5 METODOLOGIA E PERCURSO DE COLETA DE DADOS 41
5.1 Percurso de coleta de dados e sistemática da análise
Os dados coletados ao longo do trabalho iniciaram com o contato via correio eletrônico com Ricardo Rezende Figueira, sociólogo, professor da UFRJ e membro do Grupo de Pesquisa Trabalho Escravo Contemporâneo – GEPTEC. Segundo Figueira, como sociólogo, sua pesquisa dentro da temática é voltada à sua área, o que resultou na indicação de Leonardo Sakamoto em São Paulo, mais direcionado à administração. Além da confirmação de que os auditores do MTE poderiam ser uma fonte de pesquisa.
Apesar de a problemática ser atual, ela é resquício da escravidão colonial e acompanhou a evolução econômica, o que levou a busca de materiais históricos/econômicos com professor de história da PUC – Campinas, prof. Paulo Cousic como: a História Econômica do Brasil, de Caio Prado Junior, A Evolução do Capitalismo, de Maurice Dobb e a Teoria do Desenvolvimento Capitalista, de Paul M. Sweezy.
A auditora fiscal do trabalho, Dalva do Couto Ribeiro, apresentou o membro do GEFM, Carlos Antônio Avancini e, também, revistas internas do Sindicato Nacional dos Auditores Ficais do Trabalho – SINAIT, que descrevem dificuldades internas e externas do MTE no combate à escravidão moderna, inclusive os avanços conquistados.
O contato com Leonardo Sakamoto, coordenador da ONG Repórter Brasil, membro do núcleo de combate ao trabalho escravo junto com OIT, Ethos e IOS, desdobrou o ciclo da pesquisa de campo para as entidades civis. A primeira reunião com Leonardo Sakamoto foi exploratória e não estruturada. Foi abordado a problemática da escravidão sob o vetor econômico, descrevendo a queda dos preços de commodities rumo à competição internacional ao preço de corte de custos que rompem a dignidade humana. Após a reunião foi feito o convite pelo prof. André O. Mascarenhas para que Leonardo Sakamoto realizasse uma palestra na FEI/SP. Por fim, foram disponibilizados materiais que foram relacionados na tabela de dados secundários mais a frente.
Foram indicados por Leonardo Sakamoto, via correio eletrônico, referências bibliográficas acerca do assunto, junto com o envio do artigo acadêmico de sua tese de doutorado, mencionado na tabela de dados secundários.
Ao ser realizada a palestra na FEI/SP no dia 08 de novembro de 2010 por Leonardo Sakamoto, coordenador da ONG Repórter Brasil, com duração de 2h. 11m., a conferencia foi totalmente transcrita. A indicação do grupo de estudo de LASF, da FGV, foi apontada como outra fonte de coleta de dados.
Realizamos a entrevista exploratória e não estruturada em Campinas-SP com Carlos Antônio Avancini, membro do GEFM do MTE com duração de 44m. 35s., e coleta de materiais: O conceito de escravidão e o auto de infração feito por auditores fiscais do trabalho em uma fazenda de laranja no interior de São Paulo.
O IOS concedeu entrevista exploratória semiestruturada, representado por Marco Magri, membro do núcleo de monitoramento do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo. A entrevista teve duração de 36m. e 15s. no escritório da IOS em São Paulo. Foram coletados os seguintes materiais: Estudo sobre a cadeia produtiva do alumínio na região norte do Brasil, Revista: IOS – O que pensam os trabalhadores sobre: trabalho decente, responsabilidade social das empresas e meio ambiente, Revista: IOS – Quem se beneficia com a devastação da Amazônia.
Fizemos contato com Paula Peirão, junto à área de pesquisa FGV/LASF do Centro de Estudos em Sustentabilidade/EAESP, que nos enviou o material de sua pesquisa chamada: Engajamento para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. Foi-nos indicado o contato com o Banco Santander para a pesquisa sobre a utilização do Cadastro de Empregadores – Lista Suja, mas não tivemos resposta do Banco.
O Instituto Ethos de Responsabilidade Social, em São Paulo, nos concedeu entrevista semiestruturada, realizada em sua própria sede, com duração de 41m. e 40s. Foi indicado o contato com Paulo Mindlin, diretor de sustentabilidade do Wal-Mart e também, Luiz Machado, coordenador da Organização Internacional do Trabalho – OIT.
Indicação por Carlos Antônio Avancini para coleta de dados junto à secretária nacional de combate ao trabalho escravo do MTE, Vera Albuquerque, sua secretária, comunicou que não poderíamos falar diretamente com ela, mas, o departamento de comunicação enviou materiais internos sobre o questionário enviado via correio eletrônico: Perguntas e Respostas sobre Trabalho Análogo ao de Escravo no Brasil e Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravo no Brasil. Já fizemos muito e estamos trabalhando por mais.
Chegamos até à OIT por indicação do Instituto Ethos, devido à entidade representar os interesses de governos, trabalhadores e empresas no núcleo de entidades civis inseridas no combate ao trabalho escravo. Realizamos a entrevista semiestrutura com Luiz Machado, coordenador nacional do combate ao trabalho escravo da OIT. A reunião foi em Brasília, teve duração de 1h. 24m. e 58s. com transcrição feita. Os dados secundários disponibilizados através de materiais como: Pisando Fora da Própria Sombra, de Ricardo Rezende Figueira, 1o e 2o Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, Possibilidades Jurídicas de Combate à Escravidão Contemporânea, O Custo da Coerção – relatório global de
acompanhamento da declaração da OIT relativa aos direitos e princípios fundamentais no trabalho de 2009, Uma Aliança Global Contra o Trabalho Forçado – relatório global 2005, Trabalho Escravo no Brasil do Século XXI e Perfil do Trabalho Decente no Brasil. Ao final da entrevista, foi indicada a importância de entrarmos em contato com Advocacia Geral da União – AGU para entendermos a conceito entendido pelo órgão federal que tem a função de defender os interesses do governo (MTE) com relação a Lista Suja, no momento que empresas entram na justiça com pedido de liminar para retirada do nome da empresa do cadastro.
Contatamos a Presidência da República através do site oficial, fale com a presidente. No dia 11 de maio recebemos o correio eletrônico de Claudio Soares Rocha, do gabinete presidencial, no qual dizia da impossibilidade de resposta da presidente Dilma Roussef acerca do questionário enviado, mas, a fonte de pesquisa estaria no site do governo federal e com o Ministério do Trabalho e Emprego.
Seguindo a indicação da OIT, contatamos a AGU, escritório de Brasília através do correio eletrônico enviado aos procuradores (a) federais Estefania Medeiros Castro e Manuel de Medeiros Dantas que encaminharam à divisão que cuidava de trabalho escravo. Não houve resposta da divisão depois de contatos via correio eletrônico e telefônico. O objetivo do contato de Brasília era chegar até Luís Inácio Lucena Adams, o qual realizou o processo interno da empresa COSAN.
Na coleta de dados destacamos a participação no IV Seminário sobre o Pacto Nacional da Erradicação do Trabalho Escravo realizado em Brasília, o qual contou com pesquisadores nacionais e internacionais importantes, como Leonardo Sakamoto e Kevin Bales, além de representantes do poder público, da sociedade civil e iniciativa privada. A participação e coleta de informações no IV Seminário Internacional do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo em Brasília, por meio de gravação de áudio com tempo total de gravação transcrita de 3h. e 52m. A programação de seminário teve início às 9h até às 14h.
Introdução: Síntese da situação do trabalho escravo hoje no Brasil Mediadora:
Laís Abramo, diretora do escritório de Brasília da Organização Internacional do Trabalho.
Participantes da mesa:
Carlos Lupi, ministro do Trabalho e Emprego; Gilberto Carvalho, ministro-chefe da Secretaria Geral da Presidência da República; Ophir Cavalcante, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil; Paulo Itacarambi, vice-presidente do Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
O combate ao trabalho escravo em cadeias produtivas globais
Palestrante: Kevin Bales, especialista internacional em trabalho escravo contemporâneo e fundador da ONG norte-americana FreetheSlaves
Mediador:
Luiz Machado, diretor do projeto de combate ao trabalho escravo da OIT no Brasil
Debatedores: Sílvio Albuquerque, Ministério das Relações Exteriores; Andréa Sanchez , Escritório da OIT em Washington DC, EUA
Perguntas do público
Apresentação do Anexo Internacional do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo - Comitê de Coordenação e Monitoramento do Pacto Nacional
A importância da "lista suja" no combate ao trabalho escravo
Palestrante: Marcelo Campos, Ministério do Trabalho e Emprego, responsável pela "lista suja" até 2010
Mediador: Caio Magri, diretor de políticas públicas do Instituto Ethos
Debatedores: Vera Albuquerque, secretária nacional de inspeção do trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego; Luiz Antônio Camargo, subprocurador-geral do Ministério Público do Trabalho; Rogério Sotilli, Secretário-executivo da Secretaria-geral da Presidência da República
Debate entre os participantes provocado pelo mediador Perguntas do público
As políticas públicas para a erradicação do trabalho escravo no Brasil Expositora: Maria do Rosário, ministra da Secretaria de Direitos Humanos Pacto Nacional, 6 anos: Resultados, Monitoramento e Práticas Empresariais Resultados: Repórter Brasil
Monitoramento e Práticas Empresariais: Observatório Social Perguntas do público
Encerramento.
Local: Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil - SAS Quadra 5, Lote 1, Bloco M, Brasília (DF)
Horário: das 8h30 às 13h30
Comitê de coordenação e monitoramento do pacto nacional pela erradicação do trabalho escravo: Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Instituto Observatório Social ONG Repórter Brasil
Organização Internacional do Trabalho
Quadro 04 - Programação 4º Seminário do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo Fonte: Autor “adaptado de” 4º Seminário do Pacto Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo, ano.
Fizemos contato com o Wal-Mart, enviando mensagem a Paulo Mindlin, diretor de sustentabilidade, mas foi indicado o contato com a coordenadora de comunicação externa para a resposta enviada, via correio eletrônico, por Tatyane de Jesus Nunes, dia 20 de maio de 2011. A resposta enviada foi com base em questionário enviado via correio eletrônico no dia 11 de abril de 2011. Infelizmente, não foi possível o agendamento de entrevista pessoal no escritório do Wal-Mart.
Outra empresa envolvida com o tema e que participou do IV Seminário pela Erradicação do Trabalho Escravo em Brasília foi a Marfrig Seara. Enviamos mensagem à Sandra Navarro no dia 02 de junho, da Marfrig, que indicou Maria Fátima Seixas do departamento de sustentabilidade. Solicitamos uma reunião para entrevista, mas não houve retorno depois de diversas mensagens eletrônicas e alguns telefonemas. Mesmo enviando o questionário, não houve retorno.
Os quadros 05 e 06 listam os dados primários e secundários coletados, respectivamente:
Entrevistado/ Palestrante
Nome Cargo ou função Instituição Local e data
1 Sigilo Sigilo Instituto Ethos São Paulo, 17
de fevereiro de 2011
2 Sigilo Sigilo MTE Campinas, 07
de julho de 2011
3 Alice Drumont Relações públicas
do MTE
MTE Brasília, 14 de abril de 2011
4 Sigilo Sigilo Instituto Ethos Brasília, 19 de
maio de 2011.
5 Kevin Bales Antropólogo e
fundador da FreeSlaves
FreeSlaves Brasília, 19 de maio de 2011.
6 Amarildo Dudu Bolito Coordenador institucional Instituto Observatório Social Brasília, 19 de maio de 2011.
7 Sigilo Sigilo Instituto
Observatório Social São Paulo 17 de fevereiro de 2011 e Brasília, 19 de maio de 2011.
8 Aparecido Diretor Instituto
Observatório Social
Brasília, 19 de maio de 2011.
9 Sigilo Sigilo Itamarati Brasília, 19 de
maio de 2011.
10 Sigilo Sigilo MTE Brasília, 19 de
maio de 2011.
11 Sigilo Sigilo MTE Brasília, 19 de
maio de 2011.
12 Roberto Caldas Advogado e
representante da OAB
OAB Brasília, 19 de
maio de 2011.
13 Sigilo Sigilo OIT Escritório da
OIT em Brasília, 18 de abril de 2011 e Brasília, 19 de maio de 2011.
14 LaisÁbramo Diretora OIT Brasília, 19 de
maio de 2011.
15 Leonardo Sakamoto Doutor em
Ciência Política e coordenador da ONG RB ONG Repórter Brasil Brasília, 19 de maio de 2011.
16 Sigilo Sigilo Presidência da
República
Brasília, 19 de maio de 2011.
17 Sigilo Sigilo MPT Brasília, 19 de
maio de 2011. 18 Tatyane de Jesus Nunes Coordenadora de
comunicação externa
Wal-Mart São Paulo, 20 de maio de 2011.
19 Sigilo Sigilo TST Brasília, 10 de
maio de 2011 20 Leonardo Sakamoto
Palestra: O que é trabalho escravo e sua caracterização. Doutor em Ciência Política e coordenador da ONG Repórter Brasil
FEI - São Paulo 08/11/2010
ONG RB
21 Leonardo Sakamoto Doutor em
Ciência Política e coordenador da ONG RB ONG Repórter Brasil Ong Repórter Brasil, São Paulo
Quadro 05 – Dados primários. Fonte: Autor
14/10/10 Prof. Paulo Cousic
PRADO, J., C.. História Econômica do Brasil., Editora Brasiliense. Brasília, 1967.
DOBB, M.. A Evolução do Capitalismo. Editora Zahar 1963.
PAUL, M., S.. Teoria do Desenvolvimento Capitalista. Editora Zahar 1967.
LUXEMBURGO, R. A acumulação do capital. Editora Nova Cultural 1985.
23/11/10 Leonardo Sakamoto
ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Combatendo o trabalho escravo contemporâneo: o exemplo do Brasil. OIT 2010.
PACTO NACIONAL PELA ERRADICAÇÃO DO TRABALHO ESCRAVO. Pacto Nacional. Comitê do Pacto Nacional, 2005.
CONATRAE E ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Desmascarando as mentiras contadas sobre o trabalho escravo no Brasil. OIT e CONATRAE, 2006. REPÓRTER BRASIL. O Brasil dos agrocombustíveis. Cana. ONG Repórter Brasil, 2009.
REPÓRTER BRASIL. Escravo nem pensar! Como abordar o tema do trabalho escravo na sala de aula e na comunidade. ONG Repórter Brasil, 2007.
REPÓRTER BRASIL. Brazil of biofuels. Animal fat, palm oil, cotton, jatropha, sunflower and rapeseed. ONG Repórter Brasil, 2009.
20/10/10
Auditora do MTE: Dalva do Couto
Ribeiro
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Empregador é preso na operação Alto Ribeira. O Elo. Sinpait. Boletim informativo do sindicato paulista dos agentes da inspeção do trabalho. Editora Villier, 2003.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Chacina de Unaí completa seis anos sem punição dos culpados. Sinait. Retrospectiva 2006-2009. Editora Villier, 2010.
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Mártires da inspeção do trabalho. O elo. Sinpait. Boletim informativo do sindicato paulista dos agentes da inspeção do trabalho. Editora Villier, 2004.
01/02/11 Marco Magri
OBSERVATÓRIO SOCIAL. Os riscos do trabalho. IOS em revista. Editora Primeiro Plano, 2006.
OBSERVATÓRIO SOCIAL. A peleja do eucalipto. IOS em revista. Editora Primeiro Plano, 2008.
OBSERVATÓRIO SOCIAL. Cadeia produtiva do alumínio. Trabalho escravo e trabalho decente. Multinacionais e meio ambiente. Unilever na América Latina. IOS em revista. Editora Primeiro Plano, 2008.
INSTITUTO OBSERVATÓRIO SOCIAL. Study of the aluminum production chain in northern Brazil. IOS e DGB Bildungswerk. IOS, 2008.
OBSERVATÓRIO SOCIAL. Quem se beneficia com a devastação da Amazônia. IOS em revista. Editora Primeiro Plano, 2009.
OBSERVATÓRIO SOCIAL. O que pensam os trabalhadores sobre: trabalho decente, responsabilidade social das empresas e meio ambiente. IOS em revista. Editora Primeiro Plano 2007.
14/02/11 Paula Peirão/LASF LASF/FGV. Engajamento para Erradicação do Trabalho Escravo no Brasil. Material pesquisa LASF:. Lasf, 2010.
17/02/11 Instituto Ethos ORGANIZAÇÃO INTERNACIONAL DO TRABALHO. Retrato escravo. OIT e VALE, 2010.
14/04/11 MTE Brasília
MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO. Perguntas e Respostas sobre Trabalho Análogo ao de Escravo no Brasil e Erradicação do Trabalho Análogo ao de Escravo no Brasil. Já fizemos muito e estamos trabalhando por mais. MTE, 2009.
18/04/11 OIT em Brasília
Figueira,. R., R.. Pisando Fora da Própria Sombra. Editora Civilização Brasileira, 2004.
Presidência da República. 1º Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo. Presidência da República, 2003.
Presidência da República. 2º Plano Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo. Presidência da República, 2008.
Organização Internacional do Trabalho. Possibilidades Jurídicas de Combate à Escravidão Contemporânea. OIT, 2007.
Organização Internacional do Trabalho. O Custo da Coerção. Relatório global de acompanhamento da declaração da OIT relativa aos direitos e princípios fundamentais no trabalho de 2009.
Organização Internacional do Trabalho. Uma Aliança Global Contra o Trabalho Forçado. Relatório global, 2005.
Organização Internacional do Trabalho. Trabalho Escravo no Brasil do Século XXI e Perfil do Trabalho Decente no Brasil. OIT, 2007.
Organização Internacional do Trabalho. Perfil do trabalho decente no Brasil. OIT, 2009.
Quadro 06 - Dados secundários Fonte: Autor
Utilizamos a ferramenta de análise de dados NVIVO9 para armazenar gravações de entrevistas, documentos, transcrições, fotos e vídeos. O NVIVO9 auxilia na coleta, organização e construção de argumentos por meio de codificação do texto, criação de nós, triangulação de argumentos, análise geral, análise de características visuais por meio de fotos e seleção de trechos de áudio e vídeo. Todos os documentos podem ser demonstrados (trechos codificados em nós). A ferramenta pode auxiliar no processo de geração de credibilidade dos argumentos na pesquisa qualitativa devido à organização, nós construídos, análise e exposição dos resultados.
A sistemática da análise dos dados coletados, procuramos identificar tópicos relevantes (categorias gerais) por meio de codificação dos dados primários e secundários, e em seguida fizemos outra categorização, agora sim, baseado na teoria do ciclo de políticas públicas (categorias específicas). As categorias específicas foram: identificação do problema, formação da agenda, formação das alternativas, tomada de decisão, implementação e avaliação.
Abaixo o quadro com a divisão das categorias gerais e sua incidência:
Categorias gerais de dados primários e secundários Quantidade de fontes de dados Quantidade de codificações Ações integradas 26 126 Agressão 1 1 Amazônia 2 19
Aspectos base da escravidão 11 21
Atores sociais críticos de ONGs 1 1
Cadastro de empregadores - lista suja 18 67
Ameaça econômica 1 6
CADE – conselho administrativo de defesa
econômica 2 2
Cadeia produtiva 16 67
Cadeia têxtil 3 7
Conflito multilateral Brasil x Estados Unidos 2 3
Custo do fim da escravidão 2 6
Datas importantes e atores sociais envolvidos 15 52
Degradação ambiental e o trabalho escravo 9 53
Degradância 12 26
Deslegitimação 26 116
Diferenças conceituais Brasil e OIT 2 5
Dividendo da liberdade 1 1
Drogas e a escravidão moderna 2 2
Eixo estratégico do governo 3 12
Embates ONGs 2 17
Entendimento de Trabalho Escravo 24 126
Unanimidade relativa 27 544
Escravidão colonial 1 5
Escravidão por dívida 6 11
Escravidão Urbana 5 10
Estratégia OIT 4 10
Falsa promessa 1 2
Função social da terra 1 1
GEFM 18 40
Escravidão não é cultural 2 2
Valor das indenizações 4 6
Institucionalização 25 88
Internacionalização do Pacto 7 13
Investimento em tecnologia e inovação 3 8
Isolamento 4 7
Legitimação 23 83
Link da institucionalização 7 24
Mão-de-obra escrava importada 1 2
Monitoramento das empresas 3 35
Novo campo de estudo 13 21
Países afetados 2 7
Papel das universidades 8 15
Porte da empresa 11 29
PP Capítulo 4 ONG 1 1
Problemas estratégicos 14 35
Ratificação brasileira das convenções 1 3
Reações de empresas 24 116
Reconhecer o Trabalho Escravo 7 17
Resultados da Pol. Públicas 22 67
Risco Social, risco político = estratégia 2 2
Segregação 1 4
Semelhança da escravidão colonial 1 5
Ser humano descartável 4 9
Setores econômicos envolvidos 19 79
Sistema sustentável de trabalho 17 64
Atividades meio no trabalho escravo 9 19
Xenofobia 2 2
Quadro 07- incidência das categorias gerais Fonte: Autor
Abaixo o quadro de categorias específicas:
Categorias específicas de dados primários e secundários Quantidade de fontes de dados Quantidade de codificações Identificação do problema 18 50 Formação da agenda 14 26
Formulação das alternativas 13 33
Tomada de decisão 14 17
Implementação da PP 8 15
Avaliação da PP 12 22
Quadro 08 – incidência das categorias específicas Fonte: Autor