• Nenhum resultado encontrado

Pescado Comercializado em lota Ilha Terceira

A ilha Terceira possui sete portos de pesca, dos quais três

Judeu, pertencem ao concelho de Angra do Heroísmo e os restantes Vitória, Vila Nova e Biscoitos, pertencem ao concelho da Praia da

Os portos da Praia da Vitória e de São Mateus são os maiores e com a maior embarcações registadas na Terceira

Ambas possuem leilão electrónico, estão informatizadas e por embarcações de pesca local, costeira; na lota da pescado de embarcações industriais.

Nas duas lotas da ilha da Terceira, a de Praia de Vitória e de S. Mateus, o tipo de pescado é diferente: o peixe-espada-preto e o espadarte dominam em Praia da Vitória, e a Abrótea e o Chicharro dominam em S. Mateus.

A frota pesqueira da Terceira é composta na sua 58% das embarcações têm comprimento de metros, e apenas 21% das embarcações

Por decisão da Comissão Internacional para a Con

Novembro de 2011, a captura de atum bonito, a espécie com maior rendimento na região e

67

52% 10%

1% 1%

Pescado Comercializado em lota - Ilha Terceira

Profundidade Demersais e Bentónicas Pelágica Grande Profundidade Moluscos Crustáceos

A ilha Terceira possui sete portos de pesca, dos quais três – São Mateus, Porto Pipas e

Judeu, pertencem ao concelho de Angra do Heroísmo e os restantes – Porto Martins, Praia da Vitória, Vila Nova e Biscoitos, pertencem ao concelho da Praia da Vitória.

Os portos da Praia da Vitória e de São Mateus são os maiores e com a maior parte das egistadas na Terceira. Estes dois portos abrigam as duas lotas da Terceira. Ambas possuem leilão electrónico, estão informatizadas e transaccionam pescado capturado por embarcações de pesca local, costeira; na lota da Praia da Vitória também se transacciona

mbarcações industriais.

da ilha da Terceira, a de Praia de Vitória e de S. Mateus, o tipo de pescado é preto e o espadarte dominam em Praia da Vitória, e a Abrótea e o dominam em S. Mateus.

frota pesqueira da Terceira é composta na sua maioria por barcos de reduzidas dimensões: 58% das embarcações têm comprimento de 6 a 9 metros, 21% situa-se no intervalo de 3 a 6 metros, e apenas 21% das embarcações têm comprimentos superiores a 9 metros.

Por decisão da Comissão Internacional para a Conservação dos Atuns do Atlântico (ICCAT), em Novembro de 2011, a captura de atum bonito, a espécie com maior rendimento na região e

Demersais e Bentónicas

Grande Profundidade

São Mateus, Porto Pipas e Porto Martins, Praia da

parte das 118 as da Terceira. transaccionam pescado capturado Praia da Vitória também se transacciona

da ilha da Terceira, a de Praia de Vitória e de S. Mateus, o tipo de pescado é preto e o espadarte dominam em Praia da Vitória, e a Abrótea e o

maioria por barcos de reduzidas dimensões: se no intervalo de 3 a 6 uperiores a 9 metros.

servação dos Atuns do Atlântico (ICCAT), em Novembro de 2011, a captura de atum bonito, a espécie com maior rendimento na região e

68

que abastece a indústria conserveira do arquipélago não teria limites. Em Novembro 2012, a ICCAT também decidiu manter as quotas de pesca de atum-rabilho (os países signatários, incluindo Portugal, concluíram que as capturas recentes permitem a reprodução sustentável da espécie protegida.

Novos projectos no sector, por exemplo a recente compra da Cofaco por um grupo

empresarial angolano que pode ser a ponte para a frota atuneira açoriana pescar atum em Angola. Na sua rota migratória, os cardumes de atum passam muito mais cedo nos mares de Angola, permitindo que a frota de salto e vara se possa deslocar para os mares angolanos e tenha em terra toda a logística de que necessita para fazer grande capturas com o método de salto e vara. Assim, a frota dos Açores poderia iniciar a safra do atum muito mais cedo, eventualmente no final de Janeiro, princípio de Fevereiro e estar nos Açores em Março que é quando, em condições normais, os cardumes começam a passar nos mares da Região muito próximos das ilhas.

As Orientações de Médio Prazo do RAA para 2013-16 definem os grandes objectivos para o sector da pesca neste período:

• Garantir a sustentabilidade da actividade da pesca,

• Valorizar o sector das pescas e da aquicultura,

• Valorizar as profissões da fileira da pesca,

• Manutenção da frota,

• Manutenção das infra-estruturas de apoio,

• Aumento da segurança no mar.

Para a fileira das pescas, a “Carta Regional de Competitividade da Região Autónoma dos Açores” também identifica debilidades na rede de frio de suporte à actividade, a dimensão da frota desadequada ao potencial de capturas, recomendando que será “fundamental

reorganizar toda a fileira da pesca na região, desde a formação de pescadores, à comercialização do pescado e ao redimensionamento da frota”.

Pontos Fortes Pontos Fracos

• Existe uma tradição de pesca. Maior em S. Miguel e no Pico do que na ilha Terceira. • Está disponível uma frota de pesca (nos

Açores 816 embarcações registadas, com um total de 10.671 GT). Existem infra- estruturas para refrigeração e congelação. Investimentos recentes em S. Mateus e Porto Judeu (construção de um molhe cais com espaço para atracação de

embarcações) melhoraram as condições para a pesca artesanal na ilha Terceira. • Segundo estudos técnicos,

nomeadamente na ilha Terceira, a pesca artesanal é mais eficiente e mais rentável do que a pesca industrial (a pesca com embarcações até aos doze metros gasta

• Descontinuidade dos bancos de pesca para a captura de espécies demersais. • Grandes flutuações na captura de atuns. • Comercialização do pescado no exterior

dependente de empresas no exterior da R.A. Açores.

• Conjuntura de redução de capturas pelas condições meteorológicas

69 menos combustível, emprega mais gente, tem menos pesca acidental e rende mais por tonelada).

• Uma classe piscatória relevante (2.658 pescadores matriculados).

• A Lotaçor proporciona, directa e

indirectamente, apoio social, económico e financeiro a pescadores e armadores. • A eficácia das missões de vigilância e de

fiscalização do espaço realizadas pela Marinha.

Oportunidades Ameaças

• O potencial da maior Zona Económica Exclusiva de espaço marítimo da Europa (200 milhas marítimas mais a plataforma continental que desce até uma

profundidade de 200 metros atingindo as bacias oceânicas).

• Elevado consumo de pescado no mercado regional e nacional.

• Crescimento do consumo em alguns mercados de exportação para peixe fresco, peixe congelado e conservas (por exemplo, em África).

• Melhoria nos níveis de pesca sustentáveis para algumas espécies.

• Novos projectos na indústria conserveira. Provável utilização de técnicas modernas.

• Sobreexploração de algumas espécies (exemplos do chicharro, sardinha e cavala, que alguns dizem ser resultado de ser um alimento dos golfinhos)

• Aumento do custo dos factores de produção (combustíveis).

• A fixação de quotas para algumas espécies pela EU (exemplo recente do atum

patudo)

• Concorrência com embarcações comunitárias. A gestão dos recursos biológicos marinhos é actualmente da competência exclusiva da UE. Isso levou a uma abertura parcial da pesca a

embarcações de pesca da UE,

nomeadamente espanholas, entre as 100 e as 200 milhas náuticas.