capazes de ler e de escrever com eficiência. Assim, é viável que a escola desenvolva o letramento dos alunos, como afirma Bagno (2011):
A grande tarefa da educação linguística contemporânea é permitir, incentivar e desenvolver o letramento dos alunos, isto é, a plena inserção desses sujeitos na cultura letrada em que eles vivem. Este é um dever da escola e um direito de todo cidadão. [...] (BAGNO, 2011, p. 86)
Dessa maneira, é a partir da leitura de textos diversos e variados que fará com que os discentes tenham habilidade para se inserirem na sociedade letrada e poderão, após de muita leitura e de muita escrita, refletirem sobre o fenômeno da língua e da linguagem, bem como observarem as regularidades do sistema linguístico. Nesse âmbito, Bagno (2011, p.88) esclarece: “(...) é infinitamente mais útil e relevante aprender a usar a língua e não aprender sobre a língua”.
Por fim, para concluir a mitologia do preconceito linguístico, há o mito de nº 8: “O domínio da norma-padrão é um instrumento de ascensão social.” Logo, os professores de português estariam num patamar bem elevado na pirâmide social, porém isso é irreal. Então, esse mito não é verídico, ou seja, não basta ensinar a norma-padrão para que os alunos ascendam socialmente. Todavia, é necessário que os estudantes tenham acesso à norma-padrão, não somente para conhecer os conceitos da norma culta, como também para atender às exigências da sociedade e para proporcionar aos discentes um dos caminhos que pode proporcionar-lhes a ascensão social.
Diante do que foi exposto, referente à mitologia do preconceito linguístico, é viável salientar que os oito mitos estão longe de se tornarem relevantes para as interações sociais, isto é, não passam de teorias impróprias e inviáveis que favorecem a exclusão social.