O APRENDIZADO DA DANÇA
NA BUSCA DO SUCESSO
O sucesso (a palavra sucesso nesta pesquisa, retrata uma solução bem sucedida, relativa a um objetivo, através de um empreendimento, como vimos na Introdução) é desejado por todos, mas sabemos que nem todos chegarão lá. Ter sucesso, segundo Shinyashiki, não é esperar o reconhecimento. É simplesmente agir com amor. O amor constrói o desejo, o compromisso, a vontade, a competência, a “força” no trabalho, a visão do futuro, a coragem para correr riscos, a cooperação na equipe, alastrando-se para os corações das outras pessoas. O “ruim” disso é que o inverso também é verdadeiro. O “bom” disso, é que a escolha é nossa (ver, revista Soluções, 1999).
Hoje em dia, para Shinyashiki, parece que as maiorias das pessoas ficam mais intolerantes, se irritam com tudo e com todos, perdem a paciência com facilidade, afinal de contas, diz ele, vivemos sob pressão permanente (revista Soluções, 1999). Consequência? ... queremos passar a “batata quente” para aqueles com quem convivemos, da mesma forma como fizeram conosco. É claro que, como já vimos anteriormente, “nossos pais”, inconscientemente ou não, nos passaram muitas “batatas quentes”, mas a decisão de continuar com elas ou de passarmos para os outros, é nossa. Portanto, a opção de termos consciência delas para que delas possamos nos livrar, também é nossa. Uma ideia é trilharmos o caminho do autoconhecimento. Caso queira ou necessite, peça ajuda.
Toda carreira tem que ser sempre alimentada e corrigida. O maior desafio é descobrir as suas necessidades e as necessidades da sua profissão, e dar-lhe o que ela e você precisam na hora certa. Se tratar bem dela, você ganha pontos e ela vive mais tempo. Se der pouca atenção, sua pontuação será baixa e a saúde dela ficará debilitada, podendo levá- la à morte prematura. Portanto, ela depende exclusivamente da forma como você vai tratá- la. Vejamos o que David Cohen diz em, Sua carreira é um tamagotchi: “Você tem que apertar os botões certos nas horas certas, se quiser que ela tenha vida longa e próspera. Pois acredite, [...]” continua assim:
[...] apertando os botões certos, ela lhe dará mais satisfação e vai durar mais tempo. Faltando-lhe atenção, ela se distancia cada vez mais daquele sonho dourado da sua adolescência. E, no final das contas, é você que, por volta dos 40 e poucos anos, pode se transformar num velho chato.
Cohen nos diz que toda carreira tem um ciclo de vida. O site nos diz que segundo o consultor Ichak Adizes, que é professor da Escola de Gerência John Anderson, da Universidade da Califórnia, e fundador do Instituto Adizes, “cada etapa do ciclo de uma carreira oferece seus próprios desafios e ameaças. Dúvidas normais em uma fase da carreira são sintomas de problemas sérios em outra fase.” Este professor, que nasceu na Iugoslávia e foi criado em Israel, “divide seu tempo hoje entre Tel Aviv, a Califórnia e as dezenas de lugares para onde viaja em seminários, incluindo São Paulo ...” (Internet, mailto:[email protected] / Unknown Home Page, copyright, 1998) Sobre este professor, também temos:
Com a experiência de quem já aplicou seu método de controle de mudanças em mais de 400 organizações de 35 países nos últimos 25 anos, Adizes, autor de O Ciclo de Vida das Organizações (Pioneira, 1990) e de mais quatro livros, explica [...] como se pode aplicar seu método para a identificação das fases de uma carreira - e o que fazer para chegar ao ápice e manter-se lá o maior tempo possível. Antes de começar a viver os estágios da carreira, diz Adizes, é preciso escolher a carreira certa. Para isso, é muito importante que o seu estilo e o estilo da carreira combinem.
Ainda nesse site, Adizes nos diz que podemos muito facilmente fracassar na nossa carreira, quando ela exige características que não possuímos, como a “[...] capacidade de concentração ou isolamento, facilidade de comunicação etc.” O site nos diz que: “Para definir estilos, Adizes usa quatro letrinhas, PAEI, significando quatro maneiras de atuação básicas.” (Ibidem, internet)
P é o Produtor, aquele que toma a iniciativa e faz. A é o Administrador, que cria os mecanismos e rotinas.
E é o Empreendedor, que vislumbra possibilidades e se prepara para elas. I é o Integrador, cuja força está nos relacionamentos, na sabedoria das questões
humanas.
As pessoas se dividem de acordo com as qualidades que tenham em maior grau e os trabalhos também têm cargas maiores de um ou outro papel. "Um engenheiro é mais P, um contador é mais A, um profissional de marketing é mais E, um psicólogo é mais I, por exemplo", diz Adizes. "Agora, que fique bem claro, não existe o trabalho perfeito. Não existe uma carreira modelada especialmente para você. Todos os trabalhos têm componentes P, A, E, I. Todos nós temos que aguentar uma parte do trabalho que não cumpre nossas expectativas, que não tem a ver com o nosso estilo. A questão é se essa parte é maior do que a parte de que nós gostamos." Como saber então se foi feita a escolha certa da profissão? "A resposta é: quando fazemos algo que tem a ver com o nosso estilo, aumentamos a nossa energia, em vez de diminuí-la. Você deve se perguntar se, no fim do dia, sente que está com mais ou com menos energia. Se você tem sempre menos energia, então provavelmente está na carreira errada." (Ibidem: internet)
Para Adizes, ainda segundo o site acima, a probabilidade de insatisfação com a carreira cresce com o passar dos anos. Mesmo que nós tenhamos escolhido a carreira certa, há um complicador: nós mudamos, e o trabalho também muda. E completa:
"Há também um ciclo de vida para o nosso estilo", diz Adizes. Quando somos mais jovens, somos mais Produtores, afirma. Depois passamos a ser mais Empreendedores. Na segunda parte da vida, tendemos a ser mais Administradores, mais apegados à rotina. E, quando ficamos velhos, tornamo- nos mais Integradores, mais ligados à família e a valores espirituais. "A mudança no estilo pode ter um importante impacto no nosso amor pela carreira. O fator I não é muito importante no começo da carreira; nessa época eu quero é ganhar um montão de dinheiro e talvez não me importe de pisar nos corpos de algumas pessoas para alcançar meus objetivos. Mas no fim da estrada o fator I torna-se crucial e eu não quero mais saber do trabalho porque ele não atende às minhas necessidades. (Internet: mailto:[email protected] / Unknown Home
Page, copyright, 1998)
Trabalhando com as Artes Cênicas, necessitamos nos imbuir de todos esses estilos, pois a multiespecialidade deverá fazer parte da vida profissional do dançarino, e/ou que passa a ser professor/educador, e/ou que passa a ser coreógrafo/pesquisador como progressão direta. Roberto Shinyashiki diz que: “O profissional hoje que sempre está esperando ordens de seu superior para cumpri-las fielmente, está sendo trocado, sem complacência, pelo colega que revela iniciativa e profissionalismo” (Soluções,1999, no1). Ou ainda, o dançarino passivo que aguarda sempre pelo professor e/ou coreógrafo, para que esse lhe diga o que fazer, perde lugar para aquele que toma a iniciativa e se mostra profissional. Seja, às vezes, seu próprio professor e/ou coreógrafo. Lute pelo que quer, agora. Chegue ao 1º lugar no campeonato da sua vida profissional. Como diz Shinyashiki, “[...] a competência que lhe trouxe até aqui pode não ser suficiente para te levar aonde quer chegar” (Soluções, 1999, no1).
Ter sucesso dá trabalho, mas é prazeroso. Ser fracassado dá mais trabalho e incomoda. Não temos muitas opções para não participarmos desse mundo da dança, que se apresenta cada vez mais competitivo. Ser competitivo é o mesmo que ser competente. Esta competência vai depender muito mais de você que do seu professor. É claro que este tem a sua parte de responsabilidade, mas o mais importante é que ele já fez a sua escolha, e quem deve escolher agora é você. A opção de que tipo de vida profissional terá, é de sua inteira responsabilidade. Não deixe que os outros decidam por você. Independentemente da sua escolha, é importante que saiba que a decisão é sua. Seu futuro profissional não depende de ninguém, a não ser de você mesmo.