Foto 17: Registro em sala de aula cantando com os alunos
7. É preciso quebrar o clima!
Seguindo pelo curso do ensino médio, além de se deparar com o início de namoro com o Pietro e com uma versão ligeiramente ciumenta de um pai protetor, Lívia começa a apresentar algumas dificuldades com relação à sua aprendizagem da Matemática. Sua forte característica de gerir sua disciplina com os estudos esbarrava em suas inseguranças diante de discursos apavorantes sobre a Matemática na escola, por parte dos veteranos, que antecipavam uma implacável reprovação. É isso, Lívia?
— Porque, uma coisa que assim eu acho, se por um lado eu geri muito bem o
meu ensino, o meu aprendizado, essa questão da disciplina (e isso pra mim é uma marca forte), eu também não sou a pessoa mais autoconfiante do mundo, então eu pensei ‘com certeza você não vai dar conta’, e já fui com essa ideia.
— Então, foi dada a largada! Você não perdeu média naquele bimestre, mas foi por muito pouco!
— Por 1 ponto, mas eu já achei aquilo fenomenal, porque eu pensei ‘eu
aprendi’ porque o detalhe é que eu tinha ficado 1 ponto acima da média mas eu tinha aprendido, e isso foi muito legal porque eu pensava que eu não só ia não aprender, como ia ser terrível. Mas foi, como no primeiro ano eu aprendi, mas, sofri um pouco. Mas tudo bem, porque aí no segundo bimestre eu fui melhorando, fui ganhando confiança, percebi (...) que se eu mostrasse que eu não era lá tão ruim de serviço, que eu estava me esforçando, daria tudo certo.
—Você deu conta! Superou suas inseguranças e enfrentou os desafios ora postos, ora impostos...
— Aos trancos e barrancos... porque eu sofri (...) porque eu achava que eu não
ia passar, e fiquei muito desestabilizada, eu me lembro de chorar uma vez no almoço porque eu achei que a prova ia ser muito difícil e eu não ia dar conta. De fato. As provas foram muito difíceis e eu achei que assim....eu não perdi o gosto pela matéria, mas aquilo criou em mim alguma coisa do tipo: ‘precisa desse terrorismo todo’?, ‘precisa dessa pressão toda’? (...) eu consegui vencer e mostrar pra mim mesma que assim “você é maior do que isso”, sabe? Está tudo bem, não tem mais dificuldade e tudo o mais...mas você está indo.
E, a narrativa que revela o apreço e interesse da Lívia frente a alguns dos conteúdos da Matemática vem acompanhada do relato de que apesar de ter sido um período de elevada dificuldade, ela consegue superar e ratificar, para si mesma, a
máxima ‘você é maior do que isso’. A força que a avó inspirava na família, destemida perante os desafios, de alguma maneira (consciente ou in) pode ter sido um elemento que a sustentou na superação das dificuldades em sua caminhada. O fato é que os possíveis entraves que se apresentaram ao longo do processo de ensino aprendizagem não eram tão agudos a ponto de interromper o interesse da então adolescente, pela Matemática, irremediavelmente controversa.
E, como não poderia deixar de ser, a sua história contada com vigor, esbarra nela: a prova. A propósito, tudo era prova?! Para Lívia, parece que sim!
E eu acho que uma coisa legal que poderia ser assim é se a gente fosse sentindo isso, tipo a gradação “nossa eu estudei isso aqui, e eu consegui avançar aqui” que as vezes a gente não sentia lá tanto, vinha prova, e prova, e acho muita prova, eu acho exagerado o tanto de prova, porque além da prova eu lembro de fazer uns trabalhinhos, uns testinhos, que também pra mim é igual prova. Aí que tá também o problema daquele que recebe a mensagem, porque pra mim eu não recebia a mensagem como um trabalho, eu recebia a mensagem como prova, eu pegava aquilo ali era prova, a outra do final do mês era prova, tudo era prova, entendeu?
Lívia entende que a ‘prova’ foi o instrumento avaliativo predominante em seu processo de ensino e aprendizagem da Matemática no COLUNI, de modo que cada ‘testinho’ ou ‘atividade avaliativa’ que era proposta chegava como uma mesma mensagem: prova! E, o seu tom sugere que a prova foi utilizada predominantemente como um meio para aferir o conhecimento e não como uma avaliação processual e formativa. Vamos conversar um tantinho mais a esse respeito.
Não há dúvidas quanto à importância da avaliação no contexto escolar quando compreendida como parceira do desenvolvimento dos estudantes bem como da prática docente. Avaliar os estudantes e suas respectivas aprendizagens é prática inerente ao trabalho docente além de ser prática cultural escolar bastante familiar a alunos e a seus pais e/ou responsáveis220. Sabemos que existem inúmeras maneiras de se avaliar os estudantes em uma instituição escolar de modo que a ‘prova’ é apenas uma. Outros exemplos são atividades em dupla ou grupo, trabalhos, projetos de pesquisa e extensão, seminários, etc. Em sua fala, Lívia sinaliza que a aplicação de provas eventualmente disfarçada de ‘trabalho’ ou ‘atividade’, é prática predominante na escola e, excessiva,
220 SORDI & LUDKE (2009).
diga-se de passagem, o que atenta para a importância do aprofundamento dessa temática nos cursos de formação de professores. O que é, portanto, avaliar?
Tive a oportunidade de ministrar uma oficina junto a estudantes da UFV dos cursos de Licenciatura em Matemática, Física, Biologia e Educação Física, em função de um evento do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) realizado em meados do mês de outubro de 2019. O título da oficina foi “E agora, como avaliar?”, motivado pela minha interrogação ao fim do curso de graduação, acerca da minha futura prática avaliativa enquanto professora prestes a atuar em sala de aula. Saberiam os atuais licenciandos, como avaliar? Ou, ainda, o que é avaliar? Será que algo mudou nos cursos de formação de professores, no que tange às ementas curriculares com relação aos aportes teóricos e práticos sobre a avaliação da aprendizagem? A partir do que compartilharam aqueles jovens estudantes, de distintos cursos de licenciatura, percebe-se que pouco se alterou nesse sentido de uma formação específica voltada ao tema.
Em uma das atividades sugeridas para eles executarem na oficina, havia a proposta de construção de um pequeno mapa conceitual, a partir de suas próprias concepções, sobre o tripé Ensino, Aprendizagem e Avaliação. Separados em quatro grupos, nos quais haviam estudantes de cursos distintos, eles realizaram a atividade e, em seguida, compartilharam para todos da sala, grupo a grupo. Destaco aqui, nessa narrativa, o que pontuaram sobre a avaliação: “método de se medir, qualitativamente a aprendizagem do estudante quanto aos conteúdos ministrados, procurando avaliar, de forma clara e sucinta, assuntos abordados e ensinados em sala de aula; avaliar é criar; é observar e acompanhar a evolução do estudante ao invés de classificar; dar um feedback aos alunos, oportunidade de alunos e professores refletirem acerca de suas práticas; o estado emocional conta muito; é quando se mede a eficiência da aprendizagem, avaliando se a interação entre professor e aluno, para o ensino e a aprendizagem, funciona”.
Com o breve debate ocorrido na atividade, deu para perceber que as concepções sobre a avaliação da aprendizagem transitam entre o que compreendemos por uma avaliação formativa e pela avaliação somativa, a partir das experiências de cada um e das aprendizagens esporádicas que acumularam sobre a temática. Ou seja, em termos formais, os jovens licenciandos não possuem, como eu há dez anos atrás, um repertório de disciplinas previstas para pautar as aprendizagens acerca da Avaliação.
Compartilho da visão tríplice de Luckesi acerca da avalição. Consiste de um processo repartido, inicialmente, em três etapas. A primeira, por intermédio de algum recurso ou instrumento intencionalmente elaborado, é reservada ao recolhimento de informações relevantes acerca da realidade escolar do estudante em avaliação e, desse modo, é o ponto de partida da ação avaliativa. Segue-se a segunda etapa quando, a partir de critérios estabelecidos e negociáveis, qualifica-se a situação do estudante em avaliação e se atribui um feedback. Por fim, se necessário, ocorre, mediante a reorientação da prática pedagógica, a terceira etapa de intervenção em favor da superação das necessidades sinalizadas pelos alunos221. Três momentos que, necessariamente interdependentes, sinalizam necessidades dos estudantes bem como dos docentes no que se refere à reorientação de suas práticas pedagógicas.
Porém, se, por exemplo, uma prova é elaborada sem que sejam bem definidos os objetivos de cada questão alinhados ao desenvolvimento da aprendizagem discente, ou seja, se uma prova for mal elaborada do ponto de vista pedagógico, embora possa aparentar uma estética irretocável, os registros nela presentes pouco ou nada representarão uma realidade de aprendizagem e pouco contribuirão para que novas práticas docentes sejam efetivadas em favor das necessidades sinalizadas pelos alunos. Ou seja, instrumentos inadequados podem até possuir alguma coesão no que se refere à sua forma, mas no âmbito da sua concepção alinhada aos objetivos da prática avaliativa, revelarem-se incoerentes, impróprios. Urgência em se debater esses aspectos fundamentais para a formação de professores de quaisquer áreas. É urgente!
Ao encontro desse tema, Lívia se recorda de uma atividade que realizou em todas as séries do ensino médio no COLUNI, dentro da disciplina Matemática, que foi
muito interessante. A jovem conta que, por mais difícil que fosse algum conteúdo
específico da Matemática tinha a bendita da paródia que era ótima e, sabe por quê?
Porque quebrava o clima!
É verdade. Às vezes, imersa nas tensões do bimestre e naquela matéria tão confusa, era possível fazer uma pausa, compor uma paródia relacionada à disciplina e que, ainda, valia pontos!!! E, para Lívia, isso não soava como uma forma de dar pontos, de maneira alguma, porque havia dedicação e esforço para a composição da música, além do fato de que fazia as coisas ficarem mais leves, e (...) isso é muito importante na
aula de Matemática. Afinal de contas, o que der pra suavizar, entendeu, é melhor
221 LUCKESI (2011).
suavizar. Não dá pra gente ficar dando conteúdos tão densos de uma forma tão séria tipo assim, sem que se perceba que são humanos ali, pessoas com dificuldades, erros e acertos, e uma outra pessoa humana também com dificuldades, erros e acertos, transmitindo, isso tem que ser uma troca, e tem que ser uma troca o mais natural e branda possível porque não quer dizer que vai ser fácil mas pelo menos que seja leve.
Foto 15: Apresentação das paródias
(foto do aluno – fantasiado da professora - com a professora)
Fonte: arquivo pessoal
Foto16: Apresentação das paródias (foto de um dos grupos)
Sabe o que eu quero de verdade? Jamais perder a sensibilidade,
mesmo que às vezes ela arranhe um pouco a alma.
Porque sem ela não poderia sentir a mim mesma...222
São humanos ali! De todos os lados! Somos alunos e professores, somos pais, filhos, mães, irmãos, netos, avós, artistas, atletas, poetas. Somos tantos! E, em um mesmo espaço adolescemos, adultecemos, envelhecemos, rejuvenescemos. Tantas gerações! Tantas experiências! Ah, Lívia, tantos somos! E o que poderia ser uma atividade, a princípio simples, por destoar dos padrões de uma ‘atividade avaliativa’ digamos, rigorosa, gera impactos para além da proposta de tornar aliadas a música e a Matemática. Tangencia a sua jovem sensibilidade, representa uma pausa necessária diante de um turbilhão de cobranças e demandas. Uma alternativa avaliativa sensível e formativa, capaz de mobilizar a criatividade e o acesso dos estudantes a diferentes estilos musicais. E que, por tabela, pode tornar mais próxima a relação de professores e alunos.
Essa tal avaliação, em uma perspectiva formativa não é sinônimo de ‘prova escrita ou oral’ ou de ‘teste’ ou de ‘trabalho em grupo’ ou de ‘paródia’ ou de algum modo específico de se entender a situação escolar de um aluno. É um componente central de todo o processo de ensino e aprendizagem, com enorme potencial de reorientação de práticas educativas e promoção da aprendizagem, e uma vez desempenhada como uma “produção de sentidos”223, para docentes e discentes, a avaliação formativa da aprendizagem se torna fundamental para o processo de ensino- aprendizagem na medida em que possui função promotora e reveladora desse processo. Pressupõe um processo de acompanhamento e desenvolvimento da aprendizagem ou ações que intervenham na aprendizagem e no ensino. Ela é parte e precisa estar a serviço do processo educativo. Revelar limites de ambas a práticas (docente e discente), sugerir mudanças. Ser cotidiana e natural. Ser materializada em diversos instrumentos (prova escrita, prova oral, trabalhos em grupo, atividades extraclasse, lúdicas, seminários, projetos, etc...) e atitudes (o docente precisa ter uma permanente postura (auto) avaliativa, atento à presença mais ou menos ativa dos alunos de modo a
222 Clarice Lispector. 223 SANTOS (2008).
incentivá-los a terem, cada qual ao seu modo, uma postura ativa, participativa como também (auto) avaliativa). Não como algo que serve para intimidar.
Ah, prova de Matemática é um...um problema, porque é o seguinte, no COLUNI eu comecei a ficar muito nervosa pra fazer prova. Não era qualquer prova não, mas eu desenvolvi o nervosismo por conta das provas de Física. E aí assim...eu não conseguia nota boa, eu tinha a maior dificuldade, eu tentava, tentava, tentava e eu tentei muito compreender todas aquelas fórmulas, todos aqueles sentidos, e eu nunca consegui entender. E aí, pra fazer prova de Física eu ficava muito nervosa. Só que esse nervosismo acho que com o tempo ele passou a se ocupar de outras matérias também, então no dia da prova de Matemática eu ficava muito nervosa.
E, embora fosse extremamente dedicada aos estudos, sem jamais comparecer a um momento de prova despreparada ou sem ter estudado a matéria, aliás, toda a matéria, e ter feito todos os exercícios, Lívia ainda assim se sentia consideravelmente pressionada, especialmente com a Matemática, na hora da prova. Porque será? O que lhe causava tanta ansiedade e tensão? Sentia-se provada? Como quem passa por uma provação, um sofrer? Em que medida a prática docente têm parte nisso? Lívia sempre gostou da Matemática, e esse sentimento não foi apagado no período do ensino médio. Entretanto, passou a se sentir nervosa, tensa, com medo de um fracasso que parecia, algumas vezes, certo de acontecer, tão logo! Noutros momentos, um respirar profundo e...segue o barco!
E, as vezes...então eu começava a fazer a prova, e começava a dar certo, então aí eu ficava tranquila, já começava a ficar bem tranquila. Então, as vezes, não necessariamente eu conseguia fazer a prova toda mas de ter feito uma questão ‘opa, acho que isso aqui tá certo’, conferir ‘não, isso aqui tá certo!’, (ou seja, agora tenho a certeza de que fiz certo!!) ainda que no meio tivesse uma ou outra que eu não conseguisse fazer, tudo bem, eu acho que eu ia ganhando confiança fazendo a prova, entendeu....
Sim, a confiança em si mesma, de quem se preparou da melhor forma que pôde e que bem sabe que o seu melhor está sendo feito naquelas brevíssimas duas horas (às vezes, nem isso) que ao invés de divagarem sem lenço e sem documento, voam nos relógios com a precisão de uma ave de rapina em direção ao seu destino. E é uma verdade! O tempo de prova disponibilizado aos estudantes é sempre uma questão conflitante.
Já perdi as contas de quantas vezes os alunos disseram ‘eu até sabia a questão, mas não deu tempo de terminar a prova’ ou ‘precisava de mais tempo para pensar sobre a questão’, e isso revela, a meu ver, ainda mais a vulnerabilidade desse recurso avaliativo e a necessidade de que outros sejam utilizados como forma de variar e oportunizar o contato dos alunos com distintas maneiras de serem avaliados e que favoreçam suas potencialidades argumentativas.
Imagina! Um problema envolvendo uma aplicação da Função Logarítmica, e que eu, enquanto professora, julgo ser importante para a formação do estudante naquele tema em estudo, ainda mais porque se trata de uma situação tão real que envolve a taxa de crescimento populacional da cidade de Viçosa, além de dialogar interdisciplinarmente com a Geografia. Está lá na prova o problema. O estudante após a prova vai ao meu gabinete. Diz que não pôde fazer a questão porque para ele o tempo foi insuficiente. E faz, diante de mim, com argumentos e explicações para lá de satisfatórios. Como o avaliar? Já não me é permitido?! Quem decide isso? Como agir? Ele sabia a questão? Sim. Porém, deveria saber gerir melhor o seu tempo de prova (boa saída, professora!). O ‘sistema’ impõe isso. Quando se submeter ao ENEM não terá a benevolência dos fiscais que ‘vigiam’ as salas. Ou entrega a prova, ou entrega a prova. E o tempo? O tempo urge! E a Sapucaí? É enorme.
A bem da verdade, imersa está a Educação nesse sistema, capitalista que só – como já conversamos páginas anteriores – e que não admite a ‘ausência de pressa’ própria dos bons pensamentos, das boas reflexões, das sensíveis narrativas, das sábias argumentações. A serviço dos ranqueamentos, do esgotamento e estrangulamento curricular, da quantidade de aprovações, estão o sistema e as políticas educacionais. Os objetivos tangenciam bem mais o ‘quanto’ e o ‘que’ do que o ‘quem’ e o ‘como’.
A bem da verdade, imersa estou também, nesse ritmo acelerado e pouco humanizado das práticas escolares. Será que realmente é uma utopia ansiar e lutar por novas maneiras de conceber o espaço escolar? Será que somente a poesia pode nos salvar?
Amigos, não consultem os relógios quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas que até parecem mais uns necrológios... Porque o tempo é uma invenção da morte:
em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira. Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida: não cabe, a cada qual, uma porção. E os Anjos entreolham-se espantados quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são.224
Voltando à Lívia, ela conta uma história de uns ratinhos que me pareceu ser um tanto impactante. Não se sabe se Lívia tinha algum medo desses repulsivos e astutos seres, mas após a experiência que narrou, talvez tenha ficado alguma ressalva com os pequeninos.
Para prosseguir, por curiosidade, fui ao dicionário consultar o significado da palavra. PROVA: aquilo que serve de indício, marca (comprovação de algo); teste,
exame ou concurso (habitual no contexto escolar); sofrimento ou infelicidade que testa a resistência ou a coragem (no sentido de provação - ser provado), dentre outras
possibilidades de interpretação. Sigamos com a jovem e com algumas palavras cantadas:
Todo rato deixa rastro Todo rato trai e mente Todo rato assusta a gente Todo rato anda em bando
São os ratos, são os ratos, são os ratos.225
224 “Ah! Os Relógios” de Mário Quintana. 225 Palavra Cantada.