4 IMPLEMENTAÇÃO DO PROCESSO DE PCP
4.1 PLANO DO LONGO PRAZO
O levantamento de dados para o planejamento da segunda fase da obra iniciou no mês de dezembro de 2016 e em janeiro de 2017 com a difusão do plano de longo prazo, retomaram-se os trabalhos na torre. O empreendimento tem como previsão de conclusão o mês de outubro de 2017, considerando o buffer de um mês o prazo poderá se estender até novembro 2017 sem nenhum prejuízo.
Quadro 4 - Horizonte de Planejamento de Longo Prazo
Fonte: autora (2017).
Para a realização do plano de longo prazo considerou-se os meses faltantes para a conclusão da segunda fase da obra desconsiderando o buffer. Ou seja, a abrangência do planejamento de longo prazo será de janeiro a outubro de 2017.
As seguintes informações foram coletadas e avaliadas para o desenvolvimento do plano de longo prazo, segundo proposta de Bernardes (2001):
a) Projetos disponíveis: foi realizado um estudo dos projetos referentes às etapas que estavam em execução e as que ainda não haviam sido executadas;
b) Disponibilidade financeira: o fluxo de caixa da empresa não foi avaliado por não ser uma restrição para o planejamento do empreendimento.
Para a preparação do plano de longo prazo propriamente dito foi seguido o roteiro de programação indicado por Mattos (2010):
a) Identificação das atividades - o levantamento das atividades foi realizado por meio da elaboração da estrutura analítica de projeto (EAP). A EAP foi composta por todas as atividades que ainda não haviam sido executadas. Foram consultados os relatórios das atividades elaborados anteriormente a implementação da pesquisa, necessário para se ter uma visão das atividades que necessitam ser programadas.
b) Definição das durações – foram coletadas informações de tempo de execução das atividades através do histórico das empreiteiras que realizaram os serviços da primeira fase do empreendimento em conjunto com a engenharia.
c) Definição das predecessoras – foi realizado um sequenciamento conforme o andamento dos serviços. Foi levado em consideração as necessidades da obra, através da análise da logística do canteiro, da disponibilidade de material e mão de obra. d) Geração do cronograma – a autora fez a programação dos recursos necessários para a
execução das atividades. Foi avaliado em conjunto, equipe técnica e engenharia a necessidade de alocação de recursos como contratação de mão de obra, aluguel de equipamentos e compra de materiais. Para a elaboração do cronograma e controle do processo a autora utilizou o programa MS Project.
Após a elaboração do planejamento de longo prazo, foi realizada reunião com os empreiteiros e equipe técnica para difusão do plano.
4.1.1 Elaboração e difusão do plano de longo prazo
Com o objetivo de facilitar o entendimento do processo de execução do empreendimento, foram elaborados dois planos de longo prazo, um com as atividades de fachada e outro com as atividades internas da torre. A Figura 18 apresenta a nomenclatura utilizada para a identificação das fachadas da torre.
Figura 18 - Corte esquemático de fachada
A partir da análise do projeto e conhecimento da autora sobre os condicionantes da obra adotou-se a divisão das áreas internas em dois acessos: acesso A e acesso B.
A torre é composta pelos seguintes elementos: subsolo (concluído na fase I, portanto não incluso nesse estudo), térreo, segundo pavimento (com jardim interno), terceiro pavimento, ático, cobertura e casa de máquinas.
O roteiro de programação para elaboração do plano de longo prazo utilizado foi o indicado por Mattos (2010). Na primeira etapa a autora verificou in loco as atividades já realizadas em cada área sendo assim, foi desenvolvida uma EAP da obra contendo os serviços necessários para a conclusão do empreendimento. A EAP do projeto se encontra disponível na integra no APÊNDICE I.
Para a definição das durações e das predecessoras, foram realizadas reuniões com todos os empreiteiros envolvidos, equipe técnica e engenharia, levando em consideração o histórico de execução da fase I do empreendimento.
Segundo Assumpção (1996), existem dois tipos ligações entre atividades: ligações de sequência e ligações de trajetória. As ligações de sequência são utilizadas para a dependência entre atividades de natureza diferente, mas que são desenvolvidas na mesma unidade de repetição, por exemplo: alvenaria, contrapiso, chapisco e reboco.
As ligações de trajetória que representam as ligações de serviços entre as atividades do mesmo tipo e que são desenvolvidas em todas as unidades de repetição, como, por exemplo, alvenaria no terceiro pavimento, posteriormente alvenaria no segundo pavimento, e assim sucessivamente.
Nesse projeto foram considerados os pavimentos ático, terceiro e segundo como unidade de repetição e assim foram programadas as atividades.
O plano de longo prazo foi exposto em reunião e validado pelo corpo técnico da construtora e empreiteiros, sendo assim, foi entregue para todos os envolvidos uma cópia do cronograma gerado.
O plano mestre foi dividido em três elementos: circulação, conjuntos e fachada. O cronograma de atividades internas encontra-se disponível no APÊNDICE II e o cronograma de atividades de fachada no APÊNDICE III.
A Figura 19 ilustra o sequenciamento da linha de balanceamento no plano de longo prazo.
Figura 19 - Exemplo de linha de balanceamento gerada
Fonte: autora (2017).
4.1.2 Avaliação do PCP
A análise do processo de planejamento e controle da produção é fundamental para propor melhorias a empreendimentos futuros e tomadas de decisão durante a execução.
De acordo com Bernardes (2001), as etapas que compõe a avaliação do processo de PCP são: identificação de problemas e desenvolvimento de alternativas.
Durante o processo de implementação do PCP, o acompanhamento da execução das atividades programadas foi realizado com o objetivo de melhoria continua do processo de implementação.