11.1 PRINCIPAIS RESULTADOS DO ESTUDO
11.1.5 Propostas Diversas
Esta pesquisa descortinou um celeiro de possibilidades, que se tornaram viáveis para implementação:
a) Divulgar a visão que os assistidos e os terapeutas têm sobre os elementos subjetivos que impactam na saúde, oriundos das ações afetivas e de cuidado, para os adeptos da biomedicina, compreenderem que as “sutilezas” do acolhimento, em todo processo, influenciam no vínculo afetivo e no bem-estar dos assistidos.
122 Cap. 3
b) Incluir o componente curricular “PIC", em todos os cursos da área de saúde, e assim ampliar o conhecimento holístico sobre o ser humano através do modelo bioenergético/vitalista.
c) Ampliar a midiatização, na comunidade acadêmica, inclusive fora da UFBA, dos benefícios que os serviços do ambulatório de PIC proporcionam.
d) Contratar profissionais com formação em PIC para diminuir o percentual de voluntários no ambulatório, hoje com 96%, como também criar nos Campi da UFBA um espaço destinado a assistência aos discentes, docentes e técnico- administrativo com as PIC.
Esta pesquisa visibilizou a importância das ações afetivas e de cuidado, consideradas significativas para a criação e a manutenção do vínculo entre os terapeutas e os assistidos, o que denota que as técnicas utilizadas, específicas de cada PIC, por si só, não são suficientes para estreitar estes vínculos.
Necessário, portanto, que elementos considerados subjetivos sejam valorados, e o corpo (re)conhecido não só pela ótica da biomedicina, mas, também, pelo modelo bioenergético/vitalista, por toda a sociedade, principalmente pelos profissionais de saúde, pois, se tiverem uma visão holística sobre o ser humano, as ações com princípios dicotômicos não existirão, e sim, uma assistência integral, para um ser humano multidimensionalizado.
O ambulatório de PIC na sua finalidade é igual a qualquer outro, entretanto, se constitui como espaço multirreferencial de construção e difusão de conhecimento, com contribuições significativas através dos seus membros na construção de políticas públicas, PEPIC, com gestão inovadora ao adotar agenda livre e nas ações diferenciadas dos terapeutas no cuidar e afetar amorosamente os assistidos. Fica também evidenciado que através das redes políticas criadas, das pontes afetivas estabelecidas, do cuidado diferenciado, nas ações de acolhimento humanizado, houve uma quebra de paradigma.
O estudo da Afetividade e do Cuidado no ambulatório de PIC é relevante pois contribuirá para fomentar outras pesquisas que envolvam famílias dos assistidos, gênero, patologias diversas, formação de grupos interdisciplinares, como também o HUPES, se assim
desejar criar um Núcleo de Pesquisa em PIC (NUPPIC) e mais uma vez na sua história ser pioneiro e contribuir para o desenvolvimento da ciência.
As contribuições efetivas que a afetividade e o cuidado deram para estreitar o vínculo entre terapeuta e assistido no ambulatório de PIC evidenciaram que “são mãos que se abraçam”, por protagonizar e sedimentar sentimentos, emoções e ações amorosas, cotidianamente.
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