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PLANETA DIA ANJOS ELEMENTARES SILFOS L/N N/O O/S S/L

No documento Curso de Tarô - Módulo 5 - Magia (páginas 61-64)

UNIVERSOS da MAGIA

PLANETA DIA ANJOS ELEMENTARES SILFOS L/N N/O O/S S/L

Sol Domingo Michael Cynabal Andas Thus Varcan Rex

Lua Segunda-feira Gabriel Abuzaha Mistabu Bilet Arcan Rex

Marte Terça-feira Kamael Paffran Ismoli Carmax Sammy Rex

Mercúrio Quarta-feira Raphael Aercus Sallales Suquinos Modiath Rex

Júpiter Quinta-feira Sachiel ou Zadkiel (Zedekiel) Zebul Gutriz Maguth Guth Rex

Vênus Sexta-feira Haniel Flaef Abalidoth Amabiel Sarabotes Rex

Saturno Sábado Cassiel ou Shebtaiel Balidet Asseibi Abumalith Maymon Rex

A Tradição permite a presença de uma, três ou nove pessoas dentro do círculo mágico. Quando estiverem mais de uma pessoa no interior do círculo, quem fala e dirige é o operante (o médium-magista), mas pode haver assistentes ou assessores que podem utilizar também, os instrumentos mágicos. Em alguns casos raros, onde o operante principal é uma pessoa virgem (ou hermafrodita - ou ainda um casal, homem e mulher que tenham se relacionado em todos os níveis), a contagem para este, vale como sendo de duas pessoas. Em outros casos, uma ou mais pessoas podem ser substituídas por animais, amarrados no interior do círculo, ou treinados de tal maneira a não deixarem o círculo em quaisquer circunstâncias. De acordo com a tradição existe ainda uma operação “menor”, onde o operante principal deverá permanecer no interior do círculo mágico durante todo o tempo, mas seu assistente tem o direito de sair e entrar novamente. De todas as maneiras, considera-se que todos os operantes tenham tido uma iniciação no quaternário hermético (cruz do pentáculo) e na história da queda e reintegração do homem (por isso é que são utilizados no círculo o “alfa” e o “omega”). Tudo isso exige uma preparação mística obrigatória (de 3 a 40 dias, dependendo da seriedade da operação). Prescreve-se para os animais uma cerimônia de purificação mística, com orações purificadoras e aspersão de água consagrada.

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O primeiro círculo do pentáculo da operação (círculo mental), o mago prepara sua monoidéia através de longas meditações e consciência da liberdade pentagramática do indivíduo. Em seguida, vem o círculo astral, onde o mago necessita do silêncio ou meio- silêncio durante um período de tempo; ele elimina todas as impurezas e vibrações desequilibradas dos pensamentos e sentimentos, fazendo surgir a vitória interior sobre o mal (desenvolvimento das qualidades contra os vícios dos sete chakras ou potências planetárias). Ainda dentro deste círculo observam-se as quatro extremidades da cruz interna, lembrando os quatro instrumentos mágicos: o “cetro” (que serve para conduzir e direcionar os fluidos dispersos); o “cálice” (que serve como ponto de apoio da imaginação, favorecendo a concentração para formação de imagens puras e bem elaboradas); a “espada” (que serve para dispersar ou dissolver as energias negativas ou impropriamente condensadas pela imaginação do operador); o “pentagrama” (que serve de ponto de apoio para o plano e objetivo da operação, fazendo com que o mago se lembre da sua liberdade de atuar segunda a tradição o qual pertence). O próximo círculo, o círculo mais externo e físico, é dos elementares, onde o operante se lembrará da necessidade da auto-preparação planejada por meio de certas regras restritivas, como jejum, banhos com ervas, defumação, estar com saúde em ordem, organização no dia da operação, etc. Também deve garantir-se contra a intervenção de outras pessoas ou seres que possam ser seus inimigos. Portanto, nos cantos do pentáculo, serão desenhados quatro pentagramas (com três pontas para fora e duas para dentro), que servirão de defesa contra ataques súbitos, repelindo-os para fora da fortaleza do mago. Também é importante saber de antemão de que lado os seres astrais condensados ou materializados, podem aparecer. Sendo assim, antes, o operante estabelece um local para as aparições, traçando a leste, externamente ao círculo, um triângulo regular com o ápice voltado para fora, e nele inscreve-se o grande nome “Yod-Hé-Vau-Hé” em hebraico, pertencente à esfera principal dos sefiroth involutivos que se condensam posteriormente. Referente às Causalidades Secundárias, verifica-se a cor das roupas usadas pelo operante, os metais e pedras à sua disposição, os setras e mantras que pode utilizar, os aromas, ervas e extratos que serão queimados, evaporados ou aspergidos (a queima desses elementos deve ser postos em um recipiente adequado em um pequeno pentáculo especial ao sul do círculo externo, do lado de fora, mas próximo ao operador), e finalmente, a cor do raio que será dirigido pela lanterna mágica para o espaço do triângulo do grande nome. Essa lanterna também deve ser colocada ao lado de fora do círculo no sudoeste.

Os “grimoires” são livros manuscritos de magia ritual e natural da época medieval que chegaram até nossos dias em diversos exemplares, e que estão conservados em algumas bibliotecas européias. Para o magista, os grimoires são de excelente ajuda na realização das operações mágicas, servindo de material didático. Os principais são:

O Sefer Yetzirá;

O Livro Tibetano dos Mortos;

A Clavícula Salomonis ou Chave de Salomão: grimoire mais conhecido, suspeito e

temido, chamado de “Livro do Diabo” na Idade Média, cujo autor foi o bíblico Rei Salomão, filho de Davi;

O Grande Alberto: coleção de receitas de magia natural, atribuída a Alberto Magno,

doutor da Igreja;

O Lemegeton: também chamado de “Pequena Chave” ou ainda de “Livro dos Espíritos”,

da época da Inquisição, cujo autor desconhecido era um mago entre os mais importantes;

O Livro do Papa Honório: livro infernal erroneamente atribuído ao Papa Honório III; O Grimorium Verum: manual prático que ensina, desde o princípio, a vasta e complexa

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O Grand Grimoire: atribuído a um certo “Antonio do rabino”, um veneziano, que

descreve um verdadeiro “pacto com o Diabo”, século XVI;

O Livro do Comando: livro popular associado ao “Livro do Diabo” e freqüentemente

utilizado por bruxas e feiticeiros;

A filosofia oculta de E. C. Agrippa: verdadeiro tratado de magia natural, cerimonial e

teúrgica;

O Enchiridion: livro de certa importância que contém diversas fórmulas cerimoniais de

magia prática operativa;

A Magia Sagrada de Abramelin – o Mago: texto de magia ritual que descreve uma

verdadeira cerimônia de auto-iniciação para entrar em contato direto com o seu próprio anjo da guarda;

O Magus: obra publicada na Inglaterra em 1801 que reúne diversos livros precedentes,

enquadrados eu um esquema doutrinário precioso e integrados pelos complementos do autor, Francis Barret;

De Heptarchia Mystica: descreve um sistema prático de comunicação com entidades

angelicais, da autoria de um médico elisabetano John Dee, em 1580;

Magick: obra principal de Aleister Crowley, que contém uma coleção de temáticas

associadas à magia;

A Magia da Golden Dawn: escritos e documentos oficiais desta Escola, reunidos e

reordenados pelo dr. Israel Regardie.

Esses livros não podem ser considerados como a palavra final em instrução e construção das operações, porque não há operação mágica que possa ser identicamente compreendida nem mesmo por dois operantes, a menos que ambos tenham se preparado para ela em conjunto.

Para a confecção de talismãs e a consagração de outras ferramentas de magia, existem infinitas correlações e classificações, de acordo com as escolas tradicionais dogmáticas ou pragmáticas. Cada qual desenvolve métodos de acordo com a cultura e época de suas vivências. Normalmente, seguem regras de influência astrológica comum a todos, onde os astros atuam em maior ou menor grau de suas forças. Convém ressaltar que os astros exercem suas influências a todo o momento, seja durante o dia ou a noite e em qualquer localidade do planeta. Quando o mago confecciona ou consagra um instrumento, uma ferramenta, uma arma ou um sigilo, sempre se utiliza dessas influências para caracterizar o seu receptáculo de forças. Em geral, utilizam-se as correspondências planetárias (seguindo tabelas abaixo) juntando com as fórmulas mágicas e simbologia aplicada. Essa simbologia também segue princípios estabelecidos por escolas e métodos tradicionais. Naturalmente, encontramos algumas associações feitas com os planetas de inúmeras formas. Encontra-se nas tabelas seguintes quase todos os fatores e elementos correspondentes aos astros, de acordo com a Tradição de algumas escolas ou filosofias.

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