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PLATAFORMAS GENÉRICAS COM RS PARA ENSINAR E APRENDER

Educação em rede: Mayara Silva 1

PLATAFORMAS GENÉRICAS COM RS PARA ENSINAR E APRENDER

Entre as plataformas genéricas com redes sociais digitais que podem ser usadas para o ensino e aprendizagem, destacamos o Twitter, o Facebook e o YouTube.

Twitter

Recuero (2009) define o Twitter como um site popularmente denominado de um serviço de microblogging (JAVA et al., 2007; HONEYCUTT & HERRING, 2009), pois permite que sejam escritos pequenos textos de até 140 caracteres a partir da pergunta “O que você está fazendo?”. O Twitter é, portanto, uma plataforma de rede social digital emergente, pois usa a metáfora de rede para os grupos sociais que interagem de forma mediada, a partir da Internet, e tem como base as interações entre os atores sociais.

Para usar o Twitter, é preciso entrar na sua página, a partir do endereço: https://twitter.com/, fazer a inscrição e depois o loguim.

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TECNOLOGIAS EM EAD: Métodos e Práticas

Usado principalmente para criar redes de relacionamento, cunhar e divulgar informação, com o passar do tempo, o Twitter tem evoluído e ganhado outras aplicações. Apresentaremos a seguir, a possibilidade de aplicá-lo na educação.

• Backchanneling: os alunos podem usar o Twitter antes, durante ou depois das aulas para fazer comentários sobre o assunto do dia, criando uma conversa que deve ser acompanhada pelo professor ou tutor com o intuito de direcionar as falas. O uso de uma hashtag, isto é, uma palavra antecedida por #, que se repetir nos comentários dos membros da rede, vira um link que ao clicar nela é possível ver todos os posts dos alunos que a utilizaram também é interessante.

• Follow: Outro recurso utilizado no Twitter é o seguir (follow, em inglês). Pode-se seguir instituições, empresas, estudiosos, educadores, pesquisadores, autoridades, etc., a fim de receber notícias, saber o que esses atores estão pensando, acompanhar as últimas pesquisas e notícias. Além dos educadores, os alunos também podem seguir pessoas importantes, acompanhar essa discussão e criar reflexões em cima disso.

• Intercâmbio: como um dos atributos da nova reconfiguração da educação é transformas a sala de aula em uma sala sem fronteiras, a partir do Twitter a aula pode se torna global. Por meio da plataforma os alunos podem, em um projeto colaborativo com outro país, registrar no Twitter o que estão fazendo em sala em cada país. Um grupo de alunos de uma escola na França pode, por

exemplo, registrar a cada hora o seu dia a dia. Possibilitando ao professor criar uma discussão para mostrar as diferenças culturais, educacionais e geográficas entre a França e o Brasil.

• Língua Portuguesa: outra dica é trabalhar o poder de síntese segundo as ideias de coerência e coesão. O Twitter, com sua limitação de caracteres, é uma ferramenta que colabora para a divulgação de uma ideia com poucas palavras. Logo, o professor pode se utilizar dessa característica para desenvolver um trabalho de síntese com os alunos, sobre um tema ou uma reflexão e compartilhar isso na rede.

Como se pode observar, o uso do Twitter no processo de ensino e aprendizagem é mais fortemente aplicado para filtrar e ter acesso a informações específicas.

Facebook

O Facebook também é uma plataforma digital que agrega redes sociais e que funciona através de perfis. Em cada perfil, é possível acrescentar módulos de aplicativos. O sistema é muitas vezes percebido como mais privado que outros sites de redes sociais digitais, pois apenas usuários que fazem parte da mesma rede podem ver o perfil uns dos outros.

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A plataforma é hoje um dos sistemas com maior base de usuários no mundo, no qual o Brasil é o segundo país no mundo em tempo de acesso na plataforma, representando 12 horas por mês e em quantidade de usuários 83 milhões, ficando atrás apenas dos Estados Unidos2.

Figura 2: Página inicial do Facebook. Acesso em 27/10/2014

Para usar o Facebook, é preciso também entrar na sua página, nesse caso, a partir do endereço www.facebook.com, fazer a inscrição e depois o loguim. Compartilhar, monitorar, tirar dúvidas, criar eventos, grupos e comunidades são algumas das possibilidades que podem ser usadas com a plataforma para contribuir com a educação:

2 Dados do Comscore. Acessado em 02/11/2014. Disponível em: http://www.comscore.com/Insights/Presentations_and_Whitepapers/2014/2014_B razil_Digital_Future_in_Focus_Webinar

• Página: com o Facebook é possível criar páginas destinadas à produção de cursos, disciplinas e atividades. Tais atividades são desenvolvidas de modo on-line e de modo colaborativo.

• Aplicativos: a plataforma também permite a criação de aplicativos, que podem transformar conteúdos em jogos, por exemplo, tornando atividades e matérias mais dinâmicas, interativas e atrativas.

• Grupos: no Facebook é possível também criar grupos para concentrar discussões e compartilhamentos de conteúdo e materiais de determinada disciplina ou assunto.

YouTube

De acordo com Gabriel (2013), uma das principais tendências no ambiente digital é o vídeo. Conforme as tecnologias de conexão e de captação e produção de vídeos foram evoluindo na última década, o vídeo on-line tornou-se uma realidade e uma febre (GABRIEL, 2013, p. 211). O YouTube é o maior e mais popular site de vídeo nesse sentindo.

Diferente do Facebook e do Twitter, o YouTube não é uma plataforma de rede social digital emergente, mas sim uma rede social de filiação ou associativa. Isso porque a rede social digital presente nela surgiu da derivação das conexões estáticas entre os atores, ou seja, das interações reativas.

Logo, de início, o YouTube era apena um canal para postagem de vídeos, e não uma plataforma com uma rede social digital, pois não havia interação entre os atores da rede. No entanto, com o passar do tempo, foi surgindo à necessidade da troca de conexões, criando um

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espaço para comentários, logo a baixo dos vídeos. Só a partir de então, podemos considerar o YouTube como plataforma de rede social digital.

Figura 3: Página inicial do YouTube. Acesso em 27/10/2014

Para usar o YouTube, basta entrar na sua página, através do endereço www.youtube.com/, fazer a inscrição e depois o loguim. Sem o loguim é possível acessar a plataforma, porém não há como fazer parte da rede social do sistema.

Segundo Gabriel (2013), o YouTube possui um serviço especial focado em educação – o YouTube EDU. Além de oferecer vídeos educativos nas mais diversas áreas, o YouTube EDU também disponibiliza cursos on-line gratuitos de universidades renomadas, como Harvard. Além disso, o YouTube EDU oferece um espaço para que as escolas possam criar suas próprias contas para disponibilizarem os seus conteúdos em formato de vídeo, e uma área específica para professores.

• O YouTube EDU: é uma parceria entre a Fundação Lemann e o Google, para a criação de uma página exclusiva do YouTube, na qual professores, gestores e alunos podem encontrar conteúdos educacionais gratuitos e de qualidade, em português. A curadoria dos vídeos foi feita por professores especialistas e altamente capacitados, selecionados e coordenados pela Fundação Lemann. Atualmente, os conteúdos disponíveis são voltados para os níveis de Ensino Fundamental e Ensino Médio, englobando as seguintes disciplinas: Língua Portuguesa, Matemática, Ciências (Química, Física e Biologia), História, Geografia, Língua Espanhola e Língua Inglesa. Mas pretende estender para outros níveis.

• Outros canais: além do YouTube EDU, é possível encontrar na plataforma, diversos canais e vídeos aleatórios com curso, palestras, aulas, entrevistas, documentários, filmes, animações, entre outras categorias, que podem ser usados em sala de aula, e fora do ambiente escolar, para contribuir com o ensino e a aprendizagem.

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